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Muito boa noite, o meu nome é Marie Miguel Marques, vamos às notícias. A começar pela atualidade internacional. A Catalunha está este domingo em alerta máximo, em causa um medicane, um mini furacão mediterrâneo. As autoridades pedem que a população fique em casa. A notícia foi avançada na tarde de sábado pelo jornal espanhol "El País" e foi descrito um futuro episódio excepcional que pode superar o recorde diário de precipitação registrado em 2017. É esperado que o alerta permaneça pelo menos até às 14h. A Cruz Vermelha, em Catalunha, montou mais de 100 abrigos em várias cidades desta província de Barcelona para acudir pessoas que moram na rua nesta noite de chuvas torrenciais. Este episódio meteorológico semelhante a ciclones tropicais com ventos muito fortes e, por vezes, superiores a 150 km/h. Em Valência, depois do protesto deste sábado, dezenas de jovens começaram um acampamento numa das praças mais famosas da cidade. Foram mais de 6 mil pessoas que marcharam em protesto após o Parlamento Espanhol ter chumbado as propostas do governo de Pedro Sánchez, que impediam despejos de inquilinos em situação mais vulnerável. A porta-voz do Sindicato dos Inquilinos, Valéria Racu, refere que o caminho a seguir é uma greve geral.
"Governe quem governe, não vamos tolerar mais quatro anos sem tratar o maior problema deste país, porque fazer isso é abrir portas ao fascismo em Espanha, que é algo que já estava a acontecer. O que se passou nos últimos dias é para mudar tudo, porque agora sim, começa a verdadeira legislatura da habitação. Acabou o tempo dos políticos, mas não o da política, porque essa sempre pertenceu ao povo e que volte de uma vez por todas às casas".
Os protestos de Valéria Racu, a porta-voz do Sindicato dos Inquilinos, durante as manifestações em Valência. Nesta zona, há ainda a destacar cinco pessoas detidas e nove polícias feridos. Olhamos para o Brasil em dia de véspera de eleições presidenciais. Ambos os candidatos terminaram o dia em São Paulo. O candidato do Partido Liberal esteve na companhia do governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição no estado brasileiro. A menos de 24 horas para a abertura das urnas, Flávio Bolsonaro pediu aos brasileiros um voto de protesto contra o atual governo de Lula da Silva.
Eu quero fazer um governo de pacificação. Temos que ajustar muitas coisas em Brasília. O poder está completamente desequilibrado. Ministros não podem ser assessores, ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula e nem de nenhum outro viés ideológico. Então está tudo depravado nesse país e é por isso que eu peço que o eleitor vá pra rua e dê o seu voto de protesto.
O candidato da direita às presidenciais brasileiras, Flávio Bolsonaro, que no último dia de campanha andou em cima de uma moto, tal como o pai, Jair Bolsonaro, em 2022, também terminou a campanha eleitoral a bordo de uma moto na capital paulista. Do lado do Partido dos Trabalhadores, Lula da Silva terminou a campanha eleitoral em São Paulo com uma arruada por uma das avenidas principais da cidade. O chefe de Estado brasileiro aponta a necessidade de votar e os planos para o próximo mandato.
De um lado, está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, aqueles que defendem a educação, aqueles que defendem uma forte política de mobilidade urbana, aqueles que defendem ciência e tecnologia, aqueles que defendem sem baralhia. E do outro lado, está a barbárie. Aqueles que são contra a cultura, aqueles que acabaram com o Ministério da Indústria e Comércio, Ministério do Trabalho, Ministério da Igualdade Racial, Ministério dos Direitos Humanos, Ministério da Mulher. Eles acabaram com tudo. E nós reconstruímos. Agora, o próximo mandato é pra fazer a revolução educacional e tecnológica neste país.
Lula da Silva, presidente brasileiro, que luta agora pela reeleição. Em Portugal, mais de 134 mil eleitores estão inscritos para exercer a cidadania. Em Lisboa, a lista preparada pelo Tribunal Superior Eleitoral conta com mais de 78 mil eleitores aptos a votar, um aumento de 74% em relação ao pleito de 2022. São três os locais de votação na Universidade de Lisboa: a Faculdade de Direito, a Faculdade de Letras e a Reitoria. Já no Porto, mais de 48 mil eleitores podem comparecer às urnas eletrônicas. Como nos anos anteriores, há apenas um local de votação, o Instituto Superior de Engenharia do Porto. Por cá, a Ministra da Justiça está a analisar os pedidos sobre a retirada de proteção especial a Rui Pinto. O hacker português está num programa de proteção de testemunhas há seis anos, desde que começou a colaborar com as autoridades e vai perder a casa onde vive sob proteção policial, transporte gratuito e subsídio de subsistência no próximo dia 10 de outubro. A defesa de Rui Pinto já pediu uma revisão da perda de estatuto. Rita Judice está a analisar o fim do programa de proteção de testemunhas para o hacker português. Declarações da ministra da Justiça em Aveiro, à margem do Congresso dos Registos. A ministra assegura ainda que vai dar uma resposta antes do dia 10 deste mês, altura em que o português vai parar de receber os benefícios. O deputado do JPP pediu à ministra da Justiça esclarecimentos urgentes sobre o fim deste programa especial de segurança de que beneficia Rui Pinto. No requerimento dirigido à ministra Rita Júdice, com data de sexta-feira, o deputado dos Juntos pelo Povo defende que estão em causa questões que o Estado português tem a obrigação de esclarecer. Na sexta-feira, o pirata informático anunciou que vai mudar-se nos próximos dias para um local desconhecido, por tempo indeterminado. Na rede social X, Rui Pinto diz temer pela própria vida. O Presidente da República defendeu este sábado que o interior precisa de políticas públicas de investimento para que o país possa ser mais equilibrado. António José Seguro esteve em Penamacor durante a inauguração de uma nova creche que custou mais de € 1 milhão, comparticipados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, mas também pelo município, em mais de € 300 mil. O projeto, que aumenta as vagas de 25 para 50 crianças, é visto pelo Presidente da República como um sinal de esperança. António José Seguro garante que há futuro no interior e apela ao investimento.
