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As notícias com Carlos Pedro. Boa noite, Jornal das 3:00 na Rádio Observador, a abrir com as buscas na TAP que marcaram esta terça-feira. Duas pessoas e duas empresas foram constituídas arguidas. A Procuradoria-Geral da República explica que as buscas desta terça-feira decorreram em 25 locais, incluindo empresas como a Transportadora Aérea Portuguesa, o Grupo Barraqueiro e a Parpública. Em causa estão suspeitas de crime de administração danosa, de participação econômica em negócio, de corrupção passiva no setor privado, de fraude fiscal qualificada e ainda de fraude à Segurança Social. Na origem das buscas, está a privatização da companhia aérea em 2015. As buscas na TAP estiveram em destaque no debate entre Luís Marques Mendes e António Filipe, na corrida a Belém. O antigo líder do PSD fala num processo essencial para a companhia aérea. O candidato a presidente da República diz que sem privatização, a transportadora aérea portuguesa vai definhar. Considera que este processo é crucial para que a TAP possa continuar a crescer num mercado complicado.

Se não houver privatização da TAP, ainda que seja uma privatização parcial, a TAP não vai crescer. Explico por quê. Pelas regras de Bruxelas, não é possível o Estado meter um euro na TAP. E se não meter um euro na TAP, então a TAP vai definhar e não tem capacidade de competir no mercado internacional. Logo, tem que haver acionistas privados porque o Estado não pode meter dinheiro. Isto é de elementar bom senso, de conhecimento e, sobretudo, da defesa do interesse do país.

Do outro lado, António Filipe criticou a privatização de empresas nacionais. O candidato comunista explica que o Estado deveria defender os interesses do país e cola Luís Marques Mendes à privatização da TAP.

Eu alertaria o governo para os perigos para o país da privatização da TAP. O Estado deve ter aí um papel relevante e defender aquelas que são as grandes empresas nacionais e que não deviam sair das mãos de portugueses e infelizmente têm saído. E o doutor Marques Mendes faz parte desse consenso neoliberal que permitiu que as coisas chegassem ao ponto da questão e que ameaçam prosseguir com a governação que está a ser posta em prática.

Outro dos temas em cima da mesa neste debate foi o da lei laboral. Marques Mendes pede calma quanto ao anteprojeto do governo e acusa António Filipe de estar na eleição errada.

Quem ouve o discurso do António Filipe, parece que nós estamos numas eleições legislativas. Ora, esta não é uma eleição para escolher um primeiro-ministro ou para escolher deputados, é para escolher um presidente da República. O presidente da República não governa nem faz leis, tem depois a sua magistratura de influência. E, portanto, parece que o António Filipe está noutra eleição, mas isso é compreensível. O António Filipe é mais um candidato de fação do que um candidato para verdadeiramente unir o país. Segundo ponto. Eu não tenho uma posição sobre este anteprojeto. É preciso que, em primeiro lugar, se perceba que estamos a falar de um anteprojeto. Não é ainda sequer uma proposta de lei, muito menos ainda uma lei.

Em resposta, António Filipe assume divergências com Marques Mendes, que acusa de ser o candidato do governo.

O país não vive sem trabalhadores, não se cria riqueza, não se produz sem trabalho, sem trabalhadores. Agora, eu acho que os trabalhadores têm que ser defendidos e eu me orgulho muito de me poder considerar como o candidato dos trabalhadores, que acho que eles devem ser respeitados, devem ver os seus salários melhorados e as suas condições de vida melhoradas e uma relação laboral que os proteja. E eu acho que o doutor Marques Mendes está do lado do governo, aliás, é o candidato do governo em funções e, portanto, está a defender a posição do governo, mas tem consciência da enorme gravidade desta proposta.

As divergências entre um e outro candidato, que discutiram ainda o tema da TAP, foi o debate desta terça-feira na SIC. Esta quarta-feira, na RTP, Henrique Vieira Melo e João Cotrim Figueiredo trocam argumentos. São oito as normas que o PS aponta como inconstitucionais no pacote da nova lei da nacionalidade e por isso os socialistas vão pedir a fiscalização de todo o pacote aprovado pelo Parlamento. Além do novo diploma da nacionalidade, o PS quer que os juízes do Palácio Ratton fiscalizem também a mudança no Código Penal, que cria uma pena acessória e que determina a perda da cidadania portuguesa para quem comete determinados crimes. O deputado Pedro Delgado Alves aponta problemas de constitucionalidade em oito normas nos dois diplomas. Diz que existe, sobretudo, violações dos princípios da igualdade, proporcionalidade e da proteção da confiança, por não existir um regime transitório.

Se somarmos os atrasos na AIMA, por um lado, com a demora do procedimento no IRN, verdadeiramente podem dar-se casos em que uma lei que dizia que em cinco anos se adquire por naturalização a nacionalidade portuguesa, na prática, podemos estar a falar de um prazo que pode ir até ao triplo desta duração.

