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Bom dia. São 8 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Começamos com a polêmica em torno da direção executiva do SNS. O relatório de avaliação curricular de António Gandra d'Almeida, feito pela CRESAP e enviado à Ministra da Saúde, já continha a informação de uma acumulação de cargos alegadamente ilegal. O que mostra que o governo terá tido conhecimento de pelo menos um caso de acumulação indevida de funções por parte de António Gandra d'Almeida. O histórico constava do relatório de avaliação curricular e de competências redigido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, o CRESAP, e enviado à Ministra da Saúde. A notícia é avançada pelo Correio da Manhã. Gandra d'Almeida não mencionou ter acumulado os cargos de diretor do INEM do Norte com as de médico tarefeiro nas urgências de Faro e de Portimão, uma informação que levou à demissão. Mas agora, de acordo com este documento, admitiu outro caso de alegada acumulação de funções indevida. A de médico de cirurgia geral no hospital de Gaia desde 2015 e até 2022, quando já estava alegadamente impedido de o fazer, por ser diretor do INEM. A Ministra da Saúde teve acesso a esta informação. Ainda assim, a CRESAP considerou António Gandra d'Almeida adequado para o cargo de diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde. De recordar que a IGAS anunciou ontem que está a investigar o caso. E o que diz a Ministra da Saúde, Carla? Foi contactada pelo Correio da Manhã, mas não prestou esclarecimentos. Ainda assim, Ana Paula Martins vai estar esta manhã na inauguração de uma unidade local de saúde em Lousada, pelo que poderá falar sobre esta polêmica. E isto numa altura também em que o governo continua sem anunciar o sucessor de Gandra d'Almeida. E nas primeiras horas dentro da Casa Branca, Donald Trump assinou quase 80 ordens executivas que revertem medidas aplicadas pela administração Biden nos últimos quatro anos. Isto em áreas como a imigração, a economia, o clima ou as políticas de diversidade. Trump tinha prometido na campanha eleitoral revogar muitas das políticas do Partido Democrata, que considera ser radicais, com destaque para o perdão aos manifestantes que estiveram presentes no ataque ao Capitólio. Miguel Gato.

Foi um dos primeiros documentos assinados por Donald Trump no primeiro dia na Casa Branca. O novo presidente dos Estados Unidos perdoou mais de 1500 pessoas que foram condenadas pela invasão ao Capitólio do dia 6 de janeiro de 2021. Ainda no desfile da inauguração, e como pudemos escutar no som que passa agora em fundo, Trump tinha classificado os suspeitos por insurreição como reféns. Trump, que assinou várias ordens executivas. Na imigração, suspendeu o programa de admissão de refugiados nos Estados Unidos e talvez a medida mais polêmica de todas: assinou um decreto que retira a cidadania a filhos de imigrantes ilegais que nasçam em território norte-americano, este que é um direito que está consagrado na 14ª emenda da Constituição do país. No clima, não é nova a opinião que Trump tem sobre as políticas de alterações climáticas. O presidente dos Estados Unidos assinou a retirada do Acordo de Paris, tal como tinha feito no primeiro mandato. Isto por considerar este acordo injusto. Trump justifica, considera que se a China pode poluir sem limites e os Estados Unidos têm essas limitações, mais vale sair do acordo. Mas o magnata não ficou apenas pelo clima. Os Estados Unidos estão agora mais isolados, também em outras áreas. O novo presidente norte-americano decidiu retirar o país da Organização Mundial da Saúde. No que toca aos mercados, aprovou novas tarifas para o Canadá e o México, na ordem dos 25%, entram em vigor a partir do dia 1 de fevereiro. E no que toca a políticas sociais, o republicano decidiu terminar com os programas de diversidade no governo federal e a partir de hoje o executivo dos Estados Unidos apenas reconhece a existência de dois gêneros ou dois sexos, o masculino e o feminino.

Miguel Gato, e os decretos assinados por Donald Trump no primeiro dia do segundo mandato como presidente dos Estados Unidos sobre as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, repete que nunca teriam começado se ele já fosse presidente. São agora 08h04, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? O grupo Vita apresenta hoje o terceiro relatório de atividades. A coordenadora do grupo já avançou com o número de novas denúncias, 118. Além das denúncias apresentadas, foram também feitos 61 pedidos de reparação financeira. O Conselho Nacional do PSD reúne-se hoje pela primeira vez este ano. O partido vai fazer uma análise da atual situação política, com destaque para as eleições autárquicas. A reunião começa às 21h, no Centro de Congressos, em Lisboa. O governador do Banco de Portugal é ouvido esta manhã no Parlamento sobre a política de recursos humanos do Banco Central, nomeadamente as remunerações dos consultores. A audição de Mário Centeno foi pedida pelo CHEGA. O requerimento foi aprovado por unanimidade. E a Proteção Civil elevou para cinco os distritos sob aviso laranja devido ao mau tempo. São eles Viana do Castelo, Braga, Porto, Beja e Faro. Em causa está a passagem de uma depressão pelo continente. Estão previstas chuvas fortes, trovoadas e ainda a possibilidade de granizo. No Médio Oriente, nas últimas horas, entraram mais de 900 caminhões de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. É o que dá conta a ONU de recordar que o acordo de cessar-fogo prevê a entrada de 600 caminhões de ajuda humanitária todos os dias, durante seis semanas. Já está disponível o último episódio de "A Caça ao Estripador de Lisboa", que é o mais recente podcast pelas do Observador. E é o final da história da investigação ao assassino em série que no início dos anos 90 aterrorizou o país. Foram investigados mais de uma dezena de suspeitos e a Polícia Judiciária admitiu até que o assassino pudesse estar fora do país. O perito em impressões digitais Alexandre Simas é um dos três homens da PJ enviados à Bélgica para interrogar Robert Berdan.

Havia um caminhonista que fez várias vezes transportes para aqui, de longo curso. E eu fui lá recolher as impressões digitais, à minha maneira, como eu achava que podia ser.

A tese do assassino itinerante esteve desde o início em cima da mesa do grupo especial de investigação, recorda José Ferreira Leite, que era subdiretor da PJ de Lisboa.

Com mais mobilidade, a hipótese que foi posta foi alguém que viesse cá, por exemplo, um caminhonista, alguém que de tempos a tempos vinha aqui.

A hipótese ajudaria a explicar a forma como o homicida desapareceu sem deixar rasto uma e outra vez depois dos crimes. É um excerto do último episódio de "A Caça ao Estripador de Lisboa". É uma série narrada pela atriz Inês Castelo Branco, com banda sonora original de Mário Laginha. E todos os episódios já estão disponíveis no site do Observador, nas plataformas podcast