Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Matilde Malva Sabino. O Benfica está fora da Liga dos Campeões. Perdeu contra o Real Madrid por 2x1. A equipe encarnada ainda esteve a vencer no Bernabéu, mas os merengues conseguiram operar a reviravolta. Rafa marcou o gol do Benfica, Tchouaméni e Vinicius Junior marcaram para o Real Madrid. Com esta derrota, a equipe portuguesa está eliminada da competição. O técnico do Benfica, José Mourinho, estava suspenso e, por isso, não esteve no banco de suplentes. Foi por isso João Tralhão que falou após a partida para dizer que o Benfica fez o suficiente para obter um melhor resultado.

Sentimos que criamos o suficiente hoje. Acabei de falar com o mister José Mourinho. Sentimos que estamos muito orgulhosos da nossa prestação, muito orgulhosos da nossa equipe. Os jogadores estiveram extraordinários. Estamos frustrados com o resultado, precisamente por causa disso. Chegamos, dominamos desde o início, marcamos, sofremos um gol contra a corrente do jogo, como vocês puderam verificar. E, no entanto, mantivemos a personalidade, mantivemos o caráter, mantivemos a nossa mentalidade e, de facto, o jogo foi decidido em alguns detalhes.

As palavras de João Tralhão depois da derrota do Benfica. Já o técnico do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, destaca a vitória, apesar das várias baixas na equipe espanhola.

Sem Mbappé, sem Bellingham, sem Militão e sem Rodrygo também. Com todas estas baixas, jogadores que são importantíssimos e fundamentais, que têm um grande nível, o mais importante é que passamos esta eliminatória contra uma grande equipe e fomos capazes de vencer os dois jogos. Creio que isto reforça o grupo. Com todas estas baixas, a equipe conseguir competir e ganhar jogos como o de hoje.

Declarações de Álvaro Arbeloa, treinador do Real Madrid, em conferência de imprensa após a vitória por 2x1. O Benfica está fora da Liga dos Campeões. Mudamos de tema. A ministra do Ambiente e Energia considera que evitou uma tragédia ao dar a ordem para fechar de imediato a A1, na zona de Coimbra, onde o troço da autoestrada desabou. Maria da Graça Carvalho fala numa ação rápida e decisiva. São declarações na grande entrevista da RTP Notícias, esta noite de quarta-feira. A ministra destaca o dia 12 deste mês como o momento decisivo. Foi o dia em que o troço da A1 sobre o rio Mondego desabou, na sequência do rompimento do Dique dos Casais, no Conselho de Coimbra.

Estava a Proteção Civil, estava o senhor Secretário de Estado da Proteção Civil, os três presidentes de Câmara, os bombeiros, o presidente da APA, e nós vimos em direto.

Na RTP, a RTP transmitiu em direto o momento em que o dique rompeu.

E o escoamento foi tal, que a minha primeira impressão, e disse-o logo em voz alta: "Vamos cortar a A1". E felizmente, toda gente concordou. Telefonamos ao senhor primeiro-ministro e ao senhor ministro das Infraestruturas e cortámos em poucos minutos a A1. Aí que se viu, na verdade, a força, a velocidade, com a água que estava à volta do pilar. Talvez pela formação de engenheira, eu disse: "Não, é melhor prevenção, precaução, vamos imediatamente cortar a A1". Assim foi feito e evitámos um grande desastre.

Foi uma ideia sua naquele momento?

Foi, mas toda gente concordou.

Maria da Graça Carvalho indica também que só na próxima semana vai haver um retrato completo de toda a destruição causada pelas tempestades. Entre casas destruídas, estradas cortadas e empresas paralisadas, há prejuízos na ordem dos milhões de euros, sobretudo em distritos como Coimbra e Leiria. O primeiro-ministro defende que o PTRR é um instrumento que vai ajudar a reconstruir Portugal. Luís Montenegro esteve reunido esta quarta-feira com todos os partidos com assento parlamentar. Teve reuniões um a um sobre o PTRR, o programa criado pelo governo para ajudar na reconstrução depois da passagem de um comboio de tempestades. O primeiro-ministro assegura que o governo não deixa de parte nenhuma das medidas que possam ser positivas para o país e sublinha que é uma forma do processo do PTRR ser mais bem-sucedido.

Nós, por decisão amadurecida, não quisemos circunscrever ainda nenhuma medida a este calendário, sendo certo que muitas são tão urgentes e prementes que já estão em execução. Também não quisemos estar a fixar um volume de investimento pré-definido, porque entendemos que o processo será tão mais passível de ser bem-sucedido quanto nós tenhamos a liberdade de poder proceder à hierarquia das prioridades que o país deve promover.

Luís Montenegro revela também que vai ficar disponível uma plataforma digital para receber mais propostas que possam ajudar a recuperação das zonas afetadas. O secretário-geral do PS considera que faltam respostas no PTRR apresentado pelo governo. José Luís Carneiro esteve reunido com o primeiro-ministro em São Bento para discutir o plano de ação após as tempestades. À saída do encontro, disse aos jornalistas que o Executivo vai integrar dois terços das propostas socialistas neste novo programa. José Luís Carneiro seguiu depois até Torres Vedras para uma sessão com militantes do PS sobre a recandidatura à liderança do partido. Aí voltou a falar sobre o PTRR, num tom mais crítico, para dizer que faltam respostas ao plano do governo, apesar das boas intenções.

