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Observador. Edição das 9, com o Rui Casa Nova e começamos com explosões em Caracas. Nicolás Maduro denuncia uma agressão imperialista e militar dos Estados Unidos e afirma que a Venezuela tem que se mobilizar contra Donald Trump.

É a primeira reação oficial do presidente da Venezuela, na sequência das explosões ouvidas esta madrugada em Caracas. Em comunicado, Nicolás Maduro informa também que declarou estado de emergência nacional e ordenou a implementação de todos os planos de defesa. O líder venezuelano acusa ainda Donald Trump de estar a tentar apropriar-se dos recursos naturais do país e pede ao povo para que se insurja nas ruas contra aquilo que descreve como agressão imperial e militar. Não há, para já, reação oficial por parte dos Estados Unidos. Apenas a Administração Federal de Aviação norte-americana suspendeu os voos comerciais sobre território venezuelano. Mas de acordo com a estação norte-americana CBS, que cita fontes da Casa Branca, Donald Trump terá dado ordens às Forças Armadas para conduzir estes ataques militares em solo venezuelano. É uma informação que ainda não foi confirmada de forma oficial. Também ainda não se sabe ao certo a origem das explosões ou até se há vítimas. Sabemos apenas que há partes de Caracas sem eletricidade. Esta é uma notícia conhecida num momento de crescente tensão entre Donald Trump e Nicolás Maduro, sendo que o presidente dos Estados Unidos já tinha ameaçado avançar com uma incursão na Venezuela para travar o narcotráfico. No início do mês de dezembro, disse que o ataque na Venezuela estaria para muito breve.

E Rui, entretanto, já há reação do governo português. A primeira, o Executivo afirma que está a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto.

É o que avança à agência Lusa uma fonte oficial do governo, na sequência destas explosões ouvidas esta madrugada em Caracas. Foram pelo menos sete, de acordo com a mesma fonte. As autoridades portuguesas estão em contacto com a Embaixada de Caracas e com vários governos europeus. Também há instantes surgiu a primeira reação de Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da República garante que está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. É o que se pode ler numa curta nota publicada há pouco no site oficial da Presidência da República. De recordar que a comunidade portuguesa e lusodescendentes na Venezuela é uma das maiores em todo o mundo. Vivem no país mais de 600 mil cidadãos com ligação a Portugal. É uma notícia que vamos continuar a desenvolver ao longo desta edição das manhãs 360 de fim de semana da Rádio Observador e contamos voltar ainda a esta notícia neste jornal das 9 com análise em direto.

É isso mesmo, Rui Casa Nova. O governo português confirma que houve um lapso das autoridades suíças. Afinal, a portuguesa de 40 anos, apontada como ferida no incêndio numa estância de esqui na Suíça, não foi vítima da tragédia.

A imigrante portuguesa deu entrada no hospital de Sion na noite da passagem de ano, mas porque sofreu um acidente em casa. Liliana Batista, natural de Mirandela, esteve no hospital em simultâneo com os feridos do incêndio e por isso foi confundida com as vítimas, mas não teve qualquer relação com o incêndio na estância de esqui e até já teve alta, o que confirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que aponta para um lapso das autoridades da Suíça. À Rádio Observador, Emídio Sousa, o secretário de Estado das Comunidades, adianta também que o governo criou um canal de comunicação para serem sinalizados casos de eventuais portugueses envolvidos na sequência deste incêndio mortal numa estância de esqui em Crans-Montana, nos Alpes suíços.

Criamos um canal de comunicação que divulgamos no LinkedIn, nas redes sociais, com a nossa embaixada, para serem sinalizados casos de eventuais pessoas que pudessem estar desaparecidas, através de familiares ou amigos. Temos essa informação, dado que temos a informação que muitas das vítimas estão difíceis de reconhecer e foi no sentido de procurarmos obter pistas e foi isso que fizemos.

Continua, entretanto, desaparecida uma cidadã portuguesa originária de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro. Não são conhecidos ainda os contornos deste desaparecimento ou se está ou não relacionado com o incêndio na estância de esqui. Este incêndio que provocou cerca de 40 mortos e mais de 100 feridos, é o que indica a mais recente atualização das autoridades helvéticas. Os investigadores acreditam que o incêndio terá começado por causa de velas com faíscas colocadas em garrafas de champanhe. Na noite da passagem de ano, estava a decorrer uma festa no bar desta estância de luxo de esqui nos Alpes Suíços, na Suíça.

O Ministério Público arquivou o inquérito sobre o arremesso de objetos contra André Ventura nas presidenciais de 2021. O líder do Chega já anunciou que vai recorrer da decisão.

