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São 16h As notícias com Carlos Pedro. Boa noite. "Jornal das Quatro" na Rádio Observador. A começar pela política, Carlos Moedas vai mesmo candidatar-se à presidência da Câmara de Lisboa. Informação avançada pelo "Expresso", que cita o autarca. Carlos Moedas diz que ainda tem muito para fazer pelos lisboetas. Numa entrevista ao "Expresso", deixou também uma indireta a Alexandra Leitão, candidata pelo PS à Lisboa. Diz Carlos Moedas que em apenas quatro anos ninguém consegue resolver os males que um executivo socialista criou durante 14. Depois de um longo episódio de reflexão, um longo período de reflexão, o autarca avança assim na corrida a um segundo mandato, numa altura em que ainda não estão fechados os lugares nas listas com CDS e Iniciativa Liberal. Esta quarta-feira, o Observador tinha dado conta de um crescente mal-estar entre todas as partes, com liberais e democratas cristãos a lutarem pelos melhores lugares na aliança. Ainda de acordo com o "Expresso", a apresentação da candidatura de Carlos Moedas à Câmara de Lisboa acontece até ao final deste mês. Ainda nas autárquicas, se as eleições fossem hoje, Manuel Pizarro seria o novo presidente da Câmara Municipal do Porto. É o que revela uma sondagem do ISCTE para o "Expresso" e para a SIC, que dá a vantagem ao candidato do PS em relação a Pedro Duarte, que encabeça a coligação entre PSD, CDS e Iniciativa Liberal. Ainda assim, os dois partidos que lideram a tabela de sondagens quase duplicam a intenção de voto. O PS passou de 8 para 36% e o PSD passou de 17 para 37% das intenções de voto. Em terceiro lugar, surge Miguel Corte-Real, candidato do Chega, que reúne 9% das intenções de voto. Os resultados à esquerda mostram que PCP e Bloco vão ter dificuldades em eleger deputados para a Assembleia Municipal, com 3% e 2% das intenções. Mais longe, fica o Livre, com apenas 1%. Já no que diz respeito à abstenção, 12% dos inquiridos admitiram que no dia 12 de outubro não vão às urnas. Olhamos agora para o tema do dia, a reprivatização da TAP. O ministro das Infraestruturas defende que manter a participação do Estado na transportadora aérea é garantir que, a longo prazo, a empresa vai valorizar. Em entrevista à RTP, Miguel Pinto Luz explica que o governo não optou por uma alienação de mais de 50% da TAP, porque considera que o importante é maximizar as sinergias com parceiro internacional credível e assim valorizar a parte do Estado.
Porque acreditamos que ao alienar 49,9%, maximizamos a oportunidade dos 50,1%. Ou seja, nós alienamos 49,9%, encontramos um parceiro internacional credível, que faça crescer a companhia, mais rotas, mais aviões, e isso vai valorizar a participação dos 50,1%. E, portanto, maximizamos, desse ponto de vista, o prêmio de controle futuro, maximizamos as sinergias e, acima de tudo, damos a oportunidade de que estes investidores, que aparecem nesta primeira fase, possam vir de fora da União Europeia.
Sobre o cenário de uma privatização da maioria do capital, mais apetecível para os potenciais compradores, o ministro das Infraestruturas garante que fica para o privado a gestão da empresa. Miguel Pinto Luz reforça ainda que o executivo vai ser criterioso na venda, pretende negociar apenas com companhias aéreas relevantes.
O governo só está disponível para vender a TAP a um parceiro industrial, ou seja, do setor, com dimensão relevante, eu disse-o ali na peça. O que é a dimensão relevante? Necessariamente maior do que a TAP, portanto, tenha garantias que possa escalar.
Mesmo que o negócio seja melhor no fundo.
Ainda que possa esse parceiro aparecer com um fundo. Isso já deixamos em aberto. Agora, estruturalmente, o negócio tem que ser estabelecido com parceiro de indústria. Para quê? Para haver sinergias, sinergias de rotas, de operação, de gestão da TAP. E é isso que nós procuramos.
