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São 5 horas. As notícias com João Costa Campos.
Bom dia. Donald Trump pede que a Ucrânia aceite os termos de Vladimir Putin para acabar com a guerra na Ucrânia. Ao que avança o jornal Financial Times, Donald Trump terá aconselhado Volodymyr Zelensky a aceitar as condições do Kremlin para terminar o conflito. Vladimir Putin quer parte dos territórios ocupados, é o caso da região de Donetsk. Embora o presidente ucraniano continue a garantir que não vai aceitar qualquer cedência territorial, o presidente dos Estados Unidos assegura que a Rússia vai sim ter de ficar com parte do território já conquistado na Ucrânia para evitar a destruição da Ucrânia. Em entrevista à Fox News, Donald Trump confirma que Vladimir Putin está disposto a acabar com a guerra sem tomar quantidades significativas de território da Ucrânia, mas há uma condição: a Rússia quer ficar com parte desses territórios já ocupados e Trump não diz que não.
"Ele vai ter que ficar com alguma coisa. A Rússia lutou e já tem muito território. Os Estados Unidos são o único país que entra, ganha uma guerra e sai sem territórios. Não faz sentido, nunca fez sentido."
Declarações do presidente norte-americano em entrevista à estação televisiva Fox News. Donald Trump diz que avisou o presidente ucraniano da importância destas pré-negociações para acabar com a guerra entre a Rússia e Ucrânia. Pede a Volodymyr Zelensky flexibilidade. No Médio Oriente, depois de um dia marcado por hostilidades e violações do cessar-fogo, Israel restabeleceu o acesso de ajuda humanitária a Gaza, decisão tomada pelo governo de Benjamin Netanyahu, já depois do anúncio do fim dos bombardeamentos ao longo do dia contra o enclave. De acordo com a imprensa local, o fluxo de caminhões vai ser retomado em breve, embora a passagem fronteiriça de Rafah permaneça encerrada até que o Hamas devolva os corpos dos 16 reféns, que ainda detém. Esta noite, Israel anunciou que o cessar-fogo está mais uma vez em vigor, explicando que apenas respondeu ao Hamas depois ter sido atacado pelo grupo palestiniano. Este domingo morreram dois soldados israelitas. As autoridades em Gaza, geridas pelo Hamas, dizem que pelo menos 45 palestinianos morreram ao longo do dia no enclave, vítimas desta nova onda de ataques. As autoridades francesas ainda procuram os quatro homens responsáveis pelo roubo de joias no Museu do Louvre, em França. O Ministério Francês da Administração Interna explica que a investigação está em curso. Ao todo, os criminosos conseguiram levar oito joias muito valiosas e Martim Madeira, em plena luz do dia.
Eram 8h quando soou o alarme do Louvre. Um grupo de assaltantes entrou no museu e roubou oito objetos que, de acordo com o Ministério da Cultura francês, têm um valor inestimável. De acordo com o Le Parisien, entraram pelo primeiro piso do museu, por um dos lados colado ao rio Sena. Dois homens com coletes amarelos utilizaram o elevador de carga até à Galeria Apolo, onde estavam as joias. Partiram as janelas e fizeram-se passar por trabalhadores das obras que estão em curso no museu. Intimidaram também os vigilantes, que fugiram do local. Para escapar, tinham mais dois homens preparados do lado de fora com duas motas. O grupo roubou inicialmente nove objetos, sendo que um deles caiu durante o assalto e foi recuperado pela polícia com ligeiras danificações. Estão desaparecidos até o momento uma tiara, um colar de safiras e um par de brincos safiras, de um conjunto que pertencia às rainhas Maria Amélia e Hortência. Ainda um conjunto de colar e par de brincos de esmeraldas de Maria Luísa e também um objeto conhecido como broche-relicário, uma tiara da imperatriz Eugénia e um grande laço de corpet da mesma imperatriz. De acordo com o ministro da Administração Interna de França, tudo aconteceu em cerca de sete minutos.
Martim Madeira, com o que já sabemos sobre o assalto que aconteceu este domingo no Museu do Louvre, em Paris, inicialmente, os assaltantes roubaram nove joias, mas deixaram para trás uma, a coroa da imperatriz Eugénia, que ficou caída no chão e foi mais tarde encontrada com estragos pela polícia francesa junto ao rio Sena. Na política nacional, Alexandra Leitão recusa as críticas de radicalismo, diz que a culpa é da comunicação social, que descreveu a candidatura da coligação que liderou em Lisboa como uma frente de esquerda. A candidata do PS, derrotada na capital nas autárquicas, considera que o centro político está cada vez mais virado pra direita, o que faz com que declarações mais moderadas sejam vistas como radicais à esquerda e posições à direita sejam mais normalizadas. É o que diz Alexandra Leitão e aponta o exemplo do tratamento midiático da última campanha.
