Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Três horas. Boa noite, eu sou a Teresa Frades. São 3 da manhã, hora de atualizar a informação. O Ministro da Educação confirma que vai ser limitado o apoio extra aos alunos do ensino superior mais pobres. Fernando Alexandre recusa, no entanto, estar a recuar, afirma que é um ajuste. Só vai ser atribuído no primeiro ano da licenciatura. O ministro tinha afirmado que os alunos mais pobres, beneficiários do escalão A do abono de família, que chegassem ao ensino superior, teriam, além da bolsa de estudo, um apoio extra de € 1.045 por ano ao longo de todo o curso, mas agora dá um passo atrás nessa intenção.
O não ser atribuído a partir do segundo ano tem a ver com o fato de nós estimarmos que cerca de 25% a 26% dos alunos, com este modelo, vão receber a bolsa máxima. E como vamos ter mais de 25% dos alunos a receber a bolsa máxima, eu diria que eles estão todos na mesma condição a partir do segundo ano. Não estão no primeiro, porque apesar de estarem todos elegíveis para a bolsa máxima, uns têm ações sociais que o escalam e há outros que não têm, e privilegiamos esses, porque sabemos que esses têm mais dificuldades para o acesso, mas a partir do momento em que eles estão lá dentro, vão receber todos o mesmo incentivo, que é uma bolsa máxima, que para a licenciatura são cerca de € 7.800. O que quer dizer que para além da propina, são cerca de €720 por mês.
Explicações de Fernando Alexandre, que admite que a medida pode ser reavaliada no próximo ano. Pedro Passos Coelho aplaude as medidas do governo para estancar o que diz ser o excesso de imigrantes, um discurso muito à semelhança do que defende alguma da direita europeia.
A Europa está a desbaçar, de facto, com esses movimentos imigratórios que são demasiado intensos. E claro, a gente já sabe, não conseguimos viver sem os imigrantes, mas também não conseguimos viver com a quantidade de imigrantes que não se integraram, que não estão disponíveis para se identificarem com aquilo a que nós podemos chamar a idealização do nosso destino comum.
Pedro Passos Coelho, que protagonizou mais um momento de críticas ao governo, afirma que os políticos postiços são como prostitutos sem caráter.
Não sendo verdadeiramente um populista, é melhor apenas parecê-lo para evitar que o verdadeiro achegue. Normalmente, a história mostra que a coisa não funciona, porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada. Fica sem integridade, fica como um prostituto sem caráter.
É mais uma farpa deixada por Pedro Passos Coelho perante uma assistência onde estava também André Ventura, o líder do Chega e o antigo primeiro-ministro conversaram também sobre o ritmo que deveria ter a atual governação e acabaram por concordar.
Era bom, por isso eu disse há pouco, que as coisas ganhassem um pouco mais de ritmo, porque a expectativa é essa que as pessoas têm quando fazem escolhas.
E as pessoas esperam que esta maioria também, ou se tiver esta maioria no Parlamento, também faça essas mudanças.
Pois. Eu julgo que sim, pelo menos estão prometidas.
A troca de impressões sobre o papel do governo entre Pedro Passos Coelho e André Ventura esta terça-feira, durante a apresentação de um livro em Lisboa. O Chega e o Livre mostram preocupação com a renomeação de Viegas Nunes para a presidência do SIRESP. Já o CDS confia na decisão do ministro da Administração Interna. No explicador da tarde política, esta terça-feira, o deputado João Almeida, do CDS, sublinha que Luís Neves está a par dos detalhes que poderiam pôr em causa o perfil do major general.
É fundamental saber se entre o momento em que essas questões aconteceram e o momento em que foram corrigidas, permite avaliar que foram erros e erros corrigidos sem uma repercussão maior ou significativa. Em segundo lugar, saber se o senhor general conhecia ou não, ou se isto nem sequer chegou a ele, também não sabemos. E, portanto, são questões essenciais para saber, e o senhor ministro analisou-as, para saber da idoneidade.
Já Luís Paulo Fernandes, do Chega, critica a decisão do Luís Neves, defende que com o verão à porta não pode haver a mínima dúvida da competência de quem gere o SIRESP.
