Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Cinco horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Muito bom dia. Começamos com o Congresso do Partido Social-Democrata, que termina este domingo em Anadia, no distrito de Aveiro. O encerramento dos trabalhos será marcado pela eleição dos novos órgãos dirigentes e pelo discurso de encerramento do presidente do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro. No final deste primeiro dia de trabalhos, foi anunciado o regresso de Pedro Santana Lopes ao partido. Em declarações aos jornalistas, perto da meia-noite, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz avisou que não pede desculpa por ter deixado o partido, embora reconheça que é bom estar de volta. Num discurso com um forte tom pessoal, Santana Lopes atirou aos que criticam o primeiro-ministro pela falta de reformas.

Quando se fala em reformar mais, eu preciso que cada um que diz isso, e cada uma, diga: "Muito bem, mas quais reformas? Até onde e com quem?", como se viu ontem naquele espetáculo confrangedor na Assembleia da República. Com quem?

Pedro Santana Lopes, no regresso oficial ao PSD, em que elogiou António José Seguro por ter a estabilidade política como objetivo do mandato. Mas o regresso de Santana Lopes não é a única grande novidade. Há novos protagonistas na direção do PSD, entre eles Sebastião Bugalho, Pedro Duarte e Carlos Moedas. Leonor Beleza mantém-se como primeira vice-presidente, mas os presidentes da Câmara do Porto e de Lisboa passam também para a comissão permanente do PSD. Mas quem também assume um novo protagonismo reforçado, Vasco Maldonado Correia, é o eurodeputado Sebastião Bugalho.

O dia de Sebastião Bugalho começou assim.

Para saudar a vencedora do Nobel da Paz.

Já passou o tempo.

Tenho a certeza, senhor presidente.

Aqui não há estrelas. Para frente.

Aqui não há estrelas, senhor presidente, porque somos sete lá em Bruxelas, somos todos iguais.

Aqui são as estrelas do Rui Veloso. Vá embora para frente.

Mas apesar do puxão de orelhas de Miguel Albuquerque, que preside ao Congresso do PSD, bastaram apenas algumas horas para a sorte mudar.

Como vice-presidente da Comissão Política Nacional, proponho o Sebastião Bugalho, que será também porta-voz do partido.

Além de Sebastião Bugalho, também Carlos Moedas e Pedro Duarte, dois nomes na linha de sucessão a Montenegro, vão passar a vices do PSD. O eurodeputado desvaloriza.

Eu acho que se há coisa que este Congresso mostrou, e se há coisa de que qualquer pessoa que esteja a apoiar Luís Montenegro está convencida, é que a questão da sucessão não se coloca de todo.

E deixa um aviso à navegação.

Eu sou muito enriqueto para estar no meu monte.

O novo porta-voz garante também que a promoção dentro do partido não serve de trampolim para um outro posto.

A lógica da formação das direções de Luís Montenegro, desde o Congresso anterior, é não integrar pessoas que estão no governo. Portanto, se essa questão se colocasse, certamente que não teria sido incorporado na direção nacional neste momento. Oiça, não tive nenhuma conversa sobre isso, mas também não vou ter nenhuma conversa sobre isso.

Quem também não está a pensar na sucessão de Montenegro para o imediato é outro dos novos vices, Carlos Moedas, que tem outros planos em mente.

Ganhámos Lisboa duas vezes. A primeira por 2294 votos. A segunda vez ganhámos por uma diferença 10 vezes maior. E hoje deixo-vos aqui em primeira mão que em 2029 vamos ganhar por muito mais, com mais margem, com uma grande maioria absoluta.

Já Pedro Duarte faz um caminho semelhante ao de Carlos Moedas, o autarca do Porto, que já tinha sido nomeado para o Conselho de Estado por Luís Montenegro, também se junta à direção nacional do partido. O atual líder passa a sentar-se ao lado de três possíveis sucessores.

Vasco Maldonado Correia, com as principais alterações e ambições da nova direção do PSD, que vai ser eleita durante a manhã de domingo. Os resultados devem ser conhecidos pelas 11h. E com o Congresso, que se realizou um dia depois do chumbo da reforma laboral, a mensagem do PSD pode estar ainda por afinar. É o que considera o diretor-executivo do Observador. No balanço do primeiro dia de Congresso, Miguel Pinheiro acredita que a mensagem do PSD pode vir a sofrer alterações durante os próximos dias ou semanas.

A mensagem deste Congresso estava toda preparada para ser: "nós somos um governo reformista". Aqueles quadros que iam passando enquanto Luís Montenegro falava com listas.

Que não conseguimos ler.

Exato, com listas em letra mínima sobre os conseguimentos do governo. Tudo estava pensado para passar essa mensagem, que na realidade era a grande resposta a Passos Coelho. E de repente, em poucas horas, eles tiveram que ajustar um pouquinho o discurso. É por isso que parece um pouquinho contraditório eles dizerem: "fizemos muitas reformas", e depois dizerem: "não nos deixam fazer reformas", porque eles tiveram pouco tempo. O que eu quero dizer com isto é que não tenho a certeza de que esta mensagem, que está a ser passada hoje aqui no Congresso, seja necessariamente uma mensagem que vai durar muito tempo.

