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Oito e dois. As notícias na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. A ministra do Trabalho admite que é uma derrota para o governo se a proposta de reforma laboral for chumbada no Parlamento.
Maria do Rosário Palma Ramalho garante que assume todas as responsabilidades se isso acontecer. Numa entrevista à TVI, a ministra insiste, ainda assim, na importância desta proposta.
Se isto não passar no Parlamento, será uma derrota do governo. Repare, este projecto não é da ministra, este projecto é do governo, foi aprovado formalmente em Conselho de Ministros como anteprojecto, depois foi discutido durante nove meses com os parceiros sociais, agora foi aprovado formalmente como proposta de lei e naturalmente que o governo gostaria que passasse, porque ele é muito importante para os trabalhadores. Se não passar, eu julgo que a Assembleia da República também assumirá as suas responsabilidades, se terá que o fazer.
A ministra do Trabalho deixa também um aviso ao PS. Pede que todos os partidos olhem para a proposta com responsabilidade. O Partido Socialista avisa, entretanto, que deve votar contra a proposta, na generalidade, é o que avança uma fonte do PS à Agência Lusa.
O governo tem uma estratégia para conseguir aprovar as alterações à lei laboral. O Executivo acredita que é capaz de convencer André Ventura a aprovar as medidas.
A estratégia do governo parece clara: apostar tudo na posição do Chega, Carlos Pedro.
Até porque, sabe o Observador, o governo está profundamente convencido de que as linhas vermelhas do líder do Chega são ultrapassáveis, nomeadamente a redução da idade da reforma. André Ventura já teve várias posições sobre o tema. Depois de anunciar no Parlamento que só aceitaria uma nova lei laboral que tivesse a descida da idade da reforma como contrapartida, o líder do Chega já foi introduzindo algumas nuances, como fazê-lo de forma gradual e para determinadas profissões. Entretanto, André Ventura também exigiu como moeda de troca aumentar o número de dias de férias, que abre outra porta para o governo explorar.
O PSD está assim a tentar trazer o Chega para uma solução de compromisso e a proposta que saiu ontem do Conselho de Ministros pode ser tal ponto que faltava.
Até porque o documento é, em muitos aspectos, idêntico à versão original, longe, portanto, do resultado das negociações com os patrões e a UGT, o que dá margem suficiente ao governo para acomodar certas cedências. No entanto, dentro do Chega tem havido algumas tensões internas sobre a matéria, sobretudo depois de Ventura ter sido diretamente visado por Pedro Passos Coelho. Há quem esteja a colar o Chega ao PCP e isso faz soar os alarmes no partido. O Observador sabe que o Chega tem como objetivo primordial preservar o núcleo eleitoral, mas também estender a influência aos mais velhos e aos mais novos.
Carlos Pedro, com a estratégia do governo para fazer aprovar as alterações à lei laboral. A proposta vai seguir agora para o Parlamento.
Esta é uma notícia em destaque a esta hora no site do Observador. A reforma laboral é também o tema do Explicador desta manhã. Portugal vai começar a preparar reservas estratégicas de alimentos para situações de crise ou catástrofe. É um dos objetivos expressos pelo governo no PTRR.
Estas reservas já existem em países europeus como a Alemanha, Finlândia ou Suécia, que têm milhares de toneladas de comida, como trigo, arroz e leguminosas armazenadas. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro na apresentação do PTRR no final de abril, mas passou despercebido. Certo é que o PTRR prevê a construção de novos silos de cereais ou a modernização dos que já existem. A ideia não é de agora, mas foi acelerada por causa das tempestades do início do ano, como explica a jornalista do Observador, Ana Sales.
Uma das pessoas com quem nós falámos para este trabalho, presidente das indústrias alimentares, diz-nos que já anda a falar disto com o governo desde a pandemia e que até o discurso foi acelerado na altura da guerra da Ucrânia e da invasão da Rússia pela Ucrânia, porque aí, como bem te lembras, a questão dos cereais foi bastante problemática e a escassez era um cenário admitido. Não só em Portugal, como em toda a Europa, o problema do acesso, da falta de produção na Europa e a dependência externa da União Europeia, foi bastante notório que era um problema.
A jornalista da Editoria de Economia do Observador, Ana Sales, na história do dia. Ainda não se sabe quando os produtos vão ser armazenados. O Observador questionou o Ministério da Agricultura sobre o tema, não obteve resposta. A medida deverá custar 200 milhões de euros até ao final da legislatura.
Esta é a notícia que faz manchete a esta hora no site do Observador. Donald Trump saiu há pouco da China depois de uma visita oficial de três dias. O presidente dos Estados Unidos fala numa viagem incrível e garante que teve resultados muito positivos.
Nas últimas horas, Trump e Xi Jinping voltaram a estar reunidos, falaram em particular da importância do cessar-fogo no Irão e da reabertura do Estreito de Ormuz. Lado a lado com o líder chinês, Trump destaca a boa relação entre os dois países, uma relação que, diz, sai reforçada depois desta viagem.
Fizemos alguns acordos comerciais fantásticos para ambos os países. É um homem que respeito muito. Tornamo-nos realmente amigos, conhecemo-nos há 11 anos, quase 12 anos, e isso é muito tempo. Resolvemos diversos problemas que outras pessoas não teriam conseguido resolver.
Donald Trump, que entretanto já embarcou no avião presidencial, teve uma cerimônia de despedida com honras militares no aeroporto de Pequim.
Temas para analisarmos no O Domínio da Guerra, depois das 21h30, com o major general Arno Moreira. Agora 20h07, Carla, que outras notícias estão em destaque?
Quase 40% dos trabalhadores dizem ser vítimas de assédio laboral. É a conclusão de um estudo do Laboratório Português de Ambiente de Trabalhos Saudáveis, que teve mais de 5500 respostas de profissionais de vários setores. Os especialistas alertam, sobretudo, para casos de exaustão e burnout e avisam que esta realidade tem vindo a aumentar em Portugal. A Lei do Retorno é hoje discutida na Assembleia da República. Trata-se da proposta de lei do governo, que procura acelerar os procedimentos de afastamento de estrangeiros em situação irregular. O governo quer alargar os prazos de detenção de estrangeiros nos centros de instalação temporária. Os meios de combate a incêndios são reforçados a partir de hoje. Passam a estar no terreno quase 12 mil operacionais e 37 meios aéreos. É o que indica o dispositivo especial de combate a incêndios rurais.