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Também em Coimbra. Muito bom dia, este é o Jornal das 7 da Rádio Observador com Luís Soares. A presidente da Câmara de Almada admite que as falhas no abastecimento de água no Conselho são graves e garante que resolver este problema é, neste momento, a única prioridade da autarquia.
Foi através de um vídeo divulgado nas redes sociais, Inês de Medeiros diz que compreende a angústia dos habitantes de Almada e garante estar a trabalhar para resolver o problema.
Não vou mentir nem minimizar a gravidade desta situação. Lamento profundamente os transtornos e as dificuldades que esta situação está a causar às famílias, às empresas e às instituições. Compreendo a preocupação, a ansiedade e a insatisfação de todos os almadenenses. E quero assegurar-vos que esta é, neste momento, a minha única prioridade.
Garantia da presidente da Câmara de Almada, eleita pelo PS, defende também as medidas que constam da situação de alerta decretada ontem. O uso não essencial de água está proibido e há também cortes no abastecimento em certas zonas do Conselho entre as 10 da noite e as 6 da manhã. Inês de Medeiros admite que as medidas não são populares, mas explica que são essenciais para garantir o reabastecimento durante o dia.
Sei que esta é uma medida difícil. Ninguém queria chegar a ter que tomar esta decisão, mas é, neste momento, a única forma de permitir que as reservas recuperem e que possamos regressar gradualmente à normalidade.
A presidente da Câmara de Almada a reagir ao problema da falta de água no município, através de um vídeo divulgado nas redes sociais. A autarca socialista promete transparência neste processo e pede a colaboração de todos os habitantes de Almada.
Estas declarações da presidente da Câmara surgem depois de ontem a população da Costa de Caparica ter saído à rua em protesto.
Foram cerca de 1500 pessoas que saíram à rua a exigir a demissão de Inês de Medeiros. Os manifestantes reclamam soluções imediatas para a falta de água no Conselho. A população tinha inicialmente convocado um cordão humano silencioso, mas o protesto acabou por assumir a forma de um desfile por várias ruas da cidade, sob vigilância da GNR. Os moradores criticam a degradação da rede de abastecimento e acusam o município de falta de investimento e também de planeamento. No protesto marcaram presença, por exemplo, os deputados Paulo Muacho, do LIVRE, e Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda. O jornalista da Rádio Observador, Rui Casanova, está esta manhã na Costa de Caparica. Rui, agora em direto, apesar destas medidas anunciadas pela Câmara, os moradores alertam que é preciso fazer mais.
Sim, os moradores queixam-se de falta de respostas por parte da Câmara Municipal de Almada. Dizem que se sentem abandonados pela autarquia. Lembram que o problema não é novo, não é a primeira vez que acontece, mas este ano está a sentir-se com mais intensidade, sobretudo aqui na freguesia da Costa de Caparica. Falámos há pouco com Carlos Alberto. Ele mora em Lisboa, mas tem uma casa de férias aqui na Costa de Caparica. Diz que não tem tido água em quase nenhum dia, sobretudo nestes últimos dias de calor, e que quando abre a torneira, não pode fazer mais nada do que simplesmente ficar a olhar.
Fico a olhar. Não há hipótese nenhuma, não temos outra água. Levamos os garrafõezinhos de água. Eu tenho hipótese, trago garrafões de água e vivemos assim.
Inês de Medeiros publicou ontem um vídeo nas redes sociais a pedir compreensão aos almadenenses, a dizer que está a fazer tudo o que é possível para resolver a situação. Esta mensagem tranquiliza ou a autarca socialista devia estar a fazer mais?
Eu penso que sim. Acho que ela devia fazer mais pela Costa de Caparica, tanto na questão das limpezas da estrada, dos jardins, dos lixos. Há muita coisa que podia ser feita, mas ela é que está no poder, ela é que sabe quais são as armas que tem, mas acho que podia.
As queixas de Carlos Alberto, alguém que sente de perto esta falha no abastecimento de água. Falámos também com a Isabel Coimbra, vive aqui na Costa de Caparica há mais de 40 anos. Além de viver aqui, tem também um negócio, um restaurante ali mais ao fundo, no Pardão. Também diz que está a sentir muito este problema do abastecimento de água.
Além de eu não ter uma saúde boa, não posso sair pra lugar nenhum. Tenho um restaurante que não está podendo abrir sempre e nós estamos sendo prejudicados com isso. Pronto, a gente chega lá, abre a água, tem, por exemplo, uma hora, uma hora e pouco, na hora dos almoços tem que fechar as casas de banho, complicamos.
Portanto, além de ser moradora, é comerciante, é duplamente afetada.
Muito afetada, sim. Muito.
