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As notícias com Maria João Brás.

Bom dia. Donald Trump afirma que a Ucrânia está pronta para assinar o acordo de minerais e que tanto Kiev como Moscovo querem um acordo de paz. O presidente dos Estados Unidos falou durante mais de uma hora e meia no Congresso. Este foi o primeiro discurso de Donald Trump como presidente eleito. O chefe de Estado diz que recebeu uma carta de Zelensky a garantir que a partir de agora estará sob a liderança do presidente Trump.

Esta terça-feira de manhã, recebi uma carta importante do presidente Zelensky. Na carta pode ler-se: "A Ucrânia está pronta para voltar à mesa de negociações o mais cedo possível, para trazer uma paz duradoura. Ninguém quer mais a paz do que os ucranianos", diz Zelensky. E continua: "Eu e a minha equipa estamos prontos para trabalhar sob a liderança do presidente Trump para conseguirmos uma paz duradoura. Nós valorizamos o que a América fez até agora para apoiar a Ucrânia. Em relação ao acordo dos minerais, a Ucrânia está pronta para assinar quando for conveniente para os Estados Unidos". Ora, agradeço que Zelensky tenha enviado esta carta. Em simultâneo, tive uma conversa séria com a Rússia e tenho indicações de que eles estão prontos para a paz.

Donald Trump num discurso muito direcionado para os norte-americanos. O presidente dos Estados Unidos comparou-se a George Washington em relação ao que já conseguiu fazer em apenas um mês de mandato e anunciou também novas medidas. O presidente dos Estados Unidos diz que há países a imporem taxas de importação mais altas do que os Estados Unidos e, por isso, a partir de 2 de abril, vão ser implementadas taxas recíprocas.

A partir de 2 de abril, as taxas recíprocas entram em vigor. Quaisquer que sejam as taxas que os outros países nos imponham, nós vamos taxar igual. Eu fi-lo com a China e fi-lo com outros. A administração Biden não fez nada sobre isto, porque era tanto dinheiro que não conseguiram fazer nada. Nós temos sido prejudicados durante uma década por quase todos os países. Não vamos deixar que aconteça novamente.

O discurso de Donald Trump intitulado "O regresso do sonho americano". O presidente dos Estados Unidos prometeu ainda hastear a bandeira dos Estados Unidos em Marte durante a sua administração e anexar a Gronelândia e o Canal do Panamá, custe o que custar. E por cá, o líder parlamentar do PSD acusa Pedro Nuno Santos de querer abrir uma comissão parlamentar de inquérito para fragilizar Luís Montenegro. Hugo Soares diz que o secretário-geral do PS não está interessado em ver esclarecido o caso do alegado envolvimento do Primeiro-Ministro na empresa familiar Spinoviva, enquanto exercia o mandato de Primeiro-Ministro.

Na última sexta-feira, Pedro Nuno Santos de manhã perguntou: "Só há duas coisas que é preciso saber, ou três coisas que é preciso saber. Quem são os clientes da empresa, quem são os colaboradores e o senhor Primeiro-Ministro tem que explicar um aumento da faturação em 2022". As três coisas foram explicadas. Sabe o que aconteceu a seguir? Pedro Nuno Santos anunciou, sem fazer uma pergunta por escrito, mas já depois das respostas às perguntas orais que colocou na comunicação social, uma comissão parlamentar de inquérito. Sabe por quê? Porque Pedro Nuno Santos não quer saber resposta a coisa nenhuma. Nenhuma!

Está a abrir a porta à queda do governo?

Quer a chicana política? Não, não quer a queda do governo. Se quisesse a queda do governo, votava amanhã a moção de censura.

Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, em entrevista à SIC Notícias, onde garantiu que se o país voltar a eleições, o candidato do PSD será Luís Montenegro. E também na noite desta terça-feira, André Ventura comentou a atual situação política no país à CNN Portugal. O líder do Chega culpa o PSD de Luís Montenegro por esta crise. Relembro que hoje será votada a moção de censura do PCP. Ventura diz que o Primeiro-Ministro se colocou numa situação de ingovernabilidade ao recusar em várias ocasiões prestar esclarecimentos.

