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No primeiro debate para as eleições presidenciais, António José Seguro acusa André Ventura de estar na eleição errada e anuncia um pacto para a saúde. Já Ventura cola Seguro à herança do Partido Socialista e afirma que é um candidato que tem vergonha de ser do PS.
O debate fica marcado pela discussão de temas como a saúde e a imigração, onde os dois candidatos discordaram de quase tudo. Alinharam apenas nas críticas à lei laboral, ainda que de forma diferente. António José Seguro mostrou-se assertivo, fez vários ataques a Ventura, acusou o adversário de ser candidato a tudo e de quebrar a confiança dos portugueses que votaram nele nas últimas eleições legislativas.
Se o senhor deputado quer debater com o Partido Socialista, eu dou-lhe o número de telefone do doutor José Luís Carneiro e o senhor deputado debate com ele. Eu, aliás, acho que o senhor deputado está na eleição errada, porque verdadeiramente o senhor devia estar nas eleições legislativas. Ainda há seis meses andou a pedir aos portugueses para votarem em si e neste momento borrifou-se para esses votos dos portugueses e está-se a candidatar a presidente da República. Não acha que isso fere o contrato de confiança que os portugueses lhe deram quando votaram em si?
André Ventura devolveu as críticas e tentou colar António José Seguro à herança dos governos de António Costa. O candidato apoiado pelo Chega pediu ao antigo líder socialista para que assuma se tem ou não vergonha de ser do PS.
Vem do Partido Socialista, é militante do Partido Socialista há 40 anos, segundo o ouvi dizer, foi líder do Partido Socialista. Quer dizer, 1 milhão de pessoas sem médico de família, 30% dos jovens tiveram que emigrar, destruíram o SEF. E chega aqui agora e diz assim: "Se quero falar com o Partido Socialista, ligue para o Largo do Rato". Então, mas quer dizer, António José Seguro, deixe-me dizer uma coisa: se tem vergonha do apoio que tem, se tem vergonha do apoio do Partido Socialista, então assuma-se!
Como dissemos, o debate fica também marcado pelo momento em que António José Seguro entrega a André Ventura um pacto para a saúde. O candidato apoiado pelo PS sublinha que esta é a prioridade para o primeiro ano de mandato em Belém. No documento, reforça que é preciso salvar o SNS e defende que sejam adotadas as práticas dos países do norte da Europa. Este foi o primeiro de 28 debates entre candidatos presidenciais. Esta noite é a vez de Luís Marques Mendes e de António Filipe estarem frente a frente. Na SIC será, como sempre, às 9 da noite.
E hoje temos um Sobre Escuta especial presidenciais. Vamos receber o candidato Henrique Gouveia e Melo. Uma entrevista para ouvir logo a seguir ao Jornal das Nove, com um E o Vencedor É especial às dez. O governo vai deixar cair a proposta do pacote laboral que dificulta a recusa dos pais em trabalhar à noite e ao fim de semana.
É o que adianta hoje o Jornal de Negócios. O Executivo prepara-se para recuar nesta medida. Já não quer reverter o regime que permite a flexibilização dos horários dos trabalhadores que vivem com filhos menores de 12 anos ou filhos com problemas de saúde. Esta regra permite aos pais escolherem, dentro de certos limites, as horas de início e de término do trabalho. O documento entregue pelo governo à UGT deixa cair esta proposta, mas mantém, no entanto, as mudanças nos despedimentos, no banco de horas por negociação individual ou no limite de dois anos associado à redução de horário para amamentação. Os sindicatos têm se mostrado contra o anteprojeto de reforma laboral do atual Executivo. A CGTP marcou, de resto, uma greve geral para o dia 11 de dezembro, a que já aderiu também a UGT.
E greve à qual vão aderir também os profissionais de saúde. Ainda assim, a ministra garante que vão ser cumpridos os serviços mínimos.
Ana Paula Martins admite que sim, a greve vai ter impacto, sobretudo nas cirurgias e consultas, devido à adesão de médicos e enfermeiros já anunciada, mas a ministra explica que houve negociações para assegurar o cumprimento dos serviços mínimos.
Conseguimos manter os serviços mínimos e conseguimos negociá-los e as pessoas colaboram. Os profissionais de saúde têm muita consciência cívica. Nós vemos isso, aliás, ia dizer, não ia falar da greve, ia dizer: nós vemos isso quando temos uma situação de pandemia, uma situação de catástrofe, enfim, uma situação de acidente, como já vimos, um apagão, as coisas mais disruptivas, os profissionais de saúde, quando são chamados, nunca falham.
Ana Paula Martins, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, distrito de Setúbal. A ministra está a visitar várias ULS para conhecer a resposta dos serviços às exigências do inverno. O secretário-geral do PS já veio dizer que estas visitas vêm tarde, mas José Luís Carneiro acrescenta que mais vale tarde do que nunca.
Mudamos de tema. Armando Vara foi detido para cumprir dois anos e meio de pena de prisão por condenações em cúmulo jurídico nos processos Face Oculta e Operação Marquês.
O ex-ministro foi levado ontem à noite para o estabelecimento prisional de Lisboa. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã, confirmada já pelo Observador. Armando Vara foi condenado em 2021 a uma pena de dois anos de prisão efetiva pelo crime de branqueamento de capitais, numa certidão extraída da Operação Marquês. Já tinha cumprido sensivelmente três anos de prisão em Évora, devido ao processo Face Oculta. Entrou na prisão em 2019, acabou por sair dois anos depois, ao abrigo das medidas de libertação da pandemia. A defesa de Armando Vara quer agora pedir a liberdade condicional, tendo em conta que o antigo governante tem já 71 anos e já cumpriu metade da pena.
E esta é uma notícia em destaque esta hora no site do Observador. São 20h06. Daqui a pouco há Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque esta hora?
A procura das urgências em Portugal é mais do dobro do que na OCDE. Entre 2022 e junho de 2024, foram registrados 16 milhões de atendimentos. Os dados constam de um estudo sobre o acesso às urgências do SNS, divulgado pela Entidade Reguladora da Saúde. Ainda na saúde, quase 12 mil médicos aderiram ao regime de dedicação plena no SNS nos últimos dois anos. Implica mais de € 300 milhões. São dados oficiais da Administração Central do Sistema de Saúde, avançados também agora à Agência Lusa. Cristiano Ronaldo deve ser recebido esta tarde por Donald Trump na Casa Branca. Também hoje o presidente dos Estados Unidos tem um encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, onde joga Ronaldo. A notícia é avançada pela imprensa norte-americana. Este encontro deve acontecer pelas 16h, hora de Lisboa. Ronaldo já tinha admitido recentemente numa entrevista que admira Donald Trump e que esperava um dia conhecer o presidente dos Estados Unidos. A autoridade palestiniana saúda a aprovação do Conselho de Segurança da ONU sobre o plano norte-americano para Gaza, plano aprovado pelo Conselho de Segurança, que autoriza a entrada de uma força internacional no enclave. Prevê também um possível caminho para a constituição de um Estado palestiniano independente.