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São 6 horas. Bom dia, eu sou a Teresa Freires. São 6 horas, tempo de atualizar a informação. Hoje, 36 mil pessoas são chamadas às urnas, uma consequência da passagem do mau tempo pelo país, que levou ao adiamento da segunda volta das eleições presidenciais em 20 freguesias e secções de voto. Desde o domingo passado que é conhecido o vencedor das eleições, António José Seguro, mas hoje votam os eleitores dos concelhos de Alcácer do Sal, de Évora, de Rio de Vinhos e da Golegã. Além destes três concelhos, a votação foi também adiada em duas secções de voto de Santarém, numa freguesia e numa secção de Rio Maior, numa freguesia do Cartaxo, noutra de Salvaterra de Magos e noutra de Leiria. O Presidente da República está esperançoso, acredita que os eleitores destes concelhos vão responder à chamada e votar nas eleições presidenciais. Durante uma visita no sábado à tarde a Alcácer do Sal, Marcelo Rebelo de Sousa admite que se estivesse no lugar destes eleitores, votaria com certeza. E questionado pelos jornalistas sobre se não haverá uma grande abstenção, uma vez que já há presidente eleito, o chefe de Estado acredita no contrário.
Aí é uma coisa que os portugueses mostraram, é que quanto maior é o desafio, mais lá estão na mesa de voto. Como quem diz: "Se não sou eu a realmente ir votar por aquilo que é fundamental pra minha vida, então quem é que é? É o outro?" E os portugueses responderam isso. Muitos pensaram: "Não, vai aumentar a taxa de abstenção na eleição presidencial".
Mas agora já há um presidente eleito.
Mas eu sei, já há um presidente eleito e está quase a entrar em funções. Mas isto significa que amanhã, se houver eleições autárquicas, eu não tenho dúvida que as pessoas votam ainda com mais força.
Marcelo Rebelo de Sousa, que defende ainda que as vítimas da tempestade Cristine não devem ser impedidas de receber apoios do Estado por terem dívidas fiscais.
Esses aí têm que ser protegidos. Aí tem havido uma preocupação de encontrar com medidas, para já imediatas, a suspensão de obrigações fiscais ou do cumprimento de obrigações fiscais, e depois tem que se ver efetivamente como é que as pessoas recuperam, de forma a poderem pagar impostos.
Não vão ser penalizados por isso, é isso?
Não, sobretudo devem ser ajudados por aquilo que lhes aconteceu. Exatamente, não é só não ser penalizado, mas ter um regime mais favorável por causa disso.
O Presidente da República, em declarações aos jornalistas em Alcácer do Sal, onde visitou ontem à tarde, uma das zonas mais afetadas pela tempestade, esteve acompanhado da presidente da Câmara, que pede apoios para a comunidade piscatória que perdeu os rendimentos devido ao mau tempo. Apelo feito por Clarice Campos, que explica que a comunidade piscatória da Carrasqueira foi muito afetada pelo temporal. Aponta para cerca de 30 pescadores que estão sem pescar há vários dias. Termina hoje a situação de calamidade decretada pelo governo. O Executivo de Luís Montenegro começou por decretar esta situação de calamidade no dia 28 de fevereiro, depois da passagem da Depressão Cristine por Portugal. Estava previsto que terminasse dia 1 de fevereiro, mas o governo estendeu a situação de calamidade inicialmente até dia 8, mas no dia 5, esta voltou a ser prolongada até ao dia de hoje. Uma decisão que foi tomada depois da passagem da Depressão Leonardo e com a aproximação da Depressão Marta. A situação de calamidade está em vigor até ao dia de hoje e está decretada em 68 concelhos do país. Também hoje termina a isenção de portagens para as zonas mais afetadas pela Depressão Cristine, uma decisão tomada pelo governo no dia 3 de fevereiro, pelo período de uma semana. Entretanto, também este prazo foi prolongado para o dia de hoje. Isenção de portagens que tem abrangido troços da A8, da A17, da A14 e da A19. Importante recordar que ontem a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria enviou uma carta ao presidente da República a solicitar que o período de isenção das portagens nas autoestradas A8 e A19 voltasse a ser prolongado. Na carta, justificam o pedido, querem que se mantenha a isenção de portagens por razões de mobilidade, de equidade e de solidariedade para com uma região que foi severamente atingida. A Proteção Civil registou quase 400 ocorrências entre a meia-noite e as 18h do dia de ontem. É o balanço mais recente, feito num comunicado, em que a Proteção Civil também revela que registou quase 19 mil ocorrências desde o dia 1 de fevereiro. A sub-região de Coimbra continua a ser a mais afetada, seguida do Oeste e da Grande Lisboa. Na atualidade internacional, Volodymyr Zelensky diz que a Ucrânia quer no mínimo 20 anos de garantias de segurança para assinar um acordo de paz. O presidente ucraniano esteve este sábado na Conferência de Segurança de Munique, que começou sexta e termina hoje. Além das garantias de segurança, pediu também que seja definida uma data clara pra entrada da Ucrânia na União Europeia. Na conferência de imprensa, Zelensky revelou que até agora, os Estados Unidos só ofereceram garantias de segurança até 15 anos. Ora, o presidente ucraniano pede pelo menos 20. No futebol, o Porto e o Sporting entram hoje em campo, numa altura em que a atualidade desportiva continua a estar marcada pelas polémicas do jogo entre os dois clubes. O Futebol Clube do Porto enfrenta hoje o Nacional, na Madeira, às 15h30. Ontem, na antevisão à partida, o técnico dos Dragões foi questionado pelos incidentes da última jornada, com o apanha-bolas a esconder bolas de terreno do jogo. Diz que a atenção devia estar no que acontece dentro das quatro linhas do campo.
Nós estamos sempre a encontrar razões para desviarmos a atenção do jogo. Li um artigo esta manhã sobre isso, sobre como o quão rápido nos esquecemos sobre a bola e sobre o futebol e sobre o que acontece em campo, e acho que a atenção deveria estar aí.
O técnico do Porto, na antevisão ao jogo na Madeira. Já o Sporting recebe em Alvalade o Famalicão, às 20h30. Na conferência de imprensa da antevisão ao jogo, Rui Borges, o técnico dos Leões, também falou desta polêmica. Diz que há coisas que não se podem ignorar.
Independentemente de ter sido ou não ter sido um grande jogo naquilo que era a parte de gols, talvez, porque o jogo tem muitas nuances, deve-se valorizar muito mais isso. Agora, também concordo que não se deve relativizar aquilo que se passou, ou algumas coisas que se passaram, porque parece que estamos a voltar ao século passado e não. Estamos em 2026, acho que não se deve relativizar isso. Agora, não vou entrar nessa luta, muito mais focado naquilo que é tentar valorizar o futebol em si.
Os treinadores do Sporting e do Porto na antevisão dos jogos de hoje para a jornada 22 do campeonato. Dois jogos que pode acompanhar com relato e análise aqui na Rádio Observador. É o ponto final no Jornal das Seis, a informação regressa pelas 18h30.