Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Muito bom dia, Jornal das 7, na Rádio Observador, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. E começamos com o caso da Flotilha Internacional. Os ativistas detidos por Israel devem ser hoje ouvidos pelo tribunal com vista ao processo de deportação. A Organização de Advogados Pró-Palestiniana, Adalah, conta que esteve ontem à noite reunida com os detidos junto ao porto de Ashdod e que, entretanto, começou a transferência deste grupo para a prisão de Ketziot. São, para já, muito poucas as informações concretas. Miguel Gato, tudo o que podemos saber é revelado pela Organização da Flotilha Internacional.

A atualização mais recente no site da organização dá conta de abusos físicos e psicológicos das forças israelitas sobre os ativistas. Um grupo de advogados voluntários tentou dar apoio jurídico às centenas de pessoas que foram detidas e que se encontravam no porto de Ashdod. Conta que não foi possível aceder a todos eles. É precisamente esta organização que revela que os ativistas estão agora a ser transferidos para uma prisão e hoje devem ser presentes à Justiça israelita para que comece o processo de deportação para os países de origem.

Miguel, estes advogados falam também em comportamentos excessivos por parte dos militares israelitas.

Sim, pelo menos três pessoas terão precisado de cuidados hospitalares. Há registro de outras queixas, como costelas partidas, o uso frequente de tasers, assim como ferimentos pela utilização de balas de borracha durante as operações de interceção da Flotilha na última segunda-feira. Esta organização insiste que os ativistas têm sido submetidos a extrema violência e humilhação, quer durante a captura, quer agora durante a prisão. Esta versão é contrariada pelas autoridades israelitas, que negam o uso da violência.

Miguel Gato, com os relatos sobre os ativistas detidos. Entre eles estão dois portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Reis Dias, médicos que faziam parte da flotilha humanitária que tentava chegar a Gaza. Os familiares estiveram ontem reunidos com o presidente da República. O caso ganhou maior dimensão depois da divulgação de imagens pelo ministro israelita da Segurança Nacional, que mostrava os ativistas ajoelhados com as mãos amarradas.

E este caso levou Luís Montenegro a defender uma suspensão parcial do acordo da União Europeia com Israel. O primeiro-ministro fala numa situação inaceitável.

Montenegro reforça o incômodo com a situação e promete apoiar uma decisão a nível europeu.

A situação é uma situação absolutamente inaceitável. Relativamente às discussões que temos no âmbito da União Europeia, Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel e veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio.

Luís Montenegro, em declarações ontem à noite, durante a viagem oficial a Andorra. Antes, também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, classificou como intolerável e humilhante o comportamento do ministro israelita. A condenação chega a vários países, incluindo Espanha, onde Pedro Sánchez pede mesmo que Bruxelas proíba a entrada de Ben-Gvir na União Europeia.

Este vai ser o tema do Explicador, para ouvir logo a seguir ao Jornal das 9. Conosco vai estar João Massano, bastonário da Ordem dos Advogados. Falamos agora da Covid-19. A Direção Geral de Saúde garante que continua a fazer uma vigilância contínua e integrada. Nas últimas semanas, novo registro de casos de infecção. A DGS fala numa tendência estável dos números e sublinha que a mortalidade também está em níveis reduzidos.

O surgimento de um surto de hantavírus num navio cruzeiro levantou receios de uma nova pandemia, apesar da Organização Mundial de Saúde afastar essa possibilidade. Neste contexto, a Rádio Observador procurou fazer um ponto de situação da Covid-19 em Portugal, seis anos depois das primeiras infecções. Este é o tema do Onde Para o Caso desta semana. A DGS continua a publicar bloquinhos todas as semanas e, de acordo com as mais recentes informações das autoridades de saúde, a tendência é para uma estabilização dos números. Miguel Pina Andrade.

