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Duas horas. Muito boa noite, está com a Rádio Observador. Eu sou o Ricardo Lopes, são duas da manhã. Vamos atualizar toda a informação. Esta noite o ministro da Administração Interna admite que teme a época de incêndios este verão, mas garante que o SIRESP vai funcionar. Foi numa entrevista dada à SIC Notícias. Luís Neves admite estar preocupado, sobretudo com a região de Leiria, afetada pelas tempestades. Diz que há muita madeira, muito combustível caído e, sobretudo, muitas estradas e caminhos rurais que ajudam no combate, completamente destruídos. No entanto, reitera que já foram limpos mais de 10 mil quilômetros e ressalva que os meios de prevenção e o SIRESP vão estar 100% operacionais para a época de incêndios.
O SIRESP teve uns problemas graves com a calamidade. Foram comprados equipamentos, novas estruturas. Estamos a fazer um grande investimento.
Vai funcionar?
Sim, vai funcionar. Quer dizer que estamos a gastar agora, no imediato, 36 milhões e vamos gastar no PTRR, temos quase 400 milhões para gastar e vamos nos aproximar das populações, das juntas de freguesia, das câmaras.
Declarações do Ministro da Administração Interna, a anunciar aqui alguns investimentos e também a garantir que, caso a época dos incêndios corra mal, vai assumir as culpas e total responsabilidade. Já sobre a polêmica em torno da nomeação do general Paulo Viegas Nunes para a direção do SIRESP, depois de haver suspeitas de irregularidades nas auditorias da Inspeção-Geral das Finanças, Luís Neves garante que, neste momento, não há qualquer investigação a decorrer a nenhum funcionário do ministério e reforça a ideia de que mantém total confiança em Viegas Nunes.
Não, não há. Não tenho um único documento de uma participação de uma ministra da Secretaria-Geral do MAI, seja quem for. Mas dizer o seguinte relativamente ao general Viegas Nunes. Do ponto de vista daquilo que são as inspeções, e todos conhecem, Inspeção-Geral de Finanças, inspeções próprias, inspeções do Tribunal de Contas, não há um no Estado em que não aponte 3, 4, 5, 10, 20, 30 questões que é preciso corrigir, é preciso fazer de outra maneira. Portanto, não há nada ali que eu vi que pudesse pôr em causa a idoneidade, a seriedade, a transparência e aquilo que é mais relevante para qualquer ser humano, que é a sua honra. Portanto, não encontrei nada, são coisas comezinhas.
Declarações de Luís Neves, ministro da Administração Interna, esta noite à SIC Notícias. Mudamos agora de assunto para falar do tema que marcou a atualidade nacional esta quarta-feira, a greve geral. O secretário-geral da CGTP garante que os membros da Central Sindical não tiveram nada a ver com os desacatos na Assembleia da República. Tiago Oliveira sublinha que as manifestações em todo o país foram feitas de forma pacífica. No entanto, em Lisboa, depois da manifestação da CGTP ter terminado, um conjunto de pessoas provocaram desacatos com as forças de segurança. Foram também incendiados alguns caixotes do lixo. A força de intervenção da PSP foi mobilizada para a escadaria do Parlamento, teve de intervir, acabou por deter seis pessoas. No entanto, Tiago Oliveira garante que os membros do sindicato não estiveram envolvidos nos confrontos.
O que lhe posso dizer é que não tem manifestantes da CGTP naquela manifestação.
Mas deve ser o que se está a pensar.
Agora, há grupos que se integram nas manifestações da CGTP para depois levar por diante este tipo de situações e concretizar este tipo de momentos. Mas acho que o objetivo foi conseguido pela CGTP, que tivemos de facto, norte a sul do país, incluindo nas regiões autónomas, um conjunto muito largo de manifestações com a presença de milhares de trabalhadores.
Declarações do secretário-geral da CGTP à RTP. Tiago Oliveira, que aproveitou também para voltar a criticar o governo, acusa o executivo de arrogância e também de ignorar os trabalhadores. Segundo a polícia, os detidos estão indiciados por desobediência e resistência e coação sobre funcionário. O superintendente da PSP, Jorge Resende, explica que, antes das tensões, a polícia fez vários avisos que não surtiram efeito.
Cerca de 10, 15 minutos depois, algumas das pessoas, utilizando grades, ocuparam a via pública, pondo em causa a segurança dos utentes da via pública, tendo sido alertadas para não o fazer, e tornaram-se violentos, designadamente arremessando garrafas. Posteriormente, houve um aviso legal que a manifestação se tinha tornado violenta e como tal teria que cessar e foram dados cinco minutos para dispersar. Passados esses cinco minutos, foi feito novo aviso. Passados três minutos, foi feito novo aviso. Tentou-se de todas as maneiras que as pessoas cessassem aquele tipo de comportamento e abandonassem o local.
Declarações do superintendente da PSP, Jorge Resende, a explicar as detenções das seis pessoas na Assembleia da República. Também houve reações por parte do governo a estes confrontos no briefing do Conselho de Ministros, que aconteceu esta quarta-feira. O ministro da Presidência, António Leitão Amar, elogiou a atuação da polícia e culpa alguns manifestantes.
