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Muito bom dia, Jornal das 7, na Rádio Observador, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, está a ponderar uma candidatura à Presidência da República.
Uma informação avançada pela CNN, confirmada pelo Observador junto de fonte que acompanha o processo. A notícia deve ser confirmada também hoje pelo próprio Rui Moreira, no espaço de comentário que tem na CNN Portugal. O autarca do Porto acredita que aparecer mais tarde na corrida eleitoral é uma vantagem. Guilherme Pires.
O mote para esta candidatura, como explicou ao Observador uma fonte que acompanha todo este processo, revelou uma frase que Rui Moreira costuma dizer: "As eleições não são uma maratona, mas sim uma corrida de 100 metros". O presidente da Câmara do Porto acredita que entrar na corrida a Belém mais tarde o deixa mais perto de vencer, tal como aconteceu na primeira candidatura autárquica em 2013. O Observador sabe que esta decisão está a ser trabalhada há algum tempo. Já existe um grupo de trabalho montado a preparar uma candidatura, que até já conta com financiadores. Para Rui Moreira e a comitiva que o acompanha, o facto de a pré-campanha e a campanha presidencial serem curtas seria uma vantagem em relação a outros candidatos que já se têm desgastado no espaço público e mediático.
E Guilherme, esta notícia é conhecida no dia em que o almirante Gouveia e Melo cai a pique nas sondagens.
Gouveia e Melo perdeu o primeiro lugar isolado nas intenções de voto. Agora são três os nomes que surgem empatados. A conclusão é do mais recente barómetro da Intercampus para o Correio da Manhã e o jornal Negócios. No espaço de um mês, o almirante caiu mais de seis pontos percentuais nas intenções de voto e apresenta o valor mais baixo desde que anunciou a candidatura a Belém: 20,6%. No novo barómetro, o candidato social-democrata Luís Marques Mendes surge com 17,2% das intenções de voto, uma queda de pouco mais de 1% face aos resultados do último mês. Já António José Seguro disparou nesta última sondagem. Se em junho 11% dos portugueses admitiam votar em Seguro, esse número agora sobe para 16,5%. No entanto, como a margem de erro da sondagem é de 4%, os três candidatos ficam a apenas uma décima de um cenário de empate técnico. É a primeira vez que esta situação se verifica desde que começaram a surgir as primeiras sondagens sobre o próximo presidente da República. Ainda em caso de segunda volta, Gouveia e Melo é o nome que lidera, mas existem novamente hipóteses de um empate técnico. Apesar disso, a sondagem aponta que Henrique Gouveia e Melo consegue melhores resultados se a decisão for contra António José Seguro do que se for frente a Luís Marques Mendes.
Guilherme Pires, com os resultados da mais recente sondagem sobre eleições presidenciais, no dia em que o autarca do Porto, Rui Moreira, deve anunciar que tem a intenção de se juntar à corrida a Belém. Este fim de semana, também João Cotrim Figueiredo, eurodeputado, antigo líder da Iniciativa Liberal, admitiu estar a ponderar avançar com uma candidatura à Presidência da República.
E o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, garante que fez mais pela habitação em apenas um mandato do que os antecessores socialistas na última década.
Em entrevista à Sic Notícias, o autarca respondeu às críticas da socialista Alexandra Leitão, que o acusa de não ter uma política para o setor. Moedas afirma que recebeu um legado difícil do anterior presidente de câmara, Fernando Medina, mas considera que deu a volta à situação.
Fizemos na habitação muito mais do que foi feito em 10 anos. Só para lhe dar uma ideia, nos 10 anos de 2010 a 2020, em Lisboa construíram-se 17 casas por ano. Nós entregámos 2600 chaves e conseguimos ajudar 1200 famílias. E o grande projeto, um dos maiores projetos que temos para o futuro, é exatamente olhar para a cidade, olharmos para 250 hectares que estão dentro da cidade, que são terrenos abandonados desde há mais de 20 anos. Conhece bem o Vale de Chelas, onde nós desbloqueámos todo esse terreno, que vai ter mais de 2000 casas, Vale de Santo António, em que vai ter 2400 casas.
