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As notícias com Maria João Brás. Boa noite. Apesar de aparentemente esvaziado do assunto Orçamento do Estado, o primeiro dia do Congresso do PSD ficou ainda assim marcado por este tema. O PSD pressiona o líder do PS a não desvirtuar o Orçamento do Estado. O Governo já sabe que o orçamento vai receber luz verde, mas agora procura evitar surpresas na discussão, na especialidade. Do líder do grupo parlamentar até aos ministros do Executivo, todos pressionam Pedro Nuno Santos para manter a palavra e a responsabilidade, afastando, Miguel Vitor Dias, crises políticas.
Podemos todos respirar com outro à vontade.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, respira de alívio depois do anúncio de Pedro Nuno Santos de que o PS vai viabilizar o orçamento para 2025. E logo de manhã, Luís Montenegro afastou tensões com o líder socialista na discussão, na especialidade.
Nem sequer acho que seja edificante lançar sobre o secretário-geral do Partido Socialista esse anátma que ele vai ter uma escondida pretensão agora de aproveitar o trabalho da especialidade na Assembleia da República para contrariar aquilo que ele disse que faria em nome do Partido Socialista.
Também entre ministros como Pedro Duarte, Miguel Pinto Luz ou o líder parlamentar Hugo Soares, todos dizem acreditar que o PS não vai desvirtuar o orçamento. E Paulo Rangel compromete Pedro Nuno Santos.
O sentido das palavras do líder da oposição era justamente esse, e foi assim que foi entendido por toda a gente.
Mesmo nas letras pequeninas, como por exemplo a questão do IRC, Hugo Soares considera que a proposta está blindada face a coligações negativas.
Se o CHEGA acha que o IRC devia descer mais do que o que nós propusemos, se o Partido Socialista acha que não devia descer coisa nenhuma, como é que é possível eles entenderem-se nessa matéria?
E também Pinto Luz recusa outras intenções por parte do líder do PS.
A nossa proposta de IRC, que não era a proposta do governo inicial, já se aproximou da proposta do Partido Socialista. Quero acreditar que não haja essa intenção de ir ainda mais para além do que aquilo que era o razoável.
Ainda assim, a rejeição do IRC não seria motivo para criar uma crise política. Hugo Soares sintetiza que só há uma linha vermelha.
Inaceitável é aceitar aumento de impostos.
E depois de ultrapassado o cabo das tormentas deste orçamento, Pedro Duarte procura cooperação para o futuro.
Eu quero acreditar no sentido de responsabilidade da oposição, também depois de 29 de novembro.
Para já, o PSD respira de alívio e aguarda para fechar este dossiê sem surpresas, antes de se preocupar com 2026.
Miguel Vitor Dias com os destaques dos protagonistas do PSD sobre o Orçamento do Estado. A votação final do documento está marcada para 29 de novembro. Os trabalhos no primeiro dia do Congresso do PSD terminaram por volta da uma da manhã. A moção de estratégia global de Luís Montenegro foi aprovada por unanimidade. Ao presidente do PSD, só falta agora eleger a direção nacional numa votação que decorre este domingo de manhã. Luís Montenegro, que escolheu Leonor Beleza como a primeira vice-presidente do PSD. À histórica social-democrata junta-se Inês Palma Ramalho, Rui Rocha, Lucinda Damaso, Alexandre Poço e Carlos Coelho. O presidente do PSD retirou todos os membros do governo do núcleo duro da direção, elogiou a unidade do partido.
Retirar os membros do governo da Comissão Permanente não pode, eu não quero que signifique dissociá-los das suas responsabilidades partidárias. Por isso, registo como um sinal de unidade, de espírito de equipa, de humildade no trabalho político, que todos aqueles que eram até há pouco tempo vice-presidentes ou equivalentes, passem a ser vogais da Comissão Política.
Luís Montenegro anunciou ainda a recondução da mesa do Congresso, com Miguel Albuquerque a presidente e José Manuel Bolieiro a vice-presidente. Isto numa altura em que os presidentes dos governos regionais têm deixado em aberta a possibilidade de votar contra o Orçamento do Estado. Os trabalhos em Braga retomam este domingo, por volta das nove da manhã. E a marcar também este primeiro dia de Congresso esteve o tema das eleições presidenciais. Marcaram presença dois antigos líderes do PSD, Luís Marques Mendes e Pedro Santana Lopes. Os dois prometem novidades para as eleições presidenciais, mas só em 2025. Apenas a presença de Marques Mendes estava confirmada. Santana Lopes fugiu à regra e apareceu sem convite, João Gama.
O PSD reuniu-se em Braga com rumores em torno de não um, mas dois possíveis candidatos presidenciais. O 42º Congresso Socialdemocrata arrancou praticamente com uma referência a Luís Marques Mendes.
Para que também no Palácio de Belém, Braga continue a ter muita influência como tem tido até aqui.
