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As notícias com Beatriz Félix.
Boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador e começamos com uma garantia do governo. O Plano Nacional de Recuperação e Resiliência vai estar no terreno nas próximas semanas. É o que adianta o secretário de Estado da Proteção Civil. Em entrevista à Rádio Observador, Rui Rocha diz que o plano, tendo de ser ultimado, vai para o terreno assim que possível.
Julgo que não podem ser meses. Eu diria que nas próximas semanas ele terá que ser conhecido, porque, como digo e como foi referenciado, há aqui questões de emergência, embora isso também tenha a responsabilidade dos próprios municípios, mas é evidente que algumas questões, pela dimensão daquilo que são reparações, é bom que hajam apoios estatais para poder garantir, e é isso que está a ser desenhado.
Já sobre o fim da isenção de portagens em várias autoestradas, um pedido dos municípios da região de Leiria, o secretário de Estado da Proteção Civil diz que a situação crítica já está ultrapassada e, portanto, descarta essa possibilidade. E mesmo com este novo PTRR, Portugal Recuperação e Resiliência, que vai ser apresentado nas próximas semanas, mais de cinco mil entidades no setor agrícola pediram apoio na sequência destas tempestades que devastaram os campos de cultivo. O valor máximo a atribuir a cada agricultor, por decisão do governo, é de €10 mil. O ministro José Manuel Fernandes acredita que os pedidos vão continuar a chegar.
Temos mais de 5,1 mil candidaturas para mais de €300 milhões. Aqui em Alcácer do Sal, neste momento, na área da agricultura, temos só 13 candidaturas, porque as pessoas ainda estão a ver os prejuízos e nós sabemos que essas candidaturas vão acontecer. Estamos a falar de candidaturas até aos €10 mil.
José Manuel Fernandes apela a que produtores afetados procurem obter apoios, diz que há muito prejuízo que ainda não está sinalizado. O ministro da Agricultura afirma também que vai pressionar a União Europeia para obter o montante máximo da reserva agrícola para crises. Na mesma linha, está o setor da pesca, que se queixa de um impacto nunca antes visto no que toca ao aumento de preços. Em entrevista à Rádio Observador, o presidente da APROPESCA, Carlos Cruz, não tem dúvidas de que o preço vai duplicar.
O preço, precisamente os barcos que foram ontem para o mar, com certeza que o preço, se não dobrou, penso que dobrou, claro. Eu penso não, tenho a certeza que dobrou, porque a restauração não tem peixe, os barcos não andam ao mar, peixe daqui da nossa localidade não tem nenhuma, só se tiver peixe do lado de fora.
Há embarcações que estão paradas desde dezembro, tanto as de pequeno como de grande porte. Carlos Cruz refere que os pescadores apenas receberam o apoio de €250 por parte da Câmara de Vila do Conde. Pede, por isso, ao governo apoios diretos aos pescadores. Fala numa situação em que famílias já têm dificuldades para sustentar a própria casa. Esta segunda-feira, o PS entregou no Parlamento uma proposta para o alargamento do número de municípios admitidos pelo estado de calamidade e deixa um desafio à Iniciativa Liberal e ao Chega para aprovar também esta medida. O partido quer que o governo inclua os municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, ainda Sobral de Monte Agraço e a zona de Leiria e do Tejo neste estado de exceção. O PS quer também que estes municípios sejam incluídos, mas num regime com efeitos retroativos. À Rádio Observador, o deputado André Rios pede uma resposta ao governo até quinta-feira, mas deixou o repto a André Ventura e também a Mariana Leitão.
No caso concreto da Arruda dos Vinhos, que é o que eu conheço mais próximo, já foram aqui visitar durante a semana passada, para além do secretário-geral do PS, na quarta-feira. Na sexta-feira, veio cá o líder do Chega e a líder da Iniciativa Liberal. E puderam constatar in loco daquilo que os autarcas estão a reclamar, no fundo, legitimamente, na nossa perspectiva. E bastava que estes dois partidos, além do Partido Socialista, que vieram aqui in loco verificar a situação, votassem a favor para que este projeto de resolução fosse aprovado no Parlamento.
