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Jornal das 7 na Rádio Observador, uma edição do jornalista Luís Soares. Vários nomes da candidatura do PS à Câmara do Porto assinaram a lista independente de Filipe Araújo. Um destes casos pode mesmo vir a dar problemas na Comissão Nacional de Eleições.

Em causa está a lista de assinaturas que todos os candidatos necessitam de recolher para as eleições autárquicas, que no caso do Porto são quatro mil. Filipe Araújo, atual vice-presidente de Rui Moreira e candidato pela lista Fazer à Porto, tem entre os proponentes várias figuras ligadas a Manuel Pizarro, incluindo a Miguel Gato, atuais candidatos aos órgãos municipais da cidade invicta.

Como é o caso de Paula Roseira, candidata a presidente da Junta de Lordelo e Massarelos, Hugo Girão, candidato à Junta de Ramalde, Andreia Dias, que concorre nas listas do PS pela Junta de Paranhos, e Julieta Sampaio, o último nome na lista de candidatos a vereadores da equipe de Manuel Pizarro.

Sendo que, Miguel, este último caso pode mesmo vir a ser mais complexo.

Sim, uma vez que, segundo a CNE, um cidadão não pode ser simultaneamente proponente de uma candidatura e integrar outra equipe que concorra ao mesmo órgão autárquico. Existe ainda outro nome que salta à vista, o de Jorge Morgado, figura igualmente ligada a Manuel Pizarro. Em declarações ao Observador, assume que assinou a candidatura independente de Filipe Araújo com todo o gosto, garante que não é formalmente diretor de comunicação de Pizarro, mas apenas um amigo que ajuda o candidato socialista.

Em reação, Miguel, a direção de campanha do PS diz que ignora a situação.

Ao Observador, diz desconhecer que qualquer membro da lista de Manuel Pizarro seja subscritor de um movimento independente, neste caso o de Filipe Araújo. Ainda assim, este não é um dado irrelevante, uma vez que a candidatura de Pedro Duarte tem, desde o início da campanha, alimentado a suspeita de que Filipe Araújo é uma espécie de cavalo de Troia do PS, que se candidatou apenas para dividir o eleitorado à direita e beneficiar a candidatura de Manuel Pizarro. O Partido Socialista nega também essas acusações.

Miguel Gato e este caso dos socialistas que assinaram a candidatura de Filipe Araújo à Câmara Municipal do Porto. A luta autárquica na Invicta está acesa. A mais recente sondagem do ISCTE para a SIC e para o Expresso dá um empate técnico entre o candidato do PS, Manuel Pizarro, e Pedro Duarte, que encabeça a lista PSD-CDS-Iniciativa Liberal. Filipe Araújo aparece no quinto lugar, atrás de Miguel Corte-Real, do Chega, e Diana Ferreira, da CDU.

Os candidatos à Câmara do Porto vão estar hoje frente a frente aqui na Rádio Observador, num debate que começa logo a seguir ao Jornal das Nove. Os dados oficiais podem estar a inflacionar a taxa de abstenção em Portugal. É uma das conclusões de um estudo divulgado hoje pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Um estudo da autoria de dois investigadores portugueses. Tem como título "Abstenção Eleitoral em Portugal: Mecanismos, Impactos e Soluções". Conclui também que em eleições legislativas, presidenciais e europeias, a participação é mais elevada nas zonas urbanas. Nas autárquicas, os eleitores das zonas rurais e híbridas tendem a votar mais. Além disso, em Portugal, os abstençãoistas posicionam-se ligeiramente mais à direita e preferem ser representados por políticos não profissionais. À Rádio Observador, um dos autores do estudo, o professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, João Cancela, explica que os dados oficiais podem estar a criar uma percepção exagerada deste fenômeno da abstenção.

Vemos que há uma discrepância. Essa discrepância pode ser justificada na medida em que há um número razoável de emigrantes portugueses, pessoas que de fato residem durante todo o ano ou boa parte do ano no estrangeiro, mas que não atualizam a sua residência administrativa, o que implica também o seu recenseamento eleitoral. Queremos acentuar com isto é que isso nos pode dar uma perspectiva algo exagerada da magnitude da abstenção em Portugal.

Para além da análise da abstenção em Portugal, os autores do estudo apresentam recomendações para aumentar a participação eleitoral, entre elas estimular o dever cívico nas escolas logo a partir do primeiro ciclo e também a redução das barreiras práticas ao ato de votar, como explica João Cancela.

Achamos que a escola pode ser um instrumento importante para combater essa desigualdade de partida, no que toca à aptidão para participar politicamente. Além disso, nós também referimos aspectos de natureza material, logística, como por exemplo, testar a possibilidade de se criar um serviço extraordinário de transporte, em especial para populações mais periféricas e de zonas rurais.

João Cancela, um dos autores deste estudo sobre a abstenção, publicado hoje pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

A associação Business Roundtable Portugal escreveu uma carta aberta ao governo a propor soluções para estimular e fortalecer a economia portuguesa. A carta é subscrita por mais de uma centena de empresários.