O caso remonta a 21 de janeiro de 2021. À saída de um comício em Setúbal, a comitiva do Chega foi confrontada por cerca de 120 pessoas que gritavam palavras de ordem como "fascismo nunca mais". Os manifestantes acabaram por se envolver em confrontos com a polícia, que já tinha destacado para o local o corpo de intervenção, e depois foram arremessados vários objetos contra André Ventura. O Ministério Público arquivou o inquérito. No despacho a que o Observador teve acesso, pode ler-se que o inquérito foi arquivado por falta de elementos que permitam concluir que os mesmos foram praticados. Ao Observador, André Ventura, líder do Chega e candidato presidencial apoiado pelo mesmo partido, afirma que está indignado e avança que vai recorrer desta decisão da Justiça.

E vamos ainda ao desporto. O Sporting escorregou em Barcelos, empata a uma bola com o Gil Vicente e os Leões podem agora ficar a sete pontos da liderança no final desta jornada.

A equipa de Rui Borges ainda foi a vencer para o intervalo, com o golo de Luís Suárez, já nos descontos da primeira parte. Na segunda parte, a vida ficou mais complicada para o Sporting. Gonçalo Inácio foi expulso por vermelho direto. O Gil Vicente aproveitou e chegou ao empate aos 87 minutos com golo de Carlos Eduardo. Na análise à partida, Rui Borges lamenta que a equipa não tenha marcado o segundo golo quando podia, mas recusa dar desculpas para justificar o empate.

Poderíamos ter feito 2 x 0 e estamos aqui a falar de outra coisa. Não fomos capazes de o fazer. Tivemos essa oportunidade, não fizemos. Deixámos entrar uma equipa que está a fazer um belíssimo campeonato, tem uma boa equipa, bem organizada, acredita sempre até ao fim, no estádio deles. E depois, claro, a expulsão condicionou ali um bocadinho, fez-os acreditar ainda mais nesse sentido e acabaram por conseguir chegar ao golo do empate. Por isso, não me vou lamentar com as ausências

Quero ter toda a gente, como é lógico, e isso era importante, ter toda a gente para nos dar mais soluções, mas dentro do que temos, a equipa bateu-se bem e apesar de tudo, teve qualidade.

Reação de Rui Borges a este empate em Barcelos frente ao Gil Vicente, a uma bola. Do lado da equipa da casa, César Peixoto deixa vários elogios à equipa, à prestação dos jogadores e acredita que os gilistas até podiam ter levado a vitória.

Tentamos jogar de igual para igual com o Sporting, que é uma equipa grande que luta pelo título. Este é o nosso ADN, não mudamos. Tenho muito orgulho no campeonato que estamos a fazer, nos meus jogadores, no trabalho que estamos a fazer. Não abdicam de jogar, não abdicam de pressionar alto. A nossa ideia é mesmo esta e acho que ficou provado hoje que, independentemente qual é o resultado, acho que nós, o resultado e o adversário, nós tivemos outra vez caráter para ir à procura, não nos organizamos e empatámos o jogo e quem sabe, podíamos ter vencido.

A reação de César Peixoto, que consegue um empate em casa frente ao bicampeão nacional Sporting. O Sporting que tem agora 42 pontos, menos quatro do que o Futebol Clube do Porto, que joga amanhã nos Açores frente ao Santa Clara. Já o Gil Vicente, por outro lado, está a fazer um grande campeonato. Chegou aos 28 pontos, recorde de pontuação do clube gilista numa primeira volta da Liga.

E quem pode aproveitar já hoje este deslize para reduzir a diferença para o rival é o Benfica. Os encarnados recebem na Luz o Estoril, que vem de duas vitórias consecutivas.

Também está a fazer um bom campeonato. Os encarnados podem voltar a reduzir a diferença para três pontos para o rival Sporting. As contas estão difíceis para o Benfica nesta edição da Liga, mas José Mourinho recusa atirar a toalha ao chão e diz que se agarra à matemática.

Se tivessem só nove em disputa, eu dizia a matemática não nos permite. Faltam muitos. Agarro-me, obviamente, à matemática e agarro-me ao facto de nós sermos a única equipa que nas competições portuguesas não perdeu. O Sporting já perdeu, o Porto já perdeu e o Benfica não perdeu. Agarro-me à nossa equipa, que não é, obviamente, uma equipa do outro mundo. Se fôssemos do outro mundo, estávamos em primeiro lugar e já qualificados na Champions, etc. Mas somos uma equipa que, com as suas forças e com as suas debilidades, somos uma boa equipa.

