Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Duas horas. Boa noite, o meu nome é Maria Miguel Marques, vamos às notícias. A começar pela atualidade internacional, o Ministério da Defesa polaco está a redigir uma lei para preparar o país para a guerra. Esta lei pode incluir o destacamento antecipado de tropas para pontos considerados sensíveis dentro do sistema de defesa da NATO e adaptar o sistema de gestão da defesa do Estado, sobretudo no domínio dos ataques híbridos. A informação é avançada pelo gabinete de comunicação do ministério ao jornal polaco, a "Rzeczpospolita", e confirmada pelo vice-ministro da Defesa do país, em entrevista concedida à rádio privada RMF, esta sexta-feira. A origem da lei estará nas lições tiradas da guerra da Ucrânia. As doações voluntárias de oligarcas russos correspondem a mais de 1% do orçamento do Estado da Rússia. A informação consta em documentos sobre o orçamento de Estado, vistos pela Reuters. Em março, Vladimir Putin teve uma reunião à porta fechada com vários oligarcas, muitos deles alvos de sanções ocidentais. Um deles terá feito a proposta, porque, e estou a citar: "Uma vez que muitos russos ricos fizeram fortunas durante a década de 1990, graças às ligações com o Estado, agora era seu dever contribuir para o orçamento de Estado". A proposta foi aceita pelo presidente russo e arrecadou cerca de 471 mil milhões de rublos. O déficit russo para 2027 será de 3,2% do PIB nacional, o dobro dos 1,6% proposto. Sem as doações, o déficit poderia ser de 3,4%. Ainda na atualidade internacional, Donald Trump não vai proibir as exportações de combustível para a Europa. É uma confirmação que chega depois do presidente norte-americano ter ameaçado suspender as exportações de combustível, caso os parceiros europeus não libertassem as reservas disponíveis. Depois das ameaças de Washington, o G7 reuniu de emergência esta sexta-feira e aceitou libertar 100 milhões de reservas de combustível. Agora, em declarações aos jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano garante que o país vai conseguir enfrentar esta crise dos combustíveis.

Nós não vamos proibir as exportações. Vamos fazer o que é suposto. Eu pedi-lhes e vamos ter muito petróleo.

São declarações de Donald Trump, que deixou ainda elogios ao G7 pela decisão de libertar os 100 milhões de reservas de combustíveis. Diz que a Europa esteve muito bem. Na análise, o professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente, diz que numa altura de crise, as decisões devem ser concertadas entre a Europa e os Estados Unidos. Caso contrário, quem sai a ganhar é a Rússia.

Por estarmos a viver num mundo muito mais mercantilista, neste momento, essas alianças reconfiguram-se quase diariamente, dependendo dos fluxos e das bolsas e dependendo dos fluxos do comércio internacional. O que é que acontece? A Rússia agora vai beneficiar, porque os Estados que a certo ponto dependeram da Rússia e que cortaram esse laço económico e esse laço energético com a Rússia, devido ao início do conflito em 2022 e da invasão da Ucrânia, muitos desses países podem ter que retomar esses laços econômicos e energéticos.

O professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente, diz ainda que perante a falta de capacidade de abrir pontes entre os aliados, as organizações são obrigadas a agir.

Perante esta instabilidade, perante esta insegurança dos mercados petrolíferos, o que é que acontece? Há aqui uma transição, que é: as organizações internacionais tentam ocupar um espaço de charneira para permitir esse escoamento.

São declarações de Bernardo Valente no gabinete de guerra da Rádio Observador. O suspeito do ataque à FlyDubai já tinha sido afastado pela companhia aérea nacional de Oman no ano passado, devido a preocupações com visões extremistas. É o que avança agora a CNN, uma fonte diplomática regional familiarizada com o assunto, disse à CNN que o piloto suspeito de ter atacado outro piloto a bordo de um voo com destino a Tel Aviv, na quarta-feira, foi afastado devido a preocupações de que ele tivesse visões radicais. A fonte afirmou que ele recebeu outra função na companhia aérea. O suspeito em causa é cidadão omanita, segundo outra fonte, apesar de ter nascido nos Emirados Árabes Unidos. Um funcionário israelita disse ainda à CNN que no momento do ataque, o suspeito estava a trabalhar para a FlyDubai há apenas oito meses. Na atualidade nacional, a mãe das gêmeas luso-brasileiras diz que tinha direito a tudo o que recebeu do Estado português no tratamento das duas crianças. Daniela Martins assegura que não cometeu nenhuma ilegalidade e que tudo o que recebeu para as filhas estava dentro das normas e do processo habitual numa situação como esta. Em entrevista à RTP, a mãe das gêmeas luso-brasileiras admite que pediu tudo a que tinha direito, sem qualquer tipo de favorecimento. Explica Daniela Martins que foi sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das crianças.