O deputado socialista considera incompreensível que o governo ainda não tenha dado este passo para acudir às populações destes concelhos. Continuamos a falar de política do governo. Vão passar de oito para duas as ligações à Sport TV no Palácio de São Bento e na Assembleia da República. Foi uma ordem dada por Luís Montenegro depois da polémica relacionada com gastos do Executivo. Em causa, o ajuste direto celebrado para obter uma subscrição do serviço premium do canal desportivo, ficando disponível em sete pontos no Palacete de São Bento e outro num gabinete da Assembleia da República destinado ao governo. Como foi noticiado pelo Observador, o contrato em causa previa o pagamento de perto de €20 mil, a somar ainda o IVA à taxa em vigor. O gabinete do primeiro-ministro deu instruções à Secretaria-Geral do Governo para reduzir as ligações de oito para duas e assim passa de um custo mensal de €585 para 146. O Correio da Manhã adianta que a ordem partiu diretamente do primeiro-ministro. O Tribunal Constitucional declarou António José Seguro como vencedor das eleições para presidente da República, que soma mais de 3,5 milhões de votos na segunda volta. São os resultados finais depois da Assembleia de Apuramento Geral da eleição para a presidência. António José Seguro bateu um recorde, é o presidente eleito com mais votos em democracia Tempo ainda para a atualidade internacional. Uma série de explosões atingiu a cidade de Odessa. A notícia foi avançada pela agência russa Ria Novosti. Um ataque que acontece pouco depois da Força Aérea das Forças Armadas da Ucrânia darem conta da presença de drones inimigos no Mar Negro em direção à cidade de Odessa. É também uma resposta a uma outra investida das Forças Armadas ucranianas contra civis. Falamos também de Donald Trump, que voltou a ameaçar o Irão antes da nova ronda de negociações sobre o programa nuclear de Teerão. A bordo do Air Force One, o presidente norte-americano deixa um aviso e diz que haverá consequências se não houver acordo e espera ainda que o Irão seja mais razoável. As conversações decorrem em Genebra, com mediação de Omã, depois de uma primeira ronda no início deste mês. O Irão tem, ainda assim, executado novos exercícios navais no Golfo Pérsico para testar capacidades militares. Washington quer garantir que Teerão não desenvolve armas nucleares, enquanto o Irão exige o levantamento das sanções internacionais. E fechamos com o futebol, com o Benfica, que tem jogo marcado para esta terça-feira contra o Real Madrid, a contar para a Liga dos Campeões. José Mourinho deixa um aviso, diz que a vitória do Benfica frente à mesma equipa no final de janeiro é passado em antevisão. Ao jogo desta terça-feira, a contar para a primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da competição, o treinador das Águias diz que os merengues são uma equipa ferida, fator de motivação extra para os jogadores do Real Madrid, depois da derrota por 4 x 2 aquando da última visita ao terreno das Águias.
É tudo novo. Esqueçamos o jogo que jogámos no Luz há umas semanas. Esqueçamos, porque é um Real Madrid completamente diferente, é uma equipa ferida, levaram quatro. Imagine o Benfica a levar quatro e duas ou três semanas depois ter a possibilidade de reencontrar a equipa que o atropelou. Íamos não só com a normalidade da motivação, mas íamos com qualquer coisa extra. É aquilo que eu espero da parte deles.
O Benfica reencontra esta terça-feira o Real Madrid, depois da última vitória por 4 x 2, que qualificou os encarnados para a próxima fase da Liga dos Campeões. Desta vez, as Águias jogam com os merengues no Estádio da Luz, às 20h, a contar para os playoffs de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. É um jogo para acompanhar. Conta com emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador, com análise e relato em direto. O jogo começa às 20h. É o ponto final neste noticiário, edição das 04h. A informação fica por aqui, está de regresso, as notícias regressam à antena da Rádio Observador às 05h. Antes disso, para já, fique com a primeira parte do programa Contra Corrente.