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Seis horas. As notícias com Ana Cláudia Silva.
Bom dia. O Presidente da República recebe hoje os sete partidos representados na Assembleia Legislativa da Madeira. Este encontro acontece na sequência da aprovação da moção de censura que levou à queda do governo regional. Marcelo Rebelo de Sousa vai ouvir as forças políticas no Palácio de Belém a partir da 13h, por ordem decrescente de representação, ou seja, primeiro o Partido Social-Democrata, depois o Partido Socialista, depois o JPP, o Chega, o CDS-PP, a Iniciativa Liberal e, por fim, o PAN. Recordo que a 17 de dezembro a Assembleia Legislativa da Madeira aprovou, com votos a favor dos partidos da oposição, uma moção de censura apresentada pelo Chega ao governo do PSD, liderado por Miguel Albuquerque. A aprovação desta moção de censura levou à demissão do Executivo, que se vai manter em funções até à realização de novas eleições regionais. As buscas pelos desaparecidos que seguiam na embarcação de pesca que colidiu com um barco de passageiros no rio Tejo retomam esta manhã. O acidente aconteceu pouco depois das 17h de ontem. Na embarcação de pesca seguiam quatro pessoas, duas ficaram feridas com gravidade e foram encaminhadas para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Há ainda duas pessoas que ainda estão desaparecidas. Na noite de ontem, o comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa, fez um ponto de situação a explicar o que aconteceu.
Segundo o relato do próprio mestre, que nos informou às 17h05, houve uma colisão com uma embarcação mais pequena, uma embarcação de pesca com quatro pessoas a bordo. De imediato, logo de seguida, duas dessas pessoas foram resgatadas por outra embarcação que as transportou para Cacilhas, para o Cais da Margueira. Foram assistidas pelos Bombeiros de Cacilhas e depois transportadas para a unidade hospitalar.
As declarações do comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa, aos jornalistas. Um registo captado pela CNN na noite de ontem. Hoje, vão estar a fazer buscas embarcações da Capitania do Porto de Lisboa, da Estação de Salvavidas de Cascais, dos Bombeiros Sapadores de Lisboa e também dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Já por terra, os meios do comando local da Polícia Marítima de Lisboa vão realizar patrulhas nas duas margens do rio. A Transtejo Soflusa instaurou um inquérito ainda ontem para apurar as circunstâncias e responsabilidades deste acidente no rio Tejo. Num comunicado enviado à Agência Lusa, a empresa sublinha que o mestre do navio tentou evitar o embate com vários alertas sonoros. A empresa alega terem sido ignorados pela embarcação de pesca. O LIVRE pediu ao presidente da República para que vete os projetos que limitam o acesso de estrangeiros não residentes ao Serviço Nacional de Saúde. Rui Tavares esteve reunido esta segunda-feira com Marcelo Rebelo de Sousa, a pedido do partido, na sequência da operação policial no Martim Moniz, que decorreu em dezembro. Após a audiência, o líder do LIVRE criticou os projetos de lei do Chega e também da Aliança Democrática, que foram aprovados no Parlamento a propósito da limitação das condições de acesso dos estrangeiros ao Serviço Nacional de Saúde. Pediu ao presidente da República que acompanhe com atenção o processo de especialidade no Parlamento desta iniciativa e acusou ainda Rui Tavares, o Executivo de Luís Montenegro, de não cumprir o "não é não" ao partido de André Ventura.
As eleições de março do ano passado foram mantidas num pressuposto que levou o senhor primeiro-ministro Luís Montenegro à chefia do governo, de que não é não. O que nós estamos a ver na atividade parlamentar, de forma crescente, sobretudo após a aprovação do orçamento, é que o não é não acabou e que foi substituído por um correr atrás do prejuízo, que representa uma estratégia de ir atrás de uma radicalização de direita.
