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As notícias com Luís Soares. Quatro bombeiros ficaram feridos depois de um despiste de um veículo de combate ao incêndio de Arouca, ontem à noite. Três deles estão em estado grave.
São informações apuradas há instantes pela Rádio Observador. O segundo comandante da Proteção Civil da sub-região de Aveiro diz que os quatro feridos já foram transportados para o hospital. Ricardo Fradique explica que os bombeiros estavam na linha da frente de fogo em Arouca. O acidente aconteceu numa ravina.
Três feridos graves e um ligeiro. Bombeiros.
O que aconteceu? Estavam no combate às chamas.
Estavam no combate, junto à localidade de Pedrógão, e têm um despiste numa ravina. Estão a começar a ser evacuados agora para as unidades hospitalares.
Ricardo Fradique, segundo comandante da Proteção Civil da sub-região de Aveiro, ouvido pelo jornalista Miguel Pina Andrade, a explicar aqui que três dos quatro bombeiros feridos neste acidente estão em estado grave. O incêndio em Arouca continua ativo, é um dos que envolve mais meios no combate às chamas. Cerca de 500 operacionais, 150 viaturas, num fogo com quatro frentes e com zonas, como ouvimos, de difícil acesso para os bombeiros. No entanto, o segundo comandante da sub-região de Aveiro, Ricardo Fradique, explica também que a noite foi favorável ao combate às chamas.
A situação parece mais controlada, mas ainda com quatro frentes ativas. Mas não há nenhuma povoação em risco neste momento. Tivemos evolução no incêndio, continuamos com janela de oportunidade agora durante a manhã. Portanto, pensamos que vai continuar a evoluir favoravelmente o combate.
Uma noite favorável no combate às chamas em Arouca, mas ainda com muito trabalho pela frente. É o que explica à Rádio Observador o comandante Ricardo Fradique sobre precisamente este incêndio em Arouca. No mapa dos incêndios, destaque também para Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, onde estão também quase 500 operacionais, 150 viaturas. Há ainda outros dois fogos ativos a esta hora, mas com menos meios no terreno. Em Santo Tirso, na região do Porto, com duas frentes, o combate às chamas está a ser feito por 200 operacionais. No Alto Minho, o que mais preocupa é o incêndio em Monção, com três frentes de fogo. Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro do Alto Minho adiantava à Agência Lusa que não há casas em risco nem vítimas. No terreno, estão 100 operacionais e também 17 viaturas.
O presidente do CHEGA considera preocupante o estudo que foi apresentado ontem sobre o estado da Segurança Social. O relatório denuncia défices e conclui que os excedentes que têm sido apresentados nos últimos anos são enganadores.
E por isso mesmo, André Ventura diz-se preocupado com os números apresentados ontem pelo grupo de trabalho liderado pelo economista Jorge Bravo. O líder do CHEGA, em entrevista à Sic Notícias, utiliza estes dados para criticar também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, pelo discurso otimista que tem adotado.
Montenegro gosta de dizer assim: "As coisas estão aparentemente piores, mas é perceções. Eu sou à Cavaco e, portanto, na verdade, o país até pode estar pior, mas as contas estão melhor". Só que nem isso está. As contas mostram-nos que uma parte por causa do contexto externo, que não é responsabilidade do Governo, isso é uma evidência. O Governo não escolheu a guerra no Irão, nem na Ucrânia, etc. Mas a Segurança Social, a sua sustentabilidade, a dívida pública e o desequilíbrio que existe hoje-
O relatório que saiu hoje...
Era isso que eu ia dizer. É preocupante.
Preocupante, diz André Ventura na Sic Notícias. O relatório sobre a Segurança Social pede uma reforma no sistema de pensões, nomeadamente a criação de sistemas complementares, voluntários, com recurso a privados. Fonte do Governo revela ao Observador que o Executivo não quer abrir o dossiê da reforma da Segurança Social nesta legislatura.
Ainda sobre a entrevista de André Ventura, o presidente do CHEGA diz ter a certeza de que o PS vai viabilizar o Orçamento do Estado para o próximo ano e acusa José Luís Carneiro de ser a muleta do Governo.
