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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.
Bom dia, Jornal das Seis na Rádio Observador. O PS diz que o prolongamento do apoio ao gasóleo agrícola é o governo a dar com uma mão e a tirar com as duas. O governo aprovou ontem, em Conselho de Ministros, o prolongamento dos apoios ao gasóleo agrícola até o final do ano, bem como ajudas ao setor da pesca. José Luís Carneiro tem críticas a apontar à medida do executivo.
O governo dá com uma mão, mas tem vindo a tirar com as duas. Entre aquilo que dá e que tira, o governo fica ainda com €400 milhões nos cofres do Estado. Estou a falar de €600 milhões de receita do IVA só este ano, não previstos na proposta do Orçamento do Estado para 2026, e estou a falar de um aumento de €600 milhões, que resultam do aumento dos impostos sobre os combustíveis, adotada em 2024 e também adotada em 2025.
Secretário-geral do PS no Porto, à margem da apresentação de um livro do antigo deputado Renato Sampaio, já sobre a proposta do PS para baixar o IVA nos combustíveis no próximo Orçamento do Estado. José Luís Carneiro quer ver para crer e disse aguardar pela proposta que será apresentada pelo governo em outubro. E o ministro da Economia e Coesão Territorial abre a porta a novos apoios no combustível para mais setores. Depois de ter sido revelado ontem o prolongamento dos apoios ao gasóleo agrícola, o ministro Manuel Castro Almeida diz que prevê alargar esta ajuda.
O valor que nós estamos neste momento a pagar, que o Estado está a apoiar os consumidores, são 23 cêntimos. No caso hoje dos agricultores, foram mais 10 cêntimos. E está previsto que brevemente, nos próximos dias, serão detalhados apoios também para outros setores, o caso de bombeiros, táxis, transportadores profissionais.
Castro Almeida a prometer para breve mais apoios a mais setores. Declarações do ministro da Economia no final de uma visita às obras de reabilitação do Coliseu do Porto. Ainda no mesmo tema, a ministra do Ambiente e Energia volta a afastar a ideia de fixar o preço dos combustíveis. Maria da Graça Carvalho diz que, por causa das disrupções que a medida causa no mercado, deve ser tomada apenas em último recurso.
A fixação de preços é um último recurso, é um último caso. É interferir no mercado e tem sempre consequências terríveis nos investimentos, nos vários atores do mercado. E, portanto, é algo a evitar e que só deve ser usado, que está à disponibilidade do governo, mas que só deve ser usado em casos extremos.
Estamos perto desse caso extremo, senhora ministra?
Não, ainda não.
A ministra do Ambiente, em entrevista ontem à CNN Portugal, Maria da Graça Carvalho falou também sobre o futuro da refinaria de Sines, com a fusão da Galp com a Mof. Garante que o governo está a acompanhar a situação. A ministra garante ainda que os detalhes da operação financeira da compra da posição do Estado na REN serão revelados pelo Ministério das Finanças em tempo oportuno. O Chega quer ouvir o diretor nacional da Polícia Judiciária no Parlamento. André Ventura pede esclarecimentos sobre as informações dadas à ministra da Justiça em relação aos custos de destruição dos químicos que estavam no polêmico atrelado enviado para a Construbarcelos. A ministra Rita Alarcão Judice deu ontem a entender que transmitiu informações erradas ao grupo parlamentar do Chega por ter recebido dados incorretos por parte da PJ. André Ventura quer esclarecer o caso e acusa a ministra de estar a sacudir responsabilidades.
Eu queria apelar ao senhor diretor da Polícia Judiciária, queria apelar que venha ao Parlamento, porque é do interesse da polícia acabar com esta tentativa de a enlamear e de lançar suspeitas sobre ela, quando essas suspeitas recaem sobre os políticos que a tutelam ou que tutelaram. É esse o apelo que quero deixar hoje. É esse o apelo que quero fazer. Este requerimento já deu entrada no Parlamento para que seja ouvido com urgência ao senhor diretor da Polícia Judiciária e possam ser colocadas as questões que, de uma vez por todas, permitam esclarecer isto.
Para o líder do Chega, alguém está a mentir, ou a ministra ou o diretor da Polícia Judiciária. André Ventura considera que o mais provável é que seja mesmo Rita Alarcão Judice quem está a faltar à verdade.
Hoje, a senhora ministra da Justiça, o que disse, basicamente, foi que não mentiu ao Parlamento para encobrir o seu colega, ministro da Administração Interna. Mentiu porque a Polícia Judiciária mentiu a ela. Ou seja, a Polícia Judiciária lhe transmitiu informação deliberadamente falsa. Temos todas as condições para suspeitar que é o contrário. A ministra da Justiça mentiu ao Parlamento para encobrir o seu colega da Administração Interna. É mais razoável essa suspeita do que a suspeita de que a Polícia Judiciária tenha mentido à senhora ministra da Justiça.