Os números mostram que Portugal tem registado uma atividade reduzida da Covid-19, com uma tendência estável do número de novos casos e mortalidade em níveis reduzidos. São estas as expressões utilizadas pela Direção-Geral da Saúde numa resposta oficial enviada à Rádio Observador. Nos relatórios das últimas semanas, não são reportados quaisquer casos de infecção por Covid-19, sendo que, olhando para os números, conseguimos ver uma curva descendente da incidência, sobretudo desde dezembro de 2022. Nesta resposta enviada à Rádio Observador, a Direção-Geral da Saúde reforça que continua atenta à evolução da Covid-19 e também à circulação das variantes. Entre maio de 2025 e março deste ano, foram identificadas oito variantes e linhagens. A mais comum nos últimos tempos é a Omicron BA3.2. Destaque também para a vacinação. Durante a campanha sazonal de outono, foram vacinadas cerca de 1.300.000 pessoas. A meta da Direção-Geral da Saúde era de 1.500.000 vacinados. O número ficou ligeiramente abaixo. A DGS adianta que o balanço final da campanha vai ser apresentado publicamente em junho, à semelhança do que tem acontecido em anos anteriores.

Miguel Pina Andrade, com o ponto de situação da Covid-19 em Portugal. A DGS adianta à Rádio Observador que continua a atuar em colaboração com outras entidades de saúde, como o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Este é o tema do Onde Para o Caso desta semana, um programa para ouvir na íntegra na tarde política depois do Jornal das 5. Destaque agora para o futebol. Rúben Amorim não vai ser treinador do Benfica na próxima temporada. A agência que representa o técnico põe um ponto final nos rumores e esclarece que Rúben Amorim não pretende voltar a Portugal.

Em comunicado, a agência afirma que as notícias que associam o nome do treinador ao Benfica são mera especulação, sem qualquer correspondência com a realidade. A empresa adianta que Rúben Amorim tomou há pouco tempo a decisão de prosseguir a carreira no estrangeiro, isto depois da saída do Sporting em 2024, e confirma que não houve qualquer reunião com clubes portugueses. Esta notícia surge numa altura em que os nomes de Rúben Amorim e Marco Silva são os mais apontados à sucessão de José Mourinho no Benfica. A imprensa espanhola adianta, entretanto, que Mourinho deve ser oficializado no Real Madrid no domingo.

E continuamos no futebol porque a final da Taça de Portugal entre Sporting e Torriense é já este domingo em Torres Vedras. Os adeptos recuperaram uma tradição que remonta ao Euro 2004, há uma bandeira do clube em cada janela.

E é preciso recuar ainda mais para recordar o Torriense na final da Taça de Portugal. Só aconteceu nos anos 70 e agora vai ter pela frente o Sporting. Na cidade de Torres Vedras, os adeptos reconhecem a dificuldade de defrontar um grande no Jamor, mas a palavra medo fica na gaveta e João Lourenço surge agora outra palavra: superação.

O Sport Clube União Torreense já não estava na final da prova rainha desde 1956. Agora, os adeptos dizem que a equipa tem a cidade totalmente mobilizada.

Onde eu moro, a três quilômetros, lá em Almeôla tem uma série de bandeiras nas varandas. A gente tem lá.

Do Torreense?

Do Torreense, claro.

José António Santos, sócio há 52 anos, recorda que o clube tem evoluído em todos os departamentos.

Mais ou menos as caras são quase as mesmas. A gente vai no café, olha as caras, sempre as mesmas. Nunca tinha ido cá ver, fui sempre Torreense. Nos bons momentos, nos maus momentos. Mas agora com esta coisa a caminho, evoluiu muito ao nível da região. Vê-se muita miada nova, muitos rapazes novos.

Caras novas no relvado e caras novas na bancada.

Ali na zona de São Domingos de Benfica, já consigo convencer umas quantas pessoas a me permitirem lá um café e quando é jogos do Torreense, há pessoas que vão lá e ficam ali a ver comigo.

Filipe Monteiro segue o Torreense há pouco tempo, mas deixa promessas em caso de triunfo.

Eu disse aos meus irmãos, já foi no ano passado ou há dois anos, que quando o Torreense subir de divisão, ganhar a Taça de Portugal, vou a pé a Fátima.

A Fátima ou até ao Brasil.

Isso, com certeza. Vim do Brasil pra isso.

Do Brasil diretamente?

Diretamente do Brasil.

E também vai estar no Jamor?

Com certeza.

