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As notícias com Carlos Pedro.
Boa noite, Jornal às Três, na Rádio Observador. A começar com o mau tempo que vai dar tréguas, pelo menos durante este domingo. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera coloca quase toda a costa do país sob aviso laranja para agitação marítima. Viana do Castelo, Braga e Porto são as exceções, têm aviso amarelo. Já os distritos da Guarda e de Castelo Branco estão pintados a laranja, mas por causa da queda de neve. Ainda assim, Ângela Lourenço, do IPMA, confirma que a chuva vai ser mais tímida neste domingo.
A pressão vai entrar em Espanha nas primeiras horas, o que vai trazer um alívio da situação meteorológica. Temporariamente, vamos ter a influência de uma crista anticiclônica que vai nos dar algum alívio. A precipitação será mais dispersa, em geral fraca, mais frequente nas regiões Norte e Centro. A região Sul amanhã pode até ter períodos em que não chove e com abertas, portanto, o sol vai aparecer, principalmente no período da manhã.
A meteorologista do IPMA, Ângela Lourenço, em declarações à SIC Notícias. Aveiro e Coimbra têm também aviso amarelo para precipitação, mas só para terça-feira. A Proteção Civil já registou mais de 10 mil ocorrências devido ao mau tempo, depois da passagem das depressões Christine, Leonardo e Marta por território continental. As autoridades continuam preocupadas com a subida do caudal dos rios, com destaque para o Tejo, cujo plano de cheias está no nível vermelho. Além dos rios, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alerta para os movimentos de massa, que lembra, não são visíveis.
Mas os movimentos de massa não o são e só são no fim de acontecerem. O que eu quero dizer com isto? Quero dizer que um talude, um muro, uma vertente, daqui a pouco pode ravinar. E, portanto, alerto e continuamos a alertar para que todas as pessoas que vivam perto destas zonas, que tenham cuidado, que olhem para estas vertentes. É crítico que consigam olhar para isto. Consigam ver, informem os serviços municipais de proteção civil e tenham cuidado de segurança relativamente a esta matéria, porque está a atingir, sem dúvida nenhuma, proporções também elas bastante significativas.
Mário Silvestre, no habitual briefing da Proteção Civil sobre o mau tempo durante a última tarde. Refere ainda que estão ativos sete planos distritais: Lisboa, Coimbra, Setúbal, Leiria, Castelo Branco, Santarém e Beja. Ainda sobre o mau tempo, quase 170 mil clientes continuam sem energia em Portugal. É o mais recente balanço da E-Redes, que admite um retrocesso nos trabalhos de recuperação devido à tempestade Marta. A garantia foi deixada esta noite, em entrevista à RTP pelo presidente da E-Redes. José Ferrari Careto diz que a tempestade Marta veio dificultar ainda mais o trabalho de reposição energética.
Nós, durante a madrugada desta noite, alcançamos o número de 56 mil clientes sem energia. Entretanto, as condições atmosféricas agravaram-se com o Leonardo, com a Marta, e a situação degradou-se. Neste momento, nós temos na zona de impacto de Christine, 123 mil casas sem energia e temos no total do país 167 mil clientes também sem energia.
O presidente da E-Redes, José Ferrari Careto, em declarações à RTP Notícias. Leiria, Santarém, Castelo Branco e Coimbra são as zonas mais afetadas pela falta de abastecimento energético. E ainda sobre este tema, o governador do Banco de Portugal diz que é inaceitável que as populações fiquem durante semanas sem luz e comunicações. São críticas feitas por Álvaro Santos Pereira, através da rede social X. O antigo ministro aponta o que diz ser uma ausência de trabalho preventivo contra catástrofes e diz que Portugal anda a correr atrás do prejuízo. Por isso, o governador do Banco de Portugal aponta para a necessidade de o país começar já a preparar-se para futuras tempestades. Este domingo, os portugueses voltam a ir às urnas para escolher o próximo chefe de Estado na segunda volta das eleições presidenciais. António José Seguro ou André Ventura, um deles será o próximo presidente da República. É uma ida às urnas que está a ser afetada pelas consequências do mau tempo, com os conselhos da Golegã, de Alcácer do Sal e Arruda dos Vinhos a adiarem por uma semana a votação. Há também várias freguesias a fazer o mesmo, por falta de condições e até às 8h deste domingo, hora a que abrem as assembleias de voto, mais conselhos ou freguesias podem vir a juntar-se a esta lista. É o caso, por exemplo, de Montemor-o-Velho, com o autarca José Veríssimo, a garantir que está tudo pronto para o ato eleitoral, mas avisa que se não houver eletricidade no conselho, não haverá votação. De resto, é a segunda vez em 40 anos que há uma segunda volta das presidenciais, depois de em 1986, Mário Soares ter derrotado Freitas do Amaral. Quem está de saída do Palácio de Belém é Marcelo Rebelo de Sousa e a pouco tempo de conhecer o sucessor, o chefe de Estado deixou um apelo ao voto. Desde a sala das bicas do Palácio de Belém, o presidente falou durante três minutos pra dizer que uma ida às urnas neste domingo é sinônimo de liberdade e vitória perante a calamidade. Marcelo Rebelo de Sousa não esquece as pessoas afetadas pelas intempéries.