À RTP, o ministro das Infraestruturas garante ainda que o governo quer salvaguardar todos os postos de trabalho durante as negociações de venda da TAP. Antes, no briefing do Conselho de Ministros, Pinto Luz traçou os cinco objetivos desta operação. São eles: recuperar montantes investidos pelo Estado, reforçar competências da aviação e rotas estratégicas, valorizar a TAP com investimento privado, manter a sede da empresa em Lisboa, assim como o hub, e ainda preservar o valor político da TAP. Os partidos querem mais explicações sobre esta venda da parte da TAP. O Chega já pediu um debate de urgência. Considera que só assim é possível clarificar o plano do executivo. No explicador desta quinta-feira, o deputado Carlos Barbosa reclama uma maior participação dos restantes partidos neste processo da venda da TAP.
Porque achamos que não está ainda esclarecida a forma como está a ser feita e está a ser feita sem os partidos que estão na oposição e que também podem ter decisão neste processo, não estão a ser ouvidos, e que nós achamos que deve o próprio Parlamento ser ouvido sobre esta possível privatização.
Já o PS, pela deputada Marina Gonçalves, critica as declarações do primeiro-ministro e refere que o partido vai manter a posição.
E por isso, da parte do Partido Socialista, a nossa posição é muito clara. As nossas questões, obviamente, as duas dimensões que colocamos, que são diferentes também do ponto de vista de decisão política, são para nós importantes e são fundamentais nesta discussão e não temos nenhum motivo para mudar a nossa posição, sobretudo porque para nós a TAP é um ativo estratégico e não um possuidor de fundo, como disse o primeiro-ministro.
Do lado da Iniciativa Liberal, o deputado Jorge Miguel Teixeira acusa o governo de recuar no plano das reformas. O liberal defende que a TAP devia ser privatizada a 100%.
E nas decisões fundamentais, que são, de fato, determinantes na decisão de que tipo de Estado é que nós queremos, o governo recua. E recua tão atrás que chegou a ser menos ambicioso do que António Costa no final do seu mandato, que chegou a afirmar que estava disposto a que a TAP fosse privatizada 100%. A posição da Iniciativa Liberal a este respeito é muito clara e tem sido a mesma ao longo dos anos. A TAP é para ser privatizada a 100%.
Pelo PSD, Alexandre Poço olha com satisfação para o início deste processo de privatização da TAP. O social-democrata lembra que a transportadora aérea só pode crescer com investimento privado.
É uma boa notícia para os portugueses. Tem como objetivo essencial recuperar, até ao limite do possível que a negociação permita, os montantes que o Estado investiu ao longo dos últimos anos na TAP. Eu recordava aqui que o Estado está impedido de investir mais na TAP, em virtude do acordo de reestruturação da empresa com a Comissão Europeia. E nesse sentido, para que a TAP possa crescer, para que a TAP possa ser uma empresa de maior relevância no panorama aeroportuário, ela necessita de um parceiro privado.
