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Quatro horas.
Muito boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, está com a Rádio Observador. Hora de atualizar toda a informação. Começamos com a atualidade internacional. Israel e Líbano chegaram esta noite a um acordo de cessar-fogo, mas há uma condição: o desmantelamento do Hezbollah. Os dois países, juntamente com os Estados Unidos, assinaram um comunicado oficial conjunto. O documento foi também partilhado pelo Departamento de Estado norte-americano e pode-se ler que o cessar-fogo está condicionado à cessação total do Hezbollah, bem como à retirada de todos os operacionais do grupo paramilitar da margem sul do rio Litani. Além disso, os dois países concordaram criar zonas-piloto no Líbano. Nessas áreas, as Forças Armadas do país, passo a citar: "Assumirão o controle exclusivo do território, excluindo quaisquer intervenientes não estatais". Israel e Líbano vão voltar a sentar-se à mesa das negociações já no dia 22 deste mês, mas ainda não há local definido para tal. Acontece numa altura em que Donald Trump acredita que Washington e Teerão podem chegar a um acordo de paz já durante o próximo fim de semana. Declarações do presidente norte-americano feitas esta noite em conferência de imprensa. Donald Trump prometeu abrir o estreito de Ormuz rapidamente. No entanto, os iranianos afirmam que não houve qualquer progresso tangível nas negociações com os Estados Unidos. Por Portugal, esta noite, o ministro da Administração Interna admite que teme a época de incêndios este verão, mas garante que o SIRESP vai funcionar. Em entrevista à Sic Notícias esta noite, Luís Neves admite estar preocupado, sobretudo com a região de Leiria, afetada pelas tempestades. Diz que há muita madeira, muito combustível caído e, sobretudo, muitas estradas e caminhos rurais que ajudam no combate normalmente e que agora estão completamente destruídos. No entanto, reitera que já foram limpos mais de 10 mil quilômetros e ressalva que os meios de prevenção, bem como o SIRESP, vão estar 100% operacionais para a época de incêndios.
O SIRESP teve uns problemas graves com a calamidade. Foram comprados equipamentos, novas estruturas. Estamos a fazer um grande investimento.
Vai funcionar?
Sim, vai funcionar. Quer dizer que estamos a gastar agora, no imediato, 36 milhões. E vamos gastar, no PTRR, temos quase 400 milhões pra gastar e vamos nos aproximar das populações, das juntas de freguesia, das câmaras.
Declarações de Luís Neves, aqui a anunciar alguns investimentos. Luís Neves, que garante também que caso a época dos incêndios este verão corra mal, vai assumir todas as culpas e responsabilidades. Já sobre a polêmica em torno da nomeação do general Paulo Viegas Nunes para a direção do SIRESP, depois de haver suspeitas de irregularidades nas auditorias da Inspeção-Geral das Finanças, Luís Neves garante que, neste momento, não há qualquer investigação a decorrer a nenhum funcionário do ministério e reforça a ideia de que mantém total confiança em Viegas Nunes.
Não, não há, que eu conheça. Não tenho um único documento de uma participação de uma ministra da Secretaria-Geral do MAI, seja quem for. Mas dizer o seguinte relativamente ao general Viegas Nunes: do ponto de vista daquilo que são as inspeções, e todos conhecem, Inspeção-Geral de Finanças, inspeções próprias, inspeções do Tribunal de Contas, não há um no Estado em que não aponte 3, 4, 5, 10, 20, 30 questões que é preciso corrigir, é preciso fazer de outra maneira. Portanto, não há nada ali que eu vi que pudesse pôr em causa a idoneidade, a seriedade, a transparência e aquilo que é mais relevante pra qualquer ser humano, que é a sua honra. Portanto, não encontrei nada, são coisas comezinhas.
Declarações de Luís Neves, ministro da Administração Interna, esta noite à Sic Notícias. Mudamos agora de assunto pra falar do tema que marcou a atualidade nacional esta quarta-feira, a greve geral. O secretário-geral da CGTP garante que os membros da central sindical nada tiveram a ver com os desacatos na Assembleia da República. Tiago Oliveira sublinha que as manifestações em todo o país foram feitas de forma pacífica. No entanto, em Lisboa, já depois da manifestação da CGTP ter terminado, um conjunto de pessoas provocou desacatos com as forças de segurança. Foram também incendiados alguns caixotes do lixo e atiradas algumas garrafas de vidro. A força de intervenção da PSP foi mobilizada para a escadaria do Parlamento, teve que intervir, acabou por deter seis pessoas. No entanto, Tiago Oliveira garante que os membros do sindicato não estiveram envolvidos nos confrontos.
O que lhe posso dizer é que não tem manifestantes da CGTP naquela manifestação.
Deve ser o que está a passar.
Agora, há grupos que se integram nas manifestações da CGTP para depois levar por diante este tipo de situações e concretizar este tipo de momentos. Mas acho que o objetivo foi conseguido pela CGTP, que tivemos de facto, norte a sul do país, incluindo nas regiões autónomas, um conjunto muito largo de manifestações com a presença de milhares de trabalhadores.
Explicações do secretário-geral da CGTP, aqui em declarações à RTP. Tiago Oliveira aproveitou também para voltar a criticar o governo, acusa o executivo de arrogância e também de ignorar os trabalhadores. Já do lado da polícia, segundo a polícia, os detidos estão indiciados por desobediência e resistência e coação sobre funcionário. O superintendente da PSP, Jorge Resende, explica que, antes das detenções, a polícia fez vários avisos que não surtiram qualquer efeito.
