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São seis horas. As notícias com Carlos Pedro. Bom dia, Jornal das Seis na Rádio Observador. É votada hoje na Assembleia da República a moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega. Já tem o chumbo pré-anunciado, o PS vai abster-se na votação. O Observador sabe que a proposta foi feita por José Luís Carneiro no início da reunião da direção socialista. Fontes que estiveram presentes no encontro referem que o líder do PS fez vários contactos durante o dia e chegou à reunião já com a decisão tomada. O Observador sabe também que nenhum socialista discordou da decisão, apesar de haver dirigentes que defendiam o voto contra para o PS se demarcar da extrema-direita. A moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega é debatida em plenário esta tarde no Parlamento, a partir das 15h. Em causa estão as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna. É, de resto, a terceira vez que Luís Montenegro enfrenta uma moção de censura, uma iniciativa que já foi rejeitada pelo Parlamento Português em 35 ocasiões. Apenas no ano de 1987 foi aprovada uma moção de censura. A discussão de hoje pode ser acompanhada na Rádio Observador a partir das 15h. Antes disso, esta manhã, Luís Neves é ouvido em audição regimental no Parlamento. O ministro deve prestar esclarecimentos sobre as recentes polémicas em que esteve envolvido, relativas ao período em que era diretor nacional da PJ. Ainda assim, Hugo Soares diz que o ministro já deu todas as explicações e espera que o foco da audição seja o trabalho feito na tutela da pasta.

Espero que possa falar sobre o aeroporto de Lisboa e aquilo que se fez no aeroporto de Lisboa, que acabou com o caos no aeroporto de Lisboa. Aquilo que está a fazer no combate aos incêndios, cujos resultados estão hoje à vista. É isso que eu espero que seja a audição do ministro da Administração Interna, porque, no mais, todas as explicações ele já deu. Temos é um problema todos. Uns querem ouvir, outros não querem.

O secretário-geral do PSD considera ainda que a moção de censura ao Governo serve apenas para alimentar o ego de André Ventura.

Esta moção de censura é tão estranha como a quantidade de entrevistas que o deputado André Ventura deu nas últimas semanas, mas é precisamente para isso que ela serve. Vejo bem, na semana passada, eu creio que o deputado André Ventura deve ter dado três, quatro entrevistas. Hoje dará mais uma, amanhã provavelmente dará outra. E nós andamos a alimentar o ego do deputado André Ventura, em vez de nos focarmos naquilo que verdadeiramente interessa.

Hugo Soares, também líder parlamentar do PSD, dizer que a moção de censura caiu de Marte sem motivo. Também vai poder ouvir a audição do ministro Luís Neves aqui na Rádio Observador pelas 10 da manhã. E no dia em que subiram os preços dos combustíveis, o Governo garante que não está a lucrar com a crise energética. A ministra do Ambiente e da Energia convocou, na tarde de ontem, uma conferência de imprensa para deixar claro que o Executivo tem sido alvo de críticas injustas. Em causa, as críticas do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que tem acusado o Governo de lucrar com o aumento dos preços dos combustíveis. Maria da Graça Carvalho diz que o líder socialista está a basear-se nos números errados.

As afirmações do senhor secretário-geral do Partido Socialista, doutor José Luís Carneiro, quando afirma que o Governo está a lucrar com a crise, resultam de se estar a referir a um referencial completamente diferente. Não estamos a comparar duas realidades comparáveis. O doutor José Luís Carneiro está-se a referir aos impostos arrecadados em 2024 e 2025, tal como nós poderíamos nos referir aos impostos arrecadados pelo Partido Socialista nos seus anos de governação. Todo o valor arrecadado com o aumento do IVA foi usado para abater no ISP, cerca de € 700 milhões.

A ministra do Ambiente admite que Portugal não ficou imune à subida histórica dos preços dos combustíveis. No entanto, sublinha que o país está em consonância com os aumentos em toda a Europa.