Na voz do presidente da Câmara de Braga, que não seria o único a especular, até ser o próprio conselheiro do Estado a desfazer todas as dúvidas, ou pelo menos a adiá-las.
Esta é uma decisão, candidatura potencial é uma decisão individual, pessoal, às vezes quase solitária, e por isso, sobre essa matéria, eu falarei, sem dúvida, para tomar uma decisão, num sentido ou noutro, em 2025.
Marques Mendes marcou presença no Congresso do PSD, foi recebido por apoiantes, trocou abraços, apertos de mão, foi aplaudido ao entrar no Fórum Braga. Foi dos temas a marcar o dia com demonstrações de apoio cautelosas de Hugo Soares e de Miguel Pinto Luz.
Que eu saiba, o doutor Marques Mendes não é candidato a nada. Ou se quer, tem um fortíssimo perfil para encaixar naquilo que é a nossa moção de estratégia global.
Nessa altura, quando der esse passo, o PSD e os militantes do PSD poderão tomar uma decisão.
E com alertas igualmente receosos de deputados como Carlos Eduardo Reis.
É o que larga menos
A base eleitoral do PSD.
Luís Marques Mendes é o que alarga menos a base eleitoral do PSD.
Quer esse título, é?
Um PSD que comenta Belém, mas à distância. Luís Marques Mendes sentou-se ao lado de Luís Montenegro, mas rapidamente teve outra companhia. Santana Lopes percorreu os 190 quilómetros que separam a Figueira da Foz de Braga, recusou confusões, mas nunca se comprometeu sobre o futuro político, na Figueira ou em Belém.
Se Marques Mendes avançar efetivamente com uma candidatura a Belém, o senhor tem condições para o fazer? Disso não quer falar ainda. Respondi às vossas perguntas.
2025 também.
Em 2025, exatamente.
A fotografia marcou o primeiro dia do Congresso do PSD. Luís Marques Mendes, Pedro Santana Lopes e Luís Montenegro sentados lado a lado na primeira fila durante o Congresso do PSD.
Pedro Santana Lopes, que também não avança se vai ou não voltar a filiar-se no PSD. O autarca concorreu à Câmara da Figueira da Foz como independente e diz que só vai considerar voltar ao partido quando terminar o mandato na autarquia figueirense. E na atualidade internacional, os discursos dos candidatos norte-americanos à Casa Branca nos comícios deste sábado voltaram a ser marcados por insultos de parte a parte. Donald Trump, que esteve este sábado na Pensilvânia, diz que Kamala Harris é uma ameaça para a democracia. O republicano acusa a vice-presidente de ter feito um mau trabalho durante o atual mandato. Já a candidata democrata esteve este sábado em campanha em Atlanta. Kamala Harris admite que a campanha vai ser renhida até o fim. Ambos os candidatos estão muito próximos nas sondagens nos estados considerados decisivos. Harris critica Trump por dizer estar exausto. A democrata aponta as falhas no discurso do adversário, argumento que utiliza para desacreditar a candidatura de Donald Trump a um novo mandato à liderança dos Estados Unidos. E no Médio Oriente, pelo menos 73 pessoas morreram num ataque israelita no norte da Faixa de Gaza. A informação é avançada pelas autoridades palestinianas, que afirmam que entre as vítimas mortais estão crianças. Segundo a mesma fonte, foram alvo de ataques edifícios residenciais. No entanto, as forças israelitas dizem que os números avançados pelas autoridades palestinianas são exagerados. Na Ucrânia, pelo menos 10 pessoas ficaram feridas depois de um ataque em Zaporizhzhia. Duas crianças estão entre os feridos. É uma informação avançada pelo governador da região. Segundo a imprensa local, Zaporizhzhia foi alvo de três ataques aéreos nas últimas horas. Um edifício residencial ficou destruído. E no desporto, o Benfica venceu o Povidaem por dois a zero. O Clube da Luz apura-se assim para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Bruno Lage fala em missão cumprida.
O que nós esperávamos era que a nossa equipa fosse séria. Foi isso que nós fizemos, missão cumprida, porque o mais importante foi feito, que é seguir em frente. Muitas alterações na equipa. A equipa correspondeu àquilo que nós pretendíamos. A equipa entrou muito bem no jogo. Nos primeiros 15 minutos, penso que temos três, quatro boas oportunidades de golo. Voltámos a ter uma entrada muito boa na segunda parte. Uma vez mais, jogadores a saltar do banco e a ajudar a equipa a evoluir. Por isso, em função daquilo que foram as alterações que fizemos e o adversário que esteve sempre empenhado a fazer também um bom jogo. Olho pro jogo com satisfação, porque foi missão cumprida.
O Benfica eliminou o Povidaem graças aos dois gols do alemão Jan Niklas Best. É a notícia de fecho deste jornal. Regressamos às 15h30. Até já.