A leitura de Mourinho à atual classificação da Liga. O português deixou ainda muitos elogios ao Futebol Clube do Porto de Francesco Farioli, que diz estar a fazer uma primeira volta extraordinária. Do lado do Estoril, o técnico escocês Ian Cattu afirma que é um bom jogo para a equipa se superar e espera muitas dificuldades na Luz esta tarde.

Temos a consciência, claro, que obviamente vamos ter um jogo muito difícil. Jogamos contra uma equipa que tem excelentes jogadores. Acho que está muito claro que nós vamos ter um jogo de uma dificuldade elevada, que vai obrigar-nos a melhorar e tentar. É mais uma oportunidade para superar os nossos níveis.

Os dados estão lançados para este Benfica-Estoril, jogo marcado para esta tarde às 18h, no Estádio da Luz, em Lisboa.

Com relato aqui em direto na Rádio Observador, a partir das 17h35. E Rui, voltamos à notícia de abertura deste jornal, à primeira reação do governo português, àquilo que está a acontecer na Venezuela. Foram ouvidas explosões esta madrugada.

E o governo de Luís Montenegro afirma que está a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto. É a primeira reação do Executivo português, é o que avança à agência Lusa uma fonte do governo, na sequência destas explosões ouvidas esta madrugada em Caracas. De acordo com a mesma fonte, as autoridades portuguesas estão em contacto com a embaixada em Caracas e com vários governos europeus. Destaque também para Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da República diz estar a acompanhar a situação na Venezuela, em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. É o que dá conta o chefe de Estado numa nota publicada há pouco no site da presidência. De recordar que a comunidade portuguesa e luso-descendentes na Venezuela é uma das maiores em todo o mundo. Vivem no país mais de 600 mil cidadãos com ligação a Portugal. São reações que surgem depois das explosões ouvidas em Caracas, capital da Venezuela, esta madrugada. Foram pelo menos sete. Há também registo de aeronaves a sobrevoarem o espaço aéreo da capital venezuelana a baixa altitude. Nicolás Maduro denuncia aquilo que descreve como agressão imperialista e militar dos Estados Unidos. Afirma também que a Venezuela deve mobilizar-se contra Donald Trump. É o que pode ler-se num comunicado divulgado já esta manhã, pouco depois de a informação ter surgido. Nicolás Maduro pede ao povo venezuelano para que vá para as ruas e que se insurja contra aquilo que descreve como agressão imperial. Continuamos à espera da primeira reação oficial por parte dos Estados Unidos. A Casa Branca ainda não se pronunciou. Contactado pela CNN Internacional, o Pentágono remete a primeira reação para a Casa Branca, mas a Casa Branca ainda não reagiu a estas explosões nos Estados Unidos. A Venezuela afirma que são responsabilidade da administração de Donald Trump. Destaque aqui para a informação avançada pela estação norte-americana CBS, que cita fontes de Washington, que dão conta que Donald Trump terá dado pessoalmente ordem às Forças Armadas para conduzir ataques militares em solo venezuelano, mas a informação ainda não está confirmada. Também ainda não se sabe a origem das explosões ou até se há vítimas na sequência destes ataques. Vídeos que estão a circular há várias horas nas redes sociais mostram as explosões seguidas de incêndios e também grandes colunas de fumo no céu, no espaço de Caracas. Houve outras zonas da Venezuela a serem atingidas por estas explosões. Sabemos que foram ouvidas pelo menos sete explosões esta madrugada. Aconteceu por volta das duas da manhã, hora local. Eram cerca de seis da manhã em Lisboa. De recordar que há uma grande comunidade de luso-descendentes na Venezuela. A Rádio Observador está também a tentar contactar o Ministério dos Negócios Estrangeiros português para saber mais informações. E estamos também a aguardar a primeira reação de Donald Trump. De recordar que o presidente dos Estados Unidos já tinha ameaçado avançar com uma incursão na Venezuela para travar o narcotráfico. Nas últimas semanas, houve vários ataques dos Estados Unidos a embarcações venezuelanas, sobretudo no Mar das Caraíbas, que estariam a ser utilizadas para narcotráfico. Donald Trump declarou guerra ao narcotráfico, que descreve como terrorismo, e no início de dezembro disse que estaria para muito breve esse ataque terrestre à Venezuela, que pode ter agora começado com estas explosões ouvidas esta madrugada em Caracas, João.

São 21h03 em Portugal, 05h03, ou seja, madrugada na Venezuela. Vamos continuar a desenvolver este assunto nos próximos espaços noticiosos aqui na Rádio Observador. Fica por aqui esta edição das Nove com o Rui Casanova.