Os mesmos milhões no interior para projetos estruturantes têm uma rentabilidade e um benefício para as pessoas e para os territórios muito maior do que noutras zonas do país. Portanto, aquilo que se pede é que haja agora um reequilíbrio desses investimentos e que se olhe para todo o conjunto do território nacional. Isso para nós, e na minha perspectiva, é essencial.
E o Presidente da República emocionou-se ao relembrar que nasceu em Penamacor e garante que não esquece as raízes.
Voltar a Penamacor é hoje voltar a uma parte de mim. A vida levou-me por outros caminhos, mas há lugares de onde nunca verdadeiramente partimos. Hoje volto com emoção e com muita gratidão a todos vós, aos meus pais, aos meus irmãos, à minha família. Trago comigo a memória de onde vim e a responsabilidade de servir todos os portugueses, porque podemos ir muito longe, mas nunca devemos esquecer o lugar onde aprendemos a dar os primeiros passos.
Declarações de António José Seguro, que afirma que não há territórios dispensáveis. André Ventura vai ser o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves. O anúncio foi feito pelo líder do Chega, em conferência de imprensa na sede do partido, em Coimbra. André Ventura garante a imparcialidade neste processo e promete não colocar obstáculos à intervenção das restantes forças políticas.
Esta comissão de inquérito vai efetivamente cumprir o seu papel de investigar até o fim, sem medo, independentemente das consequências e independentemente de quem sejam os visados, tudo e todos os factos que apuramos em relação a Luís Neves, procurando garantir que, evidentemente, todos os partidos que nela tenham assento terão uma voz e terão um lugar, que todos aqueles que entenderem e todos os partidos para lá do Chega que entenderem levar a cabo outras recolhas de prova, outras audições de testemunhas ou de outros participantes, não haverá da parte do Chega nenhum bloqueio, nenhum obstáculo a que isso aconteça.
Declarações do líder do Chega sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Ministro da Administração Interna imposta pelo partido. André Ventura afirma ainda que quer ver rapidamente constituída esta comissão para que na próxima semana comecem os trabalhos. No futebol, Jorge Jesus reforça que Ronaldo é um símbolo da Seleção Nacional e do país, mas promete que vai esclarecer tudo só depois do jogo frente à Noruega. Nova conferência de imprensa do selecionador português e novamente Cristiano Ronaldo esteve em cima da mesa. Em véspera do jogo frente à Noruega para a quarta jornada da Liga das Nações, Jorge Jesus quis deixar claro que o foco é a Noruega, mas admite que o abandono de Cristiano Ronaldo não passa despercebido.
O foco tem que ser a seleção, por tudo. A Noruega, neste caso, o jogo é com a Noruega. A Noruega, aquilo que nós temos que fazer bem, com o nosso povo também em sintonia com a bandeira. Agora, isso não deixa que eu possa ignorar o Cris. O Cris é um símbolo da seleção portuguesa, é um símbolo de Portugal, isso que fique bem claro. Respondendo à pergunta, depois do jogo, há muito tempo para se falar sobre isso.
Além do selecionador nacional, falou também o capitão Bruno Fernandes. O médio revela que falou com Cristiano Ronaldo sobre os últimos dias e deixa um pedido ao país.
Estamos muito fora daquilo que tem sido toda esta polêmica em torno deste assunto, mas o que eu peço, mais uma vez, é que o país não se divida, que não faça escolhas, que viva isto tudo num só, que respeite e aceite todos os lados, mas que ao mesmo tempo, como eu disse, o Cris é, será sempre o maior ícone da nossa seleção, do nosso futebol e também do futebol mundial e merece o respeito de todos os portugueses, independentemente de quem goste mais e goste menos.
Bruno Fernandes na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com a Noruega. Notícia de fecho deste jornal das 04h. A informação está de volta às 04h30.