Diz também André Ventura que o secretário-geral do PS fez falsas exigências ao Governo.
Vamos ser francos. O PS já sabe que vai viabilizar o Orçamento. Essa é a verdade. O Partido Socialista já sabe que tem que ser a muleta deste governo. Há uma coisa clara nas sondagens. O CHEGA é o líder da oposição. Isso é claríssimo. Para mais de 55% do eleitorado. Portanto, o PS sabe que tem que ser muleta do Governo. O PS, ao dar entrevista, dizer que tem quatro condições, cinco condições, repare, valores constitucionais, uma condição de José Luís Carneiro para aprovar o Orçamento do Estado. O que é que a Constituição tem que ver com o Orçamento do Estado?
As críticas de André Ventura ao PS. O líder do CHEGA também comentou a chamada Lei das Burcas, que foi ontem promulgada pelo Presidente da República. O líder do partido saudou a decisão de António José Seguro. O chefe de Estado promulgou ontem o projeto de lei apresentado pelo CHEGA, mas com alterações impostas pelo PSD, apesar de reconhecer, António José Seguro, que este é um tema sensível.
A missão Escola Pública alerta que há alunos que podem não conseguir fazer a candidatura ao ensino superior no próximo domingo. A porta-voz Cristina Mota denuncia erros nas revisões dos exames nacionais, mas o Governo nega.
De acordo com a missão Escola Pública, há estudantes com erros nas reapreciações ou impossibilitados de associar a ficha ENES por falhas na plataforma. Denúncia feita ao Observador por Cristina Mota.
A informação que nós temos é que o que está a falhar é o código que é facultado aos alunos em conjunto com a ficha ENES. Portanto, o código de acesso não está a corresponder. A plataforma diz que não é o código válido. Sabemos, efetivamente, que estão a ser emitidas novas fichas ENES, mas quando o aluno acede, não está a conseguir dar continuidade ao seu pedido.
Cristina Mota explica que os estudantes têm até sábado para resolver estes problemas ou então terão de pedir uma vaga extraordinária no concurso de acesso ao ensino superior.
Lembramos que os alunos têm efetivamente três dias para fazer essa atualização, a contar desde a data da afixação dos resultados e algumas escolas, ou a maioria das escolas, afixou os resultados na sexta-feira, tendo os alunos perdido dois dias desses três para efetuarem a candidatura. Portanto, colocamos aqui a hipótese de alguns destes constrangimentos estarem a resultar do fato dos alunos apenas terem tido acesso à ficha ENES já fora do prazo dos três dias.
As críticas da Cristina Mota, da Missão Escola Pública, o Ministério da Educação nega que haja qualquer falha na plataforma. Na resposta enviada ao Observador, a tutela escreve que a ficha ENES de reapreciação permite ao candidato aceder à plataforma durante os três dias previstos para alteração da candidatura, na sequência da divulgação do resultado da reapreciação. Terminado esse período, a mesma ficha deixa deliberadamente de permitir o acesso, de modo a impedir alterações à candidatura fora do prazo legalmente fixado. Ainda assim, para dar resposta a casos em que os alunos deixem passar o prazo, o ministério diz que as escolas foram informadas de que deverão emitir uma ficha ENES de reclamação que permita, essa sim, o acesso à plataforma de candidatura.
São agora 08h08, Luís Soares. Antes dos Momentos de Glória, que outras notícias há a destacar?
Um cidadão português foi ontem assassinado na Albânia. Um jovem de 20 anos foi encontrado morto após ter sido esfaqueado numa espreguiçadeira na praia, em frente a um bar na zona turística de Ksamil, no sul da Albânia. Em causa terão estado desacatos dentro desse bar, entre o cidadão português e outros clientes. O principal suspeito do crime foi detido. Há outras 10 pessoas suspeitas com ligação a este crime. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ontem à noite a suspensão de todas as relações comerciais e transações financeiras com o Irão. Anúncio feito após o Ministério da Defesa dos Emirados informar que os sistemas de defesa aérea tinham detetado dois mísseis balísticos lançados a partir do Irão contra o país.