A todos vós agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não largar um centímetro do que é vosso. A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1. A vossa resposta foi votarem. Votarem em massa e também nas áreas devastadas, também no voto antecipado. Tal como há cinco anos, foi votarem em pandemia Sem vacinas, com contágios a galoparem. Somos assim há 900 anos. Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos.
Um país de lutadores, é assim que Marcelo Rebelo de Sousa caracteriza Portugal, o Presidente da República, que deixa o mote para este domingo.
Votar amanhã é como votar na pandemia em estado de emergência ou agora, quatro dias depois da tragédia. Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se democracia. Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal.
O apelo ao voto do Presidente da República, sem esquecer as pessoas afetadas pelo mau tempo. Já morreram 14 pessoas no país, na sequência das tempestades que têm assolado o território continental. E quanto a apelos ao voto, estendem-se também à Comissão Nacional de Eleições. A CNE pede que sejam dadas as melhores condições aos cidadãos para o exercício do direito de voto. Em comunicado, recomenda ainda que sejam organizados transportes públicos especiais para os eleitores que se encontrem em zonas onde a mobilidade possa vir a ser afetada devido aos efeitos do mau tempo. A segunda volta das eleições presidenciais acontece este domingo e a Rádio Observador tem uma emissão especial preparada para acompanhar, ao passo, todas as incidências da próxima noite eleitoral. Arranca ainda de tarde, às 18h. No desporto, Portugal perdeu frente à Espanha por 5x3, na final do Campeonato da Europa de futsal. Os espanhóis vingaram assim a derrota na final de 2018 e voltaram aos troféus na modalidade 10 anos depois. Toni Pérez foi o homem do jogo, com três gols, aos quais se juntaram os tentos de Raiá e Adolfo Fernández. Para a seleção portuguesa, marcaram Afonso Jesus, Ruben Goes e Pauleta. No final do encontro, Jorge Brás reforçou o orgulho que sente na equipa portuguesa, apesar da derrota.
Erguemo-nos, fomos Portugal, fomos para cima, muito. Cometemos erros, que a Espanha também soube aproveitar muito bem, soube nos esticar, soube nos desgastar em alguns momentos, quando perceberam determinadas nuances do jogo. Parabéns à Espanha. Recuperaram algo que agora cabe-nos a nós recuperar. Pensei que só ia ter que ir recuperar um. Ficamos sem os dois. Temos que recuperar nós.
Jorge Brás no final da derrota portuguesa frente à Espanha na final do Campeonato da Europa de futsal. Derrota por 5x3 e com isso Portugal despede-se de Liubliana, da Eslovénia, com o segundo lugar no Campeonato da Europa, competição para a qual a equipa orientada por Jorge Brás não perdia há 16 jogos. Portugal tinha vencido as últimas duas edições do Campeonato da Europa de Futsal. Na atualidade internacional, as autoridades dos Estados Unidos vão poder continuar a deter imigrantes sem fiança. Uma decisão tomada por um painel de juízes do quinto circuito do Tribunal de Recurso, com sede em Nova Orleães. Decidiu na sexta-feira à noite que as detenções ocorridas sem fiança respeitam a Constituição e a Lei Federal de Imigração dos Estados Unidos. Esta sentença contraria assim uma série de decisões recentes de tribunais inferiores em vários estados, que argumentavam que a prática da Agência Antiimigração dos Estados Unidos é ilegal. Trata-se assim de uma espécie de vitória legal para a campanha de deportação de imigrantes ilegais promovida pela administração Trump. E agora um bocadinho de música. É o som de "Kryptonite", dos Three Doors Down, que nos despedimos deste jornal no dia em que morreu o vocalista e membro fundador da banda, Brad Arnold, tinha 47 anos e estava a lutar contra um cancro nos rins. A doença foi divulgada aos fãs já em estágio avançado e no ano passado. Acabou por morrer este sábado, aos 47 anos, anunciou a banda norte-americana, que recorda a forma como Arnold ajudou a redefinir a música rock mainstream. Os Three Doors Down deixam vários sucessos. Um deles, esta música, "Kryptonite", que foi escrita por Brad Arnold, quando este tinha apenas 15 anos e foi escrita durante uma aula de matemática. Disse que não gostava muito das aulas de matemática, que não tinha jeitos e decidiu, por isso, dar azo à imaginação e à criatividade. Pegou num lápis, imaginou a melodia com ajuda da mesa e assim nasceu esta música, "Kryptonite".