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Pia e Braga. Jornal das sete na Rádio Observador, uma edição do jornalista Luís Soares. E começamos com o caso Luís Neves. As declarações dos conselheiros mais próximos do Presidente da República estão a causar incômodo ao governo do Luís Montenegro.
Tanto Álvaro Beleza, amigo e apoiante de António José Seguro, como Adalberto Campos Fernandes, mandatário do chefe do Estado para o pacto da saúde, têm vindo a público pedir uma resolução rápida das polêmicas em torno de Luís Neves. Essa pressão constante, Vasco Maldonado Correia, é entendida pelo Executivo como um recado que chega do Palácio de Belém.
Recado que começa a tornar-se um fato irritante para o governo. Se Álvaro Beleza já veio a público dar uma data limite para a resolução dos problemas criados pelo Ministro da Administração Interna, o 5 de outubro, dia em que se celebra a implantação da República, Adalberto Campos Fernandes foi mais longe e deixou um alerta para o irregular funcionamento das instituições. Essas declarações são vistas como recados e só vêm aumentar a impaciência das principais figuras do PSD e do governo e juntam-se a um outro dado irritante: é que o Palácio de Belém nunca chegou a desmentir a manchete do jornal Nascer do Sol, que garantia que António José Seguro tinha feito um ultimato a Luís Montenegro e exigido mesmo a saída de Luís Neves.
E Vasco, a acrescentar a este incômodo, está também a certeza de que António José Seguro não deve fazer qualquer intervenção nos próximos dias.
Ao contrário, diga-se, do que desejaria o governo ou o PSD, o presidente da República partiu esta semana para umas curtas férias e entende que não deve acrescentar ainda mais ruído a um processo que já se vai arrastando. Seguro já veio a público, ainda que de forma comedida, lembrar que cada um tem de assumir responsabilidades e considera que, neste caso, só uma pessoa pode resolver a situação e é o primeiro-ministro. Quer isso dizer que se António José Seguro viesse a público corrigir a informação avançada pelos jornais ou mesmo as opiniões dos conselheiros mais próximos, isso poderia ser aproveitado para libertar Luís Montenegro das responsabilidades que lhe competem enquanto líder do governo.
Vasco Maldonado Correia e os dados desta crescente tensão no governo causada pelo posicionamento do Presidente da República em relação ao caso Luís Neves.
E o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, não acredita que Seguro envie recados ao governo através de outras pessoas e classifica a moção de censura apresentada pelo Chega como um engodo.
Foi a entrevista ontem à noite na Sic Notícias, Hugo Soares veio desvalorizar os recados do conselheiro do presidente.
Adalberto Campos Fernandes é visto como uma personagem próxima do Presidente da República e podia ser algum recado. Que país é este? Quem somos nós e quem é, já agora, o mais alto magistrado da nação, quando manda recados ao governo por um amigo numa televisão? Eu garanto aqui, convictamente, que tenho a certeza que não. O que conheço da persona política, cívica e estadista, do doutor António José Seguro, eu não acredito nisso.
Hugo Soares considera também que a moção de censura, confirmada ontem por André Ventura, não passa de mais um episódio da silly season.
Qual é o objetivo de uma moção de censura? O objetivo de uma moção de censura é derrubar o governo e provocar eleições. Esta não é uma moção de censura contra Luís Neves, não é uma moção de censura contra este ou aquele aspecto, ou contra aquela circunstância. É uma moção de censura contra um governo. E por isso é que ela é ridícula. Por isso é que ela é mais um epílogo, um terminar da silly season, em que todos, ou quase todos, vamos alimentando, especulando e comentando aquilo que o deputado André Ventura quer, e vamos todos no engodo.
O secretário-geral do PSD admite ainda, assim, não saber se o Presidente da República deu, de facto, um prazo ao primeiro-ministro para resolver a situação do Ministro da Administração Interna.
E para hoje está marcada uma reunião extraordinária da conferência de líderes para decidir o dia em que vai ser discutida e votada a moção de censura. 10 ou 17 de setembro são as datas em cima da mesa.
Dias propostos pelo presidente da Assembleia da República, através de um despacho enviado aos partidos com assento parlamentar. A reunião está marcada para às 15h30. Ontem, André Ventura confirmou também que seja qual for o desfecho da votação desta moção de censura, vai manter a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os mandatos do Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. O editor-adjunto de Política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, alerta para o desgaste que o caso vai provocar no governo ao longo dos próximos meses.
Até o primeiro trimestre de 2027, vamos estar a falar de Luís Neves. Ora, há uns dias, no Pontal, Luís Montenegro queixou-se ser vítima de censura moderna, de que as boas notícias que tinha para dar ao país não estavam a passar na comunicação social. É uma crítica legítima que todos os seus antecessores também fizeram. Não estou a rasgar as vestes por causa das palavras de Luís Montenegro, mas estou a notar uma questão importante: se Luís Montenegro se queixa agora de não conseguir transmitir boas notícias, o que fará se estiver até março ou até abril a falar e a ter de responder sobre Luís Neves?
Análise do editor-adjunto de Política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, no episódio de hoje da História do Dia.
Episódio que já está disponível em todas as plataformas. Um ano depois da tragédia do elevador da Glória, a Câmara Municipal de Lisboa homenageia as vítimas com um memorial.
