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Seis horas. As notícias com Teresa Freire.

Bom dia. Começamos com o Orçamento do Estado. O LIVRE acusa o governo de falta de respeito institucional por dizer que a margem negocial é muito limitada, ainda antes de reunir com os restantes partidos. Os encontros para apresentar as linhas gerais da proposta orçamental com os partidos arrancam esta segunda-feira. Na antevisão, a co-portavoz do LIVRE, Isabel Mendes Lopes, acusou o executivo de estar já a condicionar o debate orçamental.

Parece-me que é até falta de respeito institucional para com o Parlamento e para com o país, condicionar, à partida, todo o debate orçamental, sabendo que poderia haver uma folga, por causa dessas medidas, para ser discutida, efetivamente, no Parlamento.

A também líder parlamentar do partido relembra que o governo é minoritário e que, portanto, tem a obrigação de negociar.

O governo governa em minoria, não tem o apoio alargado do Parlamento e, portanto, ainda tem uma obrigatoriedade maior, porque foi esse o resultado das eleições, de discutir com o Parlamento esse tipo de medidas estruturais, principalmente numa altura de crise como a que estamos a viver.

Declarações de Isabel Mendes Lopes na Feira da Luz, em Lisboa, este sábado. Já o PCP está com expectativas zero, acerca da proposta que o governo vai apresentar para o Orçamento do Estado. Antecipando o debate, o secretário-geral comunista apela ao executivo que tenha uma política de ferro e fogo contra o aumento do custo de vida, mas Paulo Raimundo não antecipa, para já, o voto dos comunistas.

Com rigor e com coerência, não posso dizer que vamos votar contra, uma coisa que não conhecemos. Agora, uma coisa que sabemos é que se o Orçamento do Estado for mais um instrumento para dar andamento à política que está em curso, nós não nos podemos apoiar nisso. Não podemos apoiar uma política que seja contra o Serviço Nacional de Saúde. Não podemos apoiar uma política que seja pelo aumento das rendas, pelo aumento do custo de vida, pelo aumento da habitação, pelo aumento dos bens alimentares, pelo aumento dos combustíveis. Conosco não!

Declarações de Paulo Raimundo, também na Feira da Luz, em Lisboa. A votação final global do Orçamento do Estado para 2027 está marcada para o dia 24 de novembro. Antes decorre a discussão, na generalidade, que começa daqui a um mês. Mário Centeno acusou o primeiro-ministro de governar sob o discurso de medo, sem dar explicações ao país. Em entrevista ao programa "Conversa Capital", da Antena Um e do Jornal de Negócios, o antigo ministro das Finanças reage às declarações de Luís Montenegro, que disse na semana passada que não quer ser o pai da austeridade, nem fazer com que Portugal regresse a tempos de tragédia, numa referência à Troika. Mário Centeno desafia o governo a esclarecer as declarações.

Eu acho que não é de ânimo leve que um primeiro-ministro diz aquilo que o primeiro-ministro Luís Montenegro disse a semana passada. O que temos que pedir a seguir, e ele tem que estar disposto a conceder-nos, que é saber o que está por trás daquela frase. E, portanto, eu acho que temos que respeitar aquilo que o primeiro-ministro nos deu a ouvir, ficar preocupados, não entrar em depressão. Foi uma das questões que eu não percebi muito bem, porque os primeiros-ministros normalmente tendem a ter discursos mais mobilizadores. Governar sob o medo é péssimo. E, portanto, quando o primeiro-ministro nos mete medo, nós havemos de perguntar a nós próprios o que é que ele sabe que nós não sabemos.

Mário Centeno diz ainda que as contas públicas enfrentam um déficit profundo. Acredita ainda que se Bruxelas não redefinir as metas orçamentais impostas a Portugal, o Estado terá de efetuar um corte de € 12 bilhões nos próximos dois anos. André Ventura espera que a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Ministro da Administração Interna possa iniciar trabalhos nos próximos dias. O líder do Chega considera ainda que esta é a Comissão Parlamentar de Inquérito mais importante da história do país.