Temos denúncias de problemas de ajustes diretos, supostamente um compadre. Isto é muito grave. E depois temos, por outro lado, um sistema que não funciona e que este senhor já esteve como principal responsável no passado. Ninguém admite, ninguém pode admitir que o senhor ministro não pode deixar passar mais horas nem mais dias. De certeza que vai encontrar outras escolhas. Já bem nos basta o SIRESP não ter redundância, o SIRESP das antenas locais estão todas no chão, porque ainda não foram reparadas depois da tempestade. E agora temos uma pessoa que não tem crédito, e não tem crédito, principalmente por quem lhe é próximo.
Já a co-portavoz do Livre, Isabel Mendes Lopes, realça a importância de se conhecer o relatório integral da Inspeção-Geral de Finanças antes da audição no Parlamento, para dissolver as dúvidas em relação à idoneidade do general Viegas Nunes.
É uma infraestrutura demasiado importante para ter alguma suspeita, para não haver uma confiança absoluta neste sistema. E, portanto, nesta progressividade de confiança que nós temos de dar ao SIRESP, para termos o país preparado para responder a catástrofes, para responder a emergências, para termos a certeza que o SIRESP é redundante, nós precisamos também de confiar nos seus decisores. E, portanto, por isso é que vemos com muita preocupação e alarme estas notícias sobre a liderança da SIRESP.
Isabel Mendes Lopes, que avança que o Livre já apresentou um requerimento ao Ministério da Administração Interna para a disponibilização do relatório integral da Inspeção-Geral das Finanças à auditoria do SIRESP. O mesmo pedido também foi feito esta terça-feira pelo PCP. Paulo Raimundo considera que é importante que os deputados conheçam o relatório, porque talvez possam estar aí alguns elementos que podem ter dado fundamento às decisões tomadas. Admite que o PCP não se opõe aos pedidos de audições parlamentares por parte da IL e do Chega. O Ministro da Administração Interna rejeita uma teoria do caos sobre a segurança em Portugal. Luís Neves garante que o país continua a ser muito seguro graças ao trabalho das forças policiais. O ministro critica quem tenta passar a ideia de que o país está cheio de criminosos, principalmente no que toca aos imigrantes. Durante uma cerimónia de assinatura de protocolos na área da segurança no Conselho de Cascais, o governante voltou a sublinhar que a percepção de insegurança não corresponde à realidade e que o país mudou para melhor nas últimas décadas em matéria de criminalidade. O antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afasta uma solução a curto prazo para a guerra no Irão. Numa entrevista esta noite no "Now", Durão Barroso considera também que a situação no Estreito de Ormuz não vai voltar a ser o que era antes do conflito.
A meu ver, é irrealista pensar que agora, como alguns dizem, mesmo que se consiga restabelecer o trânsito no Estreito de Ormuz, vai tudo voltar ao que era. Não é verdade, porque a desconfiança está lá, porque os custos, sobretudo os custos em termos de transporte, estão lá, porque do ponto de vista dos mercados, os mercados financeiros não vão voltar a olhar para a situação do mesmo modo. Aqueles países vão tentar, a Arábia Saudita, os Emirados, Omã, os outros países todos da região, Bahrein, Kuwait, etc, vão passar a olhar a situação de outra forma e, portanto, mais uma vez, dá-se a situação que eu já aqui há pouco referi, que na melhor das hipóteses, há uma situação de nem guerra nem paz, na melhor das hipóteses, mas de conflito latente.
Durão Barroso, esta noite no canal Now, o antigo presidente da Comissão Europeia, diz que está pessimista em relação ao conflito no Irão. A NASA prevê iniciar ainda este ano a construção de uma base na Lua. Entre setembro e novembro, está previsto que seja enviado para a Lua um aterrador não tripulado da Blue Origin para iniciar os alicerces da futura base lunar. Até ao fim deste ano, a agência espacial quer realizar ainda mais duas missões. O administrador da NASA revelou em conferência de imprensa que o Moon Base One vai dirigir-se à crista de uma cratera no Polo Sul da Lua. Explica que o objetivo da missão é demonstrar capacidades críticas que reduzam o risco para as missões do sistema de aterragem humana. É a notícia de fecho deste jornal das 15h. A informação volta a ser atualizada às 15h30.