Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Quatro horas. As notícias com Ana Cláudia Silva. Boa noite. Começamos pela atualidade internacional. No Brasil, o suspeito do ataque na Praça dos Três Poderes tentou entrar no Supremo Tribunal Federal e será antigo candidato do partido de Bolsonaro. Foram ouvidas duas explosões na Praça dos Três Poderes, em Brasília, às 19h30, hora local. O suspeito do ataque acabou por morrer. É a única vítima. De acordo com a CNN Brasil, a vítima mortal é Francisco Anderlei Luiz, de 59 anos, conhecido como Tio França. É natural do Rio do Sul. Foi candidato às eleições para vereador em Santa Catarina em 2020 pelo Partido Liberal, o mesmo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas acabou por não ser eleito. Ao que indica a imprensa, poderá estar ligado ao ataque por ter revelado nas redes sociais todo o plano, uma informação que ainda não foi confirmada pelas autoridades. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, falou aos jornalistas e revelou que o homem tentou entrar no edifício do Supremo Tribunal Federal antes de morrer.

O cidadão, que até agora não teve confirmado, há um entendimento, uma linha de investigação de um nome, mas ainda não foi confirmado, porque nós não conseguimos ainda periciar o corpo, porque o corpo ainda está com artefatos. E logo após o momento da explosão, o cidadão se aproximou do Supremo, onde ele tentou entrar dentro do prédio, não conseguiu adentrar o prédio e realmente teve a explosão ali na porta.

As declarações da vice-governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, em Brasília, um registro da CNN Brasil. As explosões na Praça dos Três Poderes, em Brasília, foram registradas durante a entrevista da deputada federal Erika Hilton, no Palácio do Planalto. Vamos ouvir.

Acho que tem uma margem de trabalho aí. Acho que é prematuro, depois de uma primeira reunião curta com o ministro Padilha, dizer se vai ser em cima do texto.

Aqui pudemos ouvir o momento em que as explosões foram ouvidas durante o discurso de uma deputada brasileira, um registro do jornal Metrópole. O governador do Distrito Federal promete rapidez para identificar o autor ou os autores deste ataque e também a motivação que está por trás das explosões registradas. Foi através da rede social X que Ibanes Rocha classificou o ataque como muito grave. O presidente do Senado brasileiro lamentou a vítima mortal ao início da noite. Em declarações aos jornalistas, Rodrigo Pacheco explicou que falta apurar muitos detalhes para entender o que está por detrás deste episódio em Brasília. E o líder da Advocacia-Geral da União, um órgão estatal que controla as instituições jurídicas no Brasil, apela a que seja descoberta a motivação deste episódio. Através da rede social X, Jorge Messias repudiou estes ataques contra o Supremo Tribunal Federal e a Câmara de Deputados. A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a origem das explosões. O responsável pela investigação vai ser Alexandre de Moraes, o ex-líder do Supremo Tribunal Federal. Lula da Silva, presidente brasileiro, foi informado do ataque. Foi reforçada a segurança junto à residência oficial no Palácio Alvorada e ainda não reagiu. O gabinete de segurança institucional ativou o plano escudo, o que significa que o exército pode ser mobilizado para as operações de segurança. Polícia, bombeiros e militares especializados em explosivos continuam no local a investigar se existem mais engenhos explosivos. É uma notícia que vamos continuar a acompanhar ao longo da madrugada. Em Portugal, na Madeira, o Juntos pelo Povo vai votar a favor da moção de censura a Miguel Albuquerque. A decisão foi votada na noite desta quarta-feira pelos órgãos do partido. A notícia foi avançada em primeiro lugar pela Sic Notícias e confirmada pela Rádio Observador. Os militantes do JPP aprovaram a intenção de votar a favor da moção de censura de forma unânime. Garantem que o partido retirou a confiança política ao PSD e que os Juntos pelo Povo vão votar a favor desta moção de censura. Dizem que retiraram a confiança política ao PSD e também a Miguel Albuquerque. Com o voto favorável do JPP, do PS e do Chega, a moção de censura tem aprovação garantida na Assembleia Legislativa da Madeira, o que significaria a queda de Miguel Albuquerque. Em Portugal, também, o governo propôs o aumento dos salários dos bombeiros sapadores. Em cima da mesa está uma subida entre 15% a 20% na remuneração destes profissionais até 2026. A proposta foi apresentada numa reunião de negociação entre o Executivo, representado pelo Ministério da Coesão Territorial, e os sindicatos dos bombeiros sapadores. A proposta inicial prevê a criação de um suplemento de risco e do suplemento de função, dois apoios que têm sido reivindicados pelos sindicatos. A medida também implica que a partir de janeiro do próximo ano, os bombeiros sapadores tenham um aumento médio de 5% nas remunerações. Além disso, os novos suplementos vão trazer um aumento médio nos salários nos próximos dois anos de 15%. São informações do governo no comunicado divulgado esta quarta-feira a dar conta desta reunião, que diz que traduz a vontade de valorizar a carreira destes profissionais. Na Justiça, Orlando Carvalho é o novo diretor dos Serviços Prisionais. O anúncio foi feito pela ministra da Saúde, Rita Judice. Orlando Carvalho é o atual diretor da cadeia de Coimbra. Vai passar a ser o rosto dos Serviços Prisionais em Portugal. Além deste anúncio, Rita Judice revelou ainda que Paulo Rio vai ser o diretor adjunto, que está atualmente na direção da prisão do Funchal. Ainda na Justiça, André Ventura está preocupado com a redução de € 8 milhões em verbas para atribuir aos estabelecimentos prisionais. Na audição à ministra da Justiça no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado, o líder do Chega questionou Rita Judice sobre a capacidade do governo em garantir a segurança. Lembra André Ventura situações como a fuga de Vale de Judeus ou de uma pessoa marroquina que escapou na passada terça-feira à polícia em Lisboa.

