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Começamos este jornal das 20h com o caminho pra segunda volta das eleições presidenciais. António José Seguro soma cada vez mais apoios à direita, entre PSD e Iniciativa Liberal. Rui Moreira, independente, que foi mandatário de Marques Mendes, é o nome mais recente a colocar-se ao lado de Seguro. Rui Moreira anuncia o voto na segunda volta e diz que é o único candidato capaz de ser o presidente de todos. Em entrevista à SIC, o ex-presidente da Câmara do Porto afirma que António José Seguro lhe dá essa garantia.
Estarei com António José Seguro nesta segunda volta. Sem nenhum desprimor para André Ventura, aquilo que é óbvio é que André Ventura disse, em tempo, que não queria ser presidente de todos os portugueses, queria ser presidente apenas de alguns portugueses, o que é perfeitamente legítimo. Eu quero um presidente que seja presidente de todos os portugueses, daqueles que pensam como eu e daqueles que pensam de forma diferente. Portanto, esta é a minha forma de ver a vida e considero que António José Seguro é, neste momento, uma pessoa que me dá essas garantias. Por isso, irei apoiar firmemente a candidatura de António José Seguro à segunda volta.
Rui Moreira diz também que compreende a neutralidade manifestada por Luís Montenegro, que optou por não escolher nenhum dos candidatos. Nesta entrevista, assume ainda parte da derrota de Luís Marques Mendes, visto que foi ele o mandatário nacional da candidatura apoiada pela AD.
Já Isaltino Morais, que apoiou Gouveia e Melo na primeira volta, não revela em quem vai votar, mas deixa no ar a possibilidade de apoiar António José Seguro. Garante apenas que em André Ventura não vota.
Nunca. É o que diz a entrevista à CNN Portugal.
Obviamente, pelo meu percurso, eu nunca votaria em André Ventura, como é óbvio. Portanto, para mim, isso está perfeitamente claro.
Portanto, votará António José Seguro.
Não disse que votava, em quem votava ainda. O que estou a dizer é que André Ventura não votarei.
Sabe em quem não vota.
Não, porque as eleições foram esta noite, eu ainda estou a digerir a tristeza que me deu a votação que o candidato Gouveia e Melo teve e, portanto, eu diria que tenho que ir por os dias, eu direi claramente em quem vou votar.
Isaltino Morais, em entrevista na CNN Portugal, o presidente da Câmara de Oeiras diz ainda que Luís Montenegro está em dificuldades face ao crescimento de André Ventura.
António José Seguro soma, assim, o apoio de vários nomes da direita, de PSD, Iniciativa Liberal e CDS contra André Ventura.
Nomes como Rui Rocha, Carlos Guimarães Pinto e Mário Morim Lopes, da IL. Também Cecília Meireles, do CDS, e José Eduardo Martins, do PSD, e também figuras que estiveram ao lado de outros candidatos nestas presidenciais, na primeira volta. Por exemplo, Carlos Carreiras e Francisco Rodrigues dos Santos, apoiantes de Gouveia e Melo, Pedro Duarte e Poias Maduro, que estavam na campanha de Marques Mendes, ou José Miguel Júdice, que foi o mandatário de João Cotrim Figueiredo.
E perante tudo isto, André Ventura admite estar espantado com os apoios de dirigentes da Iniciativa Liberal a António José Seguro.
Já os apoios do PSD ao candidato socialista não surpreendem André Ventura.
Espanta-me mais alguns nomes da Iniciativa Liberal, francamente, porque achava, ou acho, que há uma abordagem por parte de dirigentes da Iniciativa Liberal de querer romper com o sistema em termos dos impostos. O PSD não me espanta que haja nomes que eu percebi a intervenção moderada do primeiro-ministro, de procurar não tomar parte, mas não me espanta que os dirigentes do PSD estejam a apoiar o António José Seguro.
Nada espantado, André Ventura, em entrevista à RTP, reconhece também que tem um caminho estreito nesta segunda volta. Já António José Seguro considera que está a ser bem-sucedido no apelo que fez aos democratas para que o apoiem nas eleições do dia 8 de fevereiro. O candidato apoiado pelo PS vai voltar já esta manhã à campanha. Visita a uma unidade de saúde em Odivelas.
E os eventuais apoios na segunda volta são o tema do explicador desta manhã. São nossos convidados Rui Moreira e Carlos Carreiras, pra ouvir logo a seguir ao jornal das 9. Entretanto, o governo faz as contas e antecipa uma vitória de António José Seguro na segunda volta. E Carla, o Executivo vê com tranquilidade a possibilidade do Palácio de Belém ser liderado pelo socialista.
No núcleo duro do Executivo, a ordem é para desdramatizar e virar a página do mau resultado de Luís Marques Mendes. Foi o que apurou o Observador junto de várias fontes do governo e da AD. Passado o choque do resultado de Marques Mendes, o Executivo assume que Seguro será provavelmente o próximo presidente da República, Rui Casanova.
Uma fonte do PSD, ouvida pelo Observador, relativiza o que aconteceu no domingo e no núcleo duro do governo da AD, a ordem neste momento é para virar a página e passar à frente. Na AD, torce-se agora para que António José Seguro seja tudo aquilo que os sociais-democratas acreditam que vai ser: um presidente cooperante. O Executivo está também à espera de alguns sinais por parte do próprio Seguro. Um elemento do núcleo duro de Luís Montenegro diz que o candidato apoiado pelo PS tem que fazer a sua parte e dar algum sinal de abertura ao centro-direita moderado já nesta campanha para a segunda volta a 8 de fevereiro.