Durante toda a campanha eleitoral em Lisboa, 99% dos órgãos de comunicação social chamavam à coligação PSD-CDS e L ou coligação, ou coligação alargada, ou, por vezes, aliança. E 99,9% chamavam à coligação PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN, frente de esquerda. O léxico diz tudo. Um era uma coligação, o outro era uma frente de esquerda. Um era uma coligação alargada, o outro era um exemplo de frentismo, com todo o peso que a palavra frentismo tem. Eu não estou a procurar, que fique claro, justificações, eu estou só a tentar até generalizar.
A dirigente socialista reconhece que a vitória do PSD no último domingo é sinal de que o PS está a ser prejudicado pelo crescimento do Chega. Ainda assim, Alexandra Leitão avisa que o caminho não pode passar por ceder ao populismo, pede que o PS se mantenha moderado.
O PS tem que ser o que sempre foi na sua matriz, que é um partido social-democrata e de socialismo democrático, e manter-se firme e fazer uma coisa fundamental: não deixar Isso é muito difícil. Não estou aqui a dar conselhos, porque quem sou eu? Mas tentar evitar que seja sempre a extrema-direita a definir a agenda, como definiu na história da burca. O Partido Socialista, e agora estou a falar pelo Partido Socialista, mas a social-democracia, tem que agarrar nos temas que dizem respeito às pessoas, nem que seja fazendo propostas disruptivas.
Alexandra Leitão, no espaço de comentário na CNN Portugal, avisa que o PS não pode entrar numa deriva de populismo moderado para responder à perda de votos. O Partido Socialista apoia oficialmente António José Seguro na corrida às presidenciais. O anúncio foi feito depois da reunião da Comissão Nacional Socialista, em Penafiel. Aos jornalistas, o presidente do partido, Carlos César, fala numa decisão unânime.
Não teve qualquer voto contra, houve apenas duas abstenções e todos os restantes membros da Comissão Nacional votaram favoravelmente. Isso quer dizer que o Partido Socialista, para além da confiança e para além do sentido de responsabilidade que nos outros domínios aqui evidenciou, apresenta também uma ambição. E essa ambição é de que as próximas eleições presidenciais possam concorrer para a salvaguarda do Estado democrático de direito, que não conduza a radicalismos ou a indefinições perigosas. E, nesse enquadramento, e face às candidaturas que foram confirmadas e apresentadas, a opção que pareceu mais ajustada ao Partido Socialista era de apoio ao candidato António José Seguro.
O presidente do Partido Socialista, Carlos César, que garante que o único motivo para este apoio tardio foi a necessidade de fechar o ciclo das autárquicas antes de olhar para a corrida. Abel Âine defende que com este apoio aprovado, o partido esgota agora a participação nestas eleições presidenciais. André Ventura está magoado com Gabriel Mithá Ribeiro, depois da polêmica saída do Chega. É o que diz o presidente do partido. Assume estar triste, diz que segurou Mithá Ribeiro quando ninguém no Chega o queria manter. O antigo deputado acusou André Ventura de ser um líder narcísico e de secar tudo à volta dele próprio. André Ventura responde, num vídeo publicado este domingo nas redes sociais. Lamenta que Mithá Ribeiro saia do partido, diz que apenas o fez porque não foi escolhido para o governo-sombra e lamenta que o antigo representante nem sequer tenha comunicado a decisão de abandonar o partido.
Ele foi representante na mesa do Chega há uns dias, o partido que agora ele diz que é caótico, que é colider harmônico, etc. Isso não faz sentido nenhum, não cabe na cabeça de ninguém, mas entristece e magoa, por sentir um tal volte-face na forma de pensar e, sobretudo, uma quebra na confiança. Nem sequer uma chamada a dizer: "Olha, eu vou sair por causa disso, disso, disso e disso". Para mim, para os líderes da bancada, para alguém. Essa é uma forma de estar na política, de facto, que não interessa a ninguém, que não interessa ao Chega.
É a resposta de André Ventura a Gabriel Mithá Ribeiro, que abandonou o partido e acusou André Ventura de ser um líder narcísico e de secar tudo à volta dele próprio. Declarações de André Ventura num vídeo publicado este domingo nas redes sociais. E é o ponto final neste Jornal das Cinco. A informação está de regresso daqui a pouco na SINDS, das 05:30. Até já.