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Israel continua os ataques em Beirute e Teerão esta manhã. O governo israelita autorizou também nas últimas horas a invasão terrestre do Líbano. As tropas de defesa de Telavive estão neste momento na fronteira com o Líbano. Os soldados estão prontos a tomar áreas estratégicas no país. Esta incursão terrestre foi autorizada pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Defesa. Mas, para já, Miguel Gato, ainda não avançou.
Ainda não, Carla. As tropas israelitas estão para já posicionadas na fronteira com o Líbano. O porta-voz militar do exército diz que é para evitar ataques contra civis e pontos estratégicos importantes em Israel, mas se for necessário, o exército vai mesmo avançar. A autorização foi dada por Israel Katz e também por Benjamin Netanyahu. Em resposta, as tropas libanesas estarão a retirar-se das posições ao longo da fronteira com Israel. Os soldados estarão esta manhã a ser redistribuídos por outros postos.
E Miguel, Israel está esta manhã a atacar o Líbano e o Irão por via aérea.
Sim, uma onda de ataques extensivos contra o regime iraniano e o Hezbolá, é assim descrita esta operação militar. O conflito parece não ter fim à vista. Do outro lado, a Guarda Revolucionária Iraniana afirma ter destruído a base dos Estados Unidos no Bahrein. Também o Hezbolá lançou drones a partir do Líbano em direção à zona do norte do território israelita e durante a noite, dois incidentes a destacar. A Embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita foi atacada por dois drones iranianos, não há vítimas a registrar, e Israel terá atacado a sede da estação de televisão estatal no Irão e também no Líbano.
Miguel Gato, com os Estados Unidos também a pedirem ontem aos cidadãos norte-americanos para deixarem os países do Médio Oriente por razões de segurança, incluindo o aliado Israel. O Departamento de Estado norte-americano ordenou ainda a saída obrigatória de funcionários do governo considerados não essenciais dos consulados da Jordânia, Bahrein, Iraque, Catar e Kuwait. A operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel entra hoje no quarto dia.
Donald Trump critica o primeiro-ministro britânico, diz que Keir Starmer não tem sido nada colaborante.
O presidente norte-americano queixa-se da atual relação com o Reino Unido. Trump considera que a ligação com os britânicos não é mais a mesma e diz que Keir Starmer pode estar a ceder à pressão dos eleitores muçulmanos. São declarações ao jornal The Sun, por chamada telefónica. Por outro lado, nesta mesma entrevista, o presidente norte-americano aproveita para deixar elogios às relações com outros países europeus, como Alemanha e França, que também permitiram às forças norte-americanas utilizarem as bases aéreas.
E as secretas portuguesas estão atentas ao escalar da guerra no Médio Oriente, em particular devido à participação indireta de Portugal no conflito.
Por ter disponibilizado a base das Lajes nos Açores para uso por parte dos Estados Unidos. Numa declaração oficial ao jornal Eco, o Sistema de Informações da República Portuguesa confirma que desde o início dos ataques tem dotado os decisores políticos e as várias entidades com as informações necessárias para acompanharem os desenvolvimentos no terreno e enquadrar possíveis ameaças a interesses e cidadãos nacionais. As secretas não detalham que tipo de medidas têm sido tomadas, adiantando apenas que estão atentos às ameaças mais imediatas, aos interesses e à segurança dos portugueses, bem como às eventuais consequências e ramificações do conflito.
O historiador Bruno Cardoso Reis considera que a Europa tem que estar preparada para uma retaliação indireta do Irão e acredita que a segurança europeia já está a mudar.
Foi esta manhã no Gabinete de Guerra. Bruno Cardoso Reis afirma que a autorização de França, Reino Unido e Alemanha para a utilização de bases militares mostra que os europeus querem proteger-se do atual contexto internacional, ainda que na prática não seja possível que estes países sejam atingidos por mísseis iranianos. Bruno Cardoso Reis avisa para outras formas de retaliação.
A grande questão é que o plano de resposta iraniano parece mais bem pensado. Aquilo que os líderes iranianos têm estado a transmitir: "A nossa ideia é prolongar o conflito e o objetivo basicamente é multiplicar os alvos, inclusive violando a lei internacional, para criar um custo econômico muito grande para tentar forçar os Estados Unidos e Israel a pararem o conflito". Agora, em relação a ameaças para a Europa, eu diria que são sobretudo indiretas. Já à partida, mesmo os mísseis e os drones de mais longo alcance do Irão não vão além dos 2 mil quilômetros. Pode acontecer é outro tipo de retaliação, o terrorismo, ações de sabotagem, ciberataques.
Análise de Bruno Cardoso Reis esta manhã no Gabinete de Guerra. O historiador destaca ainda o anúncio do presidente francês, que decidiu reforçar o arsenal nuclear. Bruno Cardoso Reis considera que a Europa já entendeu o nível de tensão atual e que a estratégia de segurança está a começar a mudar.
E já a seguir a este jornal das nove, é nosso convidado o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Antes desse explicador, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? A presidente do Tribunal de Contas considera que os contratos públicos acima dos cinco milhões de euros e com impacto em várias gerações devem continuar sujeitos a visto prévio. Esta recomendação surge numa altura em que o governo se prepara para alterar as regras de aplicação do visto do Tribunal de Contas. Em entrevista à Agência Lusa, Filipa Urbano Calvão garante que há abertura para uma revisão da lei, mas insiste na necessidade de manter o visto prévio em algumas circunstâncias. O governo e os parceiros sociais reúnem-se hoje em concertação social. Vão discutir as alterações à lei laboral, numa altura que tanto o ministra como os parceiros admitem estar muito longe de um acordo. A agenda oficial da reunião indica também que na ordem de trabalhos está o PTRR, o Programa Português de Recuperação e Resiliência. O início da reunião está marcado para às 14h30. "Os Segredos da Seita do Yoga" é o podcast Plus do Observador. O último episódio está disponível a partir de hoje.
Ao longo das últimas seis semanas, a série contou a história de como um guru romeno usou o yoga para criar um movimento internacional que atraiu também várias mulheres portuguesas.
Ele está neste momento preso em França, onde aguarda ainda julgamento por suspeitas de exploração sexual e tráfico humano, mas o movimento mundial que criou continua em funcionamento.
Se chegar a ser julgado e condenado pelos crimes dos quais é suspeito, Gregorian Bivolaru arrisca um total de 30 anos de prisão. Mas Lara acha que mesmo assim, isso pode não ser suficiente para travar o movimento fundado pelo guru.
Por isso, nada para. A máquina não para por ele não estar lá. Tanto que a escola não parou sem ele, sem a Adina e sem o Advaita. Portanto, aquilo é uma máquina de fazer dinheiro, acho eu. E acaba por ser impossível que eles queiram parar, até porque há muita gente que dedica a sua vida àquela escola.
É um excerto do último episódio de "Os Segredos da Seita do Yoga". É uma série narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original do Benjamim.
E neste momento já pode ouvir os seis episódios desta série.