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São 4 horas. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, 4 da manhã. Vamos às notícias na Rádio Observador. A Flotilha Humanitária diz que as embarcações não identificadas que se aproximaram da frota já partiram. Numa publicação nas redes sociais, a missão explica que as embarcações não identificadas aproximaram-se de vários barcos da flotilha, algumas com as luzes apagadas. Acrescenta ainda que os participantes aplicaram protocolos de segurança em preparação para uma possível interceção. A frota de cerca de 50 embarcações garante que vai continuar a navegar em direção a Gaza, agora mais próxima da marca de 120 milhas náuticas, cerca de 220 km, perto da área onde outras flotilhas anteriores foram interceptadas ou atacadas. Entretanto, a Marinha Israelita diz que está pronta para interceptar a flotilha. Fontes militares indicaram à estação pública israelita Kan, que a Marinha está a planear transferir os ativistas para um grande navio militar e rebocar as embarcações para o porto de Ashdod, com a possibilidade de algumas serem afundadas no mar. Israel tem dito que não vai permitir a entrada da flotilha nas águas de Gaza, mantendo o bloqueio imposto ao enclave palestiniano. A flotilha Global Summus emitiu um alerta esta terça-feira a informar que tinha entrado na zona de risco elevado, área em águas internacionais onde Israel já tinha interceptado outras embarcações, está em alerta máximo desde então. E o governo português reiterou o apelo aos ativistas portugueses a bordo da flotilha para que se mantenham em águas internacionais. O ministro dos Negócios Estrangeiros alerta para riscos sérios caso avancem para zonas de bloqueio. Na mensagem a que a Lusa teve acesso, Paulo Rangel recorda que as fragatas italianas que se disponibilizaram para prestar ajuda consular e humanitária não vão sair destas águas internacionais e também a primeira-ministra italiana pediu a interrupção imediata da missão para não correr riscos e provocar um confronto com Israel. Giorgia Meloni teme que o avanço da flotilha possa pôr em risco o atual equilíbrio e também servir de argumento para sabotar o plano de paz em discussão pelos Estados Unidos e pelos parceiros europeus. Nesta missão estão três portugueses. Recordo Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda, a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte. Mudamos agora de tema. As eleições autárquicas. A menos de duas semanas das eleições, Pedro Duarte e Manuel Pizarro estão empatados na corrida à Câmara do Porto, embora o social-democrata esteja ligeiramente à frente. Isto de acordo com a sondagem da Universidade Católica para a RTP Antena 1 e Jornal Público. A coligação liderada por Pedro Duarte, que junta PSD, CDS e Iniciativa Liberal, conta com 32% das intenções de voto, enquanto a candidatura socialista de Manuel Pizarro fica com 29%. Em terceiro lugar aparece o Chega, com 10% destas intenções de voto, seguido pelo Livre, com 6% e Filipe Araújo também com seis. Atrás fica ainda a CDU com 5% e a seguir a candidatura de Nuno Cardoso com 4% das intenções de voto. Em último, o Bloco de Esquerda com 3%, o que significa que pode perder o único vereador que elegeu há quatro anos. Vamos também a outros assuntos, a lei de estrangeiros. O deputado do Partido Socialista, Miguel Costa Matos, acusa o PSD de excluir o PS das negociações sobre a lei de estrangeiros, aprovada esta terça-feira na Assembleia da República. No Explicadores da Tarde Política desta terça-feira, Miguel Costa Matos acusa também o PSD de querer optar por um caminho de menos equilíbrio e moderação.

Chegaram a entendimentos que chegaram com o Chega e da nossa parte quiseram ter muito pouco ou nada a ver e tiveram muito pouco ou nenhuma disponibilidade, na verdade, para chegar a entendimentos conosco. E penso que teria sido possível chegarmos aqui a uma solução mais equilibrada, de imigração com regras, com integração, e o AD não quis seguir esse caminho, quis seguir o caminho de fechar as portas, de trancar isto.

Já do lado do PSD, o deputado António Rodrigues afirma que o governo não tinha preferências no parceiro para viabilizar.

Era indiferente para o governo e para o PSD. O que era importante aqui era conseguirmos ter uma lei de estrangeiros moderna, eficaz e reguladora da situação que durante anos não foi cuidada. Para nós, e tentámos conversar com todos, no sentido exatamente considerando que isto é uma lei estrutural.