PSD, Chega, PS e Iniciativa Liberal ouvidos esta quinta-feira no programa Explicador da Rádio Observador. Recordo que o Chega já avançou com um pedido de um debate de urgência sobre a venda da transportadora aérea portuguesa. Na saúde, já se notam os efeitos das urgências de obstetrícia fechadas no Barreiro. Um bebê nasceu esta quinta-feira na Via Rápida IC21. O parto foi realizado pela própria família, avançou o Correio da Manhã. A mulher de 33 anos deslocava-se num veículo ligeiro para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, acompanhada pelo marido e pela mãe. Isto porque a urgência de obstetrícia do Barreiro está encerrada. De acordo com o Correio da Manhã, a grávida entrou em contacto com o INEM, mas as dificuldades de comunicação impediram o socorro. Mais tarde, numa nova ligação telefónica, a família informou que o bebê já tinha nascido. O Centro de Orientação de Doentes Urgentes diz ter recebido uma primeira chamada pouco depois das 17h para a assistência da grávida. No entanto, alega que não houve colaboração por parte dos utentes, que terão mesmo desligado o telefone. O CODU diz ainda que voltou a ligar para o local e que os utentes recusaram responder às perguntas. Disseram apenas que iam nos próprios meios até ao hospital. Mudamos de tema. Vários militares no ativo estão envolvidos no treino de grupos neonazis e há suspeitas de que o Grupo 1143 usou armas reais em jogos de guerra. É o que revela o semanário Expresso na edição desta sexta-feira, que cita conversas entre membros de grupos extremistas que alegadamente receberam formação com armas reais de ex-militares, mas também de militares no ativo. Falamos dos jogos bélicos realizados no início de 2023 e que se destinavam a preparar os extremistas para um cenário de guerra civil que esperavam que sucedesse. Desde há poucos meses, o Grupo 1143 publicita a realização de jogos de guerra apenas aparentemente com espingardas de airsoft e armas de pressão com balas de plástico em quintas na margem sul. Estes treinos paramilitares com armas airsoft estão a causar preocupação entre as autoridades portuguesas. Um alerta que aumentou de intensidade com as suspeitas de que possam estar a ser utilizadas armas reais com a ajuda de membros das Forças Armadas Portuguesas. Já há uma inteligência artificial Amália na internet e não é a do governo. Foi desenvolvido um chatbot com o mesmo nome anunciado pelo primeiro-ministro no final do ano passado, o projeto de um programador de software português. Entrevistado pelo Observador, Eduardo Gonçalves admite que a escolha do nome foi feita com o propósito de ironizar o projeto oficial, orçamentado em €5,5 milhões, assim é que está certo, e que está ainda em fase de desenvolvimento. Já a versão low cost do chatbot Amália está online há vários meses e afirma ser uma inteligência artificial à portuguesa. António José Soares.
O chatbot Amália, desenvolvido por Eduardo Gonçalves, foi criado no início da primavera deste ano. Ao contrário do ChatGPT, que tem tendência para responder em português do Brasil, esta versão promete falar português europeu, mas não só. Recorre também a dados nacionais. Segundo o seu criador, não usa big tech nem motores de pesquisa do Google. Começa, sim, por ir a sites de notícias, por exemplo, do Público ou Observador, e usa o próprio motor de pesquisa do site. Esses resultados são depois usados para alimentar o modelo principal. Eduardo Gonçalves diz ainda que quis demonstrar que é possível entregar um produto sem muitos recursos. Em declarações ao Observador, admite que não substitui o projeto de inteligência artificial do governo, pois o seu Amália low cost surge como uma solução tecnicamente simples. Quanto à escolha do nome, o desenvolvedor de software afirma que apenas foi contactado pela Fundação Amália, incomodada com o uso do nome da fadista portuguesa. Entretanto, a Fundação para a Ciência e Tecnologia registou em abril um pedido de marca para o nome Amália junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
Um trabalho dos jornalistas Kátia Rocha e António José Soares, que pode ler com mais detalhe em observador.pt. Entretanto, o Observador já contactou o governo, a FCT e a Fundação Amália para obter mais esclarecimentos sobre este chatbot, mas até o momento não obteve qualquer resposta. Fechamos na atualidade internacional. Os Estados Unidos vão aplicar novas taxas de 35% sobre os produtos importados do Canadá. Donald Trump publicou esta quinta-feira nas redes sociais a carta dirigida a Mark Carney, o primeiro-ministro do Canadá. Diz Trump que as tarifas de 35%, separadas de todas as outras tarifas setoriais, vão ser aplicadas a partir de agosto. Em março, os norte-americanos impuseram uma tarifa de 25% sobre viaturas e peças de automóvel importadas desde o Canadá. Em junho, anunciou Donald Trump também uma tarifa de 50% sobre as importações de aço e alumínio, também do Canadá. Agora, a aplicação desta nova taxa de 35% sobre todos os produtos importados desde o país vizinho. Fica por aqui este jornal. A informação regressa com a síntese das 5 da manhã. Até já!