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As notícias com Nadine Soares. Bom dia. Começamos com o mau tempo. Chuva, trovoada e vento forte são as previsões meteorológicas para as próximas horas. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta para uma frente fria que está a atravessar Portugal continental. A chuva vai cair com maior intensidade e frequência no litoral das regiões Norte e Centro. Todos os distritos de Portugal continental, à exceção de Bragança, estão sob aviso laranja por causa da chuva, passam depois a amarelo a partir desta tarde e até à madrugada de quinta-feira. O IPMA prevê ainda o aumento da agitação marítima na costa ocidental. Viramos a página para a saúde. O Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que Ana Paula Martins é uma excelente ministra. Acrescenta que só sofre ataques um governante que está a mudar o sistema. Paulo Rangel mostra-se solidário com a Ministra da Saúde, apesar das críticas que Ana Paula Martins tem sido alvo em causa às recorrentes falhas do SNS na resposta aos utentes. Paulo Rangel insiste que a Ministra da Saúde conta, certamente, com todo o apoio do executivo de Luís Montenegro.
Quando alguém está verdadeiramente a mudar, obviamente que tem todos os interesses instalados contra si. E isto é o que eu tenho que dizer. Portanto, eu estou extremamente solidário com a Ministra da Saúde, é uma excelente Ministra da Saúde e conta, com certeza, com todo o apoio e solidariedade do Governo. Se cada ministro fosse responsável pelo que faz cada serviço, evidentemente que nenhum ministro podia fazer outra coisa senão estar todo o dia a comentar. Isso também não tem sentido absolutamente nenhum. Ninguém quer que os ministros interfiram em decisões médicas. Imagina o que era uma ministra ir mudar uma decisão de um médico. Nenhum ministro é responsável por decisões médicas.
São declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros, em Vila Nova de Gaia. Foi ainda questionado sobre a atuação de Ana Paula Martins no caso da grávida e do bebê que morreram depois de serem assistidos no hospital Amadora-Sintra. Paulo Rangel sublinha que nenhum ministro é responsável por decisões médicas. E o secretário-geral do PCP considera que o governo mantém Ana Paula Martins como ministra para concluir um alegado desmantelamento do SNS. É uma reação de Paulo Raimundo à notícia avançada pelo Observador sobre a possível saída de Ana Paula Martins do executivo em dezembro. O líder comunista faz duras críticas ao primeiro-ministro.
É uma vergonha. É um descaramento total por parte do primeiro-ministro, que é o que tem assumido para si. As dores das opções da ministra. Tem assumido para si as opções de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde que estão em curso. Agora vem dizer que vai demitir a ministra em dezembro. Isso é um desrespeito para os utentes, para os profissionais, é um desrespeito para aqueles que têm dificuldades de acesso ao Serviço Nacional de Saúde, é um desrespeito para aqueles que trabalham hoje no Serviço Nacional de Saúde, com grande esforço, com grande empenho, mas sem condições de trabalho, nem com a valorização do seu trabalho. A ministra tem um papel a cumprir.
Declarações do secretário-geral do PCP. Aliás, um papel a cumprir que, na visão de Paulo Raimundo, vai estar concretizado quando a ministra encerrar definitivamente as urgências em Setúbal e no Barreiro. A Ministra da Saúde alega que está cansada e farta. Planeia-se sair já no próximo mês, depois de desenhar a nova lei de bases da saúde. André Ventura admite que colocaria uns cidadãos à frente de outros no acesso aos cuidados médicos. Falem portugueses comuns versus minorias ruidosas. É uma posição defendida pelo candidato presidencial numa entrevista à RTP esta noite. O líder do Chega afirma que, enquanto presidente da República, promulgaria a lei de bases da saúde, mas daria a indicação ao Parlamento de que os portugueses de origem devem ter prioridade no Serviço Nacional de Saúde.
Eu acho que, por uma vez na vida, os portugueses precisam de um presidente que coloque os portugueses comuns à frente e não as minorias ruidosas à frente. Com isto, eu não estou a dizer que vou perseguir A, B ou C. Vou é dizer que, pela primeira vez, vou dizer aos portugueses comuns, aos que pagam impostos, que sustentam o país, ou pagaram, que vão ter um Estado para eles também, que lhes vai dar prioridade a eles. Eu, se tiver que escolher entre ser o presidente dos portugueses no acesso à saúde ou dos imigrantes no acesso à saúde, eu serei dos portugueses.
