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São seis horas. As notícias com Carlos Pedro. Bom dia, Jornal das Seis na Rádio Observador. O Ministério Público pediu mais documentos ao primeiro-ministro no âmbito do caso Spinogativa. A revelação foi feita pelo procurador-geral da República, numa entrevista ao jornal Nascer do Sol. Amadeu Guerra reforça a intenção de acelerar a averiguação preventiva e indica que está para breve uma nova notificação a Luís Montenegro.

A documentação que foi entregue até agora foi analisada, só que das informações que tenho recentemente, torna-se necessário solicitar mais documentação para ultimar a apreciação da averiguação preventiva. Portanto, serão feitas as respectivas diligências no sentido de obter a documentação e depois espero, e tenho solicitado, para sermos rápidos na análise da documentação em falta.

O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, em entrevista ao jornal Nascer do Sol. A averiguação preventiva ao caso Spinogativa foi aberta no mês de março, depois de três queixas anônimas. Há dois cenários em cima da mesa, depois de analisada a documentação, o arquivamento das suspeitas ou então o envio do caso para o Supremo Tribunal e a instauração de um processo-crime contra o primeiro-ministro. O PS insiste que as mudanças nas leis laborais, no SNS e nas políticas fiscais não devem estar incluídas no orçamento do próximo ano. José Luís Carneiro esteve reunido ontem com o primeiro-ministro para discutir o documento. Para já, o líder do PS não se compromete com o sentido do voto antes de conhecer a proposta do executivo. Explica que Luís Montenegro ficou de refletir sobre as condições do PS.

É ao governo que compete corresponder ou não às condições. Sejamos também claros, o governo não tem que o fazer. Pode entender estabelecer a sua maioria política com outros partidos. Não o fará é com o Partido Socialista. O Partido Socialista colocou-se nesta posição. Nós queremos ser muito claros às portuguesas e aos portugueses, nós queremos contribuir para a estabilidade política do país.

José Luís Carneiro, ontem em São Bento, depois de uma reunião com o primeiro-ministro para discutir o orçamento do Estado para o próximo ano. Estão revelados os primeiros nomes do governo-sombra do CHEGA. O destaque vai para a presença do antigo ministro Rui Gomes da Silva. Foi ministro dos Assuntos Parlamentares e ministro adjunto do primeiro-ministro no governo de Pedro Santana Lopes e ainda deputado do PSD durante vários anos. Vai ficar com a pasta da Justiça no executivo-sombra proposto pelo Chega. A revelação foi feita ontem por fonte da direção do partido ao Observador. Mas antes disso, André Ventura anunciou outros quatro nomes em entrevista ao canal Nou.

Minha ideia foi apresentar um governo-sombra no momento certo e no tempo certo, com nomes independentes e com nomes de qualidade. Foi isso que fiz hoje à direção nacional e espero que a direção nacional aprove estes-

Quatro nomes.

Estes no-- Teresa Nogueira Pinto.

Para a pasta sombra.

É um desses exemplos na área da cultura e áreas conexas. O doutor José Cid, na área da agricultura, o doutor Fernando Silva, na área da administração interna, o doutor Horácio Costa, que é um médico de excelência na área da saúde. São nomes como estes que vão fazer parte da lista e amanhã será-

Alguém da bancada que faça parte desse governo sombra também.

Sim, excepcionalmente, acontece também, mas como eu tinha dito, eu quis apostar, sobretudo, em independência.