Ao nível do comércio, sobretudo agora numa altura de verão, e aqui a Costa de Caprica é bastante procurada pelos turistas, calculo que os prejuízos estão já bastante avultados.
É muito, o prejuízo é muito, porque é assim, nas horas de pico mesmo, que é o almoço, a água acaba.
As queixas de quem aqui vive e trabalha. Há pouco falámos com outro morador, aqui ao lado, que diz que não sentiu o corte de água que estava previsto entre as 10 da noite e as 6 da manhã, uma das medidas decretadas pela Câmara de Almada para fazer face a estes problemas, para garantir que o reabastecimento durante o dia é garantido. Vamos continuar por aqui a falar com quem aqui vive e trabalha e que sente na pele os efeitos deste problema da falta de água em Almada, sobretudo aqui na Costa de Caprica.
Rui Casanova, aqui em direto, ele que vai continuar a acompanhar esta situação com as queixas dos moradores relativamente aos problemas de falta de água na região.
Numa altura em que as temperaturas disparam, metade das Unidades de Saúde Familiares em Portugal admite não ter condições adequadas de climatização. No caso do município de Almada, foi lançado um concurso público que previa o fornecimento e a instalação dos sistemas de ar-condicionado até este mês, mas a Comissão de Utentes revela, Luís, que até agora nada foi feito.
Um estudo da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar revela que 49% dos coordenadores dizem não ter um sistema de climatização em condições adequadas. O presidente da associação, André Pescaia, explica o que é preciso fazer para resolver esta situação.
É preciso clarificar-se as responsabilidades entre governo, autarquias, ULS e proteção civil. Depois tem que se envolver, provavelmente, as autarquias. Depois tem que haver um levantamento nacional das condições térmicas. Ou seja, não pode ser depois nós fazermos o comunicado que algumas ULS se lembram de perguntar quais são as condições térmicas de exercício nos centros de saúde. Depois tem de haver um plano de intervenção. Tem de haver este plano de intervenção, porque tudo isto custa dinheiro, tudo isto requer investimentos e também manutenção. Ou seja, nós estamos a avisar esta situação de metade das USF sem climatização adequada, é uma situação que nós já estamos a reportar há cerca de 10 anos. E sem melhoria.
O presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar considera também que nada foi feito na última década sobre este problema.
O Observador foi olhar para o caso das USF de Almada, onde as queixas duram há vários anos. Hoje, as falhas nos sistemas de ar condicionado continuam.
Há praticamente um ano, a autarquia anunciou um concurso público para resolver o problema das 14 Unidades de Saúde Familiar do município. No entanto, o concurso incluiu apenas quatro delas. O prazo de execução termina este mês, mas a porta-voz da Comissão de Utentes de Almada, Luísa Ramos, diz que o ar condicionado destas USF continua por reparar e fala em falta de informação e planeamento.
Do ano passado para este, a maioria dos problemas estão por resolver. Continua a haver situações em que não há ares condicionados. Portanto, é um assunto que se arrasta. Nós temos exigido que o município faça uma calendarização, um programa de intervenção, porque a situação tem que ser resolvida de uma vez por todas. E de facto, o que temos neste momento é a informação de que não há resposta a todas as necessidades da climatização dos centros de saúde.
Luísa Ramos revela ainda que para colmatar o problema do calor, muitas vezes os próprios profissionais de saúde levam ares condicionados portáteis para os consultórios. O Observador tentou obter respostas também junto da Câmara Municipal e da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal. A ULS remeteu para a Câmara, que até o momento não respondeu.
E este é o tema do "Onde pára o caso" desta semana. Esteve a cargo da jornalista Teresa Freire, vai para o ar depois do jornal das 17h. O episódio completo já está disponível em podcast. O ministro da Educação afasta preocupações com a correção dos exames nacionais. Fernando Alexandre diz que 65% das provas já estão corrigidas.
Foi entrevistado ontem à noite na SIC Notícias. Fernando Alexandre assegura que apesar dos problemas iniciais com a entrega dos exames e com o software, o processo de correção decorre agora de forma tranquila.
Nós estamos a meio de um processo e fala-se de caos desde que começou o processo. Ainda não tinha começado, já havia quem adivinhasse o caos. De facto, não começou bem. Tivemos algumas perturbações que foram fundamentalmente de software, que têm vindo a ser resolvidas na quase totalidade. À medida que vamos evoluindo, o processo está estabilizado. Neste momento, há uma tranquilidade na correção dos exames. Nós temos 65% das provas distribuídas corrigidas neste momento.
