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As notícias com Nadine Soares.
Bom dia. Começamos com o caso TAP. Três anos depois do despedimento da TAP, a ex-CEO da companhia aérea ainda está à espera que o caso seja encerrado. Christine Ourmières-Widener diz ter sido usada como escudo político e bode expiatório pelo governo de António Costa. Em entrevista ao Observador, a ex-CEO da transportadora aérea insiste que o atual governo só pode pensar na privatização da TAP por causa do trabalho que fez à frente da empresa. Queixa-se, por isso, de injustiça.
"Vejo-me como um bode expiatório ou escudo político numa situação que nada teve a ver com a minha performance. Entreguei os melhores resultados da história da empresa. Fizemos coisas muito difíceis durante o meu mandato na TAP, mudanças e transformações que eram pré-requisito para qualquer privatização que hoje é possível. Isso só foi possível porque fizemos coisas difíceis, como a resolução da situação da Green Force e da manutenção no Brasil, dois dossiês prioritários para o governo antes de qualquer privatização." Christine Ourmières-Widener liderou a companhia aérea portuguesa desde junho de 2021 até ao despedimento, dois anos depois, em março de 2023. A antiga CEO da TAP confessa que, depois da pandemia da Covid-19, a situação da companhia aérea estava muito frágil. A situação era extremamente difícil, havia muitos problemas para resolver, crises em quase todos os departamentos. Estávamos a sair da Covid e a empresa estava praticamente a colapsar. Era uma questão de sobrevivência. E quando se está em modo de sobrevivência, a prioridade é pagar salário dos trabalhadores, pagar combustível. Se não se paga o combustível, não se voa. Era realmente sobreviver. Christine Ourmières-Widener, em entrevista exclusiva às jornalistas do Observador, Ana Suspiro e Alexandra Machado, faz manchete no Observador a esta hora. Olhamos ainda para o estado do tempo. Oito distritos do Norte e Centro de Portugal continental vão estar hoje sob aviso amarelo por causa do vento forte. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera deixa sob alerta vários distritos. São eles: Bragança, Viseu, Porto, também Guarda, Vila Real, Viana do Castelo e ainda Castelo Branco e Braga. Nestas regiões, são esperadas rajadas de vento forte, que podem chegar aos 70 km/h ou até aos 95. Nas terras altas, o alerta entra em vigor às 9h00, mantém-se até, pelo menos, às 18h00. E o governo mostra-se disponível para rever o teto máximo de €400 mil nos apoios à agricultura. Disponibilidade manifestada pelo ministro José Manuel Fernandes, que admite que a dimensão dos estragos será muito superior a 4,5 bilhões de euros relacionados ao mau tempo. Vamos ouvir essas declarações.
Eu vou procurar rever isso e esse limite. No entanto, como eu disse, o montante desta tragédia, chamemos assim, é brutal e, por isso, nós socorremo-nos de todos os fundos possíveis, do fundo de solidariedade, que há de vir também para os equipamentos, mas para equipamentos, sobretudo, públicos, mas também da reserva agrícola, que nós já pedimos para acionar.
O ministro José Manuel Fernandes admite até que os apoios nunca vão ser suficientes para fazer face à quantidade de danos provocados pelas tempestades.
Há explorações onde o prejuízo é, por exemplo, de €5 milhões. O montante de €400 mil é injusto, mas o montante de 1 milhão também há de ser. Um montante de 1,5 milhão também há de ser injusto e o de 2 milhões. Portanto, nós teremos de também olhar para as tipologias, para os estragos e vamos acudir da forma que estamos a acudir o mais rapidamente possível e era impossível fazer mais rápido.
O ministro da Agricultura, que reconhece que o limite atualmente previsto não é justo para muitas das explorações afetadas, mas lembra que o dinheiro é finito e os recursos também. A União Europeia promete uma ação urgente de apoio a Portugal depois da destruição provocada pelas cheias. É o que garante o comissário europeu da Agricultura e Alimentação, que indica, no entanto, que o apoio europeu vai chegar este ano, mas sem adiantar uma data. O comissário avisa também que a reserva agrícola de 450 milhões de euros não é suficiente para responder à dimensão dos prejuízos.
"É de partir o coração quando vemos a vida das pessoas destruída. Temos de mobilizar os mecanismos europeus e internacionais para ajudá-las a regressar ainda mais fortes. É importante, no futuro, pensarmos nos sistemas de seguros, porque a maioria dos agricultores não os têm, não investe nisso. Com estes eventos climáticos, que vão ser cada vez mais frequentes, temos de nos precaver e ajudar os agricultores."
