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Cinco horas. Bom dia, eu sou o Martim Madeira. Vamos atualizar toda a informação na Rádio Observador. António José Seguro toma hoje posse como novo presidente da República, depois de uma vitória eleitoral recorde com 66,84% dos votos. A cerimónia na Assembleia da República tem início às 10h00, vai contar com a presença do rei de Espanha e de vários outros chefes de Estado. O programa inclui visitas ao Mosteiro dos Jerónimos e ao Palácio de Belém, acaba com a condecoração do antecessor Marcelo Rebelo de Sousa. O novo chefe de Estado prestará o compromisso constitucional de defender a República perante o Parlamento e pode acompanhar esta tomada de posse aqui na Rádio Observador, que vai contar com emissão especial a partir desta manhã. Passamos ao internacional. Foi publicado um vídeo que mostra o possível ataque dos Estados Unidos a uma escola primária que matou mais de 160 estudantes. Um vídeo publicado pela agência de notícias iraniana Mehr e partilhada pela CNN Internacional e pelo jornal The Guardian. O vídeo foi filmado num local de construção e mostra uma munição muito semelhante a um míssil Tomahawk norte-americano, a atingir uma base da Guarda Revolucionária Iraniana, mesmo ao lado desta escola. À medida que a câmera se move pra direita, vê-se uma enorme nuvem de fumo vinda da direção da Escola Primária Shahara Taiba, em Minab, no Irão. De acordo com os especialistas, Israel não possui este tipo de mísseis Tomahawk, o que leva a crer que apenas possa ter sido os Estados Unidos. Ora, os Estados Unidos negam terem sido os autores destas 160 mortes de vários estudantes iranianos, mas este vídeo refuta as alegações de Donald Trump, que diz que o Irão é o culpado do bombardeamento à escola primária. Donald Trump diz que a decisão sobre quando acabar a guerra com o Irão vai ser tomada em conjunto com Benjamin Netanyahu. Numa entrevista por telefone com o jornal israelita Times of Israel, o presidente norte-americano diz que está em constante comunicação com o primeiro-ministro israelita. Trump afirma, ainda na entrevista, que o Irão ia atacar Israel se os Estados Unidos e Israel não tivessem atacado primeiro. Um grupo de 61 passageiros vai chegar dentro de meia hora a Lisboa, num voo de repatriamento da Arábia Saudita. É uma informação do secretário de Estado das Comunidades. A operação de retirada de portugueses do Médio Oriente envolve o Ministério dos Negócios Estrangeiros e também a Força Aérea. Este voo está previsto para chegar dentro de meia hora, por volta das 5h30 da manhã. Emídio Sousa revela mais pormenores deste voo, que chega em breve.

Este voo saiu de Riad, na Arábia Saudita, às 15h40. Chega às 21h30 a Creta, onde vai reabastecer, e temos a chegada prevista para às 5h30 da manhã a Lisboa, ao aeroporto. Estas pessoas que vêm aqui estavam quase todas no Qatar, porque o Qatar tem o espaço aéreo encerrado, e temos mais três ou quatro que estavam em Riad. Portanto, são 54 portugueses, mais três luso-canadianos, um britânico, um brasileiro e um sul-coreano.

O secretário de Estado das Comunidades garante que vai continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Irão, mas, pra já, não estão previstos mais voos de repatriamento.

Pra já, não. Iremos acompanhar a situação em permanência, porque também temos a informação que os voos comerciais se vão realizando, um por dia, dois por dia, três por dia, o que permite àqueles que ainda não vieram, se o quiserem fazer, vão ter aqui possibilidade nos próximos dias. Penso que os estados do Golfo, os Emirados, o Qatar, estão a fazer repatriamentos sucessivos. Julgo que não haverá necessidade nos próximos dias. Iremos ver, mais três ou quatro dias, como é que as coisas decorrem, mas a sensação que tenho é que não iremos ter necessidade de fazer outro voo próprio.

As declarações de Emídio Sousa à Agência Lusa. Um grupo de 61 pessoas, 54 portugueses e sete estrangeiros, devem chegar dentro de meia hora a Lisboa. Olhando ainda para o conflito do Médio Oriente, está escolhido. O Irão já tem um novo líder supremo, o filho de Aiatolha Ali Khamenei. Uma informação avançada pelo New York Times, que cita um comunicado da Assembleia de Peritos, o órgão responsável pela escolha. No dia de ontem, vários membros da assembleia já tinham levantado o pano ao dizer que o nome de Khamenei iria continuar no poder. Ora, agora é oficial, o conselho responsável quer um líder que preserve o legado deixado. Isto numa altura em que os ataques não param e em que os Estados Unidos já tinham alertado que queriam estar envolvidos na escolha do sucessor. Anteriormente, Donald Trump já tinha classificado o nome de Mostaba Khamenei, o filho de Ali Khamenei, como inaceitável. Em análise a esta decisão, o coronel José do Carmo considera que o filho de Ali Khamenei não é uma figura moderada.

