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Fara 8 e 1. As notícias na Rádio Observador com o jornalista Luís Soares. Os moradores do Conselho de Almada consideram que as medidas que têm sido tomadas pela autarquia para resolver o problema da falta de água não são suficientes. Esta é uma situação que persiste e não tem fim à vista, Luís.
É, dura há várias semanas e por isso foram cerca de 1500 pessoas que saíram ontem à noite à rua. Os manifestantes reclamam soluções imediatas para a falta de água e criticam a degradação da rede de abastecimento. Acusam também o município de falta de investimento e de planeamento. Muitos pedem ainda a demissão da autarca Inês de Medeiros. O repórter da Rádio Observador, Rui Casanova, tem estado esta manhã na Costa de Caparica, e Rui, tens testemunhado por aí as dificuldades da população com a falta de água.
Sim, uma situação dramática e triste. São algumas das expressões que já ouvimos por aqui esta manhã entre moradores e comerciantes. São todos afetados por esta situação, que não é a primeira vez que acontece, mas este ano está a ser vivida com mais intensidade, sobretudo aqui na freguesia da Costa de Caparica, onde estamos. Estou aqui com Pedro Félix. Além de morador aqui na Costa de Caparica, pertence também ao movimento Futuro da Costa. Começo por lhe perguntar, de forma muito simples, esta manhã quando acordou, tinha água em casa?
Normalmente temos água de manhã. À meia da manhã ela falta. Hoje, vamos ver. Ontem, não sei por quê, talvez por tanta comunicação social, tanto barulho que houve, tivemos praticamente só todo o dia, só no final da tarde é que falhou. Mas tem sido assim constante, já há quase um mês.
Estávamos a dizer há pouco que teve a oportunidade de ouvir as declarações de Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, pedir compreensão aos almadenses, dizer que está a fazer tudo o que é possível para resolver esta situação. Como é que viu essas declarações? É suficiente esta mensagem?
Não. A maior culpada de tudo que está a passar é a Câmara de Almada e, é lógico, que a presidente é executiva. Nós estamos numa situação que o SMAS está há praticamente uma década sem ter nenhum investimento. As infraestruturas estão caóticas e basta ver que não é só aqui na Costa de Caparica, temos Laranjeiro, temos Feijó, temos Charneca. Isto é um problema mais grave do que parece e com uma solução complicada.
E que já dura há vários anos. Ontem vimos um cordão humano que se transformou num protesto, juntou várias pessoas aqui no centro histórico da Costa de Caparica. Portanto, é um problema que afeta muitas pessoas, várias freguesias deste concelho. A forte adesão a este protesto, a este cordão humano, mostra também o descontentamento da população. Sabe se está a ser organizado mais algum protesto, alguma iniciativa para colocar essa pressão sobre a autarquia para resolver este problema que se arrasta há já algumas semanas?
Eu acredito que sim. Nós, como movimento, vamos continuar a pressionar tanto a SMAS como a Câmara de Almada. Ainda ontem enviámos um e-mail para todos os partidos com assento na Câmara e na Assembleia Municipal, já que o movimento não tem assento em Almada, para que se juntassem, deixassem-se de moções e de outro tipo de ação, mas que deixassem as políticas de lado e que formassem um grupo unido, sólido, para que pusessem o problema de tal forma que a Câmara tivesse que resolver o mais rapidamente possível.
Obrigado, Pedro Félix, do movimento Futuro da Costa, morador da Costa de Caparica, um dos muitos afetados por este problema da falta de abastecimento de água aqui no Conselho de Almada.
E o Rui Casanova vai continuar ao longo da manhã pela Costa de Caparica. Ontem, através de um vídeo publicado nas redes sociais, Inês de Medeiros admitia que as falhas no abastecimento de água no Conselho são graves, mas garante que resolver o problema é, neste momento, a única prioridade para a autarquia.
E continuamos em Almada. As Unidades de Saúde Familiares do Conselho continuam com falhas nos sistemas de ar-condicionado, apesar de ter sido lançado um concurso público que previa a climatização deste centro de saúde. A Comissão de Utentes revela que até agora nada foi feito.
O concurso incluiu apenas quatro das 12 USFs de Almada, sendo que o prazo para execução termina este mês. A porta-voz da Comissão de Utentes de Almada, Luísa Ramos, diz que o ar-condicionado destas unidades continua por reparar e fala em falta de informação e planeamento.
Do ano passado para este, a maioria dos problemas estão por resolver. Continua a haver situações em que não há ares-condicionados. Portanto, é um assunto que se arrasta. Nós temos exigido que o município faça uma calendarização, um programa de intervenção, porque a situação tem que ser resolvida de uma vez por todas. E, de facto, o que temos neste momento é a informação de que não há resposta a todas as necessidades da climatização dos centros de saúde.
Luísa Ramos revela ainda que para colmatar o problema, muitas vezes os próprios profissionais de saúde levam ares-condicionados portáteis para os consultórios. O Observador procurou obter respostas também junto da Câmara de Almada e da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal. A ULS remeteu para a Câmara, que até o momento não respondeu. Um estudo da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar revela que 49% dos coordenadores dizem não ter sistema de climatização em condições adequadas.
Este é o tema do ante para o caso desta semana, que vai para o ar logo a seguir ao jornal das 17h00. O episódio completo já está disponível em podcast. Luís, o ministro da Educação diz que 65% dos exames nacionais já estão corrigidos e por isso afasta preocupações com a correção das provas.
Foi entrevistado ontem à noite na SIC Notícias. Fernando Alexandre assegura que apesar dos problemas iniciais com a entrega dos exames e com o software, o processo de correção decorre agora dentro da normalidade.
Nós estamos no meio de um processo e fala-se de caos desde que começou o processo. Ele ainda não tinha começado, já havia quem adivinhasse o caos. De facto, não começou bem. Tivemos algumas perturbações que foram fundamentalmente de software, que têm vindo a ser resolvidas na quase totalidade. À medida que vamos evoluindo, o processo está estabilizado. Neste momento, há uma tranquilidade na correção dos exames. Nós temos 65% das provas distribuídas corrigidas neste momento.
A garantia do ministro da Educação, que explica também que os constrangimentos registados no arranque do processo reduziram o tempo disponível para a correção das provas, o que levou o governo a prolongar os prazos para evitar que os professores tivessem uma pressão adicional.
São agora 08h07, Luís, antes dos Momentos de Glória, que outras notícias há a destacar?
A maioria do Irão diz que 14 pessoas morreram nos últimos dois dias devido aos ataques dos Estados Unidos. Teerão reivindicou ataques com drones contra bases norte-americanas no Bahrain, no Kwait e no Qatar. Surgiram como resposta a uma nova onda de ataques norte-americanos em vários pontos iranianos no Estreito de Ormuz. A TAP vai retomar os voos de e para a Venezuela já na próxima segunda-feira, dia 13. A companhia aérea vai utilizar o aeroporto de Valência, que fica a 170 km de Caracas, anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio de Sousa, que está de visita à Venezuela. O Chega apresentou esta madrugada novas alterações à chamada Lei das Burcas e a direção do partido diz ter garantias de aprovação por parte do PSD. Em comunicado divulgado já depois da meia-noite, o partido liderado por André Ventura afirma que os sociais-democratas vão retirar o projeto de alterações à lei que tinham submetido e vão aceitar viabilizar o projeto do Chega.