Neste momento, o Primeiro-Ministro está isolado. Só o têm a ele e aos seus ministros. Mas por quê? Está isolado por quê? Por alguma conspiração? Por algum jogo de bastidores? Não, porque ele se colocou numa situação insustentável, que é querer governar, ter autoridade para governar e ao mesmo tempo ter andado a receber dinheiro de entidades privadas e com esse dinheiro fazer compras.

André Ventura, que antecipou que o Chega vai abster-se hoje na votação da moção de censura apresentada pelo PCP. Questionado se esta decisão não é contraditória, uma vez que o Chega apresentou também uma moção de censura há umas semanas, Ventura justifica-se com o teor ideológico de parte do texto do documento apresentado da moção de censura pelos comunistas. E na possibilidade desta moção ser chumbada, o cenário mais provável com o voto contra do PS, o governo poderá avançar com a apresentação de uma moção de confiança. Várias fontes partidárias confirmaram ao Observador que a hipótese foi lançada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, na conferência de líderes. Embora a possibilidade esteja no ar, os comunistas dizem que se o governo queria avançar com a moção de confiança, já o teria feito. Além disso, o Observador sabe também que o Partido Socialista pretende manter a Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso do Primeiro-Ministro, mesmo que o governo caia. De acordo com os socialistas, o Primeiro-Ministro será sujeito ao escrutínio do Parlamento, quer seja nesta legislatura ou na próxima. O Presidente da República esteve esta terça-feira reunido com o Primeiro-Ministro. A informação é avançada numa nota publicada no site oficial da Presidência da República. Nesta informação, não se esclarece quais foram os temas discutidos. No entanto, este encontro realiza-se na véspera da votação da moção de censura do PCP. O discurso de Luís Montenegro no sábado também poderá ter estado em cima da mesa, até porque o Primeiro-Ministro não avisou antes o Presidente da República de que iria lançar o desafio aos partidos que votarem uma moção de confiança, algo que não caiu bem ao chefe de Estado. Olhamos agora para o Médio Oriente. Os serviços de segurança israelitas afirmam que Benjamin Netanyahu tem responsabilidades políticas no ataque de 7 de outubro. Esta é uma das conclusões de uma investigação da Agência de Segurança Shin Bet. Segundo o documento citado pela imprensa local, Israel ignorou as recomendações dos serviços de segurança ao assassinar membros do Hamas, mais o governo israelita encabeçado por Netanyahu terá ignorado atividades irregulares reportadas na véspera do ataque. A Agência de Segurança aponta o dedo a Benjamin Netanyahu, acusando o primeiro-ministro israelita de branquear decisões do ex-ministro de Segurança Nacional Ben-Gvir contra os palestinianos. A investigação desvenda ainda que a transferência de fundos do Qatar para a ala militar do Hamas está entre os principais fatores que permitiram ao Hamas preparar o ataque de 7 de outubro. E o estado de saúde do Papa Francisco mantém-se estável. De acordo com o Vaticano, o líder da Igreja Católica não teve mais episódios de insuficiência respiratória e também não teve febre. No entanto, Francisco já retomou a ventilação mecânica, pelo menos até quarta-feira. Relembro que o Papa está internado desde 14 de fevereiro e mantém, desde então, o quadro clínico reservado. E no futebol, o Benfica recebe esta quarta-feira o Barcelona, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Bruno Lage acredita no apuramento da equipa portuguesa aos quartos de finais. Na conferência de imprensa de antevisão, o técnico dos encarnados revela ainda que não esqueceu o último jogo frente ao Barcelona.

Sabemos que vamos defrontar uma grande equipa, que tem um ataque com muitos gols, mas também olhamos para aquilo que de positivo fizemos contra o nosso adversário, para os gols que marcamos, para as oportunidades que criamos, para as várias vezes que colocamos jogadores nossos isolados perante o guarda-redes. Olhar para isso tudo e, como tal, acreditamos que podemos seguir em frente na eliminatória.

O jogo entre o Benfica e o Barcelona começa às 20h desta quarta-feira e terá análise e relato aqui na Rádio Observador. Esta é a notícia de fecho do Jornal das 6. Regressamos às 18h30. Até já.