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As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Muito bom dia. Começamos pela atualidade internacional. Donald Trump decidiu cancelar uma ofensiva que estaria prevista para o Irão depois de, nos últimos dias, ter voltado a ameaçar atingir a República Islâmica com muita força. Anúncio feito pelo próprio, numa publicação na rede social Truth Social. O presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos e Israel concordaram em suspender os novos ataques previstos, a pedido do Irão e de outros países da região. Ainda assim, Trump insiste que Washington está preparado para atingir Teerão com níveis de força e poder nunca antes vistos. É um recuo que acontece num fim de semana que ficou marcado por inúmeras notícias sobre uma eventual nova vaga de ataques norte-americanos e com fontes do governo dos Estados Unidos a sublinhar que a ofensiva poderia ser lançada nos próximos dias. Já na noite deste sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano prometeu uma resposta decisiva se o plano se concretizasse. E na Faixa de Gaza, novos ataques das forças israelitas provocaram pelo menos oito mortes durante a madrugada. A informação é avançada pela Defesa Civil Palestiniana, que dá conta de vários edifícios residenciais atingidos durante a noite. Esta nova ofensiva surge já depois do anúncio feito pelo presidente norte-americano sobre um acordo para o desarmamento total do Hamas e a retirada das forças israelitas do território palestiniano. Mudamos de tema e olhamos para a crise migratória no enclave espanhol de Ceuta. O governo português apoia a realização de uma reunião de emergência dos ministros do Interior da União Europeia para discutir a situação em Ceuta. Numa publicação na rede social X, Luís Montenegro escreve que o encontro vai servir para tratar a grave crise migratória na cidade autónoma espanhola e sublinha ainda o que entende ser o caminho certo para agir a imigração: uma política rigorosa de regulação e humanismo no acolhimento e no retorno, também a cooperação e o acompanhamento permanentes nos países de origem. Portugal faz-se então representar na reunião da próxima terça-feira, que vai decorrer por videochamada, com o ministro da Administração Interna, Luís Neves. Entretanto, as autoridades espanholas garantem que o fluxo migratório foi estancado já durante a última noite e que a maioria dos migrantes já regressou a solo marroquino. Lembrar também que há a registar pelo menos 68 mortes entre os migrantes que tentavam chegar ao enclave a nado. O rei de Espanha demonstrou este sábado a indignação pelos acontecimentos em Ceuta e pediu ao Estado espanhol para evitar que este cenário se repita. Felipe VI reagiu esta tarde de sábado aos acontecimentos dos últimos dias referentes à crise migratória causada pela entrada ilegal de milhares de cidadãos marroquinos naquele território espanhol. O rei espanhol diz também ter estado em contacto com os presidentes de Ceuta e Melila e lembrou ainda ao governo que o Estado deve zelar pela segurança destas duas cidades espanholas no norte de África. Já do outro lado da fronteira, a situação é acompanhada por várias ONGs, que afirmam que pelo menos 100 mil pessoas tentaram atravessar a fronteira. Duas ONGs marroquinas de direitos humanos emitiram comunicados este sábado, nos quais atiram as culpas para Rabat, uma delas o Observatório do Norte dos Direitos Humanos em Marrocos, que estima, com base em avaliações preliminares, que pelo menos 100 mil pessoas provenientes de diferentes regiões do país tentaram atravessar a fronteira, sendo que dessas apenas 60 mil conseguiram de facto fazê-lo com sucesso. O Observatório realça ainda a inação das forças de segurança marroquinas para impedir estas migrações. Já a Associação Marroquina dos Direitos Humanos lançou também um comunicado este sábado, uma nota onde expressa que esta crise reflete o bloqueio do horizonte social no país e evidencia a incapacidade do Estado marroquino de garantir o mínimo de dignidade humana à população. Esta mesma organização também acusa Rabat de instrumentalizar a migração para fins políticos, considerando que criou as condições catastróficas que levaram a esse deslocamento em massa, semelhante ao que acontece em zonas de guerra e conflitos armados. A associação exige também a abertura de uma investigação séria e independente. No desporto, o Futebol Clube do Porto vence a Supertaça número 25 da história. A equipa dos azuis e brancos venceu este sábado o Torriense por uma bola a zero, com o gol de Viktor Froholdt, e começa assim a época a vencer. No final da partida, o treinador dos azuis e brancos, Francesco Farioli, admite que a vitória não foi fácil.

"Foi uma partida muito difícil. Mérito total ao Torriense pela organização e pela qualidade de muitos jogadores. É uma equipa muito física, que complicou bastante a nossa vida, mas era importante vencer e conseguimos. Agora temos algumas horas para comemorar e depois foco total na próxima semana e no início do campeonato."

Declarações do treinador do Porto à Sport TV. Já o técnico do Torriense, Luís Trailhão, diz que apesar da derrota, sai orgulhoso do jogo.

Fazer o jogo que fizemos aqui hoje enche-me de orgulho. Fico muito entusiasmado também para o que aí vem. Por outro lado, já estou começado habituado a ganhar taças, e sentir que ficamos tão perto. Não existem vitórias morais, mas há aqui um sentimento agridoce. Muito orgulhoso pelo que fizemos em campo Acho que o Futebol Clube do Porto e nós tivemos quase o mesmo número de oportunidades. Não tenho a estatística, mas sentimos que estivemos muito próximos de marcar. Obviamente, estamos hoje com uma equipa de um poderio fantástico, uma intensidade brutal, mas honestamente, hoje, acho que pelo menos era justo irmos para o prolongamento.

Declarações à Sport TV do treinador do Torquense depois da derrota na Supertaça Cândido de Oliveira por uma bola a zero frente ao Futebol Clube do Porto. A partida, que marca o arranque oficial da temporada 2026-2027, decorreu nesta noite de sábado no Estádio da Cidade de Coimbra. As autarquias que foram afetadas pelas tempestades do início do ano podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal. Anúncio feito pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial. O fundo vai financiar até 60% da reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas devem ser apresentadas até ao final do mês de novembro e o governo revela ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos. Este é um apoio também que surge numa altura em que há pelo menos 25 pessoas desalojadas e estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria, com as câmaras municipais ainda a alertarem para a falta de apoio ou atrasos no processo. Teresa Freire.

Seis meses depois, ainda há pelo menos 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristina, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios da Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários.

A jornalista Teresa Freire, com o balanço feito pela Agência Lusa dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades que provocou danos na zona centro do país há cerca de seis meses. E a fechar, o distrito de Faro e o arquipélago da Madeira continuam este domingo sob aviso amarelo devido ao calor intenso. De acordo com o Instituto do Mar e da Atmosfera, os valores elevados das temperaturas máximas vão sentir-se, sobretudo no interior, e mantêm-se até às 21h. Para o distrito de Faro, as previsões apontam para os 34°C de máxima este domingo. E é o ponto final neste jornal das 06h. O Essencial das Notícias está de regresso às 06:30 da manhã, em formato de síntese. Até já!