José Cássio é pai do jogador do Torreense, Léo, e afirma que o filho está pronto para dar tudo pela equipa.

Acho que ele evoluiu bastante. Nos últimos, deu uma lesãozinha na cavilha, mas se recuperou. Hoje vai e vamos ganhar esse jogo.

E já que falamos na família. De repente, ver o teu pai no principal palco do futebol português, no Jamor, frente ao Sporting. É um orgulho.

É, um grande orgulho pelo meu pai.

Quer subir a escadaria do Jamor com ele.

Aham. Quem me dera.

Rodrigo Tralhão quer subir os 90 degraus de pedra do Estádio do Jamor com o pai e treinador do Torreense, Luís Tralhão. A subida que tantos querem fazer e que 70 anos depois o Torreense vai repetir na final da prova rainha.

A reportagem de João Lourenço na cidade de Torres Vedras está a poucos dias da final da Taça de Portugal. O Torreense realizou o treino de adaptação ao relvado do Jamor já no sábado. O Sporting faz o primeiro treino no Estádio Nacional na terça-feira.

O jogo é no domingo, às 17h15, e tem relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. Passamos pro Mundial. Roberto Martínez rejeita que o futuro enquanto selecionador nacional esteja dependente da prestação de Portugal.

Afirma que agora não é tempo de falar em continuidade. Em entrevista à RTP, depois de anunciar os 27 convocados para o Mundial, o selecionador diz que o foco deve estar na competição.

O contrato do selecionador. Depois do Mundial, a decisão será o que seja melhor para a seleção. Se estivesse preocupado com a minha posição, não era o selecionador certo. Falar do selecionador não é o importante. O importante é que a equipa ganhe, que a equipa jogue bem e que os números sejam bons. E é isso que é o meu foco.

Roberto Martínez, em entrevista à RTP, a primeira desde a divulgação da convocatória para o Mundial de 2026.

São 19h10, Carla. Que outras notícias estão em destaque nesta manhã?

Donald Trump avisa que as negociações com o Irã estão por um fio, divididas entre um acordo para pôr fim à guerra e a retoma dos ataques. Entretanto, o Irã afirma que está a analisar a proposta de paz norte-americana. A CNN Internacional avança, entretanto, que Trump e Benjamin Netanyahu tiveram um telefonema tenso ontem à noite, divergiram sobre a visão que têm acerca do conflito no Médio Oriente. De um lado, Donald Trump insiste em chegar a um acordo, embora não descarte novos ataques. Do outro, Netanyahu está cético em relação às negociações e prefere retomar os ataques contra o Irã. É neste contexto que os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO se reúnem hoje na Suécia, vão discutir as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia e também os orçamentos para a defesa. O encontro vai durar dois dias. Serve de preparação para a cimeira de julho em Ancara, na Turquia. A delegação portuguesa é liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. Voltamos ainda ao futebol. O Aston Villa conquistou a Liga Europa. A equipa inglesa venceu ontem à noite o Friburgo por 3x0. Levantou o troféu na final de Istambul. Com esta vitória do Aston Villa, o Sporting fica mais perto da qualificação direta para a Liga dos Campeões. E agora falamos de pessoas com muita sorte. Imaginem o que é ganhar a loteria. Já era bom uma vez, mas duas vezes ainda melhor? No espaço de um mês.

É gente que não tem sorte ao amor.

Eu prefiro o amor.

Pobrezinha, mas feliz.

Não há esquema nenhum.

E quanto é que ganhou, Carla?

$10 mil, isto numa raspadinha, e uns dias depois, $5 mil noutra raspadinha.

É pessoa que nunca está satisfeita.

Isto revela ambição.

E vai usar o dinheiro em quê, já sabe?

Sim, vai aproveitar esse dinheiro.

Mais raspadinhas.

Já gastou tudo em raspadinhas.

Não. Sobrou-lhe. Ainda vai conseguir arranjar o telhado de casa.

É um bom propósito.

Parece-me bem. Por acaso também já aconteceu no passado. A loteria. Houve quem tivesse ganho a loteria várias vezes.

Várias vezes.

Pelo menos foi anunciado como tal.

Sim. Esquemas.

Esquemas. Coitados no amor.