Miguel Pinheiro, na análise do primeiro dia do Congresso do PSD. Este domingo, a edição de fim de semana do programa da Rádio Observador, "E o Vencedor É", realiza-se a partir do Velódromo de Sangalhos, no Congresso dos Sociais-Democratas. Na atualidade internacional, as negociações entre os Estados Unidos e o Irão vão arrancar este domingo na Suíça. A confirmação foi avançada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço, após o cancelamento da reunião prevista para a passada sexta-feira. O processo conta com a mediação diplomática do Paquistão e do Qatar. Os principais emissários de Washington, incluindo o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e o conselheiro Jared Kushner, já se encontram em território suíço e sabe-se também que a esta altura o vice-presidente norte-americano já está a caminho. São negociações que surgem cerca de um dia depois de Donald Trump ter afirmado que não vão ser cobradas portagens no Estreito de Ormuz durante ou após o cessar-fogo provisório de 60 dias. A menos que sejam os Estados Unidos a impor essas portagens e tal só vai acontecer se as negociações de paz fracassarem. As declarações do presidente norte-americano surgem também depois de, este sábado, o Irão ter anunciado que irá fechar o estreito de Hormuz porque o cessar-fogo no Líbano estava a ser violado por Israel. Ainda assim, um responsável militar israelita revelou este domingo que o exército recebeu ordens por parte do governo de Benjamin Netanyahu para cessar os confrontos com o Hezbollah, no sul do Líbano. Uma informação que está a ser avançada pela Al Jazeera, que adianta ainda que Israel vai, no entanto, continuar a operar na região de forma defensiva. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer deverá apresentar a demissão já na próxima segunda-feira e definir o calendário pra saída do cargo. É o que avança o "The Observer" este sábado. De acordo com o jornal, após várias reuniões com o governo e líderes sindicais, Starmer concluiu que é insustentável manter-se no cargo. O chefe do executivo britânico encontra-se na residência oficial de Chequers a avaliar os últimos detalhes com a família, mas as figuras de topo do Partido Trabalhista esperam o anúncio formal já no início da próxima semana. E fechamos com o Mundial de Futebol. Começou há instantes o jogo Tunísia-Japão e já há um gol do Japão, um jogo que está a ser acompanhado pelo jornalista Martim Madeira, aqui em estúdio. Bom dia, Martim.

Bom dia.

Já há um gol do Japão.

Já. O Japão começou a todo o gás, marcou Daichi Kamada, uma jogada que teve um grande detalhe coletivo. Veio pelo lado direito, Doan deu depois em Ito, que conseguiu descobrir o médio japonês Tanaka, mesmo junto à meia-lua da área e depois Tanaka ainda virou tudo para o lado esquerdo, para Nakamura, que viu aparecer três jogadores do Japão e Nakamura depois com o pé esquerdo a cruzar a bola para a pequena área e também com ressalto à mistura, Daichi Kamada de calcanhar conseguiu meter a bola no fundo das redes. O Japão marca assim o primeiro gol nesta partida que ainda vai nos oito minutos. Ainda dar tempo, porque não conseguimos dar tempo para falarmos dos 11 iniciais destas equipas. No lado do Japão, jogam num 3-4-2-1. Na baliza está Zion Suzuki, o guarda-redes do Japão e também do Parma. Os três centrais são Tomiyasu, Itakura e Ito. Já os quatro do meio-campo, no lado direito está Ritsu Doan, no lado esquerdo está o homem que assistiu, Kaio Nakamura. Depois os dois homens do meio-campo são Kaishu Sano e também Ao Tanaka. Já os três da frente, do lado direito está Junya Ito, do lado esquerdo, o marcador do primeiro e único gol desta partida, Daichi Kamada, e na frente está o jovem avançado, Aise Ueda. Depois, do lado da Tunísia, alinhados num 3-4-2-1. Na baliza temos Dahmen, depois os três centrais são Bronn, Talbi e Rekik, os quatro no meio-campo, no lado direito temos Valery, no lado esquerdo Abdi e depois os duplo pivô de Chikri e Slimane. Os três da frente são Saad no lado direito, no lado esquerdo Mesbah e na frente Tonetti. É uma equipa que agora é liderada por um novo treinador, porque a Tunísia, ao ter perdido o primeiro jogo frente à Suécia, despediu o selecionador nacional e então chamou um novo selecionador, que no último mundial, pelo menos, liderou a Arábia Saudita, Hervé Renard. Esperava-se para saber como é que ia alinhar esta equipa da Tunísia e como é que correria o primeiro jogo como novo selecionador, algo que é peculiar, trocar de selecionador a meio da competição, mas o que é facto é que já está a perder Tunísia. E neste jogo também, para dar conta, Marta, não sei se sabias, mas este jogo também que é o jogo 1000 dos Mundiais. Portanto, é uma celebração de jogos do Mundial, é o jogo número 1000 e é por isso também que os árbitros estão a usar uma camisola especial, uma camisola cor-de-rosa choque, que também tem um patch no lado esquerdo que simboliza esse jogo 1000, que por agora ainda vai nos 11 minutos de jogo e o Japão vence a Tunísia por 1 x 0, com um gol de Daichi Kamada.

Um jogo que promete, sem dúvida, jornalista Martim Madeira, com os destaques destes primeiros 11 minutos de jogo Tunísia-Japão. Há cerca de uma hora também terminou o jogo Equador-Curaçao, uma partida que ficou empatada zero a zero e que deixa assim tudo em aberto no grupo E do Mundial. Lembrar ainda também outros jogos, isto porque durante a tarde deste sábado os Países Baixos venceram a Suécia por cinco bolas a um. Já durante a noite, reviravolta alemã sobre a Costa do Marfim por dois a um. Uma nota ainda sobre a seleção portuguesa, que continua a preparação para o jogo da segunda jornada da fase de grupos. Treina este domingo, logo pela manhã, em Palm Beach, e vai defrontar na próxima terça-feira o Uzbequistão.