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Três horas. Boa noite, meu nome é Rita Lourenço. Começamos com os recentes desenvolvimentos no conflito entre os Estados Unidos da América e o Irão após um mês sem ataques. Esta noite, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão assumiu ataques às bases militares dos Estados Unidos da América, na Jordânia. Numa declaração citada pela Al Jazeera, o grupo indica ter combinado mísseis e drones no ataque, que apelidou de punição ao agressor. A Guarda Revolucionária Islâmica garantiu ainda ter destruído infraestrutura técnica e de reparação, bem como centros de desenvolvimento. Mas a informação avançada pela CNN Internacional é que estes mísseis iranianos disparados contra a Jordânia foram interceptados, segundo afirma um oficial norte-americano ao jornal, que revela ainda que até o momento não foram registados impactos. As Forças Armadas da Jordânia anunciaram também esta segunda-feira que os sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram oito mísseis que entraram no espaço aéreo do reino. As Forças Armadas afirmam ainda que os projéteis foram neutralizados antes de poderem representar qualquer ameaça para civis ou bens, de acordo com a agência noticiosa estatal Petra. Os ataques ocorreram depois de as Forças Armadas dos Estados Unidos terem atacado a ilha de Larak, no Irão, quando observavam que as forças iranianas se estavam a preparar para lançar foguetes com minas para o estreito de Ormuz. Ainda na atualidade internacional, no último balanço deste domingo, morreram 804 pessoas na sequência da enxurrada no Nepal e no Tibete, continuam desaparecidas mais de 3 mil. As operações de busca continuam e as autoridades acreditam que estejam presos em centrais hidroelétricas cerca de mil trabalhadores. A Organização Mundial da Saúde disponibilizou perto de €130 mil do Fundo Regional de Emergência Sanitária do Sudeste Asiático. Isto para dar resposta às necessidades das comunidades afetadas pelas inundações. A OMS descreve esta situação como uma das piores tragédias ocorridas no país nos últimos tempos. Vamos agora à atualidade da política nacional. Luís Montenegro considera que a digitalização dos exames na primeira fase não correu bem. Porém, deixa a garantia de que é preciso manter, porque o caminho do governo é a mudança. O primeiro-ministro e líder dos sociais-democratas fez o discurso de encerramento na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. Luís Montenegro lamenta as falhas no sistema de digitalização, mas garante que o caminho do governo é, sim, pela mudança.
Reconhecemos que este processo não correu bem e lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas ao mesmo tempo nós mantivemos a nossa determinação e mantivemos a nossa convicção de que o caminho era o caminho correto. Nós já sabemos, a mudança tem riscos e nós não estamos aqui para fugir às nossas responsabilidades. Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. E por isso sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes, efetivamente, de levar este processo de digitalização por diante.
Assumir os riscos da mudança é o que diz Luís Montenegro num discurso focado na educação, onde anunciou também um novo regime de autonomia das escolas, mas também mudanças no ensino superior, como a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior. Na reação ao discurso de Luís Montenegro, a esquerda critica a forma como o primeiro-ministro tem gerido o país. O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, aponta principalmente falhas do Ministro da Educação no processo de digitalização dos exames.
Percebe-se bem porque é que ele procurou fazer hoje o grande branqueamento político do Ministro da Educação. É porque foi mesmo dos maiores falhanços que teve no governo, criando graves desigualdades, quer no acesso à informação, quer no acesso às candidaturas do ensino superior. Hoje, há famílias e há jovens que ainda têm a sua vida por resolver em relação ao seu futuro. Foi um grande exercício de branqueamento político de uma grave irresponsabilidade, que foi avançar com a digitalização dos exames de uma só vez.
José Luís Carneiro, numa visita à Feira de Agosto, em Grândola, onde também esteve presente Paulo Raimundo, que critica aquilo que chama de propaganda de Luís Montenegro e lê nas entrelinhas um futuro ataque aos professores.
No meio de todas aquelas promessas, daquela propaganda, a questão grossa que ficou nas entrelinhas chama-se alteração da carreira docente dos professores. Essa é que é a questão. Tudo o resto é coisas que vão para o teto, são promessas, ideias. A questão grossa é a alteração da carreira docente dos professores, tal e qual como nós sempre alertámos. Que o governo se atreva. Eu volto a dizer, se atreva. Já foi o que foi no pacote laboral, foi derrotado. Se vai procurar agora refatiar a peça, primeiro vai ser a alteração da carreira docente dos docentes, depois vai ser a alteração da carreira dos enfermeiros e por aí fora.
Paulo Raimundo, durante uma visita à Feira de Grândola. Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusa a direita de querer destruir o Estado Social. O coordenador do Bloco de Esquerda afirma ainda que o caos nos exames foi um caso de incompetência e considera que foi uma aula prática daquilo que os liberais chamam de reforma do Estado.
Incompetência, sim, porque eles são profundamente incompetentes. Mas engana-se quem achar que a gestão dos exames nacionais foi apenas um caso de incompetência. Não foi. Longe disso. O caos nos exames foi muito mais do que isso. Foi uma aula prática daquilo a que os liberais chamam a reforma do Estado. Extinguiram tudo aquilo que podiam extinguir, criaram as sinergias que puderam criar, cortaram a eito tudo aquilo que podiam cortar e o resultado foi aquele que nós vimos.
As declarações de José Manuel Pureza no Fórum Socialismo, a reentrada do Bloco de Esquerda. O governador do Bloco afirma ainda que para a direita, a reforma do Estado é o outro nome da sua destruição. Vamos agora ao desporto. O Benfica vai fechar a quarta jornada do campeonato. As Águias recebem o Estoril no Estádio da Luz esta segunda-feira. Em conferência de imprensa, Marco Silva, o treinador do Benfica, que terminou a carreira de jogador e iniciou o percurso de treinador no Estoril, revela que será um jogo especial para si e sublinha que as memórias que tem no clube estorilista vão sempre acompanhá-lo para o resto da vida.
Sendo o mais honesto possível, talvez seja o jogo mais especial para mim, ou o adversário mais especial para mim, se eu assim posso dizer, porque foi onde começou, onde terminou a minha carreira como jogador, onde tudo começou como treinador. Foram muitos anos naquela casa e anos em que me senti realmente em casa e é um clube que foi especial, continua a ser especial e será especial para o resto da minha vida, onde eu tenho muita gente ainda que conheço bem e com quem tive ligações e o futebol, a nossa vida é um pouco isso, são as memórias que ficam.
As declarações de Marco Silva, treinador do Benfica, em conferência de imprensa, que ainda assim espera uma vitória frente ao Estoril. O apito inicial do Benfica-Estoril está marcado para às 20h15 da noite de segunda-feira. Um jogo que vai poder acompanhar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. E ainda no desporto, Fernando Pimenta sagrou-se campeão do mundo de K1 5000 metros pela terceira vez. António José Seguro felicitou esta conquista histórica. Numa nota publicada na página oficial da Presidência da República, o chefe de Estado diz que a terceira vitória nesta prova torna Fernando Pimenta o atleta mais medalhado de sempre nesta distância e reafirma o lugar do atleta entre os maiores nomes da história do desporto português. Fernando Pimenta, que nestes Mundiais já tinha conquistado o ouro nos K1 1000. Os Mundiais de Canoagem terminaram este domingo. Este foi o ponto final nesta edição das 3 da manhã. As notícias vão ser atualizadas às 3h30.