Sendo que os sociais-democratas, Rui, não acreditam que Seguro se esteja a candidatar para ser um obstáculo permanente a Luís Montenegro.
Exatamente. E aliás, há mesmo a convicção de que vai ter de mostrar independência face ao Partido Socialista, isto se quiser garantir a reeleição daqui a cinco anos.
Já uma vitória de André Ventura é vista com maior apreensão pelo governo.
Sobretudo numa altura em que o presidente do Chega já aproveita para se autoproclamar como o novo líder da direita. Foi o que afirmou no domingo, logo após saírem os resultados das eleições. Ainda assim, entre os sociais-democratas ouvidos pelo Observador, há quem tente nesta fase desvalorizar essa possível ameaça e perguntam quais seriam, na realidade, os efeitos práticos de uma eleição de André Ventura em termos constitucionais.
Rui Casanova, com os cenários com que o governo está neste momento a trabalhar. Entretanto, também já se fala em ministros remodeláveis. Uma fonte do governo diz, no entanto, que não vale a pena tentar adivinhar quem vai sair, porque isso só está na cabeça do primeiro-ministro.
E este é o artigo em manchete, a esta hora no site do Observador, e assinado pelos jornalistas Mariana Lima Cunha e Miguel Santos Carrapatoso. O pacote laboral volta hoje a estar no centro das atenções. O primeiro-ministro recebe esta tarde o secretário-geral da CGTP. A central sindical insiste que quer fazer cair o pacote laboral.
Uma reunião que vai decorrer em São Bento, também com a presença da ministra do Trabalho. Tiago Oliveira antecipou o encontro em declarações à Rádio Observador e repete que o objetivo é só um: fazer cair o pacote laboral.
Nesta reunião, o que nós vamos exigir é a retirada do pacote laboral e, a partir daí
Vamos voltar a entregar amanhã ao governo as propostas que a CGTP apresentou, que a própria ministra, numa reunião que teve com a CGTP, disse que o governo não se revia em nenhuma das propostas da CGTP. Mas se diz que não se revê, é porque a CGTP apresentou propostas e tomou posição e está a tomar um lado. E amanhã iremos apresentar estas propostas novamente e vamos lutar por essas propostas. Vamos lutar pela redução dos horários de trabalho, contra a precariedade, pela contratação coletiva, pela valorização dos salários.
Questionado sobre a possibilidade de marcar uma nova greve, caso a reunião não corra como esperado, Tiago Oliveira avisa apenas que todas as formas de luta continuam em cima da mesa.
Todas as formas de luta estão em cima da mesa, como sempre estiveram. A CGTP diz isso desde o início. Já fizemos um conjunto de iniciativas, tivemos grandes manifestações, tivemos a grande greve geral, entregámos 190 mil assinaturas de rejeição do pacote laboral. Portanto, está nas mãos do governo decidir o que vai ser o futuro. Está na mão da CGTP, está na mão dos trabalhadores a resposta àquilo que o governo decidir fazer. Se o governo decidir continuar a insistir nesta revisão da legislação laboral, pode contar com uma luta dos trabalhadores. E isso é que é determinante para alterar a correlação de forças que neste momento este governo quer implementar.
Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, em declarações à Rádio Observador, a antecipar o encontro logo à tarde em São Bento. Esta reunião já foi adiada por duas vezes, agora está marcada para às 15h30 e vai ter também a presença da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho.
São 08h08, já a seguir à nova edição de Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque?
Hoje há também negociações na saúde. A Federação Nacional dos Médicos vai começar uma nova ronda com o governo. O objetivo é exigir o cumprimento integral do protocolo assinado com o executivo. É uma reunião que vai contar com o novo presidente da FNAM, André Gomes. Os Estados Unidos alertam os outros países para que não respondam às tarifas comerciais anunciadas por Trump na sequência da polêmica em torno da Gronelândia. Um aviso deixado esta manhã pelo secretário do Tesouro norte-americano no Fórum Econômico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça. O governante pede calma aos países sancionados e lembra que a guerra tarifária com a China no ano passado levou à implementação de taxas de até 145%. Hoje faz precisamente um ano que Donald Trump tomou novamente posse. A Anistia Internacional alerta para uma trajetória perigosa dos Estados Unidos neste período. A Organização Internacional de Defesa dos Direitos Humanos denuncia uma escalada autoritária e alerta para a erosão de direitos no país. No relatório, a Anistia acusa a administração Trump de práticas repressivas contra a liberdade de expressão, bem como ataques à separação de poderes. Um ataque russo com recurso a mísseis e drones deixou milhares de pessoas sem acesso à água e à eletricidade em Kiev esta noite, numa altura em que as temperaturas descem até aos 10 graus negativos. O corte de energia ocorreu depois de terem sido ouvidas várias explosões na capital da Ucrânia e depois da Força Aérea ter alertado que mísseis balísticos estavam a rondar a cidade. Esta noite o Sporting recebe o Paris Saint-Germain no Estádio de Alvalade para a Liga dos Campeões. Rui Borges afirma que vai defrontar a melhor equipa da Europa. O jogo começa às 20h, vai ter relato aqui na Rádio Observador. Ainda no desporto, mas no andebol, a seleção portuguesa disputa hoje o apuramento para a próxima fase contra a tetracampeã mundial Dinamarca. Para passar, Portugal precisa de um empate naquela que vai ser a última jornada do grupo B da fase preliminar do Europeu de 2026.