Eu tinha um gasto muito alto, porque são duas crianças e eu estava a me organizar a viver em Portugal. Então, tudo o que eu conseguisse, que fosse direito das meninas através do governo, eu pedi, eu fui atrás. Mostrei os documentos e o que me foi concedido foi tudo com documentos que eu mostrei. Então, nada do que eu pedi foi a mais do que eu tinha direito, do que as meninas tinham direito.

A mãe das gêmeas luso-brasileiras é acusada pelo Ministério Público de burla devido às cadeiras de rodas que foram atribuídas às gêmeas. Uma acusação que Daniela Martins considera ser mentira. Explica que os equipamentos que pediu estavam dentro das normas da saúde em Portugal para casos como o das filhas.

Eu pedia tudo que as meninas poderiam se beneficiar. Eu pedi uma cadeira de transporte inicial, que é onde eu ia às consultas. Antes disso, elas não tinham uma cadeira para crianças com necessidades especiais. Elas ganharam uma cadeira de crianças com necessidades especiais e depois eu pedi ainda a motorizada, porque na altura elas já estavam quase em idade escolar e elas precisavam criar uma independência.

Explicações de Daniela Martins, mãe das gêmeas luso-brasileiras, que garante que vai contestar a acusação do Ministério Público português. Fala numa situação desgastante. Apesar do tempo que já passou, diz que fez o que qualquer mãe teria feito numa situação semelhante. Falamos ainda da Operação Influencer. A Procuradoria-Geral da República esclarece que António Costa não pode consultar o processo porque a lei não o permite. O esclarecimento surge depois do semanário Expresso ter noticiado que o Ministério Público recusou por seis vezes pedidos do ex-primeiro-ministro para consultar os documentos que fazem parte do inquérito, no qual é apenas suspeito e não arguido. A Procuradoria insiste, por isso, que António Costa não pode consultar o processo por não ser um interveniente formal. André Ventura recusa que António Costa seja uma vítima nesta Operação Influencer. Ventura diz que há uma clara teia de prevaricação à volta do processo e que António Costa está longe de ser uma vítima.

Quem olhar para este processo, o doutor António Costa é aqui uma vítima. Não, o doutor António Costa, objetivamente, esteve e está envolvido numa teia que, venha ou não a demonstrar-se que ele é próprio é culpado, acho que já ficou mais do que evidente que houve uma teia de prevaricação à volta dos negócios do lítio e do hidrogênio.

As críticas do líder do Chega ao PS estendem-se ao tema do Orçamento de Estado. Em causa, a viabilização do documento pelos socialistas que José Luís Carneiro deverá propor ao partido antes de conhecer o orçamento na íntegra. Ventura pede aos eleitores do PS para questionarem a responsabilidade do partido.

O Chega apresentará o trabalho para o qual foi eleito, para o qual os seus deputados foram eleitos, que é olhar para o orçamento, trabalhar as propostas e melhorá-las na saúde, na educação, nos combustíveis, na habitação, na imigração, etc. A pergunta tem que ser posta ao Partido Socialista. Se quis viabilizar um documento sem o conhecer, pergunto aos eleitores e pergunto ao doutor José Luís Carneiro se isso é ser responsável.

São declarações de André Ventura à entrada para uma sessão promovida pela distrital do Chega sobre economia e a reforma do Estado. O Ministério Público abriu um inquérito para apurar a legalidade do uso da Base das Lajes nos Açores pelos Estados Unidos. O inquérito foi aberto após uma queixa do Bloco de Esquerda. Numa resposta à Agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República confirmou o inquérito e que foi aberto devido à denúncia do partido. A queixa do BE foi apresentada em abril e pedia à PGR para apurar se a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpriu a lei. Na altura, o coordenador do bloco, José Manuel Pureza, insistiu que se tratava de uma violação grosseira do direito internacional e do direito português. Nas redes sociais, Fabien Figueiredo já saudou a decisão. Acrescenta que a guerra de Trump e de Netanyahu contra o Irão é ilegal. Notícia de fecho deste jornal das duas da manhã. A informação está de volta às duas e meia.