Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Carlos Pedro.

Bom dia. Centenas de pessoas desfilaram ontem pela cidade de Lisboa numa manifestação contra o racismo e a xenofobia. Um protesto que aconteceu na sequência da operação policial que decorreu na Rua do Bem Formoso no dia 19 do último mês, no Martim Moniz. Agentes da PSP encostaram à parede várias pessoas que por ali passavam, um local com vasta presença de imigrantes. Os manifestantes que desceram da Alameda até ao Martim Moniz gritaram pela dignidade dos imigrantes e por um país onde todos são bem-vindos, como nos conta a jornalista Nadine Soares.

Centenas de pessoas saíram à rua com um objetivo: encostar o racismo à parede, com gritos de ordem contra a xenofobia e uma luta pela dignidade dos imigrantes, mas também pontuada pelos cravos nas mãos e em pregadeiras nos casacos, uma luta pela liberdade de todos. Um símbolo importante para Jéssica, que veio do Porto para participar na manifestação.

Liberdade, democracia, união das pessoas, igualdade, todos esses valores que a gente defende e que não podem morrer. No fundo, é isso, a gente está lutando para que esses valores não morram. Mas é óbvio que o medo existe, mas a gente não vai parar.

Lusia Moniz também saiu à rua e alerta para o crescimento dos discursos de ódio.

Mais do que um oportunismo, é o sinônimo de que a extrema-direita reacionária não meda meios para fazer passar a sua mensagem. E isto é extremamente perigoso, há um risco que Portugal corre e é por isso que estamos aqui todos mobilizados.

Kai lembra que Portugal é de todos, independentemente da cor.

Estamos aqui em apoio a comunidades desfavorecidas, vulneráveis, muitas vezes não têm voz neste país, que silencia tanto as minorias. Todos nós somos seres humanos, e acho que se fôssemos a falar de um conjunto de pessoas brancas portuguesas, a ação teria sido muito diferente.

Ou da nacionalidade.

Toda a região do Bem Formoso, Martim Moniz, nós não somos racistas, nós bangladeshi, não somos terroristas.

Uma manifestação com o nome "Não nos encostem à parede", uma ação contra a operação policial na Rua do Bem Formoso, uma rua que é de todos, gritaram as centenas de pessoas que marcharam da Alameda ao Martim Moniz.

A jornalista Nadine Soares, que esteve a acompanhar a manifestação "Não nos encostem à parede", que começou na Alameda e terminou no Martim Moniz. Também em Lisboa, mas noutro ponto da cidade, o Chega organizou uma vigília com o mote pela autoridade e contra a impunidade e em defesa da segurança, André Ventura pede mais operações semelhantes à que aconteceu no Martim Moniz. Num discurso final, depois da vigília que aconteceu na tarde de ontem na Praça da Figueira, em Lisboa, o presidente do Chega afirma que o país se transformou em algo que os portugueses não queriam.

Sim, nós queremos mais operações daquelas que aconteceram no Martim Moniz. Nós queremos mais operações daquelas. Nós queremos mais operações daquelas, enquanto andarem seringas à solta nas ruas de Portugal. Nós queremos mais operações daquelas enquanto num apartamento viverem 20 e 30 pessoas. Nós queremos mais operações daquelas, enquanto os números não pararem de aumentar, até o dia em que este país já não será fácil de se identificar a si próprio e um dia olhar-nos-emos ao espelho e já não reconheceremos a nossa identidade.

André Ventura, que lamentou ainda a ausência do primeiro-ministro na tarde de ontem nas manifestações e acusou o governo de estar a ceder à pressão da esquerda. Ainda sobre o tema, o primeiro-ministro defende que o governo é o elemento de moderação entre os extremos. Em declarações em Ovar, onde participou no encontro organizado pelos autarcas sociais-democratas no dia de ontem, Luís Montenegro aproveitou para falar das manifestações. Fala em ações de extremos e garante que a moderação em Portugal é promovida pelo governo.

Num dia onde os extremos erguem cada um a sua bandeira em contraponto, em conflito aberto para o outro, o da direita pra esquerda e o da esquerda pra direita, nós somos o elemento aglutinador de confluência, de moderação. Aqueles que privilegiamos o respeito dos direitos das pessoas e o interesse coletivo de todo o povo português.

Luís Montenegro, em Ovar, num registo captado pela RTP, um encontro onde o presidente do partido e chefe de governo abordou o tema das presidenciais. Garante que a solução a ser apoiada pelo PSD está para breve e garante que não quer um candidato que defenda um projeto pessoal.

Sabemos que a solução está perto e sabemos que ela vai ser uma boa solução, vai mobilizar o país e vai dar ao país aquilo que o país precisa, que é ter na Presidência da República alguém que modere os poderes soberanos, que garanta a relação da política com a sociedade e não nenhum projeto nem pessoal nem político-partidário.

