Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São 8:01 As notícias com o jornalista Luís Soares. Começamos com a Operação Emergente. A vereadora do PS, Alexandra Leitão, defende a suspensão do mandato de políticos que foram constituídos arguidos no processo.

Isto depois de "O Observador" ter noticiado que há dois vereadores do Partido Socialista na Câmara de Lisboa, arguidos na Operação Emergente, que investiga o poder autárquico do PS. Em causa estão Sérgio Cintra e Carla Madeira. Pertencem os dois à equipa de vereação de Alexandra Leitão e já afirmaram que não ponderam suspender funções. No espaço de comentário ontem à noite na CNN Portugal, Alexandra Leitão afirma que agiria de forma diferente se fosse ela avisada numa investigação deste gênero.

A manutenção ou não em funções, ou a sua suspensão, não estou a falar em renúncia, estou a falar em suspensão, depende de uma valoração que os próprios, tendo em conta que o mandato é seu, devem fazer relativamente às condições políticas que têm para exercer esse mandato. É evidente que isto é mau para o Partido Socialista, como foi o tutifruti para o PSD e outros casos. É evidente que isto é mau.

Neste sentido, Alexandra Leitão elogia Miguel Coelho, antigo presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. Ele suspendeu o mandato enquanto deputado municipal em Lisboa. Alexandra Leitão critica ainda a dimensão da operação policial no âmbito da Operação Emergente. Fala mesmo em exagero e show off por parte das autoridades.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, considera que Pedro Passos Coelho teve uma semana infeliz. O autarca, eleito pelo PC, critica aquilo que descreve como mensagens encriptadas.

Diz mesmo que está desiludido com Pedro Passos Coelho, depois do ex-primeiro-ministro ter falado em políticos postiços e em prostitutos sem caráter. Pedro Duarte defende que o ex-primeiro-ministro devia ser direto e assumir o que tem a dizer ao país, em vez de criar especulações.

Eu acho que ele teve uma semana particularmente infeliz desse ponto de vista. Não escondo, não estou aqui com rodeios. Não deixo de manifestar a minha desilusão. Desde logo, em primeiro lugar, pelo tipo de mensagens que são um bocadinho encriptadas. Nós somos todos obrigados a ler as entrelinhas daquilo que ele diz. E para quem tanto critica os políticos postiços, eu acho que lhe ficava bem assumir. O que ele tem para dizer ao país, que diga. Se tem alguma coisa a apontar a alguém, que nomeie. Até porque ele é um homem corajoso, pelo menos conheci-o assim. Portanto, não percebo muito bem agora esta forma assim um bocadinho de bate e foge, sem ser absolutamente assumido. E deixar ao critério da nossa imaginação o que é que ele eventualmente quereria dizer.

As críticas de Pedro Duarte a Pedro Passos Coelho ontem à noite, no espaço de comentário na CNN Portugal. Noutros temas, o autarca do Porto volta também a pedir um reforço do policiamento para travar o tráfico de droga na cidade.

O imposto sobre os refrigerantes deixou de reverter diretamente para o Serviço Nacional de Saúde. A mudança passou despercebida no Orçamento do Estado para este ano, como, Luís, já tinha acontecido também com o imposto sobre o tabaco.

É o que adianta esta manhã o jornal Público. Este imposto sobre os refrigerantes já rendeu ao Estado mais de €500 milhões. Deixa de estar diretamente direcionado para o financiamento do Serviço Nacional de Saúde. Passa a ir para o bolso geral dos impostos arrecadados, ao contrário do objetivo para o qual foi criado em 2017 e da recomendação da Organização Mundial da Saúde. Questionado pelo Público, o Ministério da Saúde explica que a opção seguida foi a de que o financiamento global do SNS é assegurado através de dotações do Orçamento do Estado. Os mecanismos de consignação são utilizados sobretudo quando estão diretamente associados a objetivos concretos de política de saúde pública, o que o governo entende não ser o caso.

E Luís, esta alteração é alvo de muitas críticas, nomeadamente do antigo secretário de Estado, Fernando Araújo.

Ao Público fala numa reversão profunda e acusa o governo de ter implementado a mudança de forma silenciosa. Fernando Araújo era secretário de Estado na altura em que o imposto entrou em vigor e foi também diretor-executivo do SNS. Também ao Público, o antigo diretor do Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, considera que desta forma se perde uma oportunidade para usar essa verba em programas de promoção da alimentação saudável. Já a atual diretora do mesmo programa assegura que esta mudança não invalida a utilização de verbas neste tipo de iniciativas.

As crianças portuguesas passam quase 40 horas por semana na escola. Portugal está entre os países da União Europeia onde este número é mais elevado.

A partir dos três anos de idade, as crianças passam quase um terço de todo o tempo na creche, em infantários ou na escola. É o que indica um estudo da Pordata divulgado hoje a propósito do Dia Mundial da Criança. Portugal é mesmo um dos países da União Europeia onde as crianças passam, Marta Caramelo Nobre, mais tempo na escola.

Contas feitas, são quase 40 horas por semana, o que coloca Portugal no top cinco da União Europeia. Olhando para os alunos entre o primeiro ano de escolaridade e os 12 anos de idade, o país ultrapassa todos os restantes Estados-membros. Mas é entre os três e os seis anos de idade que as crianças portuguesas passam mais tempo nas escolas. Mais horas do que em Portugal, só mesmo na Hungria, Letônia e Lituânia. Contudo, no contexto europeu, as realidades são bastante diferentes. Na Alemanha e nos Países Baixos, por exemplo, os alunos não passam mais de 30 horas semanais na escola depois de iniciarem a escolaridade obrigatória.

E Marta, outros dados neste estudo da Pordata que chamam a atenção. Portugal está a perder crianças a um dos ritmos mais rápidos da Europa.

Em 1975, pós 25 de abril, as crianças com menos de 12 anos representavam 22% da população portuguesa e Portugal era o segundo país europeu com maior número de crianças. Meio século depois, as crianças portuguesas não representam 10% da população. Ao todo, vivem atualmente em Portugal cerca de 1 milhão e 58 mil crianças com menos de 12 anos, num universo europeu de cerca de 50 milhões.

Marta Caramelo Nobre e as conclusões principais deste estudo da Pordata, divulgado hoje, Dia Mundial da Criança.

São 08:07. Daqui a pouco há Momentos de Glória. Antes, tempo para as outras notícias que marcam a atualidade. Luís Soares.

Morreu Carlos Brito, antigo dirigente do PSD, tinha 90 anos. Ele foi Ministro da Defesa no segundo governo liderado por Cavaco Silva. Carlos Brito foi também governador civil e vereador da Câmara Municipal do Porto. Em comunicado, o PSD lamenta a morte, fala numa personalidade referência da vida pública portuguesa e num destacado militante social-democrata. Os trabalhadores da AIMA começam hoje uma greve que vai prolongar-se por quatro dias. A paralisação é convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração contra aquilo que descrevem como aumento da pressão sobre os trabalhadores. A greve vai coincidir com a greve geral convocada pela CGTP, marcada para quarta-feira. Donald Trump repete que o Irão quer muito chegar a um acordo. É o que escreve o presidente norte-americano na rede Truth Social, horas depois das tropas norte-americanas terem atacado infraestruturas do Irão, no sul do país. É a terceira onda de ataques em menos de uma semana. Foram atingidos sistemas de radar e de controle de drones. Os Estados Unidos falam numa resposta a ações agressivas por parte do Irão.