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São 6 horas. As notícias com Carlos Pedro. Bom dia. O Ministro dos Assuntos Parlamentares insiste que a contratação de Hélder Rosalino para secretário-geral do governo não significaria nem mais um cêntimo de custo para os portugueses. Uma garantia deixada por Pedro Duarte, à entrevista à RTP3, na última noite, refere que independentemente de o salário ser pago pelo Banco de Portugal ou por outra via, seria sempre dinheiro dos contribuintes. Pedro Duarte acrescenta que agora o Estado terá de continuar a pagar os € 15 mil a Hélder Rosalino, mas não só.
A pessoa que exercesse esta função poderia continuar a receber exatamente o mesmo vencimento que recebia na sua função anterior. Neste caso concreto, essa pessoa já servia o Estado português e, portanto, isso não significaria nem mais um cêntimo de custo para o Estado do que aquele que tem hoje. Se depois o salário era processado por via do Banco de Portugal ou por outra via distinta, é tudo dinheiro do Estado, é tudo dinheiro dos portugueses e dos contribuintes. Ora, com a sua decisão, depois da polémica gerada, de não aceitar este convite, o que se vai passar é que o Estado vai continuar a gastar os € 15 mil que gasta hoje já com essa pessoa e vai pagar um salário adicional a uma nova pessoa que vai ser contratada para este efeito.
Pedro Duarte, na noite de ontem, em entrevista à RTP3, o ministro lamenta a polémica, que considerou estéril, em torno da nomeação do ex-secretário de Estado para o cargo. Fala no ataque a um governo que diz estar a ser competente quanto ao futuro secretário-geral. Pedro Duarte revela que ainda não há um nome, mas garante que a nomeação está para breve. Ainda sobre o mesmo tema, sem a figura principal e com quatro secretários-adjuntos em regime de substituição, foi assim que arrancou a nova Secretaria-Geral do Governo. Foram publicados ontem os despachos que nomeiam os quatro secretários-gerais adjuntos já em funções. Ainda assim, ficam para já temporariamente nos cargos. Isto porque, ao contrário do secretário-geral do governo, que é escolhido diretamente pelo primeiro-ministro, os secretários-gerais adjuntos têm de passar pelo concurso da CReSAP. Ora, questionado sobre se já pediu a abertura dos concursos, o Ministério da Presidência não faz qualquer revelação. Este regime de substituição tem gerado algumas críticas. Em causa está o facto de os dirigentes escolhidos pelo governo ficarem meses ou mesmo anos no cargo, a ganhar experiência e conhecimentos que lhes dão depois vantagem sobre outros candidatos quando o concurso é aberto. Esta é uma notícia que faz a esta altura manchete em observador.pt. Mudamos de tema. Bloco de Esquerda, Livre, PAN e PCP solicitaram ontem a apreciação parlamentar do decreto-lei relativo à lei dos solos. De acordo com os partidos, o diploma, que foi recentemente promulgado pelo Presidente da República, não responde aos problemas na habitação. Contribui, sim, para a especulação imobiliária. A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, apela agora à revogação do decreto-lei, que diz ser um convite a uma catástrofe ambiental. O pedido de apreciação parlamentar foi assinado pelos deputados dos quatro partidos. Um documento que faz questão de lembrar que Marcelo Rebelo de Sousa considerou esta alteração da Lei dos Solos um entorse significativo, como destaca o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo.
Olhe, não me parece que isso vá responder a algum problema da habitação. Sinceramente, até acho que isso vai responder mais ao crescente da especulação do que propriamente à resposta que era necessária do ponto de vista da habitação. E o senhor presidente, naturalmente, promulgou essa lei, mas com um conjunto de reparos que acompanhamos.
Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas ontem, num registo captado pela Sic Notícias. Um grupo influente da Maçonaria está a criar o movimento de apoio a Henrique Gouveia e Melo, com vista a uma candidatura do almirante à Presidência da República. José Manuel Anes e Paulo Nogueira são os dois maçons que estão por trás da criação deste movimento. Para além dos dois principais rostos deste movimento, o grupo de apoio a Gouveia e Melo conta com vários cidadãos, quer maçons, quer não maçons. À Sic, José Manuel Anes nega que Henrique Gouveia e Melo seja maçom, mas apela a uma candidatura do almirante.
Esperamos que ele anuncie em breve a sua decisão de concorrer às presidenciais. Somos maçons, alguns de nós, outros não são, mas queremos fornecer esta base. O almirante Gouveia e Melo não é maçom. Atenção, eu fui grão-mestre e, portanto, acreditam as pessoas naquilo que eu digo. Não é. Não quer dizer que seja contra. Não, nem é contra, nem é a favor. É um homem livre. Há maçons que o apoiam. Há outros que têm outras opções. Nós estamos agora, damos este gesto, quem sabe se para o motivar a avançar o mais depressa possível.
Ao Observador, também Paulo Nogueira nega qualquer ligação entre o almirante e a maçonaria. Os membros do movimento estão convencidos de que Gouveia e Melo vai mesmo avançar para Belém, mas ressalvam que não se querem antecipar a um anúncio que terá de ser do próprio almirante. De acordo com José Manuel Anes e Paulo Nogueira, o movimento vai ganhar forma legal entre os dias 13 e 17 deste mês. Foi detido o suspeito de matar ontem um homem em plena via pública na cidade de Lisboa. Uma informação confirmada no início desta madrugada pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP à Rádio Observador. Um homem morreu esfaqueado no bairro da Mesoeira na sequência de uma rixa. Aconteceu pouco depois das 11 da noite de ontem. Para além da vítima mortal, um homem na casa dos 30 anos, também uma criança de três anos ficou com ferimentos ligeiros numa mão. O presidente da Câmara de Lisboa faz esta manhã o balanço da última greve dos trabalhadores da higiene urbana do Conselho. Uma paralisação que terminou ontem e teve forte impacto nas ruas de Lisboa durante os períodos de Natal e Ano Novo. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Município, mais de metade dos funcionários destes serviços aderiu à paralisação. Entretanto, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional já deixou um aviso: caso a autarquia não responda às reivindicações, vão repetir-se as greves à recolha do lixo na capital. A conferência de imprensa de Carlos Moedas está marcada para as 11h30 da manhã de hoje na Câmara Municipal. Voltamos agora atenções para a atualidade internacional. As autoridades da Coreia do Sul cancelaram a tentativa de deter o presidente de posto. É uma informação avançada pela Associated Press. Em causa esteve uma tentativa de executar o mandado de detenção, numa altura em que Yoon tem resistido e argumentado que as ordens de prisão são ilegais. O acontecimento levou milhares de sul-coreanos à rua. Manifestaram-se perto da residência oficial do presidente sul-coreano, prometendo bloquear a detenção. Também uma unidade militar esteve a impedir a entrada de quase 3 mil polícias mobilizados para a execução deste mandado. A polícia da Coreia do Sul justificou a interrupção desta tentativa de deter Yoon com questões de segurança. A imprensa do país relatou a existência de confrontos. Há um português entre as vítimas mortais do atentado terrorista em Nova Orleães, nos Estados Unidos. Trata-se de um lusodescendente de 25 anos. É o que confirma o jornal Luso Americano. Matthew Tenadório perdeu a vida durante os festejos da passagem de ano, quando um ex-militar norte-americano levou a cabo um atropelamento em massa em Nova Orleães. Era filho de imigrantes com origens no Minho. Olhamos agora para o Médio Oriente. O exército israelita garante ter detetado um míssil disparado a partir do Iémen. Através da plataforma Telegram, as Forças de Defesa de Israel dão conta de que um míssil proveniente do Iémen atravessou o país. Acrescentam ainda que foi interceptado pelo sistema de defesa do país. Os detalhes do disparo estão agora a ser investigados. Acontece numa altura em que os rebeldes houthis têm lançado vários ataques contra Israel. Fechamos este jornal ao olhar para o desporto. O Futebol Clube do Porto defronta hoje o Nacional da Madeira e Vítor Bruno lembra que o nevoeiro pode complicar a vida aos Dragões. Os azuis e brancos estreiam-se neste novo ano com uma visita até ao Funchal. A partida pode mesmo estar em risco devido às previsões de nevoeiro para a hora do jogo. Um tema que preocupa Vítor Bruno, que olha ainda para as dificuldades criadas pelos madeirenses a jogar em casa.
