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Boas. Boa noite, o meu nome é Maria Miguel Marques, vamos às notícias. O Ministério da Saúde garante que não quer excluir os chamados médicos tarefeiros do SNS. A posição do ministério foi expressa em comunicado no dia em que se reuniram com os representantes dos médicos prestadores de serviço, a quem as unidades locais de saúde têm recorrido para colmatar a falta de especialistas nos quadros, principalmente para os serviços de urgência. Ana Paula Martins manifesta disponibilidade para os integrar, mas de acordo com a legislação em vigor e a regulação do exercício da profissão. Os médicos tarefeiros avisam que a corda pode partir na negociação com o Ministério da Saúde. A Associação de Médicos Prestadores de Serviços diz que existiu um aproximar de posições, sobretudo no que toca à vinculação dos médicos não especialistas ao SNS, mas que se mantém a discordância de fundo.
O valor hora estabelecido por uma portaria é de 2016 e fala em, se não me engano, 22 € para não especialistas e 26 € para especialistas. Claro que foi havendo ajustes e neste momento a média está em 43 € a hora. A minha associação e a minha presidência, especificamente, lutei por pôr água na fervura, por não permitir que a paralisação existisse quando foi em novembro e mantermos sempre uma porta de diálogo, quer com o ministério, quer com as ULS. A partir deste momento, se isso realmente passar a ser uma realidade.
A corda pode estar a partir.
A corda pode estar a partir e eu não vou pôr mais água na fervura.
Nuno Figueiredo e Sousa, em declarações aos jornalistas no final do encontro com a Ministra da Saúde, ainda sem estar resolvida a questão de fundo referente aos pagamentos aos médicos à tarefa. A mãe das gêmeas luso-brasileiras diz que tinha direito a tudo a que recebeu do Estado português no tratamento das duas crianças. Daniela Martins assegura que não cometeu nenhuma ilegalidade e que tudo o que recebeu para as filhas estava dentro das normas e do processo habitual numa situação como esta. Em entrevista à RTP, a mãe das gêmeas luso-brasileiras admite que pediu tudo a que tinha direito, mas sem qualquer tipo de favorecimento. Explica Daniela Martins que foi sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das crianças.
Eu tinha um gasto muito alto, porque são duas crianças e eu estava a me organizar a viver em Portugal. Então tudo que eu conseguisse que fosse direito das meninas através do governo, eu pedia, eu fui atrás, mostrei os documentos e o que me foi concedido foi tudo com documentos que eu mostrei. Então nada do que eu pedi foi a mais do que eu tinha direito, do que as meninas tinham direito.
A mãe das gêmeas luso-brasileiras é acusada pelo Ministério Público de burla devido às cadeiras de rodas que foram atribuídas às gêmeas. Uma acusação que Daniela Martins considera ser mentira. Explica que os equipamentos que pediu estavam dentro das normas da saúde em Portugal para casos como o das filhas.
Eu pedia tudo que as meninas poderiam se beneficiar. Então eu pedi uma cadeira de transporte inicial, que é onde eu ia às consultas. Antes disso, elas não tinham uma cadeira para crianças com necessidades especiais. Elas ganharam uma cadeira para crianças com necessidades especiais e depois eu pedi ainda a motorizada, porque na altura elas já estavam quase em idade escolar e elas precisavam criar uma independência.
As explicações de Daniela Martins, mãe das gêmeas luso-brasileiras à RTP, que garante que vai contestar a acusação do Ministério Público português, fala numa situação desgastante. Apesar do tempo que já passou, diz que fez o que qualquer mãe teria feito numa situação semelhante. Falamos ainda da Operação Influencers. A Procuradoria-Geral da República esclarece que António Costa não pode consultar o processo porque a lei não o permite. O esclarecimento surge depois do semanário Express ter noticiado que o Ministério Público recusou por seis vezes pedidos do ex-primeiro-ministro para consultar os documentos que fazem parte do inquérito, no qual é apenas suspeito e não arguido. A Procuradoria insiste, por isso, que António Costa não pode consultar o processo por não ser um interveniente formal. André Ventura recusa que António Costa seja uma vítima na Operação Influencer. Ventura diz que há uma clara teia de prevaricação à volta do processo e que António Costa está longe de ser uma vítima.
Quem olhar para este processo, o doutor António Costa é aqui uma vítima. Não, o doutor António Costa, objetivamente, esteve, está envolvido numa teia que venha ou não a demonstrar-se que ele próprio é culpado. Acho que já ficou mais do que evidente que houve uma teia de prevaricação à volta dos negócios do lítio e de hidrogênio.
As críticas do líder do Chega, aqui ao PS, estendem-se ao tema do Orçamento de Estado. Em causa, a viabilização do documento pelos socialistas, que José Luís Carneiro deverá propor ao partido antes mesmo de conhecer o orçamento na íntegra. Ventura pede aos eleitores do PS para questionarem a responsabilidade do partido neste momento.