O ministro da Educação explica ainda que os constrangimentos registados no arranque do processo reduziram o tempo disponível para a correção das provas, o que levou então o governo a prolongar os prazos para evitar uma pressão adicional sobre os docentes. Os professores têm até dia 14 de julho para classificar as provas e os resultados são afixados a 17 de julho.
E são duas as plataformas envolvidas na correção digital dos exames nacionais, uma plataforma privada e outra do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação.
A plataforma privada foi criada por uma empresa da área das tecnologias, que tem a mesma morada de um cabeleireiro. Chama-se Blat e foi contratada em 2017 pelo Ministério da Educação para desenvolver a plataforma onde os professores acedem aos itens dos exames nacionais que lhes cabe corrigir. A empresa nega ter responsabilidades nas falhas que a correção digital tem registado e atira culpas para o Educa. Este é o órgão do ministério responsável por digitalizar todas as provas. É também responsável pela outra plataforma envolvida no processo e onde se registaram grande parte das falhas já divulgadas, falhas das quais a empresa se distancia. A Blat explica que se limita a disponibilizar aos professores classificadores os ficheiros tal como os recebe por parte da plataforma do Educa. O Observador tentou por várias vezes contactar o presidente do Educa, mas sem resposta. Apesar do silêncio, ao que apuramos entre os membros do instituto, não se fala em demissão, quer do ministro Fernando Alexandre, quer do responsável Luís Pereira dos Santos.
Este é um artigo assinado pela jornalista Mariana Marques Tiago, que faz esta hora manchete no site do Observador. No Médio Oriente, Estados Unidos e Irão trocaram ataques pela segunda noite consecutiva. Isto depois de Donald Trump ter anunciado ontem que o cessar-fogo tinha acabado.
Em causa ataques norte-americanos em vários portos iranianos no Estreito de Ormuz. Foram ouvidas explosões em várias cidades iranianas esta madrugada. Até ao momento, há registo de um morto na cidade de Iranshar. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irão afirma ter atacado bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e também no Bahrain. Voltou assim a escalar a guerra no Médio Oriente, depois de ontem Donald Trump ter anunciado na cimeira da NATO o fim do cessar-fogo com o Irão, por causa dos ataques que se registaram na madrugada de terça-feira para quarta no Estreito de Ormuz, em vários alvos no Irão.
São agora 19h12. Luís, que outras notícias há a destacar a esta hora?
O Chega apresentou esta madrugada novas alterações à chamada Lei das Burcas. A direção do partido diz ter garantias de aprovação por parte do PSD. Num comunicado divulgado depois da meia-noite, o partido liderado por André Ventura afirma que os sociais-democratas vão retirar o projeto de alterações à lei que tinham submetido e vão aceitar viabilizar o projeto do Chega. A TAP vai retomar os voos de e para a Venezuela já na próxima segunda-feira, dia 13 de julho. A companhia aérea vai utilizar o Aeroporto Arturo Michelena, de Valência, que fica a 170 km de Caracas. Anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que está de visita à Venezuela, sendo que já mais de 100 portugueses ou lusodescendentes morreram na sequência dos sismos de há duas semanas no país. E começa hoje mais uma edição do Nossa Live. São três dias de muita música em Oeiras e hoje com um regresso a Portugal.
Nick Cave.
A música animada para começar amanhã.
Sim, é o que nos faz sair da cama.
Eu acho que isto nem pode ser considerado um regresso. Acho que o Nick Cave não sai de casa.
Ele está cá a casa, se calhar. O que é que tem cá casa?
As pessoas não têm cria que ter.
É, é mesmo.
No Algarve.
Vamos ter que saber isso. Vamos ter que apurar isso com detalhe.
Ia ser.
Vamos apurar.
Investigue-se. O certo é que ele vai atuar por volta das 21h15 da noite no palco principal do Nossa Live, mas há também outros nomes bastante conhecidos que atuam hoje. Twenty One Pilots, Perfect Circle, também no palco principal, uma animação só. Esta é uma edição do Nossa Live que também traz o regresso dos Foo Fighters, mas apenas amanhã, dia em que atua igualmente Zara Larsson, num dia mais depressivo, claramente.
Não sei o que é que quis dizer, mas tudo bem.
No sábado, último dia do festival, há também nomes como Florence and The Machine e os portugueses Buraka Som System.
E também Teddy Swims, que eu gostava muito de ver, mas está esgotadíssimo. Mas hoje o destaque é mesmo o Nick Cave.
E dia 11 lá vão estar todos aqueles que ganharam aqui o Passatempo.
Exatamente, conosco. Hoje o destaque é mesmo o Nick Cave, que terá uma casa no Algarve. Alugada, mesmo.
Não se pode. Enfim, não pode ser mais nada hoje.