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Jornal das 7, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. O PS está disposto a segurar o governo do próximo Orçamento do Estado e em eventuais moções que surjam para derrubar o Executivo. José Luís Carneiro não quer precipitar uma crise política e prefere apostar no desgaste de Luís Montenegro, ao mesmo tempo que recupera o espaço do PS.

O secretário-geral socialista tem a convicção de que o partido precisa de pelo menos mais um ano para consolidar a proposta política junto dos eleitores que se afastaram nos últimos anos. Por isso, o Observador sabe que o PS faz, neste momento, a avaliação de que é preciso ter cautela e quer evitar causar instabilidade no país. Miguel Gato.

Isto para não ficar com o ônus de criar crises políticas, como acabou por acontecer com o anterior secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos. Apesar dos casos que têm surgido no governo, o PS não se vai precipitar e prefere seguir o caminho do desgaste prolongado do Executivo no tempo. Por isso, José Luís Carneiro está disponível para manter Luís Montenegro no poder, pelo menos até ao próximo ano, e aprovar o Orçamento do Estado para 2027. O PS procura assim preservar a imagem de responsabilidade na oposição e evita ser apontado como autor moral da queda do governo. Para isso, os socialistas admitem a viabilização do Orçamento do Estado e já têm a posição definida perante eventuais moções para derrubar o governo: votar contra. São informações que foram apuradas pelo Observador, que sabe ainda que o PS espera um presidente da República vigilante e interventivo em todo este processo. Pelo caminho, o PS tenta recuperar o eleitorado que se afastou do partido nos últimos anos e os socialistas acreditam ainda que precisam de algum tempo para precisamente consolidar esse espaço político.

Miguel Gato, com os planos de José Luís Carneiro, a longo prazo, o PS vai apostar no desgaste do governo e garantir a estabilidade para evitar ficar com o ônus de causar uma crise política. Na análise, o editor-adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, explica que o PS está a seguir uma velha máxima da estratégia.

Quando vês o teu adversário a cometer um erro, não interrompas. O Partido Socialista percebe que o governo está com muita dificuldade em gerir os vários dossiês que queimam, uns estruturais, como os problemas na saúde ou o aumento do custo de vida, e outros dossiês que, aí sim, resultam de erros cometidos, no caso de Fernando Alexandre, ou de pecadilhos cometidos noutras vidas, no caso de Luís Neves. O Partido Socialista sabe ou pressente que o governo e que Luís Montenegro dificilmente terá uma terceira oportunidade para deixar uma primeira boa impressão.

Miguel Santos Carrapatoso, na história do dia, de recordar que na semana passada, em entrevista à Rádio Observador, José Luís Carneiro sublinhou que não teme eleições.

Além da história do dia, este é também o artigo em manchete a esta hora no nosso site. O ministro da Educação promete vagas adicionais no ensino superior para os alunos que tenham sido prejudicados na fase de candidatura. A revelação foi feita pelo bastonário da Ordem dos Advogados, depois de uma reunião com Fernando Alexandre.

João Massano revela que recebeu a garantia do ministro de que o princípio da igualdade vai ser salvaguardado. A Ordem dos Advogados chegou a defender a suspensão do concurso nacional de acesso ao ensino superior por temer estar em causa precisamente a igualdade de oportunidades dos alunos. Mas depois da reunião de ontem com Fernando Alexandre, e em declarações ao canal NOW, João Massano sai mais descansado.

Uma das coisas que me foi dita pelo senhor ministro foi que haveria, em caso de alguém ter, por força desta falha do sistema, ser impossibilitado de concorrer na primeira fase de acesso ao ensino superior, poderia haver a abertura de vagas adicionais. Imagina, a pessoa queria concorrer a medicina numa qualquer universidade, não havia vagas na segunda fase em que ela vai concorrer. O que o senhor ministro disse é: se se verificar que ela tem nota para entrar, se estivesse a concorrer na primeira fase, mesmo que não haja vagas, vai ser criada uma vaga adicional.

Isto tudo por causa do atraso nas notas.

Tudo por causa do atraso, o problema das reapreciações, o problema dos exames que não aparecem, faltam folhas ou não faltam folhas. Parece-me que com esta garantia, se realmente se vier a concretizar, ninguém será verdadeiramente prejudicado.