O jogo de amanhã é um jogo com um adversário que cria sempre muitas dificuldades a jogar em casa, que nos últimos quatro jogos apenas perde com o Benfica. Só sofre gols com o Benfica nos últimos quatro jogos. Por isso são sinais de alerta para nós. Sabemos que é um estádio também com condições muito peculiares, que pode empurrar o jogo para uma data que não aquela que está prevista inicialmente, mas temos que chegar lá, jogar e ganhar.
Do lado do Nacional, Tiago Margarido prevê dificuldades contra o que considera ser a melhor versão portista da temporada, mas garante uma equipa bem preparada.
Na minha ótica, vamos apanhar o melhor Porto da época, Porto que está a partilhar a liderança do campeonato, um Porto que vem motivado ao Estádio da Madeira. Portanto, contamos com o Porto na sua máxima força, mas como é o nosso trabalho e como fazemos sempre, preparamo-nos para essas dificuldades. Temos as nossas armas, percebemos os pontos fracos que o Porto pode apresentar no jogo e vamos explorá-los, obviamente.
A leitura do treinador do Nacional, num registo captado pela Sport TV. A partida está marcada para às 18h de hoje e vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. Também o Sporting arranca este novo ano com uma deslocação. Os Leões vão a Guimarães defrontar o Vitória. Rui Borges quer um Sporting fiel à imagem da equipa. Um encontro especial para o técnico transmontano, que há uma semana era precisamente o líder da equipa vimaranense. O agora líder do plantel leonino espera ser bem recebido na cidade do Berço, mas diz compreender a mágoa de alguns adeptos.
É especial porque foi um clube que também apostou na equipa técnica do Rui Borges, onde era feliz, com toda a sinceridade, onde o ambiente era muito bom, em termos internos e externos também. Acredito que de forma externa tenham ficado algo magoados no sentido de ter vindo para o Sporting, mas o futebol é mesmo isto, porque é algo que acontece, é aquilo que eu digo. Naquilo que é o carinho interno, um carinho enorme por jogadores de Vitória, enorme mesmo, por toda a estrutura que trabalhava diariamente no Vitória.
Já do outro lado, Daniel Sousa rejeita que o treinador do Sporting tenha vantagem por conhecer bem a antiga equipa. Para o novo técnico do Vitória, os dois lados têm vantagens, tanto Rui Borges como os jogadores vimaranenses.
Eu já esperava, obviamente, que fizessem essa pergunta. Pode ser para os dois lados também, visto dessa forma. Eu acho que, obviamente, o conhecimento que o mister tem deste lado há de ter alguma valia para ele no planeamento estratégico do jogo. Para todos os efeitos, também tem para nós, porque os jogadores sabem como é que normalmente as ideias que ele pede, o que ele transmite, e obviamente também pode ser visto de outra forma, de outra perspectiva. Eu acho que vai ser um jogo disputado, bem disputado, na nossa casa, que é sempre um fator muito importante, como sabemos, mas que vamos entrar para procurar o resultado que pretendemos, obviamente.
Daniel Sousa, na antevisão ao duelo da jornada 17, a última da primeira volta do Campeonato Português. O Vitória x Sporting arranca quando forem 20h15. Vai contar também com relato e análise aqui na Rádio Observador. E esta foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa já a seguir com a síntese das 18h30. Até já.