O Chega apresentará o trabalho para o qual foi eleito, para o qual os seus deputados foram eleitos, que é olhar para o orçamento, trabalhar as propostas e melhorá-las na saúde, na educação, nos combustíveis, na habitação, na imigração, etc. A pergunta tem que ser posta ao Partido Socialista. Se quis viabilizar um documento sem o conhecer, pergunto aos eleitores e pergunto ao doutor José Luís Carneiro se isso é ser responsável.
André Ventura à entrada para uma sessão promovida pela distrital do partido Chega sobre economia e reforma do Estado. O Ministério Público abriu um inquérito para apurar a legalidade do uso da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos. O inquérito foi aberto após uma queixa do Bloco de Esquerda. Numa resposta à agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República confirmou o inquérito e que foi aberto devido à denúncia do partido. A queixa do BE foi apresentada em abril e pedia à PGR para apurar se a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpriu a lei. Na altura, o coordenador do Bloco, José Manuel Pureza, insistiu que se tratava de uma violação grosseira do direito internacional e do direito português e nas redes sociais, Fabián Figueredo já saudou esta decisão. Acrescenta que a guerra do Trump e de Netanyahu contra o Irão é ilegal. Na atualidade internacional, no Reino Unido, dois homens iranianos foram acusados de terrorismo. Em causa, um plano que estariam a desenvolver para atacar a comunidade judaica em Manchester. Os dois homens, de 35 e 36 anos, chegaram de barco ao Reino Unido em 2020 e 2023, conta a BBC. Um tem estatuto de refugiado, outro tem um pedido ativo nesse sentido. A acusação alega que os dois estavam a preparar-se para cometer um ato de terrorismo até ao dia 20 de setembro, no dia de Yom Kipur, o dia mais sagrado do calendário judaico. Ambos foram detidos em Manchester nessa noite. A Unidade Contra Terrorismo da polícia inglesa veio explicar que os dois homens estavam em contacto com um terceiro elemento, que poderá estar no Irão, segundo a BBC. Imagens alusivas a terrorismo e ao islamismo foram encontradas nas redes sociais do suspeito do ataque à Flydubai, é o que avança agora a CNN. Foram feitas apenas duas publicações no perfil do cidadão omanita Hammam al Hammami no LinkedIn, cerca de nove horas após o incidente. Não é claro quem fez as publicações ou se foram agendadas com antecedência. A primeira publicação apresentava uma série de vídeos gravados nas cabines de comando de uma aeronave Boeing 737 Max, sendo que a aeronave que foi desviada para a Arábia Saudita no incidente da quarta-feira era um Boeing 737 Max 8 da Flydubai. O vídeo termina com uma foto do líder da Al-Qaeda, que sucedeu Osama Bin Laden, e uma foto de al-Balawi, que matou nove pessoas em 2009 e que também era leal à Al-Qaeda. A segunda publicação apresenta uma imagem gerada por inteligência artificial que retrata os três locais mais sagrados do islamismo: Meca, Medina e Jerusalém, ligados por um rastro luminoso contínuo. E o Ministério da Defesa polaco está a redigir uma lei que prepara o país para a guerra. Esta lei pode incluir o destacamento antecipado de tropas para pontos considerados sensíveis dentro do sistema de defesa da NATO e adaptar o sistema de gestão da defesa do Estado, sobretudo no domínio dos ataques híbridos. A informação é avançada pelo gabinete de comunicação do ministério ao jornal polaco "Rzeczpospolita" e confirmada pelo vice-ministro da Defesa do país, em entrevista concedida à rádio privada RMF esta sexta-feira. A origem da lei estará nas lições tiradas da guerra da Ucrânia. Donald Trump não vai proibir as exportações de combustível para a Europa. É uma confirmação que chega depois de o presidente norte-americano ter ameaçado suspender as exportações de combustível, caso os parceiros europeus não libertassem as reservas disponíveis. Depois das ameaças de Washington, o G7 reuniu de emergência esta sexta-feira e aceitou libertar 100 milhões de reservas de combustível. Agora, em declarações aos jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano garante que o país vai conseguir enfrentar a crise dos combustíveis.
Nós não vamos proibir as exportações. Vamos fazer o que é suposto. Eu pedi-lhes e vamos ter muito petróleo.
Declarações de Donald Trump, que deixou ainda elogios ao G7 pela decisão de libertar 100 milhões de reservas de combustível. Diz que a Europa esteve muito bem. Notícia de fecho deste jornal das 04:00. A informação está de volta às 17:00 em ponto. Até lá, fique com a primeira parte do Contracorrente desta sexta-feira.