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As notícias com Carla Jorge Carvalho. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar acusa o Governo de falta de conhecimento, depois de ter sido revelado que os quatro helicópteros comprados para missões de emergência médica só têm um heliporto para aterrar em todo o país.
"São demasiado grandes e demasiado pesados e, assim sendo, não deviam ter sido adquiridos". É o que diz o presidente do sindicato, Rui Lázaro. Só o heliporto do Hospital de Braga tem dimensão suficiente para poderem aterrar. À Rádio Observador, Rui Lázaro alerta para a falta de conhecimento do Ministério da Defesa e defende a escolha de outro modelo.
O modelo que o Governo assinou, o Black Hawk, é demasiado grande, pesado. Efetivamente, não consegue aterrar em locais de acesso restrito, sobretudo na maior parte dos heliportos do país. Ainda ontem, no Algarve, um dos helicópteros que serve agora o INEM aterrou numa rotunda. Era impossível isso acontecer com o Black Hawk. Esperemos que o Governo reverta a sua decisão. Ou é falta de conhecimento ou terá previsto outras missões que não a emergência médica. Uma coisa é certa: não é o modelo adequado para emergência médica. Disso não temos dúvidas, mas imaginamos que seria sobretudo falta de conhecimento.
Declarações de Rui Lázaro à Rádio Observador. Ele acredita que estes helicópteros podem ter sido comprados para outras missões além da emergência médica. A notícia de que só um dos sete heliportos do país, nos hospitais, reúne condições para aterragem destes aparelhos foi confirmada pela Autoridade Nacional de Aviação Civil ao jornal Público.
Está concluída a investigação ao caso das cirurgias adicionais no Hospital Santa Maria, em Lisboa. O relatório seguiu agora para o Ministério Público.
Falamos do caso do dermatologista, que terá recebido mais de €50 mil por um dia de trabalho, além de cerca de €400 mil em 10 sábados. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde concluiu que houve, de facto, uma violação das regras de funcionamento do sistema que permite cirurgias fora do horário de trabalho para responder às listas de espera no SNS. De acordo com o que revela a CNN Portugal, o relatório conclui que terão sido feitas uma série de pequenas cirurgias como se fossem de ambulatório e que foi feita também uma codificação indevida destas operações. Destaca-se também, de acordo com o relatório, a falta de mecanismos de controle deste sistema.
As reservas de sangue nos hospitais estão cada vez mais reduzidas. A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue volta a apelar às doações para fazer face a esta diminuição.
No último ano, Portugal registou uma nova redução de dadores de sangue. São quase menos 10 mil em comparação com 2017. À Rádio Observador, o presidente da Federação, Alberto Mota, pede a alteração do limite de idade para poder doar, que neste momento se fixa entre os 18 e os 65 anos.
Entendemos que uma das medidas que o Estado deve criar rapidamente é a alteração desta situação da idade. Logo que na triagem clínica seja dado como pessoa saudável e que possa fazer a sua dádiva. Entendemos também que não podemos continuar sempre com este problema de termos sempre baixas de reserva de sangue, mas também temos notícias de cancelamentos de colheitas por falta de meios profissionais, nomeadamente por profissionais dos centros de sangue de transplante do Porto, de Coimbra e de Lisboa.
O presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue, Alberto Mota, deixa, por isso, um apelo ao Ministério da Saúde para que melhorem os meios para as colheitas.
Henrique Gouveia e Melo acusa Luís Marques Mendes e Aníbal Cavaco Silva de alimentarem intrigas para o atacarem. E volta a garantir que Marcelo Rebelo de Sousa não foi decisivo para se candidatar às eleições presidenciais.
Luís Marques Mendes afirmou ontem que o almirante tem uma tendência para dizer disparates e entrar em contradições. E o antigo chefe de Estado e de Governo, Cavaco Silva, defendeu na semana passada, num artigo no Observador, que Gouveia e Melo não tem competência nem qualificações para liderar o país, sobretudo num quadro de incerteza. Ontem à noite, em entrevista à RTP, o candidato lamenta a decisão de entrar naquilo que descreve como a pequena política.