Carlos Moedas saiu ainda em defesa do presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão, pelas demolições no bairro do Talude. Recorda que passou pelo mesmo quando mandou retirar as tendas junto à Igreja de Nossa Senhora dos Anjos.
Não há crítica nenhuma a Ricardo Leão. Aliás, porque Ricardo Leão aqui está a ser utilizado politicamente como eu fui quando foram as tendas dos Anjos. À volta da Igreja dos Anjos havia 56 tendas e há partidos políticos neste país, de extrema-esquerda, que não querem que isto se resolva. E, portanto, quando nós fomos tentar resolver, tínhamos toda essa ideologia, que não quer resolver os problemas, para que isso não fosse. Mas já o disse várias vezes, Ricardo Leão está a fazer aquilo que a lei manda, arranjando sempre alternativas para as pessoas. Se o presidente da Câmara de Loures arranjou essas alternativas, então está a fazer corretamente.
Carlos Moedas, entrevista ontem à noite à Sic Notícias, a defender o autarca de Loures, Ricardo Leão.
E Carla, os nomes que vão integrar a lista de recandidatura de Carlos Moedas vão ser conhecidos no dia 18 de agosto. O acordo estabelece que a Iniciativa Liberal vai ter dois vereadores e três candidatos a presidentes de junta.
Lugares que saem diretamente da cota do CDS. Os detalhes do acordo ainda não foram revelados, mas o Observador sabe que os centristas e os liberais vão ter o mesmo número de candidatos potencialmente elegíveis. Em 2021, o CDS tinha quatro dos nove primeiros lugares, agora passa a ter os mesmos que a Iniciativa Liberal, apenas dois. Nas juntas de freguesia, a tendência é a mesma. O partido de Nuno Melo passa a ter o candidato a presidente em nove juntas para apenas seis. No novo acordo, a IL vai indicar o candidato a presidente de três juntas de freguesia: Campolide, Olivais e Alcântara. Fonte oficial da coligação Porto de Lisboa explica ao Observador que os lugares em que cada partido segue na lista vão ser conhecidos amanhã, dia 23 de julho.
Nuno Melo garante que o CDS vai manter uma participação condizente com a história do partido.
Declarações depois da reunião do Conselho Nacional dos Centristas ontem à noite. O presidente do partido desvaloriza os lugares atribuídos a cada força da coligação. Para Nuno Melo, o importante é ter um bom resultado nas urnas.
O que eu espero é que a IL O que eu espero é que o CDS cresça, que o PSD cresça e os três juntos, que é uma coligação, sejam capazes de mostrar, através dessa coligação, que podem ter uma muito importante vitória, que se tudo correr bem, mostrará também porque o Partido Socialista, junto com toda a extrema-esquerda, a não merece. É isso que é mais relevante. E posso lhe assegurar que em Lisboa, o CDS manterá uma representação condizente com o seu histórico, com o valor dos seus quadros, com o histórico dos últimos quatro anos.
A nível nacional, Luís Montenegro afirmou ontem que o Chega está a começar a mostrar sinais de responsabilidade. Ora para o parceiro de coligação, Nuno Melo, precisa de ver mais para acreditar.
Eu sou democrata-cristão, o que significa que por natureza acredito na redenção. Acho que ainda há mais umas provazitas que têm que ser prestadas, apesar de tudo.
A fé moderada do presidente do CDS, Nuno Melo, no final da reunião do Conselho Nacional do partido.
Cinco meses depois da fuga da prisão de Vale de Judeus, a instalação de inibidores de sinal de telemóvel ainda não foi autorizada. O projeto está à espera da aprovação da Agência de Modernização Administrativa.