E surge poucos dias da apresentação do orçamento do Estado para o próximo ano. A Business Roundtable Portugal afirma que o objetivo das medidas é colocar o país dentro do grupo de países mais ricos da Europa em PIB per capita nos próximos 10 anos. Em declarações à Rádio Observador, o presidente da associação explica que entre as principais medidas propostas está a abolição dos cinco primeiros escalões de IRS e da derrama estadual do IRC. Carlos Moreira da Silva pede ambição e compromisso para fortalecer a economia portuguesa.

É preciso fazermos por isso. Temos que ser capazes de controlar o que queremos no país e depende das nossas decisões, no orçamento de Estado e fora dele. E também o contributo que Portugal pode e deve dar para que a Europa se transforme, de fato, num dos três principais blocos do mundo, o que não acontece hoje, porque o mercado único ainda é uma miragem inacabada

A associação Business Roundtable Portugal pede ainda ao governo para que o nosso país tenha uma postura mais proativa e assertiva no mercado único da União Europeia. A carta é subscrita por 142 líderes do tecido empresarial e também da sociedade civil, intitulada "Com Ambição, Portugal Pode Liderar a Nova Era Industrial".

Rui Costa volta a negar que José Mourinho seja um trunfo eleitoral no Benfica e revela que o novo treinador não está a receber um salário mais alto do que Roger Schmidt.

O presidente do Benfica esteve esta noite a dar entrevista na TVI e na CNN Portugal, abordou o mau momento da equipa e recusou tirar culpas para o anterior treinador, Bruno Lage. Sobre Mourinho, Rui Costa agradece e elogia a vontade em voltar a Portugal e ao Benfica, confirma que o contrato é valioso, mas garante que fica bem abaixo do normal para o português.

É um contrato valioso.

Mais valioso do que era de Bruno Lage.

Não, mas, por exemplo, posso lhe dizer que não está acima daquilo que foi Roger Schmidt. Posso dizer também que é o salário mais baixo que José Mourinho tem desde que saiu de Portugal. A vontade de José Mourinho vir para o Benfica foi uma das coisas que me fizeram acreditar muito mais ainda que é o treinador ideal para o Benfica neste momento. E teve a responsabilidade de perceber a realidade do futebol português, assim como a realidade do Benfica neste momento, que está em período eleitoral.

O presidente do Benfica, Rui Costa, naquela que é a primeira entrevista depois de anunciar a recandidatura à presidência do clube, garante que o Benfica está hoje mais bem preparado para o futuro face ao que acontecia há quatro anos.

São 7h07, Luís Soares, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

A tempestade Gabriel, que provocou até agora cerca de 10 ocorrências nos Açores, em causa, sobretudo, quedas de árvores, não há registro de feridos. A Proteção Civil explica que a situação não é tão grave quanto se esperava. O ciclone perdeu força quando chegou aos Açores e passou a tempestade. Ainda assim, as autoridades pedem à população para que se mantenha vigilante. O governo reúne-se hoje com as três federações sindicais da administração pública. Vai ser a primeira reunião do âmbito do processo negocial sobre a atualização geral de salários para o próximo ano. No final do ano passado, o governo assinou com a FESAP e a Frente Sindical o acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da administração pública. O primeiro-ministro israelita discursou hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Na véspera, Benjamin Netanyahu afirmou que vai condenar os líderes dos países que reconheceram o Estado da Palestina, incluindo Portugal. O líder israelita tem também um encontro marcado com Donald Trump na Casa Branca. Ainda no desporto, o Futebol Clube do Porto venceu o Austria Salzburg por 1 x 0, em jogo da primeira jornada da Liga Europa. O gol foi marcado por William Gomes, já nos descontos. O Benfica entra hoje em campo no campeonato também. Os encarnados recebem o Gil Vicente, jogo marcado para as 21h15 e com relato e comentários aqui na Rádio Observador. E fica uma sugestão para o fim de semana, o Festival Caixa Alfama, que começa hoje em Lisboa, com um cartaz com mais de 40 artistas e com este destaque.

O Bruno está a ver se identifica quem é.

Está bem.

É Cátia Guerreiro, que é o destaque deste primeiro dia.

Eu estava a pensar Cristina Branco ou Cátia Guerreiro.

É Cátia Guerreiro, que é o destaque deste primeiro dia do Caixa Alfama e está a celebrar 25 anos de carreira. É verdade.

É impressionante.

É verdade. E hoje também, para além da Cátia Guerreiro, atuam a Gisela João, o Hélder e o Pedro Moutinho.

Isto porque o Festival Caixa Alfama deste ano tem o mote "Aqui Mora o Fado", daí estes nomes. Hoje e amanhã, em 12 palcos instalados no bairro de Lisboa.

E há mais destaques como Maria da Fé, com mais de 50 anos de carreira, que é homenageada amanhã, numa edição também ao vivo do programa Em Casa da Amália, com nomes como Camané, António Zambujo e também Jorge Fernando.

Bom programa para este fim de semana que começa hoje.