Vou preferir ignorar. E sabe por quê? Porque isso pra mim é a pequena política, é a pequena intriga. E parece que o doutor Luís Marques Mendes tem uma fixação em mim e o protetor dele também tem uma fixação em mim, porque veio manifestar.
Estás a referir-te a Cavaco Silva?
Sim, veio manifestar um apoio envergonhado ao candidato, mas atirou diretamente ad hominem sobre mim, o que não é muito nobre pra um ex-presidente da República.
E depois de ontem já ter criticado a Agência Lusa por ter publicado um artigo em que dá a entender que Gouveia e Melo avançou para a corrida a Belém motivado pelas tentativas de Marcelo Rebelo de Sousa de travar essa candidatura, o almirante volta mais uma vez a negar.
Ontem saiu uma notícia que alegava que o senhor presidente teve um papel decisivo na minha decisão. Isso não é verdade. Essa notícia é baseada num livro que foi escrito, um livro de entrevistas, e não há nada como verificar a entrevista. E nessa entrevista eu não digo isso e, portanto, é uma falsa alegação que me foi atribuída. Eu concorri ou concorro, porque acredito que devo servir a minha pátria e os portugueses neste momento de forma política e não continuando a servir na defesa, como eu continuava antes.
Nova garantia de Henrique Gouveia e Melo. O candidato presidencial deu ontem uma entrevista à RTP Notícias.
São agora 9:06, Carla, já a seguir o Explicador, mas antes, que notícias há a destacar esta hora.
Marcelo Rebelo de Sousa já chegou à Praça da República, em Luanda, onde vai assistir às celebrações dos 50 anos da independência de Angola. O presidente da República é acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. No total, vão estar 45 delegações estrangeiras nas cerimônias de hoje em Angola. Os 50 anos da independência do país já foram assinalados pelo presidente do Conselho Europeu. Na rede social X, António Costa diz esperar uma parceria cada vez mais forte de Angola com a União Europeia. Afinal, o sistema Empresa na Hora pode demorar quase um ano. Todos os agentes do setor falam numa ruptura de serviços. O Jornal de Notícias dá hoje conta de vários processos que se arrastam por meses, de telefones que ficam por atender e de pessoas obrigadas a fazer 500 km para conseguir concluir um processo mais rapidamente. Em causa está a falta de funcionários do setor do notariado. A Greenpeace alerta que o abandono rural agrava o risco de incêndios em Portugal e em Espanha. Na COP 30, a diretora-executiva da associação destes dois países diz à Agência Lusa que Portugal e Espanha enfrentam cada vez mais os efeitos extremos da crise climática, o que se deve também, diz, à ausência de gestão florestal e às metas europeias, que, no entender da Greenpeace, são insuficientes para o processo de descarbonização. Vamos agora ao cinema e ligar cinema às bebidas que estão na moda, mas preciso da vossa ajuda. Viram o filme "Wicked"? Bruno, deve ter visto.
Vi, mas estava um bocadinho distraído. Com os miúdos.
Eles viram com muita atenção.
Eles viram com muita atenção. Isto, se calhar, também é mais pra eles. Vai sair a parte dois do filme, inspirado no musical da Broadway. Mas há outras novidades para quem gosta de lattes. Há uma famosa marca de leite.
Portuguesa?
Portuguesa, que tem uma surpresa: lançou dois lattes de edição limitada inspirados nas personagens de "Wicked".
Os miúdos vão gostar disto.
O sabor bubble gum, que representa a personagem Glinda.
A cor-de-rosa, com certeza.
Claro. E depois há também o sabor matcha para outra personagem, a Bruxa Má. E a bebida é...
Matcha? É verde.
Verde. É uma edição especial, só disponível até dezembro, que é a altura em que vai estrear o novo filme.
Eu uma vez provei o leite verde.
Compraste leite verde? Não estava estragado?
Estava estragado. Devias ter visto o prazo.