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Bom dia, eu sou a Teresa Freire. São 6 da manhã, hora de atualizar a informação. Arranca hoje o 32º Congresso do CDS-PP em Alcobaça. Nuno Melo é candidato a um terceiro mandato consecutivo. O presidente do partido tem como único adversário o antigo deputado Nuno Correia e Silva, num congresso que ainda vai ter mais duas moções de estratégia global a ir a votos e em que vai ser debatido o papel do CDS dentro da coligação com o PSD. Vasco Maldonado Correia.
Com várias figuras históricas do partido ausentes e sem a presença confirmada de nenhum dos antigos líderes, arranca este fim de semana a reunião magna do CDS em Alcobaça, a votos. E pela terceira vez vai o presidente do partido, Nuno Melo, sem exercícios eleitorais à vista, quer aproveitar a continuidade para que os centristas possam ganhar músculo. Como adversário na corrida vai ter Nuno Correia e Silva, antigo deputado e dirigente do partido nos tempos de Manuel Monteiro, é hoje conselheiro nacional, defende que a coligação com o PSD se deve manter, mas não por sacrifício das ideias. Considera que o partido tem estado diluído na Aliança Democrática e que não se nota a influência na governação. Há ainda outras duas moções de estratégia global que vão a votos no Congresso. Uma delas é apresentada pela Juventude Popular, que defende que o CDS deve afirmar um projeto político próprio e concorrer sozinho nas próximas eleições legislativas. A outra por Hugo Gonçalves, vogal da Comissão Política, que garante apenas querer contribuir para o futuro do partido, sem rupturas com a atual direção. Nota ainda para a alteração dos estatutos, que é pretendida por Nuno Melo. O Tribunal Constitucional chumbou a última versão da proposta, mas o presidente do partido volta a propor que dirigentes apoiantes de listas concorrentes possam ser suspensos.
Vasco Maldonado Correia, quanto à visão do Congresso do CDS-PP, que arranca na manhã deste sábado. O presidente do Tribunal Constitucional garante que a renúncia ao cargo não está relacionada com estratégias político-partidárias. O presidente, desde abril de 2023, comunicou na terça-feira que decidiu renunciar às funções de juiz e de presidente do TC, com efeitos a partir da posse do substituto. Falou de razões pessoais e institucionais. André Ventura sugeriu logo que a renúncia aconteceu por pressão do Partido Socialista. Ontem à noite, em entrevista à RTP, José João Abrantes esclareceu que não foi pressionado a abandonar o cargo.
Não, não fui pressionado. A minha decisão nada teve a ver, como digo no comunicado, com quaisquer outras circunstâncias, designadamente com questões e com estratégias político-partidárias ou com coisas que se passaram no Parlamento, entretanto.
Mas teve contactos com os partidos?
Não.
José João Abrantes, que voltou ainda a frisar que desde que assumiu o cargo, que garante que a duração seria para completar o mandato do seu antecessor, que terminaria na segunda metade de 2025. O juiz explica que o prolongamento do mandato deveu-se à atual situação do país.
Achei que o momento que escolhi para a renúncia foi o momento mais adequado à defesa dos interesses do tribunal, que aliás, como digo, e têm sido sempre essas as minhas preocupações, assegurar os interesses do tribunal. Eu tinha já anunciado aos meus colegas que sairia logo que houvesse condições, que estivessem as condições reunidas.
José João Abrantes, em entrevista no programa semanário de António José Teixeira na RTP. O secretário-geral do Partido Socialista diz ter provas de que o governo aumentou os impostos para os combustíveis. José Luís Carneiro diz que vai apresentá-las no Parlamento.
Achei que o-
Não é a instituição, peço desculpa.
Tenho prova, que irei exibir na Assembleia da República, de que o governo aumentou os impostos sobre os combustíveis. Nós afirmámo-lo na Assembleia da República, o primeiro-ministro desmentiu. Agora há dados oficiais que comprovam que aumentaram os impostos sobre os combustíveis em relação ao tempo em que assumiram funções governativas.