João Massano entende que com esta garantia do ministro da Educação, ninguém sai prejudicado dos erros e das falhas da classificação dos exames nacionais.

Carla, hoje é o último dia pra primeira fase da candidatura ao ensino superior e há já mais alunos inscritos do que no ano passado.

É verdade, na última terça-feira, a Direção-Geral do Ensino Superior contabilizava já perto de 55 mil candidatos, sendo que no primeiro dia do concurso, apenas 304 alunos tinham apresentado candidatura, número muito abaixo dos 10 mil que o tinham feito no primeiro dia do concurso do ano passado. Entretanto, os números regularizaram. Amanhã também vão ser afixados os resultados dos exames nacionais da segunda fase e também dos pedidos de recurso. O ministro da Educação compromete-se com a data, apesar das dúvidas deixadas por vários professores, que dizem que vai ser difícil cumprir este calendário.

Destaque agora para o conflito no Médio Oriente. Donald Trump garante que prefere assinar um acordo com o Irão do que prolongar a guerra e continuar a matar pessoas.

O presidente dos Estados Unidos volta a dizer que esteve perto de lançar um grande ataque contra o Irão nos últimos dias e insiste que foi Teerão a pedir para cancelar essa ofensiva. Donald Trump garante que continua à procura do melhor acordo possível.

Porque eu não quero matar pessoas. Não quero matar pessoas, mas a certa altura nós estávamos preparados para lançar o maior ataque de sempre e nós atingimo-los com muita força nestes últimos meses. Estávamos completamente preparados para lançar o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial. Depois ligaram-me e disseram: "Por favor, não o façam, vamos conversar". E depois vieram dizer: "Nós nunca dissemos isso".

Declarações do presidente dos Estados Unidos esta noite num comício no estado do Nevada. O vice-presidente J.D. Vance também afirmou esta noite que as negociações de um acordo com o Irão vão ser complicadas.

Isto numa altura em que o Irão diz ter chegado a acordo com Oman sobre uma nova rota marítima no Estreito de Ormuz. Os detalhes ainda estão a ser fechados.

O anúncio foi feito nas últimas horas pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano. O acordo poderá ser assinado nas próximas horas, mas, Rita Lourenço, há ainda algumas condições a definir para a abertura do estreito.

Temos neste momento um acordo fechado ainda por assinar e um estreito por abrir. Segundo a informação avançada pelo Canal 12 israelita, este acordo implicaria a abertura do estreito de Ormuz dentro de 60 dias, mas para tal acontecer, tem de entrar em vigor um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. O canal revela também que durante os 60 dias não haverá o pagamento de nenhum tipo de portagens e que tanto Irão como Oman comprometem-se a limpar as minas que ainda permanecem no estreito. A concretizar-se, este acordo dará a Teerão o controle sobre os navios que entram no Golfo através do estreito de Ormuz. E apesar de os Estados Unidos não estarem envolvidos nestas negociações, a imprensa internacional garante que estão a ser informados do acordo. As autoridades norte-americanas insistem constantemente que nunca aceitariam um acordo que desse ao Irão o total controle do acesso à rota comercial mais importante do mundo para o abastecimento energético. E por esse motivo, este acordo entre Irão e Oman pode ainda vir a ser contestado por Washington, que até ao momento não se pronunciou. Tudo isto surge num momento em que Donald Trump admite a possibilidade de um acordo com o Irão ainda nos próximos dias.

Rita Lourenço, com as implicações de um acordo entre Irão e Oman para a travessia no estreito de Ormuz, um acordo que ainda está a ser negociado.

São temas para analisarmos no gabinete de guerra desta manhã com a análise do coronel José do Carmo. A Ponte 25 de Abril foi inaugurada há 60 anos. O aniversário foi assinalado esta madrugada com um espetáculo com 500 drones sobre o rio Tejo.

Com cerca de uma centena de pessoas a assistir este espetáculo a partir das docas, onde esteve também o Ministro das Infraestruturas. Mas o espetáculo começou com um contratempo. Marta Caramelo Nobre.

Aplausos que só chegaram no fim de um espetáculo que começou atrasado devido ao elevado tráfego aéreo que se fez sentir na capital. Foram 10 minutos de imagens no céu, mas sem qualquer música a acompanhar. O Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, reconheceu a falha.