O Presidente da Assembleia da República não me solicitou ainda a entrega dos nomes constituintes da Comissão de Inquérito. Foi dado até, se não me engano, dia 28 deste mês para se constituírem as diligências de sustentação da comissão. Penso que em relação à outra comissão de inquérito, isso sim, já estão a ser pedidos os nomes. Espero que na segunda-feira possa resolver essa questão juntamente com a liderança de bancada. Sobre o Luís Neves, a minha esperança é que a comissão de inquérito possa iniciar-se nos próximos dias e que consigamos, ainda antes do Orçamento do Estado, começar a fazer algum trabalho em relação a esta matéria.

O líder do Chega deixa também críticas a Donald Trump em relação à guerra contra o Irão. André Ventura, que já por diversas vezes demonstrou simpatia por políticas do líder norte-americano, desta vez critica Trump pela crise que a guerra está a causar no custo dos combustíveis e na economia mundial.

Acredito que o presidente Trump cometeu muitos erros no último mês, mesmo a guerra no Irão, creio que está a afetar toda a economia global. Gostaria que essa guerra não existisse, especialmente por causa de Portugal, Espanha, França e Itália. Estamos a pagar mais pelo preço desta guerra do que os próprios Estados Unidos. Não é justo que um país comece uma guerra e outros paguem o preço.

Declarações de André Ventura feitas à margem do encontro de partidos europeus de extrema-direita, este sábado, na Ericeira. O Irão confirma que está ciente que os Estados Unidos não gostaram da proposta para reabrir o Estreito de Ormuz dentro de sete dias. Esta sexta-feira, Donald Trump anunciou que rejeitou o plano apresentado por Teerão. Agora, o chefe de diplomacia do Irão admite que ainda aguarda uma posição definitiva. Abbas Araghchi argumenta nas redes sociais que ainda não receberam nada por parte dos mediadores. Os Estados Unidos enviaram emissários por todo o mundo a exigir medidas para isolar economicamente Teerão. A informação foi avançada pelo secretário do Tesouro norte-americano na rede social X, que diz que esses esforços estão a dar frutos. Scott Bessent dá como exemplo a suspensão dos voos de uma companhia privada iraniana pela Turquia e pelo Omã, além da interrupção de todos os voos das companhias iranianas através dos Emirados Árabes Unidos. O responsável destaca ainda as medidas contra os bancos iranianos. No desporto, Jorge Jesus diz que não tem medo da Noruega e que a seleção portuguesa vai hoje jogar ao ataque. Portugal entra em campo em Oslo para a segunda jornada da Liga das Nações. Na conferência de imprensa de antevisão à partida, o selecionador nacional reconhece qualidades no ataque norueguês, mas garante que Portugal também o tem.

Apesar de termos pouco tempo de trabalhar comigo, acredito muito naquilo que vamos fazer amanhã. Uma coisa de certeza absoluta: não vou ter medo nenhum da Noruega. Zero. E vou lançar uma equipa que eu olhe mais para ela até ofensivamente do que defensivamente. Não vou olhar pro jogo e fazer uma escolha de jogadores, porque a equipa da Noruega é muito forte ofensivamente. Vou olhar o contrário. Ela é forte ofensivamente, eu também quero ser.

Jorge Jesus pede também tempo e compreensão aos adeptos da seleção nacional.

Os jogos vão ser a minha base. Não foi só eu, os selecionadores todos que entraram. Todos que entraram já fui procurar quem ganhou. Só eu e o treinador da França é que ganhou, mais nenhum ganhou no primeiro jogo de estreia. Mas estes jogos, é aqui que eu, com a equipa, vou refletir, vamos analisar aquilo que fizemos bem, não fizemos bem, mas estamos a trabalhar em cima de jogo. É sério, não é pré-época, não houve uma base.

Jorge Jesus, na conferência de imprensa de antevisão à partida frente à Noruega. Portugal joga em Oslo a partir das 19h45. O jogo conta com relato e análise aqui na Rádio Observador. No "Tic e Set" fecha nesta edição das 06:00. Informação estará de regresso às 18h30.