André Ventura assegura ainda que colocaria pressão ao primeiro-ministro para demitir a Ministra da Saúde face aos múltiplos problemas de gestão do setor. Seguimos esta hora com uma notícia Observador: o Hospital Santa Maria, o Hospital de Loures e o IPO do Porto também não têm acesso à informação clínica integrada. Isto além do Amadora-Sintra, que mandou para casa uma grávida que acabou por morrer na passada sexta-feira. Mais de 1 milhão de utentes estão abrangidos por hospitais, ainda sem informação cruzada, 12 anos depois do início do processo de migração no SNS, é o que assumem ao Observador os serviços partilhados do Ministério da Saúde. A falta de dados entre as unidades de saúde impede os médicos de terem acesso ao histórico dos doentes de forma automática. Os serviços partilhados dizem que o processo deve ficar concluído no próximo ano nestas quatro unidades. São as que restam de uma operação que abrange 39 unidades local de saúde e os três IPOs de todo o país. Olhamos ainda para a Justiça. A Ministra da Justiça acredita que funcionou o sistema de segurança na prisão de Alcoentre, apesar de ter entrado um intruso que deixou dezenas de telemóveis, álcool e droga. É um incidente que aconteceu na segunda-feira. Esta noite, numa audição parlamentar, Rita Alarcão Júdice disse que é bom sinal que os guardas tenham detetado que um estranho entrou no estabelecimento prisional. A ministra diz que não distingue os sistemas de segurança do trabalho dos guardas. O incidente foi denunciado pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que alerta para a falta de efetivo policial neste estabelecimento, a prisão de Alcoentre. Rita Alarcão Júdice adianta que o Ministério da Justiça vai receber até ao final do ano o relatório de autoria. Às 49 prisões que existem no país, de acordo com a ministra, já 40 estabelecimentos foram inspecionados. Faltam nove nesta inspeção. No desporto, a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol vai pedir reuniões urgentes à Liga de Clubes, à Federação e ao Governo. Isto na sequência do jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Sporting de Braga. O objetivo é acabar com a pressão e intimidação sobre os juízes. Em comunicado, a associação diz que se tem registado o aumento da pressão sobre os árbitros. Em causa está a acusação de uma alegada tentativa de coação à equipa de arbitragem por parte do Futebol Clube do Porto, descrita no relatório do árbitro Fábio Veríssimo. O Sporting empatou por uma bola contra a Juventus, em Turim. O primeiro gol foi marcado pelos Leões aos 12 minutos por Maxi Araújo. Passado pouco mais de 20 minutos, a Juventus empatou. Gol com assinatura de Vlahovic. O resultado ficou assegurado na primeira parte. Em reação à partida, o técnico do Sporting considera que foi um grande jogo da Liga dos Campeões. Fala num resultado justo. Rui Borges reconhece que na segunda parte faltou capacidade física aos Leões, mas aponta para o compromisso da equipa.
Feliz pela resposta de todos eles. O compromisso estava lá. É isso que eu peço. Às vezes, em termos técnicos, e até na primeira parte, estávamos muito bem nesse papel de jogo ofensivo, estávamos a perceber muito bem os espaços, o nosso jogo posicional estava extraordinário, estava dentro daquilo que nós tínhamos pedido e percebido. Por isso, muito feliz pela capacidade que a equipa teve de dar resposta perante um grande adversário, num estádio difícil, e tivemos uma grande personalidade.
São declarações de Rui Borges à Sport TV depois do Sporting ter empatado por 1 a 1 para a Liga dos Campeões. O Sporting vai defrontar os belgas do Bruges na próxima jornada. Mais logo, o Benfica tem encontro marcado com o Leverkusen. Jogo marcado para às 20h, conta como sempre, com relato e comentário aqui na Rádio Observador. É onde decido fecho deste noticiário. A informação está de volta às 06:30 da manhã. Para já, fique com a conferência de imprensa.