Foi na sequência da fuga de cinco reclusos em setembro do ano passado que o governo decidiu a instalação de drones e de equipamento que impede o sinal de telemóvel. Mas de acordo com o Diário de Notícias, o projeto ainda não foi autorizado. A ideia do governo é que Vale de Judeus seja um projeto-piloto, que possa depois vir a ser utilizado noutros estabelecimentos prisionais do país. Desde a evasão de Vale de Judeus, registaram-se outras fugas de outras prisões. A mais recente foi em Alcoentre, durante uma greve de guardas.
A Associação Sindical dos Profissionais do Corpo da Guarda Prisional avisa que há cada vez menos profissionais e que são cada vez mais velhos.
Num ofício enviado à Ministra da Justiça, o sindicato alerta para o colapso silencioso do Corpo da Guarda Prisional, com a redução de efetivos e também com a incapacidade de manter padrões mínimos de segurança. De acordo com a associação sindical, faltam 25% dos profissionais previstos para este ano pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
São agora 07h08, Carla, que outras notícias marcam a atualidade a esta hora?
O Presidente da República recebe hoje delegações do Chega, Livre e PCP para discutir o regime jurídico de entrada e permanência de estrangeiros. Está também marcada uma audiência com a recém-eleita presidente da Iniciativa Liberal para apresentação de cumprimentos. A ronda de encontros no Palácio de Belém começa às 17h, com a delegação do Chega. A seguir, segue-se o Livre às 18h, a Iniciativa Liberal às 19h, o PCP às 20h15. O Conselho de Administração da RTP é hoje ouvido no Parlamento, na sequência da demissão da Direção de Informação da Televisão e da reorganização da empresa. A audição acontece a pedido do Partido Socialista e do Livre e um dia depois da entidade reguladora para a comunicação social ter dado parecer favorável à nomeação de Vítor Gonçalves para diretor de informação da RTP e à destituição de António José Teixeira. O projeto de construção de três torres junto à futura Avenida Nuno Álvares, no Porto, esteve em discussão na seção regional norte da Ordem dos Arquitetos. O projeto esteve em consulta pública até ontem. Permite a construção de três torres de até 25 andares com fachadas até 100 metros de altura. O empreendimento está a gerar polêmica. Os candidatos à autarquia, António Araújo e Miguel Portreal, já pediram a suspensão imediata dos planos. O Irão não vai desistir do programa de enriquecimento de urânio, garantia deixada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do país. Abbas Araqchi admite que o programa está parado neste momento porque foi gravemente afetado pelos ataques norte-americanos e israelitas do último mês. No entanto, o governante diz que o Teerão não pode desistir de uma conquista dos cientistas do país, até por uma questão de orgulho nacional. E já está aí o novo podcast Plus do Observador.
Chama-se "1983: Portugal à Queima-Roupa" e narra a história do ano em que Portugal foi alvo de dois atentados terroristas internacionais.
E no espaço de apenas três meses, um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e um dos homens mais importantes do Medio Oriente foi morto a tiro no Algarve. Vamos ouvir um excerto do primeiro episódio.
Chegam ao Hotel Monte Choro e param no lobby de entrada, quando encontram delegados da Tanzânia e do Chipre. Mas a conversa não dura muito tempo. Sartawi está de costas pro atirador quando uma bala o atinge na cabeça. Cai imediatamente no chão. No total, ouvem-se quatro tiros. O secretário é atingido numa perna e arrasta-se até Sartawi. Durante cinco minutos, é o único que se aproxima dele. Fica ali, sozinho, agarrado ao corpo. A confusão instala-se na sala. A rapidez dos disparos deixa todas as testemunhas em choque. É a oportunidade perfeita pra fuga do assassino.
O excerto do episódio de estreia de "1983: Portugal à Queima-Roupa" é uma série narrada. Reconheceu a voz da atriz Vitória Guerra. A banda sonora original é dos Linda Martini.
Um novo episódio todas as terças-feiras no site do Observador, também nas plataformas de podcast e no YouTube. Mas já sabe que se for assinante Standard ou Premium, tem acesso antecipado a todos os episódios no nosso site e depois das 09h, nos picadores, vamos estar à conversa com os responsáveis pelo novo podcast Plus.