Christophe Hansen visitou várias zonas afetadas pelas cheias, acompanhado pelo ministro da Agricultura. Adiantou que é necessário ponderar sobre outros instrumentos de apoio, como o Fundo Social Europeu. E vai manter-se a isenção de portagens na região de Leiria, mas sem a ajuda do governo para suportar os custos, a responsabilidade passa a ser das autarquias. É uma decisão da Comunidade Intermunicipal de Leiria, quando ainda ontem o secretário de Estado da Proteção Civil entendeu que o período crítico da tempestade já passou e, portanto, deixou de fazer sentido manter esse apoio. Falamos de troços da A8 e A19, que são fundamentais para a deslocação dos cidadãos entre as várias localidades em Leiria. Viramos a página para a atualidade internacional. António Guterres apela à solidariedade e ao fim das divisões no início do Ramadão. Foi através de um vídeo publicado nas redes sociais que o secretário-geral da ONU deixa esta mensagem e assinalou o início do mês do Ramadão com um apelo à superação das divisões, ao reforço da ajuda humanitária, num tempo em que é necessário paz e esperança.
"Do Afeganistão ao Iémen, de Gaza ao Sudão e além, as pessoas sofrem os horrores do conflito, da fome, da deslocação, da discriminação e muito mais. Vamos dar ouvidos à mensagem duradoura do Ramadão, para levar ajuda e esperança àqueles que sofrem e salvaguardar os direitos e dignidade de todos. Que este mês sagrado nos inspire a trabalhar em conjunto para construir um mundo mais pacífico e justo para todos."
António Guterres, que defende que esta mensagem do Ramadão deve servir como um guia num contexto internacional marcado por dificuldades e divisões. Por isso, espera que possa também servir de inspiração para uma ação coletiva e global. Oitenta e cinco países da ONU condenam as medidas expansionistas de Israel na Cisjordânia, entre eles está Portugal. Condenam veementemente as decisões e medidas unilaterais de Israel, que visam expandir a presença ilegal do país na Cisjordânia, o que diz nesta declaração. Os Estados-membros acrescentam que estas decisões são contrárias às obrigações de Israel face ao direito internacional e devem ser imediatamente revertidas. Os signatários reafirmaram o compromisso de tomarem medidas concretas para ajudar a concretizar o direito do povo palestiniano à autodeterminação e para combater a política ilegal de colonatos no território palestiniano ocupado. E olhamos ainda para o desporto. O Benfica perdeu ontem à noite por 1 x 0 frente ao Real Madrid, no Estádio da Luz. O único gol da partida foi marcado pelo brasileiro Vinicius Júnior aos 50 minutos, já na segunda metade do jogo, na primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Na flash interview, José Mourinho, técnico das Águias, considera que a equipa da Luz se perdeu ao longo da partida.
Nós entramos bem, eu diria mesmo muito bem. E depois começamos a perder demasiadas bolas. Eles começaram a sair com perigo ainda na primeira parte e depois acho que a seguir ao gol, o jogo passou a ser mais instabilidade e emoção do que propriamente jogo, cérebro e controle. E depois foi um jogo já sem o brilho que eu acho que a primeira parte teve.
Já Álvaro Arbeloa, treinador do Real Madrid, diz que venceu a estratégia e, sobretudo, o espírito de equipa.
Bom, acho que fomos um time muito mais sólido. Estivemos muito mais juntos, atacamos muito juntos, defendemos também muito juntos. Foi um jogo onde colocamos muito esforço por parte de todos, muita mentalidade de equipe, muito companheirismo. Acho que também atacamos melhor, mais organizados e, no final, é uma questão de quando se organiza melhor, tanto para atacar quanto para defender, nos dá um resultado como este.
O encontro da segunda mão está marcado para 25 de fevereiro, no Estádio Santiago Bernabéu. Este encontro fica ainda marcado pelas acusações de Vinicius Júnior. O jogador do Real Madrid alega ter sido alvo de comentários racistas por parte do adversário encarnado, Prestianni. O jogo foi interrompido durante quase 10 minutos. O Benfica, entretanto, já saiu em defesa de Prestianni. Numa publicação nas redes sociais, o Clube das Águias mostra-se solidário com o jogador. O argentino, que também já tinha negado ter proferido qualquer comentário racista contra Vinicius Júnior nas redes sociais, Prestianni, garante que jamais fez comentários desse teor, jamais foi racista, são as declarações do jogador encarnado, Prestianni. E é com o desporto que encerramos este noticiário. Voltamos a atualizar a informação às 18h30, mas para já, deixe-se ficar. Já a seguir, conferência de imprensa.