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As notícias com Miguel Gato.

A coligação da Aliança Democrática não vai incluir o Partido Popular Monárquico nestas eleições, como aconteceu nas legislativas do ano passado. Tal foi anunciado por Luís Montenegro, no Conselho Nacional do PSD, que se realizou esta noite e entretanto confirmado por Gonçalo da Câmara Pereira. O líder do PPM considera mesmo que a AD vai ter de mudar de nome nesta campanha, diz que a utilização da sigla por uma coligação apenas com o PSD e o CDS é uma injustiça e diz que o eleitorado fica defraudado. São declarações de Gonçalo da Câmara Pereira esta noite à Agência Lusa. O PPM vai sozinho a eleições e exige que a Aliança Democrática mude de nome. O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, entende que não existe nenhuma obrigação legal para que tal aconteça. Ainda assim, admite os dois cenários.

O PPM não integra a coligação do ponto de vista do continente, porque não foi possível chegar a acordo com o PPM relativamente à questão dos lugares. Qual será o nome da coligação que vai ser registrada, mas quero apenas sobre isso dizer que do ponto de vista jurídico, formal, constitucional, não há nenhum problema. Nos próximos dias, os senhores serão informados de qual a designação em concreto que nós vamos usar nesta eleição, mas como o país sabe, esta é a candidatura da AD, nós somos a AD.

Hugo Soares, em declarações aos jornalistas esta noite, a coligação PSD/CDS, desta vez sem o PPM, vai ser formalizada em breve junto do Tribunal Constitucional. Esta decisão foi anunciada esta noite no Conselho Nacional do PSD, onde Luís Montenegro foi reconduzido como candidato a primeiro-ministro e onde foram também aprovadas as listas para deputados. No discurso esta noite no Hotel Sun, em Lisboa, Montenegro tenta virar a página da polêmica com a empresa familiar que levou à queda do governo, ao mesmo tempo que desafia o Partido Socialista, Miguel Vítor Dias.

Luís Montenegro foi aprovado como recandidato a primeiro-ministro por unanimidade e aclamação e para o combate dos próximos meses procura tirar o foco das polêmicas com a empresa familiar e desafiar o PS.

É que aqueles que querem uma mudança, expliquem em que é que essa mudança consiste e mostrem porque é que são mais habilitados do que nós a poder promovê-la.

E tenta, por isso, ditar o tom.

Aquilo que as portuguesas e os portugueses em casa se questionam é: vale a pena mudar de governo? Para onde? Ou vale a pena reforçar este governo? Para quê?

Luís Montenegro quer uma campanha em estilo road show do último ano de governo, com objetivos renovados e deixa um repto aos partidos.

Nós não nos vamos isentar de fazer uma campanha elevada.

Com o PSD organizado e as listas aprovadas.

Temos agora tempo nas próximas semanas de demonstrar o que fizemos e de demonstrar o que vamos fazer e de motivar e mobilizar o país para vir conosco.

São 11 os ministros que vão pra estrada enquanto cabeças de lista. Montenegro é o número um em Aveiro, Miranda Sarmento das Finanças em Lisboa e Paulo Rangel dos Negócios Estrangeiros no Porto. Outros ministros, como Ana Paula Martins da Saúde, são cabeças de lista em Vila Real, Pedro Reis da Economia em Castelo Branco e Castro Almeida da Coesão Territorial em Portalegre. Ernâni Dias, o único membro do governo a admitir-se, vai voltar a ser o número um por Bragança. Já na restante composição das listas, os envolvidos na operação Tutti Frutti ficam de fora e o CDS mantém apenas a garantia de eleger dois deputados. Numa coligação que agora perde o PPM, mas que não perde o objetivo para 18 de maio.

Condições de estabilidade política, de governabilidade.

Luís Montenegro a apostar num reforço do PSD e do CDS no Conselho Nacional do Partido, que dá mais um passo rumo às eleições de 18 de maio.

O jornalista da Rádio Observador, Miguel Vítor Dias, que acompanhou o Conselho Nacional do PSD esta noite, as listas de candidatos têm que ser entregues no Tribunal Constitucional até o dia 7 de abril. Na análise a este discurso de Luís Montenegro, o editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, passa a pente fino a estratégia de campanha do PSD para as eleições de 18 de maio.

Estes 11 meses foram muito marcados por uma política de devolução de rendimentos e de reposição de alguns direitos e até de uma pacificação de alguns setores mais contestatários. Luís Montenegro acredita que isso é uma forte vantagem eleitoral, foi sempre assim desde o início e, portanto, Luís Montenegro acha que agora tem essa vantagem do seu lado e que o Partido Socialista não terá uma adesão majoritária do eleitorado. E, portanto, quanto mais Luís Montenegro tentar desviar o debate do caso Pinum Viva, mais vantagem, acredita o primeiro-ministro, terá no confronto com Pedro Nunes Santos.

Miguel Santos Carrapatoso, editor de política do Observador, entende que Luís Montenegro apresenta nesta campanha eleitoral os ministros do governo como as grandes mais-valias da Aliança Democrática e, por isso, a escolha de 11 governantes como cabeças de lista nos vários distritos do país. Já o CDSPP vai voltar a indicar o presidente Nuno Melo e o vice Paulo Núncio para integrarem as listas de candidatos a deputados na coligação com o PSD às eleições legislativas de maio. Estes nomes foram apresentados ao Conselho Nacional do Partido, que também se realizou esta noite. O anúncio foi feito pelo próprio presidente centrista, Nuno Melo.

Tendo em conta que o essencial dos deputados do CDS hão de ser eleitos principalmente pelos círculos eleitorais de Lisboa e do Porto, estou em condições de lhes adiantar que eu serei candidato pelo círculo eleitoral do Porto e o senhor doutor Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS, será o candidato do CDS indicado em primeiro lugar pelo círculo eleitoral de Lisboa.

Nuno Melo, presidente do CDS esta noite depois do Conselho Nacional do Partido, aqui num som captado pela RTP, PSD e CDS, vão seguir coligados para a campanha que se segue das legislativas antecipadas sem o Partido Popular Monárquico. Na atualidade internacional, a Comissão Europeia responde às tarifas de Donald Trump sobre os automóveis fabricados fora dos Estados Unidos. A presidente da Comissão Europeia considera que são negativas para todos estas tarifas. Ainda assim, diz Ursula von der Leyen, em comunicado, que vai fazer tudo para proteger os interesses dos cidadãos europeus. Trump anunciou esta quarta-feira estas tarifas na ordem dos 25%. O presidente norte-americano avisa que são definitivas e que têm como objetivo fomentar a produção doméstica de automóveis nos Estados Unidos. Donald Trump acredita que a medida vai levar a um aumento da indústria automóvel e garante que há já fabricantes a desejarem investir em território norte-americano. Esta medida entra em vigor no dia 2 de abril.