As palavras do líder do partido do LIVRE, Rui Tavares, em declarações à Agência Lusa. Marcelo Rebelo de Sousa afirma que só decide sobre a questão das freguesias depois de receber a nova lei, admitindo, desta forma, mudar a posição que defende desde 2015. O presidente da República disse ao Jornal de Notícias que há uma lei em vigor, mas só se vai pronunciar sobre o novo mapa de freguesias depois de conhecer a nova legislação. A reação de Marcelo Rebelo de Sousa surge depois de "O Observador" ter noticiado que a nova lei, que vai dar origem a 274 novas freguesias, correu o risco de ser travada em Belém. Agora, Marcelo diz que não se revê nas intenções que lhe queiram atribuir sobre um eventual veto, o que sugere que o presidente da República possa vir a abdicar daquela que era a sua posição de princípio, pelo menos desde 2015. E também Marcelo Rebelo de Sousa surpreendeu os conselheiros de Estado quando pediu a opinião sobre a reunião exigida por André Ventura para discutir o tema da segurança. Há quem acredite que o chefe de Estado está a empurrar responsabilidades e também quem o acuse de dar palco ao Chega. "O Observador" sabe que alguns nem sequer responderam ao presidente da República, nem o vão fazer. Mesmo entre os que responderam, muitos desaconselharam a reunião ou devolveram a decisão ao presidente da República. António José Soares.
"Debilidade, ele é que tem de decidir, desresponsabilização, menorização do cargo e uma loucura". Foram algumas das expressões ouvidas pelo Observador junto de vários conselheiros de Estado. Um dos membros deste órgão admite que Marcelo Rebelo de Sousa tenha pedido a opinião aos conselheiros para não se expor, depois de ter recebido uma carta do líder do Chega a solicitar a marcação de uma reunião dedicada à temática da segurança. Um outro diz ao Observador que ficou absolutamente surpreendido quando viu o e-mail, já que não podem ser os conselheiros a tomar uma decisão que é do presidente
Há também quem se oponha, pois considera que isso vai dar mais palco a André Ventura e vai permitir que condicione a atuação do órgão consultivo do Presidente da República. Há ainda quem esteja a definir a forma como vai responder. Houve até quem não se tenha inibido de falar no espaço público sobre o assunto. Luís Marques Mendes, conselheiro indicado por Marcelo Rebelo de Sousa, foi particularmente duro no seu habitual comentário na SIC, sublinhando que marcar um Conselho de Estado é uma competência exclusiva do Presidente da República.
Jornalista António José Soares, este é um artigo assinado pela jornalista de Política Mariana Lima Cunha e também pelo editor de Política do Observador, Rui Pedro Antunes. O artigo pode ler na íntegra em observador.pt. Na atualidade internacional, na China, um terremoto de 6.8 magnitude na região do Tibete matou pelo menos 53 pessoas na manhã desta terça-feira. Há registro de mais de 60 feridos. De acordo com a imprensa chinesa, houve vários prédios que ficaram destruídos na zona. O sismo foi sentido também em Katmandu, capital do Nepal, a mais de 200 km de distância do epicentro. O terremoto atingiu o condado de Dingri, no norte dos Himalaias, perto das 9h, hora local, e já foram registradas várias réplicas. A maior foi de 4.4 de magnitude. E hoje assinala-se o décimo aniversário do atentado contra o seminário satírico francês Charlie Hebdo, onde morreram 12 pessoas. O jornal vai relembrar a data com uma edição especial de 32 páginas com novos cartoons sobre a religião. O ataque, há 10 anos, foi orquestrado por dois irmãos franceses de origem angelina, que eram fiéis à Al-Qaeda. Depois de serem perseguidos durante dois dias, os atacantes foram abatidos por uma força de elite da Polícia Militarizada Francesa. Para hoje estão previstas cerimônias em várias zonas, uma delas no antigo edifício do seminário Charlie Hebdo. Cerimônias que vão contar com a presença do presidente francês, Emmanuel Macron, de vários ministros e também da presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo. E também na atualidade internacional, Edmundo González Urrutia, líder da oposição venezuelana, esteve reunido com o presidente dos Estados Unidos em Washington no dia de ontem, um encontro que González diz ter dado frutos. Em declarações aos jornalistas, o líder da oposição da Venezuela agradeceu o apoio dos Estados Unidos. Edmundo González afirma ter derrotado o presidente Nicolás Maduro nas eleições no ano passado. Maduro foi reconhecido vencedor das presidenciais na Venezuela no final de julho pelo Tribunal Supremo e pela autoridade eleitoral da Venezuela e toma posse daqui a quatro dias. Ainda sobre este tema, Portugal continua sem reconhecer a reeleição de Nicolás Maduro como presidente venezuelano. Quem o diz é Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, à margem do seminário diplomático que começou esta segunda-feira em Lisboa.