Faltam respostas diretas e imediatas às famílias, aos trabalhadores, às empresas e também às autarquias. Ou seja, enquanto plano de intenções, tem boas intenções, mas é evidente que é necessário dar respostas imediatas, particularmente às famílias cujos custos de recuperação habitacional são acima dos €10 mil. É necessário responder às empresas que estão a ser encaminhadas para o endividamento e que não querem o endividamento, querem apoio à tesouraria e querem apoio ao investimento, mas a fundo perdido.

José Luís Carneiro reitera que o PTRR não passa de um plano de intenções que não responde às questões do imediato. O Chega vai avançar com uma proposta para a isenção de portagens nas zonas afetadas pelas tempestades até ao final do ano, promessa feita por André Ventura à saída da reunião com Luís Montenegro. O presidente do Chega diz que não faz sentido que nas zonas mais afetadas se pague portagem. André Ventura diz que o governo não quer voltar atrás na decisão, embora não se negue a ouvir o Chega.

O governo não está disponível a avançar nesta área, mas manifestou-se disponível para ouvir a proposta do Chega nesta matéria. Portanto, eu quero anunciar aqui que nós vamos avançar no Parlamento, seja em sede de orçamento retificativo ou não orçamento retificativo, o Chega vai avançar com uma isenção, até o final do ano, das portagens nas zonas que foram afetadas direta e indiretamente pelas vagas de tempestades.

André Ventura reitera que o Chega está disponível para um trabalho conjunto rápido. Fala ainda da agricultura em risco de sobrevivência e, por isso, defende medidas extraordinárias para o setor. Oitenta milhões de euros é a estimativa da EDP sobre o quanto vai custar a reconstrução depois das tempestades, sobretudo por causa dos postos de eletricidade da E-Redes. Um balanço feito pelo presidente da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, em declarações ao Observador.

Isso impactou muito a nossa rede, teve um impacto devastador. E também alguns ativos de produção de energia e obriões em geral, mas estão muito cuidadosa e por dentro das barragens. Estimamos que o custo de reconstrução, cerca de 80 milhões de euros, principalmente lá da E-Redes, de reposição provisória e depois mais definitiva de rede, mas também todo o custo de mão de obra, prestador de serviço, geradores, combustível, enfim, tudo isso.

O presidente da EDP entrevistado pela grande repórter de economia do Observador, Ana Suspiro. A elétrica anunciou também esta terça-feira os resultados relativos ao ano passado. Dispararam 44% para 1150 milhões de euros em relação ao ano de 2024, resultado explicado pela subida de 50% dos lucros da EDP Renováveis. O PSD vai pedir o adiamento do prazo para a entrega de listas para as eleições do Conselho de Estado, Provedor da Justiça e Tribunal Constitucional. O anúncio foi feito esta noite de quarta-feira pelo líder parlamentar do partido na SIC Notícias. Após o anterior adiamento das eleições para os órgãos externos, o prazo limite para a entrega de listas ficou marcado para esta quinta-feira e as eleições para 6 de março. Hugo Soares vai apresentar esta quinta-feira ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, o pedido de adiamento. O líder parlamentar do PSD argumenta que ainda não foi possível corresponder a tudo o que é preciso, sem dar mais detalhes sobre os motivos do pedido. Mostra-se, no entanto, convicto de que os julgares vão estar eleitos daqui a duas semanas. Ainda na SIC Notícias, o líder parlamentar do PSD defende que o chumbo da reforma laboral não é motivo para provocar eleições e que Pedro Passos Coelho está, por isso, redondamente enganado. O ex-primeiro-ministro afirmou na segunda-feira que o governo devia ir para eleições antecipadas caso a oposição chumbe a reforma da legislação laboral. O antigo chefe do governo criticou também a escolha de Luís Neves para Ministro da Administração Interna. Ora, Hugo Soares responde às críticas e afirma que Pedro Passos Coelho está no tacticismo político por defender. Aí dá votos.

Pedro Passos Coelho, na maioria das vezes, acerta, do meu ponto de vista. Desta vez, eu creio que ele está redondamente enganado. Está redondamente enganado nas considerações e comparação que fez a propósito da nomeação do doutor Luís Neves como Ministro da Administração Interna e está manifestamente enganado, creio eu, na consequência que ele entende que o governo deveria tirar se a legislação laboral não fosse aprovada.

O líder parlamentar do PSD rejeita que Pedro Passos Coelho vá ser um problema para Luís Montenegro e sublinha que dentro do partido que sustenta o governo, ninguém coloca em causa a liderança do primeiro-ministro. O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se na próxima quarta-feira. É o primeiro encontro deste ano. De acordo com a convocatória, na agenda está em discussão e aprovação de um novo regulamento de ética e designação de cargos públicos previstos nos estatutos aprovados em 2024. Também na ordem de trabalhos está a apresentação, discussão e votação do orçamento para 2026 e do regulamento das secções temáticas. António José Seguro entregou a gerência de uma das empresas familiares a Nuno Brilhante Dias, irmão do líder parlamentar do PS. Segundo confirmou o Observador, a Mimos da Beira, que produz e comercializa vinho e azeite, vai passar a ser gerida por Nuno Brilhante Dias. A empresa tinha sido fundada por António José Seguro e pelo irmão do líder parlamentar do PS em 2023. O presidente da República eleito já tinha anunciado esta quarta-feira que se desvinculou das três empresas em que tinha participações. Numa nota enviada à Agência Lusa, Seguro informou que passou aos dois filhos as participações sociais que detinha nas duas empresas familiares e que vendeu a um terceiro a participação numa outra empresa. As desvinculações de António José Seguro acontecem a poucos dias de assumir a presidência da República. A tomada de posse está marcada para dia 9 de março. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 15h30. Até já.