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São 6 horas. As notícias com Carlos Pedro.

Jornal das 6 na Rádio Observador. O primeiro-ministro discursa hoje no Parlamento Europeu para defender as prioridades de Portugal para o próximo orçamento comunitário. Luís Montenegro discursa às 9h30 da manhã, em Estrasburgo. O chefe de governo defende um aumento do valor global do orçamento, sem cortes na política de coesão e na política agrícola comum. O chefe do governo português deverá ainda defender a manutenção dos apoios específicos às regiões ultraperiféricas, como os Açores e a Madeira, e ainda o reforço das interligações energéticas entre a Península Ibérica e o resto da Europa. A intervenção acontece numa altura em que os Estados-membros e o Parlamento Europeu negoceiam a proposta da Comissão Europeia para o próximo quadro financeiro plurianual. É um discurso para acompanhar em direto aqui na Rádio Observador, a partir de Estrasburgo, por volta das 9h30 da manhã. E para André Ventura. André Ventura insiste que o presidente da Assembleia da República está amarrado aos interesses do PSD e do PS. José Pedro Aguiar Branco defendeu ontem que deve haver apenas duas comissões de inquérito em funcionamento ao mesmo tempo, apesar de o regimento permitir quatro em simultâneo. Atualmente, é o que se verifica com as CPIs ao INEM e aos incêndios florestais, mas já há outras duas comissões constituídas, a de Luís Neves e aos exames nacionais, posição que o líder do Chega contesta. Não concorda com a ideia defendida por Aguiar Branco e acusa o presidente do Parlamento de criar obstáculos ao escrutínio de Luís Neves como diretor nacional da PJ.

O Chega já fez tudo o que podia fazer. Nós já pusemos o projeto, já o garantimos potestativamente, já indicamos os nomes. Agora ela tem que ser dada a tomada de posse. Se Aguiar Branco recusar fazê-lo, está a ter um ato inconstitucional, uma coisa claramente contrária à Constituição. Mas pior do que isso, está a mostrar que é um presidente da assembleia igualmente preso a interesses, como era Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva. E isso é errado. É inconcebível aceitar que uma comissão de inquérito possa parar porque estão duas a decorrer.

A acusação de André Ventura, em entrevista ao canal NAU. O líder do Chega adianta que vai tentar falar hoje com Aguiar Branco para perceber o motivo das declarações do presidente da Assembleia da República. Seguimos neste jornal. Os médicos e gestores hospitalares do Serviço Nacional de Saúde criticam o turismo de saúde em Portugal. Dizem que a situação está fora de controle. O fenômeno está concentrado nas zonas com maior proporção de população migrante, como a Grande Lisboa, o litoral alentejano e o Algarve, afeta, por isso, uma área do SNS já pressionada pela falta de recursos humanos, sobretudo a obstetrícia. Os utentes vêm principalmente do Indostão e dos PALOP. A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares já pediu para que o problema não seja ignorado. Maria Inês Rocha.

O turismo de saúde está a afetar o SNS, que para além dos residentes, tem de atender milhares de pessoas que vêm a Portugal para acederem a cuidados de saúde de forma gratuita. Isto acontece especialmente com grávidas que vêm para Portugal no fim da gravidez para terem os filhos. É o que garante o médico João Gameiras, que foi durante dois anos o diretor clínico da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental. O médico acrescenta que é uma tendência que se tem sentido cada vez mais. As grávidas vêm sobretudo da Ásia, especialmente da Índia e do Bangladesh. João Gameiras fala num episódio recente em que uma equipa do INEM se deparou com uma casa no centro de Lisboa em que estariam a viver mais de 20 grávidas vindas da Ásia, que chegaram a Portugal através de uma rede organizada com o objetivo de realizarem os partos aqui. A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares pede que o problema seja atacado, mas nem os governos, nem a Assembleia da República intervieram ainda para limitar esta utilização abusiva do SNS. Mesmo perante os dados dos vários relatórios e auditorias elaborados pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, a IGAS concluiu que em 2024, quase 60% dos estrangeiros não residentes que recorreram às urgências da Unidade Local de Saúde de São José não tinham seguro ou acordo de saúde, sendo que se registou um aumento superior a 120% do número de partos de mulheres estrangeiras não residentes de 2023 para 2024 na Maternidade Alfredo da Costa. Posto isto, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde exige taxas moderadoras pagas à entrada dos hospitais e um sistema de checkout para evitar fugas a pagamentos. Já os gestores hospitalares defendem que os cuidados devem ser pagos e propõem mais foco na cobrança junto das embaixadas para que os pagamentos sejam assegurados.