Portugal tem atuado no quadro da União Europeia, mas também diplomaticamente, de forma muito sistemática, a que haja também um processo de diálogo, dado que nós não reconhecemos os resultados eleitorais e, portanto, consideramos que é preciso haver um processo de diálogo, dada a situação que existe na realidade política, para uma transição para a democracia.
As declarações de Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, num registo captado ontem pela Agência Lusa, a propósito de Portugal não reconhecer a reeleição de Nicolás Maduro como presidente venezuelano. E no futebol, esta terça-feira é dia de clássico. O Sporting e o Futebol Clube do Porto vão medir forças no jogo que vai definir o primeiro finalista da Taça da Liga. Os Dragões vêm de uma sequência de quatro vitórias consecutivas sem sofrer gols. Na conferência de imprensa de antevisão do jogo, o treinador do Futebol Clube do Porto assumiu o objetivo de juntar a Taça da Liga à Supertaça, conquistada no início da época, e pede, por isso, humildade perante um adversário difícil.
É uma competição que é um objetivo da época, que queremos muito ganhar, que surge no momento em que a equipe está numa boa fase, num bom momento. Agora, olhar para o momento, eu gosto muito que a equipe seja desconfiada e não desconfiada daquilo que está a fazer, mas desconfiada do momento, não embarcar em demasia naquilo que tem sido conseguido recentemente e olhar com respeito, com humildade, para um adversário que é forte, que já defrontamos este ano, em circunstâncias diferentes, também com outro treinador agora, mas que vai exigir estarmos a um nível muito alto amanhã. É um objetivo da época, é um jogo a eliminar, teremos que o ganhar para estar na final, é isso que nós queremos.
Aqui as palavras de Vítor Bruno na antevisão do jogo desta terça-feira. Já do lado do Sporting, o treinador Rui Borges fala num jogo decisivo. O técnico dos Leões salienta que o Futebol Clube do Porto é o último obstáculo antes da equipe poder lutar por um título. Ainda assim, Rui Borges admite que pode fazer alguma gestão, mas assegura que o que não muda é a atitude dos jogadores.
Acima de tudo, a ambição, primeiro. Até porque também temos alguns jogadores condicionados, que estão fora, que não podem dar contributo. O plantel também de forma extensa não é assim tão grande. Por isso, mais do que a gestão, claro que temos que ter aqui algum cuidado sempre naquilo que é gerir um ou outro jogador que possa, às vezes, estar mais cansado nesse sentido. É a ambição de jogar a semifinal, a ambição de chegar à final, pode nos dar a conquista de um troféu, por isso, a ambição tem que ser muito por aí.
As declarações de Rui Borges na conferência de imprensa de antevisão do clássico desta terça-feira para a Taça da Liga, que vai definir o primeiro finalista da competição. O jogo entre o Sporting e o Futebol Clube do Porto está marcado para quando faltarem 15 minutos pras oito da noite, no Estádio Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria, e vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. É notícia de fecho neste jornal, aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso às 18h30. Até já.