Pedro Delgado Alves, que tem coordenado este dossiê, aqui numa conferência de imprensa ao lado do líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias. Para além dos prazos prolongados na fase de debate, o PS criticou o excessivo número de crimes que podem provocar a perda de nacionalidade. Falamos agora do ELAR, o programa do governo que pretende apoiar famílias na substituição de equipamentos a gás por aparelhos elétricos mais eficientes. O presidente da Associação Portuguesa da Indústria Eletrodigital considera que o programa devia abranger também a substituição de grandes eletrodomésticos. Trata-se de uma iniciativa que incentiva a troca de fogões, fornos e esquentadores a gás por versões elétricas mais eficientes. Ora, Nuno Lameiras saúda o programa, mas aponta que o governo podia ter ido mais longe.

Procurámos trabalhar com o governo apresentando soluções e propostas. Contudo, essa articulação que tivemos, na verdade, não foi totalmente bem-sucedida. A nossa primeira preferência passava pela seleção de eletrodomésticos e elétricos grandes consumidores e que tivessem uma etiquetagem energética inequívoca. O governo decidiu por um programa que não cumpre estes pressupostos. Ainda assim, é um esforço que comprova o sucesso e a rapidez com que a dotação financeira desse programa acabou por se esgotar.

Nuno Lameiras, presidente da Associação Portuguesa da Indústria Eletrodigital, em declarações na Rádio Observador. O programa ELAR está de volta depois de esgotados os vouchers da primeira vaga. As candidaturas reabrem a 2 de dezembro. Os portugueses estão entre os melhores do mundo num ranking sobre conhecimento em inglês. É o que refere um estudo internacional em 123 países, no qual se destacam os alunos e professores portugueses. Portugal aparece em sexto lugar. Numa escala de 800 pontos, os portugueses obtiveram 612 valores, muito acima da média mundial de 488 pontos. O ranking é do Índice de Proficiência em Inglês da Education First, divulgado esta terça-feira e que contou com mais de dois milhões de participantes. À frente de Portugal estão os Países Baixos, que lideram a tabela, seguidos da Croácia, da Áustria, da Alemanha e da Noruega. Nos Estados Unidos da América, Cristiano Ronaldo participou na última noite num jantar organizado por Donald Trump na Casa Branca, um encontro em honra da visita do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, a Washington. Recordo que os norte-americanos aprovaram a venda de caças F-35 aos sauditas. Trump já disse também que os Estados Unidos olham para a Arábia Saudita como um aliado importante fora da NATO. No jantar, Ronaldo esteve acompanhado de Georgina Rodríguez. O português teve direito às boas-vindas públicas de Trump no discurso de abertura.

"My son is a big fan of Ronaldo, wherever Ronaldo is. Here, Ronaldo. And Baron got to meet him, and I think he respects his father a little bit more now, just the fact that I introduced you. So I just want to thank you both for being here. Thank you very much. Really an honor."

Trump aqui a confessar que tem no filho um grande fã do futebolista português, dá as boas-vindas a CR7 e, em tom de brincadeira, admite que agora vai se sentir mais respeitado pelo filho depois desta presença de Cristiano na Casa Branca. Também Elon Musk, ex-conselheiro da Casa Branca, esteve na cerimônia. Ainda nos Estados Unidos, o Senado aprovou esta terça-feira, por unanimidade, o projeto de lei que obriga o Departamento de Justiça a divulgar os arquivos do caso Jeffrey Epstein. Acontece poucas horas após o texto ter passado na Câmara dos Representantes. O projeto será agora enviado para a mesa de Donald Trump para assinatura. Depois de uma relutância inicial, o líder da Casa Branca já admitiu que vai assinar a legislação. Fechamos no futebol, foco no próximo Campeonato do Mundo. Mais três seleções garantiram o apuramento para a edição que vai acontecer nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Panamá, Haiti e Curaçao são os últimos três apurados de forma direta. É a primeira vez que Curaçao carimba o passaporte para um Campeonato do Mundo. Empatou a zeros com a Jamaica fora de casa. É um apuramento histórico. Aliás, o país supera mesmo Cabo Verde e torna-se na seleção do país com menor população a participar num Campeonato do Mundo. Falamos de uma pequena ilha nas Caraíbas que pertence ao Reino dos Países Baixos e que tem cerca de 150 mil habitantes. Jogam lá, por exemplo, Kenji Gorré, ex-jogador do Boavista, e também Antonisse, ex-jogador do Moreirense. O Suriname não conseguiu alcançar o mesmo feito. Perdeu na derradeira partida por 3 x 1 com a Guatemala. Assim, o Panamá aproveitou esse deslize, venceu El Salvador por 3 x 0 e volta agora a um mundial depois da participação em 2018. Já o Haiti está de regresso a estes palcos depois do triunfo por 2 x 0 contra a Nicarágua. A única vez que o Haiti participou no mundial tinha sido em 1974, no Mundial da Alemanha. Falta agora saber quem vai ocupar as últimas seis vagas. Quatro delas vão resultar do playoff europeu, as outras duas vão decidir-se no playoff intercontinental. Estes dois momentos de decisão estão agendados para o mês de março do próximo ano. Fica por aqui este jornal das 15h. A informação regressa com a síntese das 15h30.