Ora, quem também marcou presença neste encontro de autarcas sociais-democratas foi o antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes, que tem sido precisamente um dos nomes mais falados para essa candidatura a Belém apoiada pelo PSD. Em discurso, Marques Mendes defendeu um reforço das contribuições para o setor da defesa, mas sem colocar em causa o estado social.

Um maior financiamento da NATO, da defesa e da segurança europeia é uma questão óbvia

O financiamento não pode ser feito à custa da saúde pública, à custa das pensões de reforma e à custa da educação e, sobretudo, da escola pública. Haja bom senso, haja equilíbrio e haja, sobretudo, sensibilidade social. Acho que é indispensável termos a noção das prioridades.

Luís Marques Mendes, antigo líder do PSD e possível candidato presidencial no próximo ano, em declarações no registo captado pela RTP. Ainda por cá, o Consulado-Geral da Venezuela, em Lisboa, sofreu na noite de ontem um ataque com um engenho explosivo. É o que referiu uma fonte da PSP à Agência Lusa, que garantiu não haver vítimas ou danos significativos. De acordo com relatos de testemunhas às autoridades, uma pessoa atirou uma espécie de coquetel molotov improvisado contra uma parede do consulado venezuelano em Lisboa. O ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano já comentou o caso em Caracas. Yvan Gil garantiu que nenhuma agressão descontrolada vai impedir a revolução bolivariana. Considera ainda que este foi um episódio de fascismo. Este é um ataque que surge um dia depois de Nicolás Maduro tomar posse como presidente da Venezuela e de Edmundo González, um dos rostos da oposição, ter pedido às autoridades que desobedeçam às ordens de Maduro, que, para González, orquestrou um golpe de Estado no país. Na atualidade internacional, subiu para 16 o número de mortos na sequência dos incêndios florestais que afetam a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos. A informação veio das autoridades norte-americanas, que alertam que o verdadeiro número de vítimas não será conhecido até que os investigadores consigam entrar nos bairros afetados. Entretanto, mais de 100 mil pessoas permanecem sob ordens obrigatórias de evacuação. Até ao momento, os incêndios florestais em Los Angeles destruíram mais de 12 mil habitações e outros edifícios e queimaram 145 km². Uma empresa norte-americana estima também danos económicos entre os 130 e 146 mil milhões de euros. Fechamos a olhar pro desporto. O Benfica venceu ontem o Sporting na final da Taça da Liga e conquistou a competição pela oitava vez. Um jogo decidido apenas a partir da marca das grandes penalidades, depois de um empate a um golo nos 90 minutos regulamentares. Os gols surgiram ainda no primeiro tempo, o primeiro por Schjelderup para o Benfica e depois o empate por intermédio de Joaquina, de grande penalidade. Na decisão a partir dos penaltis, as Águias levaram a melhor ao converter sete contra seis penaltis dos Leões. Nove anos depois, o Benfica voltou a conquistar a Taça da Liga, um triunfo que deixou Bruno Lage satisfeito, que falou ainda num grande dérbi.

Em 100 jogos, conquistar mais um título é realmente um momento muito bom. E sobre o jogo, olhar e ver que foi um grande jogo de futebol, um grande dérbi. Senti que foi um grande jogo, um jogo intenso, de qualidade, com jogadores de qualidade de ambas as equipes e acho que no final acabamos por ser uns justos vencedores.

Já Rui Borges, técnico do Sporting, garante estar de consciência tranquila e aponta já para as próximas competições.

Apesar de tudo, acho que até na primeira parte as melhores oportunidades, até para finalização, são as nossas. Mas muito feliz com aquilo que a equipe foi capaz de fazer. Com todas as contrariedades que possamos ter, a equipe deu uma resposta fantástica e saio daqui com a consciência muito tranquila e com toda a certeza que iremos ser muito fortes ao longo desses próximos meses e que se não ganhamos hoje esta Taça da Liga, é porque há algo guardado melhor pra nós.

As leituras de Bruno Lage e Rui Jorge, à boleia da Sport TV, depois da vitória encarnada em Leiria. O Futebol Clube do Porto pode isolar-se hoje na liderança da Liga Portuguesa. Para isso, precisa apenas de vencer o Nacional na Madeira. Os Dragões jogam hoje o jogo em atraso da 17ª jornada, depois de um nevoeiro ter interrompido a partida quando já estavam jogados quase 15 minutos. Em caso de vitória, o Futebol Clube do Porto fica com mais dois pontos do que o Sporting e mais cinco do que o Benfica. A partida vai ser retomada a partir das 15h30 de hoje, no encontro que volta a ser dirigido pelo árbitro Tiago Martins, da Associação de Lisboa. Este é também o jogo que vai contar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. É notícia de fecho na Rádio Observador. A informação está de regresso com a síntese das 05h30. Até lá. Até já.