José Luís Carneiro, que voltou a falar da reforma laboral, reitera que o Partido Socialista vai votar contra e esclareceu a posição que transmitiu ao primeiro-ministro na reunião desta semana.
A proposta de leis laborais do governo ofende os mais jovens, ofende os trabalhadores mais vulneráveis, ofende as mulheres trabalhadoras. Ela é ofensiva para as famílias, porque ela cria dificuldades à compatibilização da vida pessoal com a vida profissional. E aquilo que eu disse ao primeiro-ministro é que a proposta, entrando nesses termos na Assembleia da República, terá o voto contra do PS na generalidade.
José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, em declarações ontem à tarde em Coimbra. Na atualidade internacional, Donald Trump volta a afirmar que as Forças Armadas dos Estados Unidos têm capacidade para destruir as infraestruturas iranianas em 48 horas. Em entrevista à noite passada à Fox News, o presidente norte-americano garante que tem a capacidade de destruir todas as pontes e todas as redes elétricas. Donald Trump diz ainda que o Irão não tem qualquer tipo de influência a nível global. Noutra linha, o líder norte-americano está convicto de que conseguirá trazer o governo cubano para o lado de Washington. O diretor da CIA esteve de visita a Havana, a capital de Cuba, e no balanço, em entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos foi questionado sobre se Cuba se aliava aos Estados Unidos e não à China. Donald Trump disse que acredita que lhes consegue dar a volta.E voltamos ao Irão, porque alertaram os Estados Unidos para os custos económicos crescentes provocados por uma guerra por escolha contra o Irão. É a expressão usada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano na rede social X. Afirma que o verdadeiro problema vai começar quando a dívida e as taxas das hipotecas nos Estados Unidos começarem a disparar. O ministro relembra o aumento dos preços nos mais diversos setores para dizer que tudo isto poderia ser evitado. E fechamos com o futebol. Hoje termina a primeira liga portuguesa desta época, com os três grandes a entrar em campo. O Porto já garantiu a vitória esta época. Já o Sporting e o Benfica competem pelo segundo lugar e pelo acesso à Liga dos Campeões. O Sporting recebe o Gil Vicente às 20h30. Rui Borges garante que o objetivo é Champions e o segundo lugar na liga, mas sabe que não vai ser fácil derrotar a equipa de Barcelos.
Estão a fazer uma grande época e amanhã não deixarão de ser o Gil que tem sido. É uma equipa que gosta de ter bola também, que tem o processo bem definido, muito forte no um para um, nos corredores, alas. É uma equipa muito forte também em cruzamento, é das mais eficazes também em zonas de cruzamento. Equipa que tem alguns gols fora da área, por isso é uma equipa muito boa e que está a fazer uma grande época.
Rui Borges, na antevisão ao último jogo para a primeira liga portuguesa e à mesma hora, às 20h30, começa a jogar o Benfica também. José Mourinho acredita numa vitória frente ao Estoril, mas sabe que pode não ser suficiente para levar as Águias à Liga dos Campeões na próxima época.
Acredito que podemos ganhar ao Estoril, como acreditava que podíamos ganhar ao Famalicão, como acreditava que podíamos ganhar ao Braga. Nos dois jogos fizemos tudo para ganhar. Só não ganhámos porque não aconteceu um milagre. Acredito que vamos fazer outro bom jogo contra o Estoril, que é uma equipa difícil, mas acredito que vamos fazer outro bom jogo e que vamos jogar o suficiente para ganhar. Depois há o outro jogo, como na semana passada houve outro jogo em Vila do Conde e não vai ser fácil.
José Mourinho, na antevisão ao jogo na casa do Estoril. O Porto recebe o Santa Clara às 15h30. Já o Estoril-Benfica e o Sporting-Gil Vicente arrancam às 20h30. Pode acompanhar os três jogos aqui na Rádio Observador, com relato e comentário. A notícia de fecho deste jornal. A informação está de volta às 18h30, com a síntese de notícias.