Uma coisa que sabemos deste orçamento: ele vai retirar €8 milhões ao sistema prisional. €8 milhões. Portanto, explique-me lá como é que vai conseguir impedir futuras fugas, futuras trapalhadas no sistema prisional, em vez de investir no sistema prisional, desinvestir no sistema prisional.

Em resposta, Rita Alarcão Júdice admite uma redução no orçamento para bens e serviços. Ainda assim, diz que quer aumentar os salários dos funcionários prisionais.

Não existe uma redução. A verba que está atribuída ao sistema prisional está acima do valor que é previsível ser executado em 2024.

As declarações de Rita Júdice, ministra da Justiça, que foi ouvida no Parlamento esta quarta-feira. E na saúde, Pedro Nuno Santos não poupa nas críticas na sequência da crise no INEM. O secretário-geral do PS deixa farpas ao governo, ao Ministério da Saúde e também ao presidente da República. Pedro Nuno Santos visitou, durante esta quarta-feira, o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Não pede a demissão da ministra Ana Paula Martins, mas acusa o primeiro-ministro de estar desaparecido em combate.

Mas a pergunta que também se coloca ao dia de hoje, passados estes dias todos desta crise no INEM, é: qual é o tempo que o senhor primeiro-ministro dedica ao tema da saúde em Portugal? Isso também nos preocupa, porque até agora não vimos uma declaração de preocupação, de empatia para com não só com as pessoas que faleceram, com as famílias das pessoas que faleceram, com os portugueses.

Pedro Nuno Santos criticou ainda a ministra da Saúde por ter desautorizado a secretária de Estado Cristina Tomé, ao ter lhe retirado a tutela do INEM.

Há uma relação com a senhora secretária de Estado, que lhe cabe a ela, e há uma desautorização. Há um assumir publicamente de que a senhora secretária de Estado não soube gerir o dossiê e, portanto, sente necessidade de puxar a si. Agora, isso diz mais sobre a senhora ministra do que sobre os outros membros do Ministério da Saúde. Essa é a responsabilidade da senhora ministra desde o início, não passou a ser agora.

Ainda nestas declarações, o líder socialista deixou reparos a Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República recusou comentar as condições da ministra para continuar no cargo, na sequência deste caso. Isto apesar de, no passado, ter pedido responsabilidades em casos concretos na área da saúde. Ora, Pedro Nuno Santos pede coerência a Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República faz as intervenções que entende fazer. Acho, obviamente, que qualquer político deve ser coerente ao longo do tempo que está em funções. E, portanto, obviamente, espero que o senhor Presidente da República não lide de forma diferente com estes temas, como lidou no passado com outros.

Aqui as palavras do secretário-geral do Partido Socialista, em declarações à saída de uma visita ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, esta quarta-feira. O vereador do Chega, em Loures, diz que a família de um condenado que seja despejado de uma habitação municipal não perde o direito à casa. Bruno Nunes ameniza a proposta que apresentou na autarquia de Loures. O vereador e deputado do Chega diz que só quem for condenado em tribunal perde o direito à habitação municipal, mas que o contrato pode passar para outro elemento do agregado familiar.

Da família de quatro pessoas, aquele que cometeu o crime, se é ou não é o titular do contrato de arrendamento com a Câmara. Depois, eu parto do princípio que, a priori e a montante, que quem cometeu o crime nem sequer devia estar na habitação municipal por uma razão simples: devia estar preso. E, portanto, a partir do momento que estava preso, nem sequer se colocava esta questão, porque estava fora do agregado familiar. Obviamente que quem tem um pai que comete um homicídio, a seguir não é a família que é toda condenada por isso.

Aqui as declarações de Bruno Nunes, em entrevista ao Sofá do Parlamento, num programa na Rádio Observador. O vereador em Loures acredita que a recomendação vai ser transposta para o regulamento municipal de apoio à habitação e critica o caso que se criou à volta desta proposta, apontando uma vingança de António Costa, mas também críticas à líder parlamentar do Partido Socialista.

Surpreendeu-me ouvir Alexandra Leitão e pessoas que acham que são sumidades na área jurídica, vir atacar um princípio constitucionalmente garantido, que é o princípio da autonomia do poder local. Portanto, a partir do momento em que consideramos que é na Assembleia da República que temos que legislar questões regulamentares dos municípios, quando isso está na esfera de competência da Câmara Municipal, estamos subvertidos nos valores. Isto foi para fazer barulho, para António Costa dizer a Pedro Nuno: "Lembras-te quando andavas na SIC a fazer oposição interna? Então agora senta lá um bocadinho".

Aqui as palavras do vereador do Chega, Bruno Nunes, em Loures, que admite que gostava de ser o candidato do partido à autarquia no próximo ano. Bruno Nunes considera ainda que os deputados do Chega têm a responsabilidade de dar a cara pelo partido nas eleições autárquicas. E voltamos à atualidade internacional. Israel está a preparar uma nova proposta de cessar-fogo para oferecer a Donald Trump. O ministro israelita dos Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, está de visita aos Estados Unidos, mas antes de se dirigir à Casa Branca para discutir a situação atual no Medio Oriente, foi antes a Mar-a-Lago para reunir-se com Donald Trump. Neste encontro, o ministro da cúpula próxima de Benjamin Netanyahu partilhou com o presidente eleito que Israel está a tentar finalizar uma proposta para um cessar-fogo no Líbano e a apresentar ainda esta semana. É a notícia de fecho na Rádio Observador. Voltamos a atualizar as notícias às 05h. Fique agora com a repetição da primeira parte do Contracorrente. Até já.