E lamenta profundamente o comportamento de alguns, e eu quero sublinhar que alguns, que ultrapassaram os limites mais do que aceitáveis do direito à greve, que provocaram desacatos, que ofenderam a ordem pública e que confrontaram a autoridade das forças de segurança portuguesas. Queria destacar que se lamentamos profundamente estes comportamentos condenáveis, que ultrapassam o que é razoável e aceitável numa democracia livre e no direito à greve e no seu livre exercício, é importante deixar claro que este foi um comportamento de alguns
O comportamento da maioria dos manifestantes e pela informação que temos, não é um comportamento associado à organização e aos organizadores desta manifestação.
Declarações de António Leitão Amaro na conferência de imprensa do Conselho de Ministros. Ainda sobre a greve geral, a ministra do Trabalho diz que o teletrabalho dificulta a análise e a contabilização da adesão à greve. Maria do Rosário Palma Ramalho falou aos jornalistas também no final do Conselho de Ministros e conclui que a adesão foi residual no setor privado e reduzida no setor público. Sublinha que na administração pública a adesão foi de apenas 23%. Maria do Rosário Palma Ramalho falou ainda sobre alguns constrangimentos no setor da educação e também da saúde. Explica que cerca de metade dos alunos não conseguiram realizar a prova de aferição agendada para esta quarta-feira e que na saúde só se realizaram apenas 25% das cirurgias programadas. Antes, também o primeiro-ministro fez um balanço da greve. Diz Luís Montenegro que apenas serviu para prejudicar a vida de muita gente. Admite que podem ser utilizados todos os meios de luta, mas diz: "Enquanto cidadão e português, todos temos uma responsabilidade perante os atos."
Apenas me parece, como cidadão, como português e como primeiro-ministro, que todos temos uma responsabilidade e a responsabilidade também integra aquilo que são as consequências dos nossos atos. A consequência desta greve, no final deste dia, parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente, porque as posições políticas que queriam ser transmitidas já eram conhecidas, já eram afirmadas por estas estruturas há bastante tempo.
Declarações aos jornalistas de Luís Montenegro numa análise à greve. No desporto, José Mourinho vai mesmo para o Real Madrid, isto caso Florentino Pérez vença as eleições no clube merengue. Pelo menos é a garantia dada ao final desta quarta-feira pelo atual presidente do Real Madrid. A contratação de Mourinho consta nas propostas do plano da candidatura, que foi entretanto apresentado. O treinador português aparece num vídeo de apoio ao atual presidente do Real Madrid com a camisola dos merengues vestida. No entanto, na última hora e segundo o jornal "Record", o Special One contactou o Benfica e garantiu que não gravou nenhum vídeo equipado à Real Madrid. Diz que se tratam de imagens geradas por inteligência artificial. Na análise, Bruno Batista, antigo candidato a vice-presidente do clube encarnado, diz que este impasse do futuro de José Mourinho termina com um divórcio não amigável a três partes, entre o treinador, o Benfica e os adeptos. À Rádio Observador, Bruno Batista afirma que os benfiquistas desejam que Florentino Pérez vença as eleições do Real Madrid para o Benfica poder finalmente organizar a próxima época.
E este é o banho-maria em que ficará Rui Costa, em que ficarão os adeptos benfiquistas, provavelmente a torcer para que Florentino Pérez seja reeleito no Real Madrid para decidir o futuro do Benfica. E é aqui que temos uma insatisfação dos encarnados.
Bruno Batista lembra também que o Benfica não pode oficializar a contratação de Marco Silva sem antes comunicar oficialmente à CMVM o fim do contrato com José Mourinho. As eleições do clube espanhol acontecem no próximo sábado. Temos ainda tempo para sair de Portugal e olhar para a atualidade internacional. Israel e Líbano chegaram esta noite a um acordo de cessar-fogo. Há uma condição: o desmantelamento do Hezbollah. Os dois países, juntamente com os Estados Unidos, assinaram um comunicado oficial conjunto. O documento foi também partilhado pelo Departamento de Estado norte-americano, em que se pode ler que o cessar-fogo está condicionado à cessação total do fogo do Hezbollah, bem como à retirada de todos os operacionais do grupo paramilitar na margem sul do rio Litani. Além disso, os dois países concordaram em criar zonas-piloto no Líbano. Nessas áreas, as Forças Armadas do país, passo a citar: "Assumirão o controle exclusivo do território, excluindo quaisquer intervenientes não estatais." Israel e Líbano vão voltar a sentar-se à mesa das negociações no dia 22 deste mês, mas ainda não há local definido. Acontece numa altura em que Donald Trump acredita que Washington e Teerão podem chegar a um acordo de paz durante o fim de semana. Declarações do presidente norte-americano feitas ontem em conferência de imprensa. Donald Trump prometeu abrir o estreito de Ormuz rapidamente. No entanto, os iranianos afirmam que não houve qualquer progresso tangível nas negociações com os Estados Unidos. Terminamos desta forma este jornal das 02:00. A informação regressa à antena da Rádio Observador daqui a sensivelmente 20 minutos, quando forem 02:30.