Cerca de 10, 15 minutos depois, algumas das pessoas, utilizando grades, ocuparam a via pública, pondo em causa a segurança dos utentes da via pública, tendo sido alertadas para não o fazer, e tornaram-se violentos, designadamente arremessando garrafas. Posteriormente, houve um aviso legalQue a manifestação se tinha tornado violenta e, como tal, teria que cessar e foram dados cinco minutos para dispersar. Passados esses cinco minutos, foi feito novo aviso. Passados três minutos, foi feito novo aviso. Tentou-se de todas as maneiras que as pessoas cessassem aquele tipo de comportamento e abandonassem o local.
Declarações do superintendente da PSP, Jorge Resende, a explicar as detenções em frente à Assembleia da República. Também houve reações por parte do governo a estes confrontos no briefing do Conselho de Ministros, que aconteceu esta quarta-feira. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, elogiou a atuação da polícia, mas diz que foram apenas alguns manifestantes que ultrapassaram os limites.
Queria destacar que se lamentamos profundamente estes comportamentos condenáveis, que ultrapassam o que é razoável e aceitável numa democracia livre e no direito à greve e no seu livre exercício, é importante deixar claro que este foi um comportamento de alguns, não o comportamento da maioria dos manifestantes e pela informação que temos, não é um comportamento associado à organização e aos organizadores desta manifestação.
Declarações de António Leitão Amaro na conferência de imprensa do Conselho de Ministros. Ainda sobre a greve geral, a ministra do Trabalho diz que o teletrabalho dificulta a análise e a contabilização da adesão à greve. Maria do Rosário Palma Ramalho falou aos jornalistas também no final do Conselho de Ministros. A ministra com a pasta do Trabalho conclui que a adesão foi residual no setor privado e reduzida no setor público. Sublinha que na administração pública, a adesão foi de apenas 23%.
Que alguns setores comunicaram que também tinham recorrido largamente ao teletrabalho, pelo que muitas ausências não podem ser identificadas como adesão à greve, mas sim como trabalho à distância, que é hoje, como sabem, uma realidade dos nossos dias. No setor privado, confirma-se que a adesão à greve foi absolutamente residual.
Maria do Rosário Palma Ramalho falou ainda sobre alguns constrangimentos, tanto no setor da saúde como na educação. Explica que cerca de metade dos alunos não conseguiram realizar a prova de aferição agendada para esta quarta-feira, além de milhares de alunos terem também tido as aulas canceladas. Já na saúde, só se realizaram apenas 25% das cirurgias programadas. Antes, também o primeiro-ministro fez um balanço da greve, diz Luís Montenegro, que apenas serviu para prejudicar a vida de muita gente. Admite que podem ser utilizados todos os meios de luta, mas diz que enquanto cidadão e português, todos temos uma responsabilidade perante os atos.
Apenas me parece, como cidadão, como português e como primeiro-ministro, que todos temos uma responsabilidade e a responsabilidade também integra aquilo que são as consequências dos nossos atos. A consequência desta greve, no final deste dia, parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente, porque as posições políticas que queriam ser transmitidas já eram conhecidas, já eram afirmadas por estas estruturas há bastante tempo.
Luís Montenegro aos jornalistas, também depois de ter reunido o Conselho de Ministros. Vamos terminar este jornal com uma notícia de desporto. José Mourinho vai mesmo para o Real Madrid, isto caso Florentino Pérez vença as eleições no clube merengue. Pelo menos é a garantia dada ao final desta quarta-feira pelo atual presidente do Real Madrid. A contratação de Mourinho consta nas propostas do plano da candidatura, que foi entretanto apresentado. O treinador português aparece inclusive num vídeo de apoio ao atual presidente do Real Madrid com a camisola do Real Madrid vestida. No entanto, segundo o jornal "Record", e entretanto, também a restante imprensa desportiva portuguesa tem noticiado, o Special One contactou o Benfica para garantir que não gravou nenhum vídeo em que surge equipado à Real Madrid. José Mourinho diz que se tratam de imagens geradas por inteligência artificial. Na análise, aquando do anúncio feito por Florentino Pérez, Bruno Batista, ex-candidato à vice-presidência do Clube Encarnado, na lista de Luís Filipe Vieira, diz que este impasse do futuro de José Mourinho termina com um divórcio não amigável a três partes, entre o treinador, o Benfica e os adeptos. À Rádio Observador, Bruno Batista afirma que os benfiquistas desejam que Florentino Pérez vença as eleições para o Benfica poder finalmente organizar a época.
E este é o banho-maria em que ficará Rui Costa, em que ficarão os adeptos benfiquistas, provavelmente a torcer para que Florentino Pérez seja reeleito no Real Madrid para decidir o futuro do Benfica. E é aqui que temos uma insatisfação dos encarnados.
Declarações à Rádio Observador do Bruno Batista, que lembra que o Benfica não pode oficializar a contratação de Marco Silva sem antes comunicar oficialmente à CMVM o fim do contrato com José Mourinho. O que é certo é que as eleições do clube espanhol acontecem já no próximo sábado. Notícia de fecho deste jornal das 16h. A informação regressa à Rádio Observador quando forem 16h30. Até lá.