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Já são 8 horas. António José Seguro dramatiza o discurso no apelo ao voto e pede uma vitória na primeira volta para travar a extrema-direita. O candidato apoiado pelo PS avisa que não é indiferente quem passa à segunda volta em primeiro.
Confiante pelos bons resultados das sondagens, António José Seguro repete que a luta vai ser entre ele, um democrata, e André Ventura, que descreve como um representante da extrema-direita. Por isso, o candidato apoiado pelo PS pede um voto de confiança aos portugueses para ficar em primeiro já no domingo e passar à segunda volta em vantagem.
É que há aqui dois candidatos que estão em condições de passar à segunda volta, mas não é indiferente qual é que passa em primeiro lugar.
António José Seguro num jantar ontem à noite, na Lourinhã. O candidato apoiado pelo PS pede que se viralize o voto de forma a conseguir uma grande ida às urnas no próximo domingo.
Isto numa altura em que a mais recente sondagem da Aximage para o Diário de Notícias confirma a tendência dos últimos dias. André Ventura e António José Seguro são os favoritos a passar à segunda volta.
André Ventura fica em primeiro com quase 25% das intenções de voto e António José Seguro fica em segundo com 23%. Cotrim Figueiredo surge em terceiro com 14,9%, seguido de Marcos Mendes com o mesmo valor e de Henrique Gouveia e Melo com 13,6%. Seguem-se Catarina Martins e António Filipe a rondar os 2% e Jorge Pinto com 1,5% das intenções de voto.
António Filipe muda o discurso, apela ao voto dos indecisos e pede que os portugueses vão às urnas com base na convicção e não nas sondagens.
Pela primeira vez nesta campanha, António Filipe falou diretamente para os eleitores indecisos. O candidato apoiado pelo PCP sublinha que ainda há muito voto a conquistar.
É preciso que esta candidatura vá junto das pessoas. De facto, esclarecer, procurar que as pessoas votem por convicção e não por suposições, não com base em palpites, não com base em sondagens, mas com base na convicção em quem consideram que será a melhor candidatura para defender os valores de Abril e da Constituição.
António Filipe, no final de um jantar com apoiantes em Santarém.
Henrique Gouveia e Melo voltou a contar com o apoio de Isaltino Morais na campanha ontem à noite. O almirante acredita que os dois têm algo em comum: geram inveja por serem ambos bem-sucedidos.
Gouveia e Melo fez mais um jantar-comício, desta vez num pavilhão em Carnaxide, que na altura da pandemia da Covid-19 serviu para vacinar milhares de portugueses. Henrique Gouveia e Melo volta a destacar o sucesso do processo de vacinação e elogia também a gestão de Isaltino Morais como presidente da Câmara de Oeiras. Gouveia e Melo defende que pessoas bem-sucedidas geram este tipo de sentimentos nos adversários.
Queria dizer uma coisa, se me permitem, que eu e o presidente Isaltino Morais temos uma coisa em comum, que é: criamos inveja. Isso é terrível. A inveja é o pior sentimento. Lá dizia Camões no fim da sua obra que a inveja era a pior coisa que nós tínhamos.
Gouveia e Melo em Carnaxide, Conselho de Oeiras. O almirante diz ainda que se perder as eleições de domingo, vai continuar na política, ainda que afaste a possibilidade de criar um partido. São os destaques das ações de campanha de ontem à noite, num dia marcado pela nova entrada de Luís Montenegro na campanha de Marques Mendes.
E depois das 9h, vamos dar destaque às comitivas de Marques Mendes, António José Seguro, João Cotrim Figueiredo e Catarina Martins. O espaço aéreo do Irão reabriu esta manhã depois de cerca de cinco horas encerrado. Entretanto, o presidente dos Estados Unidos deu esta noite sinais de algum alívio na escalada de tensões com Teerão.
Donald Trump explica que foi informado que a repressão aos protestos está a diminuir e que não há planos para execuções em massa. Em declarações na Sala Oval, o presidente norte-americano não descarta uma eventual intervenção militar, mas diz que, para já, vai acompanhar a situação.
"Disseram-nos que as mortes no Irão estão a parar. Pararam, estão a parar e não há planos para uma execução ou execuções. Fui informado disso por uma fonte confiável. Vamos descobrir. Tenho a certeza de que se isso acontecer, todos ficaremos muito chateados".
Donald Trump em declarações esta noite em Washington. Já hoje o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se para debater a situação no Irão.
E na análise aos mais recentes desenvolvimentos, o especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, considera que o regime iraniano tem uma saída para esta situação: fazer um pacto com o diabo.
O mesmo é dizer, no caso iraniano, chegar a acordo com os Estados Unidos. É o que explica Francisco Pereira Coutinho na edição desta manhã do Gabinete de Guerra.
Basicamente, olhar para a Venezuela e perceber que Donald Trump não tem nenhum problema em fazer pactos com ditadores ou delfins de ditadores, desde que tenha alguma coisa em troca. Agora, no caso do Irão, sendo uma teocracia que foi constituída em 1979, com base nesta ideia de combater o imperialismo americano e exportar a revolução islâmica para todo lado, isso significa, basicamente, fazer um acordo com eles, desistir daquela ideia de ter energia nuclear, que os americanos consideram que é para construir uma bomba. Será que o regime está disposto a fazer um pacto com o diabo? Porque se estiver, sim, então teria aí uma saída, porque aí os Estados Unidos retirariam as sanções e o regime poderia dar à população aquilo que ela necessita, que é prosperidade económica, que neste momento não consegue.
Francisco Pereira Coutinho esta manhã na Rádio Observador. O especialista em Direito Internacional prevê ainda que o cenário no Irão acalme nos próximos tempos, se não haver nenhuma ação militar. Ainda assim, não acredita que o regime tenha condições para sobreviver a longo prazo. Entretanto, Donald Trump repete que tomar a Gronelândia é uma questão de segurança nacional, por causa das ameaças da Rússia e da China. O presidente dos Estados Unidos, que hoje recebe Maria Corina Machado, Nobel da Paz, opositora de Nicolás Maduro, vai ser recebida na Casa Branca.
São 8h06, Carla, antes dos Momentos de Glória, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
Há mais de 10 anos que não nasciam tantos bebés em Portugal. Nasceram mais de 87 mil em 2025, mais 3 mil do que no ano anterior. É o valor mais alto da última década. São os dados do teste do pezinho do Programa Nacional de Rastreio Neonatal. Lisboa, Porto e Braga formam o pódio das cidades com o maior número de rastreios. Já Portalegre e Bragança foram os distritos onde foi registado o menor número de exames. Na saúde, mais de um terço dos médicos do SNS com trabalho suplementar ultrapassa o limite de horas extraordinárias previsto na lei. De acordo com dados do ano passado, revelados hoje pelo jornal Público, mais de 36% dos profissionais já tinha chegado a novembro com o número de horas extra obrigatório por lei cumpridos. Os sindicatos dizem que esta é a prova da falta de recursos no Serviço Nacional de Saúde. O Futebol Clube do Porto está nas meias-finais da Taça de Portugal. Venceu o Benfica no Estádio do Dragão por 1x0. Já o Fafe eliminou o Sporting Braga com uma vitória por 2x1 em casa. A equipa da Liga 3 avança para as meias-finais da Taça de Portugal 47 anos depois.