Maria Inês Rocha, com os detalhes da situação atual do SNS. Milhares de não residentes recebem serviços de saúde gratuitos. O tema volta à agenda pública nas últimas semanas, depois da presidente da ULS Amadora-Sintra ter afirmado, numa entrevista ao Observador, que há muitas pessoas que chegam ao Aeroporto de Lisboa e se dirigem para o Hospital Fernando Fonseca de forma a receberem cuidados de saúde. Este é um artigo que pode ler na íntegra no site do Observador. É assinado pelo jornalista Tiago Caeiro. Os trabalhadores da AIMA estão hoje em greve. O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Técnicos de Migração e abrange todos os trabalhadores da AIMA, independentemente do vínculo ou da carreira. Em cima da mesa estão várias reivindicações, entre as quais a criação de uma carreira técnica própria para os trabalhadores da imigração e um suplemento remuneratório semelhante ao atribuído a profissionais da GNR e da PSP. O sindicato exige respostas do governo também sobre a situação de Pedro Portugal Gaspar na presidência da AIMA. Os trabalhadores defendem uma renovação da direção, que conta atualmente apenas com dois elementos da formação inicial. Uma família de quatro pessoas em Coimbra, no município de Leiras, ficou ontem desalojada devido a um incêndio na habitação. Duas pessoas sofreram ferimentos ligeiros e a casa ficou inabitável. Os desalojados conseguiram pernoitar, entretanto, em casas de familiares, disse à Luz o chefe dos Bombeiros Sapadores de Coimbra. O alerta pro incêndio foi dado quando faltavam 20 minutos para as 18h. No local, estiveram duas dezenas de operacionais. Na atualidade internacional, depois do chumbo no Parlamento e o anúncio de eleições antecipadas, o governo espanhol volta hoje a aprovar medidas para a habitação. O pacote vai ser discutido em Conselho de Ministros e deverá depois seguir para votação na Comissão Permanente do Congresso dos Deputados. A nova tentativa acontece depois de Pedro Sánchez ter dissolvido ontem o Parlamento e de ter convocado eleições antecipadas para 29 de novembro. Os dois decretos que acabaram por conduzir o país a eleições antecipadas tinham sido chumbados na semana passada pelo Partido Popular, pelo Vox e também pelo Juntos pela Catalunha. Agora, com o plenário dissolvido, a votação passa para a Comissão Permanente, onde a distribuição dos lugares é diferente e estes três partidos não têm maioria. Entretanto, dois sindicatos espanhóis acordaram ontem convocar uma greve geral de 24 horas no outono para exigir salários que permitam o acesso a uma habitação digna em Espanha. Para fechar, é mais um episódio na novela Cristiano Ronaldo. O jornalista britânico Piers Morgan acusa Jorge Jesus de faltar ao prometido e de ter tratado o internacional português como um jogador mediano. Quando Ronaldo abandonou o estágio da Seleção Nacional em Copenhague, na Dinamarca, prometeu contar toda a verdade aos portugueses. Enquanto essa revelação não acontece, as versões sobre a polêmica começam a surgir através de pessoas próximas ao antigo capitão da Seleção. Primeiro surgiu a acusação de traição feita pelo amigo Edo Aguirre. Agora é Piers Morgan quem apresenta uma explicação mais aprofundada sobre o que terá acontecido nos bastidores da polêmica. O jornalista britânico conta uma nova versão dos fatos.

Foram-lhe dadas garantias absolutas sobre a forma como Ronaldo seria utilizado. Foi uma das razões pelas quais decidiu continuar a carreira internacional. No primeiro jogo, é substituído aos 67 minutos e fica um pouco chateado. Ao segundo jogo, Jesus diz-lhe: "Quero-te durante 30 minutos contra a Noruega". E o Ronaldo responde: "Está bem, se é isso que queres, eu faço". Para ele é tudo uma questão de respeito, terem lhe prometido uma coisa e depois ter acontecido o contrário, ter feito o aquecimento e não ter sido utilizado. O Ronaldo considerou uma falta de respeito, até que, por fim, disse a Jesus: "Vai te lixar!" Apanhou um avião e foi-se embora.

Piers Morgan, o jornalista britânico sobre o caso Ronaldo e Jesus. É tema novo. Vamos à bola desta manhã, já daqui a pouco com o Miguel Pina Andrade. Fica por aqui este jornal das 06:00 na Rádio Observador. A informação regressa às 06:30. Até já.