No som que acabamos de ouvir, André Ventura diz o nome de José Cid, um engano do líder do Chega, que pretendia referir-se a Jorge Cid, antigo bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários. O Observador sabe também que Miguel Corre Real, atual cabeça de lista do Chega às eleições autárquicas no Porto, está no governo-sombra escolhido por André Ventura e fica com a pasta da Reforma do Estado. Já a Agência Lusa avança com o nome do professor universitário Alexandre Franco de Sá, que ficará responsável pelas pastas da Educação. Os deputados debatem hoje na Assembleia da República com o governo a privatização da TAP. É uma discussão que acontece depois de um pedido de apreciação parlamentar de PCP, Livre e Bloco de Esquerda. Estes três partidos consideram que o processo é um desastre e que, por isso, merece uma clara rejeição. Recordo que o decreto-lei prevê a privatização de 49,9% da transportadora aérea portuguesa. De olho nas presidenciais, Aníbal Cavaco Silva diz que a escolha do próximo presidente da República deve ter em conta a experiência de governação dos candidatos. É a posição defendida pelo antigo chefe de Estado, que assina hoje um artigo de opinião no semanário Expresso, diz que a escolha do próximo presidente da República é muitíssimo importante para o futuro e avisa que uma eventual falta de qualificações pode lesar o interesse do país. São palavras do antigo chefe de Estado, que elenca um conjunto de questões que considera que os portugueses devem ter em conta na altura de votar no próximo presidente. São elas: o respeito das regras e procedimentos de bom senso, a experiência política, o conhecimento sobre o funcionamento das instituições e defende também um perfil de coragem, determinação e persistência. Sem especificar nomes, considera, no entanto, que nem todos os pré-candidatos têm as ditas capacidades. Já quanto ao tema da experiência governativa, sabe-se desde já que apenas Luís Marques Mendes e António José Seguro preenchem esta característica elencada por Aníbal Cavaco Silva. Das presidenciais para as autárquicas, Carlos Moedas quer voltar a ter a recolha do lixo indiferenciado seis dias por semana em Lisboa. É um dos compromissos do candidato à Câmara Municipal, que apresentou ontem o programa eleitoral da coligação liderada pelo PSD. Ao longo deste primeiro mandato, o lixo na cidade foi recorrentemente apontado como o calcanhar de Aquiles do autarca, que deixa agora uma promessa de um novo modelo de gestão da higiene urbana.

Quando, de repente, se deixou de recolher o lixo comum todos os dias, o chamado lixo indiferenciado, dos seis dias para três dias em muitas zonas da cidade. Esses foram os problemas que foram criados. E esses problemas não são de 2021, são de muito antes disso. A Câmara vai fazer o seu trabalho e vai fazer o trabalho quando nos ecopontos tiver o lixo e ao lado tiverem sacos, quem vai recolher é a Câmara, porque não vai estar à espera da Junta de Freguesia. Vamos fazê-lo e vamos fazê-lo sem medo. Depois, vamos voltar a ter a recolha do lixo indiferenciado seis dias por semana. Vamos ter a recolha dos grandes volumes, os chamados monos, também seis dias por semana.

A segurança tem sido também uma das principais bandeiras políticas de Carlos Moedas, um tema que não esqueceu ontem na apresentação das 15 prioridades para a capital. O candidato à Câmara de Lisboa aproveitou o momento para deixar um apelo ao governo.

Eu aqui faço um pedido muito claro ao governo e tenho aqui três ministros. Lisboa precisa de mais PSP, precisa de mais Polícia Municipal. Há dois anos a pedir mais Polícia Municipal. Eu sei que é difícil, mas vou deixar aqui aos senhores ministros. Pelo menos, eu preciso de mais 100 polícias municipais e Lisboa precisa de mais 500 polícias de segurança pública, porque Lisboa, nos últimos 15 anos, perdeu 1300 polícias e perdeu 200 polícias municipais. Nós temos que conseguir. Nós somos a capital do país e vamos ter que conseguir e eu peço ao governo que me ajude. E nós vamos conseguir, porque nós vamos fazer tudo. Vamos fazer tudo o que está ao nosso alcance. Nós vamos ter a voltar a ter guardas noturnos, que já estão a ser treinados na PSP.