André Ventura ontem em declarações nos Passos Perdidos da Assembleia da República, o requerimento do Chega para ouvir o diretor nacional da PJ já avançou. Ventura quer que aconteça à porta aberta. Falamos agora da polémica com os acessos ao curso de Medicina da Universidade do Porto. Um ano depois, sabe-se agora que 11 membros da faculdade foram alvo de um processo disciplinar, incluindo o diretor. O caso remonta a setembro do ano passado. O reitor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto denunciou ao Expresso que recebeu pressões de pessoas influentes para deixar entrar alunos no curso sem nota. O Ministério da Educação negou, mas certo é que o Ministério Público abriu o inquérito, a própria faculdade também decidiu investigar o caso. Este é o tema do ontem para o caso da Rádio Observador e Miguel Pina Andrade, são várias as novidades em torno desta polémica.
O inquérito interno da Faculdade de Medicina foi aberto logo em setembro de 2025, quando a polémica surgiu. Já o relatório final foi só entregue mais recentemente, em julho deste ano. A Rádio Observador teve acesso às conclusões e salta à vista que foi instaurado um processo de inquérito disciplinar aos factos, que resultou depois num outro processo disciplinar a um total de 11 membros da Faculdade de Medicina. Falamos de oito docentes, incluindo o diretor Altamiro da Costa Pereira, e três técnicos. No caso do diretor, foi alvo de uma sanção de suspensão pelo período de 45 dias, suspensa na execução durante um ano. No caso de três funcionários e dois docentes, o processo foi arquivado. São informações avançadas à Rádio Observador por fonte oficial da Reitoria da Universidade do Porto. Já quanto ao inquérito aberto pelo Ministério Público, continua em fase de investigação e está em segredo de justiça. É o que dá conta fonte oficial da instituição à Rádio Observador. Os alunos visados acabaram mesmo por não entrar no curso de Medicina da Faculdade do Porto. O então reitor da instituição, António Sousa Pereira, decidiu não homologar a lista de 30 candidatos.
Miguel Pina Andrade, a recordar este caso do acesso ao curso de Medicina na Universidade do Porto, com alegadas pressões denunciadas pelo reitor. O ministro da Educação negou sempre e acusou António Sousa Pereira de estar a mentir. Este é o tema de ontem para o caso da Rádio Observador, para ouvir na íntegra depois do jornal das 17h de política de hoje. No desporto, olhamos para a Liga dos Campeões. O Sporting venceu o Galatasaray em Alvalade por 3x1, na primeira jornada da fase de Liga dos Campeões. Os Leões entraram a perder aos cinco minutos com o autogolo de Gonçalo Inácio. Genk Atam deu depois o empate ao Sporting ainda na primeira parte. Já no segundo tempo, Luiz Suárez primeiro e depois Rodrigo Salazar, de livre direto, marcaram para a equipe de Rui Borges, que desvalorizou o gol sofrido, mas trouxe feliz pela prestação do conjunto verde e branco.
Acabaram por fazer um 1x0 num gol de esquema tático, digamos, num lançamento, com alguma sorte também. Mas depois disso, também tivemos algumas dificuldades de conseguir ligar o jogo em alguns momentos, nos primeiros 25 minutos, principalmente. Depois fomos conseguindo igualar o jogo. Uma segunda parte onde fomos melhores, mais intensos, mais competitivos, mais fortes em duelos que tínhamos que ser. Na primeira parte, em alguns momentos não o fomos e crescemos, e acabamos por fazer os gols. Não deixámos de criar o Galatasaray, qualquer lance de perigo muito perto da nossa baliza. Acima de tudo, feliz pela capacidade coletiva da equipe.
O Sporting só volta agora a jogar na Liga dos Campeões a 13 de outubro, quando visitar os franceses do Lens. Já na Liga Portuguesa, o Benfica bateu o Moreirense por 4x0. Os encarnados sobem ao segundo lugar, estão a dois pontos do líder Futebol Clube do Porto. Os águias foram até Moreira de Cónegos para acertar calendário, num jogo em atraso da terceira jornada do campeonato. Pávlović, Scheldrup, Prestianni e Ortmans marcaram os gols. Marcos Silva fala numa vitória justa.
Uma vitória claramente justa. Acho que não há a questionar. A começar por dar os parabéns aos nossos jogadores. Na minha opinião, uma excelente exibição, uma boa primeira parte, muito boa primeira parte da nossa equipa, independentemente de sermos, no caso, só nos momentos finais da primeira parte, uma excelente primeira parte. Dar os parabéns aos adeptos, grande ambiente esta noite aqui em Moreira de Cónegos. Um ambiente que puxou a equipa claramente para cima do outro, o que ajudou a equipa, e a equipa claramente correspondeu. Desde o primeiro minuto, assumimos o jogo como queríamos, num campo difícil. E a equipa sempre a criar oportunidades, a conseguir pela direita e pela esquerda, muito mais acutilantes na esquerda também, pelas características dos jogadores que jogaram, mas com capacidade de jogar.
Marcos Silva, o treinador do Benfica, que conquista assim o quarto triunfo consecutivo nesta edição da Liga, segue em segundo lugar com 13 pontos, os mesmos do Sporting. Hoje à Estrela da Amadora, Sporting de Braga também um jogo em atraso da terceira jornada da Primeira Liga, arranca às 20h15. Fica por aqui este jornal das 18h.