O acidente de há um ano provocou 16 mortos e 24 feridos, sobretudo turistas estrangeiros, envolvendo um total de 15 nacionalidades. Houve cinco portugueses entre as vítimas mortais, nomeadamente o guarda-freio, que operava uma das cabines, e também quatro trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que utilizavam este transporte público. Para assinalar um ano da tragédia, a Câmara de Lisboa inaugura esta manhã um memorial de homenagem às vítimas no Largo da Oliveirinha, junto à Calçada da Glória, uma oliveira rodeada por 16 blocos em calcário para a gravação dos nomes das vítimas. Também o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal vai promover uma ação de homenagem a todas as vítimas, em particular ao guarda-freio, com a deposição de uma coroa de flores ao fundo da Calçada da Glória.
Luís, ainda está em curso o processo aberto pelo Ministério Público depois da queda de um helicóptero no Rio Douro, há pouco mais de dois anos. O acidente causou, na altura, a morte de cinco militares da GNR.
O piloto foi o único sobrevivente. Luís Rebelo foi constituído arguido neste processo. As medidas de coação proibiram que o piloto voltasse a voar, mas, Teresa Freire, dois anos depois, são poucos os desenvolvimentos neste caso.
Foi no dia 30 de agosto de 2024 que um helicóptero se despenhou no rio Douro, no Conselho de Lamego, quando estava a regressar do combate a um incêndio. O acidente fez cinco vítimas mortais, todos militares da GNR. Só o piloto sobreviveu. A PJ e o Ministério Público abriram um inquérito criminal e o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários abriu uma investigação técnica que concluiu que o acidente aconteceu devido a falhas humanas. Algo que é contestado por Albano Cunha, o advogado do piloto.
Basta olhar para ali, não há nada indiciado que possa sugerir Que aquilo tenha resultado de uma culpa de pilotagem da aeronave.
O advogado do piloto, que considera que os magistrados não têm conhecimentos técnicos suficientes para acompanhar o processo. O Ministério Público avança que o inquérito está sujeito a segredo de justiça, o que também é contestado pelo advogado de Luís Rebelo.
O processo está fechado em segredo de justiça e eu, sinceramente, não percebo porquê, quando é o próprio arguido que pede que o torne público. O próprio arguido já dirigiu requerimentos nesse sentido e o tribunal continua a não o fazer.
Albano Cunha, que avança que o piloto apenas foi ouvido em tribunal uma vez, há mais de um ano, quando Luís Rebelo foi constituído arguido, indiciado por cinco crimes de homicídio negligente e de condução perigosa. Foram também definidas as medidas de coação. Luís Rebelo ficou proibido de pilotar.
Teresa Freire, com os desenvolvimentos deste caso. O advogado do piloto revela à Rádio Observador que desde que foi proibido de pilotar, Rui Rebelo coordena voos entre uma empresa privada de helicópteros e a Proteção Civil.
Este é o tema do "Onde Para o Caso" de hoje, que já está de regresso. O episódio desta semana vai pro ar logo a seguir ao jornal das 17h. São agora 19h08, Luís, que outras notícias marcam esta manhã?
Começa hoje a época especial de exames do ensino secundário. Há mais de 43 mil inscritos para esta fase, que está aberta a todos os alunos elegíveis para as provas da segunda fase, independentemente de as terem realizado ou não. A época especial foi criada para garantir que nenhum aluno é prejudicado pelas dificuldades técnicas verificadas na classificação eletrônica dos exames do ensino secundário, que impediram alguns estudantes de conhecer atempadamente as classificações e que poderão ter condicionado a inscrição, a realização das provas da segunda fase ou a preparação também para essas provas. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez dá explicações ao Parlamento sobre a situação em Ceuta devido à crise migratória. A sessão decorre um mês depois de mais de 70 mil pessoas terem entrado ilegalmente no enclave espanhol de Ceuta, a partir de Marrocos. Pedro Sánchez está a ser criticado pela oposição, mas também por membros do governo pela gestão da crise, numa altura em que as sondagens colocam o Partido Socialista de Sánchez em desvantagem para as eleições do próximo ano, enquanto o PP e o Vox, que já admitiram uma coligação ou aliança pós-eleitoral, poderiam obter maioria absoluta. O tenista português Jaime Faria foi eliminado na segunda ronda do Open dos Estados Unidos pelo espanhol Carlos Alcaraz, o número três do mundo. Jaime Faria era o único português em prova em singulares. Ainda venceu o primeiro set, mas acabou derrotado por Alcaraz, num embate que durou duas horas e 40 minutos. E se de repente vos batessem à porta ou à janela e quando fossem olhar encontrassem, por exemplo, um urso?
Olha, eu ia esconder o mel.
Já aconteceu. Já aconteceu? Não, ursos, entre aspas.
Ursos.
Alguns, pronto. Nos Estados Unidos está a acontecer com ursos, com ursos.
Ursos de fato, verdadeiros mesmo.
No Colorado. Não é de fato. No Colorado, esta é a época do ano em que os ursos mais precisam de começar a armazenar calorias e por isso é vê-los nas árvores dos jardins de casa das pessoas ou mesmo a entrar porta adentro.
Eles só querem comer.
É a fauna. Só.
Se não houver mais nada, é quem aparecer à frente.
Este está a ser um dos verões mais secos de sempre, com a escassez de plantas e bagas de que os ursos se alimentam e, por isso-
Têm de procurar outros sitios.
É verdade. Já há ursos a entrar em tabacarias, lojas, casas particulares, à procura também de comida em caixotes de lixo ou em árvores de fruto no quintal das pessoas.
Nós temos os javalis, eles têm os ursos.
Exatamente. É verdade, cada um tem- O animal que merece. A fauna. Só no Colorado, há entre 17 e 20 mil ursos e por isso já se vendem tapetes elétricos para dar o alarme de que o urso está à porta. O problema é se ele depois entra pela janela.
Exatamente, tem que pôr o tapete à janela.
À janela também.