Já em matéria de habitação, o autarca anuncia que está a planear a criação de novos bairros e parques em Lisboa, numa área total de mais de 250 hectares. São questões para serem discutidas mais logo no debate de Lisboa, com vista às eleições autárquicas de outubro. A partir das 9h, Carlos Moedas, Alexandra Leitão, João Ferreira e Bruno Mascarenhas falam sobre o futuro de Lisboa na Rádio Observador. Olhamos também para o desporto. O Sporting entrou ontem a vencer na nova edição da Liga dos Campeões. A equipa de Rui Borges derrotou o estreante Kairat Almaty por 4 x 1. Gols de Francisco Trincão, por duas vezes, Giovanni Kenda e Alisson Santos. Destaque ainda para a grande penalidade desperdiçada pelo capitão verde e branco Morten Hjulmand aos 21 minutos. Na análise à partida, o técnico leonino reconheceu que a equipa teve alguns momentos de passividade. Ainda assim, Rui Borges destaca o triunfo meritório dos Leões.

O não fazermos gol demasiado cedo cria também alguma ansiedade e acabou por se sentir na equipa. O gol desbloqueou e por incrível, parece que entrámos muito mal na segunda parte. Fizemos o 1 x 0 no final da primeira parte, onde achávamos que íamos entrar melhor e assim o desejamos e pedimos. Entrámos mal no jogo, deixamos o adversário acreditar e tem duas situações de finalização na nossa baliza. Depois disso, há 15 minutos, um bocadinho à Sporting. Dentro daquilo que nós somos: intensos, competitivos, boas decisões, decisões rápidas, boas tomadas de decisão, qualidade individual, porque a temos, e desbloquearam o jogo em 15, 20 minutos. Depois, nos últimos 10, voltámos a entrar outra vez nessa passividade, onde acabamos por sofrer um gol.

Rui Borges, em declarações à Sport TV. Importa ainda dizer que o Kairat Almaty fez ontem história por dois momentos diferentes. Bateu, primeiro, o recorde de viagem mais longa na história das competições europeias e, por outro lado, marcou pela primeira vez sempre na Liga dos Campeões. Foi um gol da autoria do brasileiro Edmilson. Ainda no futebol, o Futebol Clube do Porto enfrenta hoje o Rio Ave no arranque da sétima jornada da Liga Bwin, em Vila do Conde, a equipa de Farioli procura segurar a liderança. Os Dragões partem para este encontro só com vitórias no campeonato e na antevisão, Francesco Farioli deixou elogios ao projeto do clube vila-condense, detido pelo empresário grego Evangelos Marinakis. O italiano prevê dificuldades contra uma equipa que leva três empates e uma derrota na competição. O tema Mourinho foi também destaque nesta conferência de imprensa no Olival. Aí, Farioli recordou o momento, na semana passada, em que o Special One foi recebido com aplausos no Dragão.

Sobre o Mourinho, na semana passada, ele esteve aqui no Porto e foi um grande momento para ele e para o clube para celebrar o passado, mas não tivemos a oportunidade de estarmos juntos.

Francesco Farioli, na antevisão ao jogo contra o Rio Ave, diz ainda que há 99% de hipóteses de William Gomes regressar à equipa depois de lesão. O Rio Ave Futebol Clube do Porto joga-se às 20h15. É para acompanhar em direto aqui na Rádio Observador. Fechamos na atualidade internacional. Donald Trump recusou aprovar um pacote de ajuda militar para o Taiwan. O presidente dos Estados Unidos preita um acordo comercial com a China. A informação foi avançada ontem pelo Washington Post, que fala num pacote no valor superior a €330 milhões. A administração de Trump procura melhorar as relações com Pequim, que tem intensificado uma campanha de pressão militar contra o Taiwan nos últimos anos. Aliás, o ministro chinês da Defesa disse recentemente que o Taiwan pertencia de forma inequívoca à China. Avisou também que o país está preparado para intervir sobre qualquer pressão militar externa. Dar conta ainda de que Trump e Xi Jinping têm prevista para hoje uma conversa ao telefone. Fica por aqui este jornal. A informação regressa com a síntese das 18h30.