É, desde há uns tempos, digamos que o grande elo de ligação entre o poder real no Irão e o poder clerical, que era o seu pai. Por isso, neste aspecto, é alguém de confiança da Guarda Revolucionária, logo, é alguém que não é certamente um moderado. Pelo menos, das expressões que se conhecem, até é conhecido por ter estado muito envolvido na repressão. Portanto, é uma pessoa que, se merece a confiança da Guarda Revolucionária, é porque, de fato, está no mesmo comprimento de onda.

O coronel José do Carmo diz que não tem dúvidas, fosse este ou outro sucessor, seria sempre um alvo a abater por parte dos Estados Unidos e de Israel. A Assembleia dos Peritos apela ao apoio do povo iraniano ao novo líder. O órgão responsável pela nomeação de Mojtaba Khamenei deixa um apelo direto aos iranianos. Numa declaração transmitida pelos meios de comunicação estatais, o conselho pede a todos, especialmente às elites e intelectuais das universidades, que prestem lealdade à nova liderança. Em comunicado, também o corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão já declarou a lealdade ao filho de Ali Khamenei e dizem estar prontos para receber novas ordens. E também a milícia do Iraque, apoiada pelo Irão, também já fez essa declaração de lealdade ao filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei. O petróleo ultrapassou os US$100 por barril pela primeira vez desde 2022. São os dados em relação ao barril Brent Crude, a referência para mais de dois terços do mundo. O barril entregue no próximo mês subiu para os US$108. Para um termo de comparação, o valor mais alto atingido na altura do início do conflito na Ucrânia, em março de 2022, foi de US$139 por barril. Ora, agora está nos US$108. É de relembrar também que pelo Estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito. Donald Trump já reagiu a esta subida dos preços do petróleo, diz que vão baixar em breve. Olhamos ainda para o desporto. O clássico no Estádio da Luz terminou ontem com um empate de duas bolas entre Benfica e Futebol Clube do Porto. Os Dragões estiveram em vantagem por 2 x 0, com gols de Fróld e também de Piotrowski, ainda na primeira parte, mas na segunda parte a equipe encarnada restabeleceu a igualdade, primeiro com um gol de Schjelderup, que reduziu a diferença, e depois Leandro Barreiro aos 88 a fazer o gol do empate para o Benfica. Com este empate, tanto o Benfica como o Foco do Porto desperdiçam a oportunidade e não conseguem aproveitar o deslize do Sporting, que empatou na Pedreira no sábado por 2 x 2. José Mourinho acabou expulso durante este clássico. No final do encontro, o técnico encarnado admite que o adversário foi superior e admite também vários erros na equipe.

O perigo esteve sempre ali. No 2 x 0, podia ter aparecido o 3 x 0. No 2 x 1, podia ter aparecido o 3 x 1. Eles fizeram o jogo que queriam fazer. Levam o resultado que eu acho que é bom pra eles, mas eu acho que eles vieram pra ganhar e fizeram um grande jogo. Nós fizemos uma péssima primeira parte, porque permitimos que eles jogassem o jogo que eles queriam ganhar. Fizemos uma péssima primeira parte. Na segunda parte, a minha preocupação ao intervalo é equilibrar a equipe sob o ponto de vista psicológico. Foi coração, foi orgulho, eles foram mais fortes do que nós.

É o que diz José Mourinho, o Porto foi mais forte que o Benfica. Do outro lado, Francesco Farioli considera que os azuis e brancos fizeram um bom jogo, mas fala em várias oportunidades desperdiçadas.

O jogo foi muito claro nas dinâmicas. Nós claramente viemos aqui para ganhar. Tivemos um início muito forte, mas depois não conseguimos fechar o jogo. Tivemos mais algumas oportunidades no meio-campo em que devíamos ter resolvido o jogo e não o fizemos e pagamos o preço por isso.

Declarações do técnico azul e branco na entrevista rápida da BTV. Ora, com este resultado, fica tudo em igual em termos de distâncias na classificação. O Foco do Porto continua líder isolado do campeonato, com quatro pontos de distância para o Sporting, que está em segundo lugar. Já o Benfica fica no terceiro lugar. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 17h30. Até já.