Faltou música, deixe-me dizer, mas que de alguma forma simboliza esta história, desde do desenho ao sonho, até à concretização e depois com os vários estágios de transformação.

Contratempos à parte, a noite recordou os 60 anos de uma obra que em 1966 revolucionou Lisboa e que hoje serve mais de 300 mil pessoas todos os dias. Sobre o estado da travessia, o governante deixou uma salvaguarda.

A garantia que podemos dar aos portugueses é que todas as condições de segurança são mantidas. Temos feito todas as análises, todos os estudos.

Para o ministro, esta ligação é acima de tudo um espelho da entidade do país.

É uma ponte que tem muitas histórias, histórias para contar da nossa vida, da nossa democracia.

60 anos depois da inauguração, a Ponte 25 de Abril continua a ser um elo indispensável de quem cruza o Tejo todos os dias.

Marta Caramelo Nobre, que esteve a acompanhar o espetáculo de drones que assinalou os 60 anos da Ponte 25 de Abril. A manutenção do tabuleiro custa em média 1,6 milhões de euros por ano à Infraestruturas de Portugal, que promete os mais elevados padrões de segurança.

São agora 7:09, Carla, que outras notícias marcam esta manhã?

Os serviços de segurança da Assembleia da República propuseram há alguns meses mais videovigilância no Parlamento, mas os partidos discordaram. De acordo com o jornal Público, a proposta foi feita por um grupo de trabalho com elementos da GNR e da PSP, responsáveis pela segurança do edifício. Os partidos justificam a recusa das medidas com argumentos da privacidade e da liberdade de movimentos. Explicam que não se querem sentir observados para que possam falar livremente com outros deputados, com jornalistas ou até com visitas. Esta notícia surge depois de várias dúvidas que têm sido levantadas sobre a segurança no Parlamento, depois do alegado roubo de documentos no gabinete de André Ventura. A Federação Portuguesa de Futebol garante que está a acompanhar de perto, mas sem qualquer preocupação, todos os acontecimentos que possam estar relacionados com a organização do Mundial de 2030. A posição é declarada ao jornal Público depois do LIVRE ter enviado uma carta ao governo e à Federação a defender o afastamento de Marrocos da coorganização do próximo Campeonato Mundial. Também em resposta ao Público, o gabinete do Primeiro-Ministro afirma que para já não há indicação de que Luís Montenegro pretenda responder ao apelo feito pelo LIVRE. O Benfica tenta hoje dar mais um passo para marcar presença na Liga Europa. Os encarnados recebem o Hearts da Escócia para a primeira mão da terceira pré-eliminatória de acesso à competição. Marco Silva espera que o fator casa tenha impacto positivo no jogo frente aos escoceses e avisa que nada vai ficar decidido hoje. O jogo começa às 8 da noite, tem relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. Antes disso, às 15h30, entra em campo o Sporting de Braga frente ao Dínamo de Minsk, na Liga Conferência. E agora uma recomendação de cinema, porque hoje é quinta-feira e vamos fugir, não vamos falar de "Odisseia" de Pedro Homem. Já viram? "Odisseia".

Ainda não.

Ainda não.

Ainda não.

Eu já.

Já? Gostaste.

Sim, mas Carla, difícil para quem acorda às 4 da manhã.

Eu imagino, 3h. Há quem diga que passa muito rápido.

Passa. Aqui o filme é outro, a sugestão é outra e vou dar-vos uma pista para ser mesmo fácil.

Pode parar aí.

Abba. Filme dos Abba. Não. Freddie Mercury.

Precisas de ajuda.

Pois temos aqui o filme Playback, de Sérgio Graciano, que continua a navegar por entre artistas portugueses e que recorda agora alguns dos momentos da vida e da carreira de Carlos Paião, sem ser um documentário. Rafael Ferreira é o ator que interpreta Carlos Paião. Houve um casting de 200 candidatos, houve aqui um esforço muito grande de encontrar-

O mais parecido.

O mais parecido com Carlos Paião. Há depois outras interpretações, Laura Dutra, Anabela Moreira, Albano Jerónimo, e vai estrear em 55 salas do país, o que significa que é uma grande aposta.

E no mês em que se assinalam os 38 anos da morte de Carlos Paião. 38 anos.

Era muito novinho.