Na ótica do Chega, ao contrário do PS, a deputada Cristina Rodrigues reitera que a nova lei não tem como objetivo encerrar Portugal, mas sim regular e limitar os imigrantes.

Temos que efetivamente chegar a acordo com outros partidos para conseguirmos avançar alguma coisa. Efetivamente, aquilo que foi aprovado hoje é já um avanço, é melhor do que aquilo que estava. Depois, por outro lado, não creio que esta lei tranque as portas. É uma lei que regula e que limita a entrada em Portugal.

O Parlamento aprovou esta terça-feira a nova lei dos estrangeiros, com votos a favor do PSD, do Chega, CDS-PP, da Iniciativa Liberal e da JPP. Votos contra do PS, do Livre, do PCP, do Bloco de Esquerda e do PAN. E sobre a lei de estrangeiros, o Chega assegura que houve cedências tanto da parte do partido como da parte do governo. Numa ação de campanha em Sintra, o líder parlamentar do Chega salientou que há agora uma porta aberta para o diálogo com o governo. Ainda assim, Pedro Pinto sublinha que a vitória é para o povo português.

Houve cedências da nossa parte, houve cedências da parte do governo, houve propostas nossas aprovadas nesta nova lei e isso para nós é fundamental. Nós não voltamos para trás com aquilo que queremos. Nós estamos sempre na linha da frente e é isso que conseguimos hoje. É um acordo que é uma vitória, não para o Chega, mas para o povo português, porque nós estamos aqui é pelo povo português

André Ventura esteve ausente no primeiro dia oficial de campanha e o Chega confirma que o presidente do partido vai continuar sem marcar presença nas ações previstas. Ainda sobre a Lei de Estrangeiros, a Iniciativa Liberal saúda a aprovação do novo decreto e considera que as regras ficam agora mais claras. Numa ação de campanha em Castelo Branco, Mariana Leitão lembrou que o partido esteve sempre disponível para negociar com o governo nesta matéria.

A Iniciativa Liberal deu sempre um contributo bastante relevante para chegarmos a este culminar. Alertámos várias vezes, disponibilizámo-nos inúmeras vezes também para dialogar com o governo. Fizemo-lo nas várias oportunidades que houve para esse efeito e, portanto, é sem dúvida uma lei essencial e que é crucial para termos agora uma imigração regulada, com regras claras.

Declarações de Mariana Leitão em Castelo Branco e sobre a proposta do Chega de limitar os apoios sociais para os imigrantes, Mariana Leitão elogiou a redação do texto final e considera que é uma proposta bastante mais equilibrada. Fechamos no desporto. O Sporting vai defrontar esta quarta-feira o Nápoles. Rui Borges afirma que os Leões vão encontrar um ambiente especial na partida frente aos italianos. Em declarações à Sport TV, o técnico leonino não atira o favoritismo para a equipa adversária. Rui Borges afirma que nos grandes jogos a exigência é grande, mas a motivação também.

Acima de tudo que seja um grande jogo. Agora vamos ter muitas dificuldades, como é lógico, e acredito que estaremos preparados para elas. E como eu disse, o importante aqui é perceber que a exigência de jogo é diferente. Agora a motivação também vai levar a coisas diferentes e a motivação do jogo vai estar, e acredito que esteja, no máximo.

Já António Conte diz que o Sporting é uma equipa forte e com jogadores já muito experientes na Liga dos Campeões. O timoneiro italiano, que recorda o jogo em Alvalade com o Tottenham em 2022 e acrescenta que Leões são equipa de primeiro nível.

É uma equipa de primeiro nível, de primeira faixa. Eu já os enfrentei antes com o Tottenham. São muitos os jogadores que já acumularam experiência nesta prova. É uma ótima equipa e venceu o Campeonato Português. Temos de entrar em campo a saber que enfrentamos uma equipa forte.

No Sporting, Ousmane Diomande está disponível para a partida desta quarta-feira, mas Rui Borges confirma que não vai ser titular. Uma partida que está marcada para às 20h, no Estádio Diego Armando Maradona, em Nápoles. Tem relato e comentário aqui na Rádio Observador. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui. Está de regresso às 17h. Por agora fique com a primeira parte do programa Contracorrente.