O preço dos combustíveis em Portugal está em linha com os preços dos combustíveis no resto da Europa e o aumento de preços que sofremos está até ligeiramente abaixo da média dos países da União Europeia. Espanha, invariavelmente citada como termo de comparação, é uma exceção a nível europeu. A diferença de preços que temos com Espanha é a mesma que Espanha tem com França.

E para combater estas subidas dos preços, o Governo adotou medidas como o desconto extraordinário do ISP, sempre que o aumento ultrapasse os € 0,10. A situação está também a ser acompanhada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, a quem o Governo quer dar mais poderes, nomeadamente sancionatórios. Anúncio também feito pela ministra do Ambiente ontem à tarde. Continuamos na política para falar de sondagens, esta com a AD atrás de PS e Chega. A sondagem semanal da TVI e CNN Portugal coloca o Partido Socialista a liderar as intenções de voto com 27,9%. Logo atrás, mas bastante perto, aparece o Chega com 27,1% das intenções de voto. A AD aparece em terceiro com 25,7%. Ainda assim, e como a margem de erro é de aproximadamente 3,5%, as três maiores forças políticas seguem em empate técnico. De acordo com este estudo, apenas 35% avaliam positivamente o trabalho do Executivo de Luís Montenegro. Quanto às avaliações dos governantes, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, é a governante mais impopular da sondagem. Luís Neves, o ministro da Administração Interna, aparece em segundo lugar. Quanto a Fernando Alexandre, ministro da Educação, as opiniões dividem-se: 45% defende a continuidade, 47% não defende a continuidade de Fernando Alexandre. Os ministros das Finanças, do Ambiente e dos Negócios Estrangeiros são, por outro lado, os mais populares deste Executivo. Os Açores assinalam hoje os 50 anos do governo regional com uma cerimônia no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, o mesmo local onde o primeiro executivo de Mota Amaral tomou posse a 8 de setembro de 1976. O arquipélago teve as suas primeiras eleições regionais em junho de 1976, com 43 assentos na Assembleia Legislativa. O então PPD obteve maioria absoluta com 53,83% dos votos e, consequentemente, 27 deputados. Nessa eleição, o PS teve 14 mandatos e o CDS, dois. João Mota Amaral e a sua equipa tomaram posse quatro dias depois da sessão inaugural do Parlamento das Novilhas e completaram assim o ciclo fundador da autonomia regional nos Açores. Esta terça-feira é também dia de Liga dos Campeões. O Futebol Clube do Porto recebe o Manchester City no Estádio do Dragão. O técnico portista, Francesco Farioli, considera que as ausências de peças importantes como Fran Holt e Bednarek constituem uma oportunidade para o resto do grupo se afirmar. São baixas de peso para a estreia dos Dragões na fase de liga da prova milionária, três temporadas depois da última participação, ainda no antigo formato. Na antevisão da partida, Farioli afirma que quem entrar em campo vai mostrar o que vale e cumprir o objetivo.

"We speak about the desire to be there with everybody. Unfortunately, this is not going to be possible."

"Infelizmente, não temos toda a gente por diferentes razões, mas é uma oportunidade para o resto do grupo mostrar o que vale nos maiores palcos e para dar uma resposta ao trabalho que colocam sempre em campo. É uma oportunidade para o grupo minimizar estas ausências e cumprir o objetivo para amanhã."

"To react properly to this absence and to try to minimize this one and to do a great performance that is the target that we have for tomorrow."

O treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, em conferência de imprensa. Falou também o capitão dos azuis e brancos, Diogo Costa, que admitiu ontem a possibilidade de ficar toda a carreira no Futebol Clube do Porto. Se assim for, será feliz, disse o capitão dos Dragões. Futebol Clube do Porto e City para ouvir aqui na Rádio Observador a partir das 20h, para acompanhar numa emissão especial. É o ponto final neste jornal das 18h. A informação regressa com a síntese das 18h30.